terça-feira, 4 de junho de 2013

ESCOLA DOMINICAL - Conteúdo da Lição 10 - Revista da Editora Betel


A IMPORTÂNCIA DA CEIA DO SENHOR

09 de Junho de 2013

INTRODUÇÃO
Como fundamento primário da fé, os cristãos têm que ter as Escrituras Sagradas como verdade inegociável, pelo fato de ser ela inspirada por Deus. A Bíblia é fundamental para que a humanidade possa conhecer não somente o evangelho, mas todo o conselho de Deus. Suas palavras são vida, e tem o poder de transformar o pior dos homens em seres humanos socializados, vivendo de forma digna e honrosa. Ela é infalível, não contém erros e é necessária para todos.

1. QUEM PARTICIPA INDIGNAMENTE ESTÁ CRUCIFICANDO JESUS DE NOVO
Esse peca contra o Senhor e será culpado da crucificação e da morte de Jesus, do corpo dilacerado e do sangue derramado (1 Co 11.27). Não está discernindo o corpo do Senhor. É como uma criança brincar com arma de fogo: o fim será uma tragédia.

1.1. Examine-se, pois o homem a si mesmo.
Os insensatos pensam que podem ficar escondendo seus pecados. Quando perdemos o temor a Deus é porque a nossa consciência já está cauterizada e não nos acusa mais. Nessa situação, tudo é lícito e relativo, porque a insensibilidade espiritual já avançou muito. A falta de respeito às coisas sagradas e a de discernimento espiritual levam ministérios e vidas a um esfriamento sem precedente. Muitos crentes estão mais afiados para examinar o próximo do que para avaliar a si mesmos. Mas a recomendação bíblica é que cada um prove a si próprio, isto é, se já não estiver reprovado (1 Co 9.27; 11.28; 2 Co 13.5).

1.2. Se nós julgássemos a nós mesmos, não seríamos julgados.
Se isto acontecesse não precisaríamos ser julgados, mas, quando somos julgados, somos repreendidos pelo Senhor, para não sermos condenados com o mundo. Logo, o julgamento divino é por amor (1 Co 11.32-33). Antes que alguém nos julgue devemos corrigir nossos erros, falhas e pecados cometidos. Precisamos ter a consciência sadia, sem qualquer temor e acusação. Julgar os outros é muito fácil, mas antes de fazê-lo precisamos corrigir a nós mesmos. Jesus diz: “Hipócrita, tira primeiro a grande trave de madeira do teu olho, e então, verás claramente para tirar o pequeno cisco de palha do olho do teu irmão” (Mt 7.5).

1.3. Quem confessa alcança misericórdia.
“O que encobre as suas transgressões nunca prosperará; mas o que as confessa e deixa alcançará misericórdia” (Pv 28.13). “Se confessarmos os nossos pecados, ele é fiel e justo para perdoar os pecados e nos purificar de toda injustiça” (1 Jo 1.9). A grande dificuldade neste item é não ver o próprio erro ou mesmo vendo não assumi-lo. Muitos acham que ao confessar as transgressões estarão sendo depreciados ou não serão mais os mesmo na opinião pública. Mas é melhor esta bem com Deus, ter a consciência em paz e ganhar a salvação do que viver mascarado de hipocrisia e sem a aprovação de Deus.

2. QUEM PARTICIPA INDIGNAMENTE SE EQUIPARA A JUDAS, PILATOS E CAIFÁS
Se dissermos que não temos pecado, enganamo-nos a nós mesmos e não há verdade em nós (1 Jo 1.8). Se dissermos que não pecamos, faze-mo-lo mentiroso, e a sua Palavra não está em nós (1 Jo 1.10). Torna-se fácil fazer o que estes homens fizeram, não se comprometendo ou querendo passar por bonzinhos diante do povo. Porém nada pode tirar a culpa ou os pecados cometidos, a não ser pela confissão com pedido de perdão através do arrependimento e coração quebrantado diante de Deus.

2.1. Só jogar as moedas fora, não adianta, não tira o pecado.
“Então, Judas, atirando para o templo as moedas de prata, retirou-se e foi-se enforcar” (Mt 27.5). Não adianta jogar as moedas fora nem se enforcar. Para tirar o pecado precisa confessá-lo e deixá-lo. “Vai, e não peques mais”, disse Jesus à mulher adúltera, depois de perdoá-la (Jo 8.11b). “Não peques mais, para que te não suceda alguma coisa pior”, disse Jesus ao homem ex-paralítico, de Betesda (Jo 5.14b).

2.2. Só lavar as mãos, não adianta, não se inocenta.
“Então, Pilatos, vendo que nada aproveitava, antes o tumulto crescia, tomando água, lavou as mãos diante da multidão, dizendo: Estou inocente do sangue deste justo; considerai isso” (Mt 27.24). Não adianta lavar as mãos nem falar que não faz parte do processo. Para tirar o pecado e implantar a inocência não é tão fácil assim. Pilatos pensa que não tem participação, que pode ficar com a consciência tranquila diante das barbáries, que nunca se meteu em nada errado, que tudo é intriga da oposição, nunca assume a responsabilidade das coisas malfeitas ou erradas. O covarde é assim: não assume o erro que pratica e insiste em sua “inocência”. A este filme estamos assistindo todos os dias.

2.3. Só rasgar as vestes, não adianta, não tira a culpa.
“Então, o sumo sacerdote (Mt 26.57) rasgou as suas vestes, dizendo: Blasfemou; para que precisamos ainda de testemunhas? Eis que bem ouvistes, agora, a sua blasfêmia” (Mt 26.65). Não adianta rasgar as vestes nem dar sinal de tristeza; é melhor rasgar o próprio coração endurecido e tirar a pedra escondida nele. Culpar os outros não resolve nem tira o seu próprio pecado; nada justifica sua falha; você não pode acusar ninguém, pois cada um dará conta de si mesmo a Deus (Rm 14.12).

3. QUEM PARTICIPA INDIGNAMENTE TRAZ CONSEQUÊNCIAS PARA SI MESMO
O texto diz que o risco é por conta da pessoa. Por isso, cada um deve examinar a si próprio. Se você participar indignamente estará procurando sofrimento contra si mesmo. Há riscos que não compensa correr. È melhor procurar a porta do perdão enquanto a mesma ainda está aberta. A decisão é sua! Paulo estava muito atento a esta situação. Ele dizia que precisava conservar-se puro para que, pregando aos outros, não viesse de alguma maneira a ficar reprovado (1 Co 9.27).

3.1. Fica sujeito a juízo e condenação.
“Porque o que come e bebe indignamente come e bebe para sua própria condenação, não discernindo o corpo do Senhor” (1 Co 11.29). “Muitos me dirão naquele Dia: Senhor, Senhor, não profetizamos nós em teu nome? E, em teu nome, não expulsamos demônios? E, em teu nome, não fizemos muitas maravilhas? E, então, lhes direi abertamente: Nunca vos conheci; apartai-vos de mim, vós que praticais a iniquidade” (Mt 7.21-23). Não podemos esperar pelo juízo de Deus para ser condenado com o mundo, é melhor nos corrigir antes (1 Co 11.32). Se você sabe que está errado, não espere ser chamada atenção, se antecipe e comece a fazer o certo.

3.2. Fica fraco, doente e precisa de UTI espiritual.
Quantos irmãos estão enfermos espiritualmente dentro das igrejas?! Não sentem mais nada, vão aos cultos e voltam da mesma maneira, sem nenhuma mudança! A mensagem não arde mais nos seus corações (Lc 24.32); os hinos não fazem diferença; não exercitam os dons espirituais; não glorificam mais a Deus; não abrem a boca nem para cantar os hinos sacros. Alguns nem estão indo mais aos cultos, não tem força, porque ficaram fracos demais, outros são verdadeiros murmuradores e precisam de ajuda espiritual urgente.

3.3. Dorme espiritualmente.
Quantos irmãos estão dormindo espiritualmente dentro e fora dos templos! Quem dorme não enxerga, não escuta, não come, não anda, não vive com Deus. Em algumas passagens bíblicas, dormir significa estar morto (1 Co 11.30; Ef 5.14). Quantas pessoas estão desviadas do Evangelho e nem se dão ao luxo de lembrar-se de seus erros! Frequentaram por um tempo as reuniões da igreja tomando a ceia regularmente estando em pecado e enfraqueceram-se. Atraíram consequências espirituais desagradáveis para suas vidas. Cuidado irmão! Indignamente nem pensar.

CONCLUSÃO
A Ceia do Senhor é algo sagrado de que não se pode participar com irreverência. É preciso ter cuidado para evitar sempre a indiferença, falta de conhecimento do seu real significado, de comunhão com os irmãos e de perdão dos pecados cometidos. Muitos descuidam e participam da ceia com exaltação espiritual como se fosse mais crente do que os outros. A comunhão envolve santidade e simplicidade diante de Deus e da igreja.

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