segunda-feira, 8 de fevereiro de 2016

ESCOLA DOMINICAL BETEL - Conteúdo da Lição 7 - Revista da Editora Betel


Cultivando o Diálogo, a renúncia e a tolerância
14 de fevereiro de 2016

Texto Áureo
“Para se conhecer a sabedoria e a instrução; para se entenderem as palavras da prudência" Pv 1.2

Verdade Aplicada
O homem sábio é aquele que ouve e pratica a Palavra de Deus. Ele constrói sua casa e seus relacionamentos sobre fundamento sólido.

Textos de Referência
Ef 4.2 – Com toda a humildade e mansidão, com longanimidade, suportando-vos uns aos outros.
Ef 4.3 – Procurando guardar a unidade do Espírito pelo vínculo da paz.
Fp 2.2 – Completai o meu gozo, para que sintais o mesmo, tendo o mesmo amor, o mesmo ânimo, sentindo uma mesma coisa.
Fp 2.3 – Nada façais por contenda ou por vanglória, mas por humildade; cada um considere os outros superiores a si mesmo.
Fp 2.4 – Não atente cada um para o que é propriamente seu, mas cada qual também para o que é dos outros.

Introdução
O diálogo leva a compreensão do que o outro pensa e sente. A renúncia é a compreensão de que não se pode agir sempre como se gostaria. A tolerância faz parte do sentimento de que todos falham e de que ninguém é perfeito.

1. A eficácia do diálogo na comunicação
As pessoas precisam aprender a se comunicar. Sem um transmissor e um receptor a comunicação não se efetiva.O monólogo não é suficiente para duas pessoas se relacionarem. Existem várias formas de comunicação, mas a mais eficiente é o diálogo. O ato de dialogar deve ser estimulado e treinado, pois quem tem uma boa comunicação se sobressai.  

1.1. Ouvir e falar no momento certo 
No diálogo é preciso saber falar e ouvir no momento certo. O diálogo desarma o silêncio diabólico. Com o diálogo se quebra o gelo e as barreiras caem. Sem o diálogo tudo se esfria, se distancia, há um vazio, há uma barreira, um isolamento. Mas com o diálogo se renova o compromisso, as pessoas ficam mais unidas, se conhecem melhor e aperfeiçoam os laços. A Bíblia diz em Eclesiastes 3.7 que há tempo de falar e tempo de ficar calado, saiba discernir isto. Não podemos atropelar quem está com a palavra, nem responder antes da hora, mas quem fala precisa dar oportunidade para quem está ouvindo para se expressar também.   

1.2. Promover a edificação
O diálogo precisa ocorrer de forma clara e objetiva, sempre trazendo a edificação. Se a pessoa não se expressar, o seu cônjugue não saberá o que ela está pensando nem as suas necessidades. A conversa clara e objetiva, sem rodeios, será salutar para a vida do casal. O diálogo de coisas passadas que fizeram mal ao casal deve ser evitado, sob pena de se abrir feridas já cicatrizadas. Tudo que não traz edificação deve ser desprezado (1Co 10.23)

1.3. Verdade, educação e respeito
O diálogo precisa ocorrer com verdade, educação e respeito. A honestidade e a sinceridade precisam prevalecer. Muitos lares estão contaminados com a mentira, um vício na comunicação. Cuidado! Apocalipse 21.8 diz que ficarão de fora todos aqueles que amam e praticam a mentira. Não pense que a verdade irá ferir a pessoa amada, desde que ela seja transmitida com amor e com educação e respeito, pois a verdade deve libertar e dar vida, jamais ferir ou matar a pessoa (Jo 8.32). Cuidado para não perder o respeito. A Palavra de Deus diz que é mais difícil reconquistar uma pessoa que foi desrespeitada ou ofendida do que uma cidade fortificada.

2. A vida é marcada por renúncias 
Jesus disse aos Seus discípulos: "Se alguém quiser vir após mim, renuncie-se a si mesmo, tome sobre si a sua cruz, e siga-me" (Mt 16.24) Para tudo na vida há necessidade de renúncias. Para o casamento não é diferente. Muitas coisas que gostamos precisamos renunciar ou negociar com o nosso cônjugue, pois não se admite posições ferrenhas e radicais no casamento.    

2.1.  O fortalecimento da harmonia
A renúncia de posições radicais fortalece a harmonia. Renunciar dá uma conotação de se esvaziar de si mesmo, tirar o egoísmo e trabalhar em benefício da união e unidade no casamento. Renunciar posições radicais que nada contribuem ou acrescentam ao casamento, a não ser conflitos e desgastes. Precisamos também renunciar a forma grosseira, agressiva e ignorante de tratar a pessoa amada, pois só tira a paz e corrói o amor. 

2.2. Um dever para os casados
A renúncia da vida de solteiro é um dever para os casados. Depois de casado, precisa-se abrir mão do
individual em benefício do mútuo. Para estar casado não se pode viver um vida como se estivesse solteiro, não tendo hora de chegar em casa, saindo a hora que bem quer, estando com quem quer, tendo a mesma vida que levava quando tinha liberdade de fazer o que queria. Os amigos de solteiro ou passam a ser amigos do casal ou precisam ser analisados para se tomar uma decisão inteligente. As amizades antigas podem causar ciúmes ao casal, o que é prejudicial ao casamento.

2.3. Deve partir dos dois lados
A renúncia deve partir dos dois lados, isto é, marido e mulher. Para um casamento duradouro é necessário uma boa dose de renuncia. Exige-se que a renúncia tenha pista dupla, deve partir dos dois lados. Isto requer maturidade, amadurecimento e sabedoria de ambas as partes. O homem não pode agir com machismo, sem nunca abrir mão das suas posições. O marido precisa olhar para a mulher conforme está registrado em 1 Pedro 3.7: "Igualmente vós maridos vivei com elas com entendimento, dondo honra à mulher, como vaso mais frágil, e como sendo elas herdeiras convosco da graça da vida, para que não sejam impedidas as vossas orações". A correspondência também é recíproca, uma vez que a mulher não deve relegar o marido a segundo plano.

3. A tolerância requer paciência
Tolerar é aceitar o cônjugue com a sua personalidade. É amá-lo e respeitá-lo. É aceitar como a pessoa é. É suportar as imperfeições. É esperar crescer e adquirir maturidade. O namoro e noivado são estágios probatórios para o casamento, mas muitos casaram pensando que poderia mudar a natureza de seus cônjugues após o casamento, mas hoje descobriram que isto é muito difícil. Agora precisam aprender a conviver com algumas situações que não são o ideal, mas resta ter paciência e suportar uns aos outros em amor (Ef 4.2; Cl 3.13)

3.1. Tolerar as tradições do cônjuge
Todos nós temos as nossas tradições que envolvem a família, a religião, os costumes, as comemorações, a formação, a alimentação, etc. Muitas coisas que as pessoas fazem passaram de geração para geração, de pai para filho. As comemorações que marcam dias especiais na família são uma coisa muito particular. A alimentação é regional e muitos preservam as comidas típicas do seu estado. A concepção religiosa de usos e costumes variam de pessoa para pessoa, mesmo dentro da mesma denominação.

3.2. Tolerar as limitações do cônjugue
Todos nós temos os nossos limites, isto é, vamos até um determinado ponto, depois não conseguimos mais avançar. Os cônjugues precisam entender isto. Não adianta exigir além das possibilidades físicas e intelectuais. Cada pessoa tem um capacidade de absorção e de assimilação. O nosso desenvolvimento intelectual diferencia um do outro. Um dos cônjugues pode chegar mais longe nos estudos ou galgar uma posição social de mais destaque, mas isso não lhe dá o direito de desprezar a pessoa amada. O limite pode ser diferente do outro, mas não devemos nos desesperar, porque isto é normal.

3.3. Tolerar as imperfeições do cônjugue
Todos nós temos falhas, um mal costume, ou mesmo um cacoete. Sempre temos algum coisa que desagrada o outro. Mas a maturidade diz que é preciso tolerar as imperfeições do conjugue e tentar ajudá-lo a corrigir as falhas com amor e respeito. Nunca devemos zombar ou criticar a pessoa amada por um defeito, pois talvez não tenhamos o defeito dela, mas em contrapartida, temos um defeito que ela não tem. Nunca podemos pensar que somos perfeitos, que não temos imperfeições e que não carecemos de nenhuma melhora.  

Conclusão
É extremamente necessário para quem almeja viver dias felizes e ter um casamento alegre e duradouro atentar para a seguinte orientação: "Não se esqueça jamais de cultivar atitudes que coloquem essas três palavras em evidência: diálogo, renúncia e tolerância".

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sábado, 6 de fevereiro de 2016

ESCOLA DOMINICAL CENTRAL GOSPEL ESBOÇO - Subsídio da Lição 6 - Revista Central Gospel


AULA EM___DE______DE 2016 – LIÇÃO 6
(Revista: Central Gospel - nº 45)

Tema: LIVRO DOS SALMOS PARTE III (Sl 73 - 89)

Texto Áureo: Salmo 88.13
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 PALAVRA INTRODUTÓRIA
- Professor(a), nesta lição ensine como nós distorcemos a nossa situação e como a verdade é estabelecida na casa de Deus.
- “a compilação”, compilação é a cópia feita exatamente igual ao original. É provável que Salomão não tenha escrito esses Salmos, mas sabe-se que ele compilou, reuniu vários trabalhos num único volume.
- “Asafe”, foi um diretor de louvor no tempo de Davi e Salomão.
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1. A PROSPERIDADE DO ÍMPIO E A JUSTIÇA DIVINA
- “quando se observa a prosperidade do ímpio”, muitas coisas o ímpio passa assim como nós, mas às vezes estamos tão desanimados com a nossa vida cristã que só observamos a prosperidade dos ímpios.
- “sentimento de impunidade”, temos a ideia de que o ímpio faz o que quer e não acontece nada.
- “no tempo que Ele estabeleceu”, muitas vezes nós somos imediatistas, queremos que as coisas aconteçam já, mas o tempo de Deus não é como o nosso.  

1.1. A revolta em relação ao homem ímpio como fruto da fome e da sede por justiça
- “apertos na sua morte”, obviamente o salmista só está olhando para os ímpios com boas condições financeiras, pois quando um desses morre sua família não passa necessidade, como acontecia com os pobres da época, porque as dívidas da pessoa que morria passavam para a família.
- “mais do que seu coaração pode desejar”, o salmista está lamentando a desigualdade social e a má distribuição de renda, ainda que não esteja usando essas palavras é sobre isso que ele está falando.
- “desejo de ser materializada a justiça”, é o desejo de ver Deus descer a mão de justiça sobre os infiéis. Às vezes observamos os crentes se alegrando grandemente quando alguém revela que Deus vai cobra algo de alguém. De fato há esse sentimento nos corações dos crentes. Isso é prejudicial.

1.2. A inveja do homem ímpio como fruto da corrupção
- “sentia inveja dos soberbos”, para um diretor de louvor era uma confissão difícil de fazer, mas ele era sincero como um bom homem de Deus.
- “maus também padecem dores”, e também deixamos de lembrar de tudo o que Deus já fez por nós.
- “a verdadeira paz”, se refere à paz que Jesus dá expressa em Romanos 5.1, a paz com Deus, que acalma o nosso coração e a nossa alma.
- “produz a murmuração”, é a reclamação por sua situação, se a pessoa não tomar uma atitude de contemplar o fim dos ímpios, ela poderá consumar o pecado de se desviar da presença de Deus, erro que o salmista não cometeu.

1.3. O futuro dos ímpios diante de Deus
- “momento em que ele foi ao Templo”, suponho que se ele fosse em alguns templos nos dias de hoje, ele iria sair mais atribulado, pois há lugares onde só se falam em prosperidade financeira e aquisição de benção material.
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2. A JUSTIÇA DE DEUS PERANTE OS JUÍZES DA TERRA
- “Salmos litúrgicos”, eram Salmos para cerimoniais, que faziam parte de uma liturgia.
- “eram musicados”, era colocada uma melodia para ser cantado e acompanhado por instrumentos.
- “o contexto dessa súplica”, é a situação em que ela ocorre ou se desenrola. O salmista observa Deus julgando e condenando o ímpio, por isso ele contempla o fim deles.

2.1. O cristão e a justiça social
- “fome de justiça”, lembrando as palavras de Jesus no sermão do monte: “Bem-aventurados os que têm fome e sede de justiça, porque eles serão fartos” Mt 5.6
 - “lutar para ver estabelecia da a paz e a justiça”, atualmente o que podemos fazer nesse sentido é orar e ajudar de alguma forma aqueles que foram injustiçados pela má distribuição de renda no país ou pela opressão dos ricos gananciosos.
                       
2.2 O julgamento final e o destino de todos os povos
- “o que dissemos nas trevas, ou seja, o que dissemos escondido, em oculto.
- “Ultimo Dia”, conhecido como o dia do julgamento, o Juízo Final.
- “diante do supremo tribunal”, chamado em Apocalipse de o Grande Trono branco.
- “Ele julgará com equidade”, equidade significa “igualdade” quer dizer que Ele julgará todos da mesma forma, não haverá dois pesos e duas medidas.
- “alimenta a alma daquele que tem sede e fome de justiça”, quer dizer que nós acreditamos nessa promessa e ficamos tranquilos porque um dia o Senhor fará justiça a todos.  
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3. DESEPERO E SOFRIMENTO NA CAMINHADA CRISTÃ
- “sente-se abandonado por seus amigos”, os Salmos falam de realidades que ocorrem dentro da alma humana, e essa é uma delas, pois há momento em que nos sentimos assim.
- “esquecido pelo próprio Deus”, essa é uma situação que poucos admitem, mas também ocorre com muitos irmãos. Não há problema em o crente dirigir seu clamor a Deus por isso.  
- “representação pictórica”, é a representação que descreve uma imagem, uma situação, como se fosse um quadro, uma pintura.

3.1. Quando se trilha o caminho da morte
- “pois isso não acontecera”, uma situação parecida com a de Jó, descreve um sofrimento de um inocente.
- “jamais desiste de buscar respostas me Deus”, um dos maiores exemplos que esse e outros salmos nos trazem, a incansável busca pelas respostas do Senhor.
- “serve de palco para a atuação da fé”, significa que se tudo estivesse bem o salmista não demonstraria sua fé. Nunca gostaríamos de passar por aflições, mas as vezes elas ocorrem pela permissão de Deus para exercitarmos a fé Nele.

3.2. Quando não há mais esperança
- “nem todos os revezes...são frutos do pecado”, esse tipo de conhecimento é expresso na vida de Jesus e de Jó, porém muitos não entendem isso,  e na primeira ocasião em que alguém aparece enfermo ou na adversidade, logo acusam-no de pecado.
- “padrões de logicidade humana”, são padrões de lógica humana, quer dizer que pela lógica humana alguém que está no sofrimento é porque está em pecado.
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CONCLUSÃO
- Faça o seu resumo e exponha à classe.
- Corrija o questionário.

Boa aula!

Marcos André – professor

sexta-feira, 5 de fevereiro de 2016

ESCOLA DOMINICAL BETEL ESBOÇO - Subsídio da Lição 6 - Revista da Editora Betel


AULA EM 07 DE FEVEREIRO DE 2016 – LIÇÃO 6
(Revista: Editora Betel)

Tema: Vivendo a Felicidade no Lar

Texto Áureo: 1 Coríntios 13.1
  
INTRODUÇÃO
- Querido(a) professor(a), nesta lição busque algo novo, algum conteúdo a acrescentar sobre família, para não ficar com assuntos repetidos.
- “descreve de forma maravilhosa a felicidade da família”, se referindo ao texto do livro de Salmos usado como referência.
- “quando esta concentra-se nos princípios”, como ocorre em toda a Bíblia, para que haja sucesso deve se cumprir condições dadas por Deus. No caso do texto de referência a condição que deve ser observada está no verso 1 “aquele que teme ao Senhor”, então a condição é temer ao Senhor.
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1. Mulher: videira frutífera
- “símbolo da alegria”, o vinho é o símbolo da alegria, a mulher é comparada a videira que dá uvas e delas se tira o vinho. O produto inicial é a videira e o final é o vinho, então podemos dizer que numa casa onde se teme ao Senhor haverá o produto inicial, a mulher (videira) e o produto final, a alegria (vinho).   
- “frutificará e dará muitos frutos”, tanto o comentarista quanto o Salmista parecem estar se referindo a filhos, pois essa era a maior benção que um casal esperava receber de Deus.

1.1. A polivalência da mulher
- “pois consegue realizar muitas tarefas”, é fácil observar essa qualidade na mulher, ela consegue observar com facilidade diversos eventos ocorrendo a sua volta. Com certeza o Senhor a fez assim por ser ela a que cuida dos filhos e essa tarefa ela precisa gerenciar juntamente com outras mais.
- “não abre mão de ajudar no orçamento familiar”, por conta dessa característica feminina de multitarefas, a mulher consegue trabalhar e ainda cuidar dos filhos, dificilmente o homem conseguiria fazer isso.
- “olha pelo governo da sua casa”, o livro de Provérbios coloca a mulher como governanta do lar, e de fato, por mais que o homem seja o cabeça da mulher, a mulher é do lar.

1.2. Comer do trabalho das suas mãos
- “Não lhe falta serviço”, quer dizer que ele não fica desempregado.
- “palmas das suas mãos pegam na roca”, o autor dessa seção de Provérbios está enaltecendo as qualidades da mulher de sua época ao descrevê-la como excelente costureira. Hoje ele usaria outros exemplos, mas a ideia é a mesma elogiar a mulher que cuida da casa, dos filhos e do marido.
- “arriscar a sorte em jogos e loterias”, embora a Bíblia não apresente doutrina para a prática do jogo de azar como loteria, bicho, sabemos que essa não é uma postura condizente de um cristão, isso demonstra falta de confiança em Deus e uma certa ganância.

1.3. A felicidade de temer ao Senhor
- “Eles irão bem porque têm promessa”, se referindo à promessa do Salmo 128.2.
- “as provas e tribulação são passageiras”, aqueles que te essa certeza vivem melhor, pois passam a ver as lutas como obstáculos que precisam ser superados.
- “Felicidade não é a ausência de conflitos”, quer dizer que um casal feliz não é aquele que nunca briga, mas aqueles que sabem lidar com as diferenças.
- “para aplicação no nosso dia a dia”, a aplicação da Palavra de Deus é a finalidade principal pela qual ela foi escrita. Jesus chegou a dizer que aquele que pratica as Suas palavras é comparado ao homem que edificou a casa na rocha de sorte que se tornou inabalável.
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2. Filhos: plantas de oliveira
- “não podem abrir mão da educação e dos ensinamentos”, a mesa no Antigo Testamento era o local onde os pais ensinavam os filhos e lhes transmitiam as suas experiências.

2.1. Os filhos são herança do Senhor
- “deixa-los em tempo integral nas creches não é o ideal”, é como se tivéssemos uma fortuna em dinheiro e deixássemos alguém que não conhecemos tomar conta pra nós, é um risco que muitos pais correm diariamente, não conhecemos a índole dos funcionários dessas creches e ainda que sejam pessoas ótimas, certas coisas só os pais ensinarão.
- “fase em que a criança mais precisa dos pais”, quando a criança chegar na escolinha, ela já deverá saber coisas que os pais ensinaram em casa, como o respeito aos mais velhos, por exemplo.
- “tentar equacionar esta alarmante situação”, tentar equilibrar o problema, verificar se vale a pena os dois trabalharem e a educação dos filhos ficar prejudicada se é compensador, às vezes não compensa ganhar um aumento da renda hoje e no futuro gastar muito com psicólogos.

2.2. A educação cristã começa dentro de casa
- “incumbência de repassar aos filhos os mandamentos”, dessa forma o primeiro campo missionário de todo crente é sua própria família. Não há lógica em pregar para o mundo e deixar os filhos de fora.
- “terem prazer na Lei do Senhor”, no mundo em que vivemos é muito difícil, mas não é impossível, para que os pais façam os filhes terem prazer nas escrituras eles devem mostrar para os filhos que eles próprios tem esse prazer, devem ler com eles, comentar os conjugues entre si acerca da Palavra de Deus, dessa forma estarão passando para os filhos a mensagem de as Escrituras são muito interessante.
- “sentir gosto pela Escola Bíblica Dominical”, a Escola Dominical já formou grandes pregadores pelo mundo afora, muitos pais que conduziram seus filhos à Escola Dominical depois tiveram o prazer de vê-los à frente de grandes obras no Reino de Deus.
- “juntos com os filhos e não apenas mostrar o caminho”, esse ensinamento os filhos aprendem vendo os pais praticando e isso segue por toda a vida, depois que os filhos já aprenderam eles passam a se animar e animar a caminhada dos pais.

2.3. O exemplo cristão dos pais faz a diferença
- “no modo de se referir à casa de Deus e aos ungidos do Senhor”, com as nossas palavras estamos passando mensagens para os nossos filhos, por isso quando, dentro da nossa casa, falamos mal de um pastor, transmitimos a seguinte mensagem para os nossos filhos, as igrejas não são verdadeiras e não se deve respeitar os pastores. Muitas vezes nós estamos reforçando mensagens que o mundo passa para as pessoas o tempo inteiro, como: o povo de Deus é preconceituoso, é caloteiro, bitolados e os pastores são endinheirados e gananciosos.
- “no modo como os pais desempenham o ministério”, o filhos estão observando e recebendo as mensagens que lhes transmitimos com nossas atitudes. Quando eles nos veem orando ou lendo a Bíblia, estão recebendo a mensagem de que é importante fazer isso. Quando o filhos nota que os pais sempre tentam chegar cedo nos cultos entendem que os cultos são muito importantes. Tem lares cristãos onde a Santa Ceia é vista como um culto especial, um cerimonial sagrado (e é mesmo), então os filhos recebem a mensagem de que não devem faltar a esse evento em hipótese nenhuma.
- “mas abrem os olhos para os exemplos”, uma frase de efeito muito utilizada no meio militar é “A palavra convence e o exemplo arrasta.”
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3. Netos: herança do Senhor

3.1. Ver os netos, não criá-los
- “que supera o amor que temos pelos filhos”, muitos avós cuidam dos netos com bem mais cuido do que cuidaram dos filhos, por isso a expressão usada para designar os jovens despreparados e fracos é: “criado por vó”.
- “pois os avós estão criando os netos”, nas classes mais pobres isso ocorre devido as mães serem muito jovens e não terem condições de sustentar os filhos, isso é um problema social, mas nas classes menos pobres ocorre por comodismo de pais que não assumem sua responsabilidade.
- “Sabemos que existem as exceções”, essas exceções seriam filhos criados pelos avós e que se tornaram excelentes cidadãos. Ainda que os avós tenham sido excelentes pais e educadores, não se pode tirar a responsabilidade dos pais.
3.2. Viver para ver os filhos dos teus filhos
- “comprimento da promessa de honrar aos pais”, nesse caso então o cumprimento de duas promessas, o de honrar os pais e temer ao Senhor dentro do lar. O ponto comum entre as duas promessas é o lar, um lar temente e onde Deus é respeitado, tanto os pais como os filhos receberão a vitória.

3.3. A bondade de Deus e a distribuição de bênçãos
- “tinham superado todas as suas expectativas”, isso porque ele não esperava ver José nunca mais, porém agora ele estava vendo José e seus filhos.
- “trasborda de gratidão a Deus por Sua infinita bondade”, até mesmo entre os ímpios há um certo nível de gratidão quando se vê os netos.
- “A graça de Deus não segue a linha da natureza humana”, quer dizer que não é porque um filho é o mais velho que será mais abençoado do que o outro, não é porque o pai gosta mais de um que esse será abençoado mais do que aquele menos querido.
- “tosas as Suas bênçãos são distribuídas conforme a Sua vontade”, uma ilustração interessante é o fato ocorrido em Gn 48.17-19, onde Jacó abençoa os filhos de José e não segue o costume de colocar a mão direita sobre o primogênito simbolizando uma melhor benção, mas faz o que o Senhor lhe direciona, pois a benção para Efraim era bem maior, de fato Efraim foi a tribo mais próspera do Norte.

CONCLUSÃO
- “atentarmos para a Palavra de Deus concernente ao casamento”, se referindo aos ensinamentos mencionados aqui e em toda a Bíblia, pois muitos casais cristãos sofrem por não segui-los. Alguns buscam nos encontros uma interpretação mais amena para verdades básicas como a submissão da esposa ao marido, etc.
- “se não colocarmos em prática”, no mundo em que vivemos é muito difícil colocar os ensinamentos da Palavra de Deus em prática, pois tudo a nossa volta nos orienta à rebeldia e pouco caso das coisas do Reino, é necessário esforço extra.
- Faça o resumo e corrija o questionário.

Marcos André – professor

Boa Aula!

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quinta-feira, 4 de fevereiro de 2016

 AMADOS IRMÃOS ESTAMOS TRABALHANDO FIRME PARA CONCLUIR OS ESBOÇOS DA ESCOLA BÍBLICA DOMINICAL, OBRIGADO PELA COMPREENSÃO.
DEIXE A SUA CONTRIBUIÇÃO PARA O NOSSO CLUBE, CLICANDO NO NOSSO ANÚNCIO AÍ ABAIXO:

quarta-feira, 3 de fevereiro de 2016

ESTÁ SENDO CORRIGIDA E CONCLUÍDA A APOSTILA PARA O CURSO DE OBREIROS. POR ENQUANTO NÃO ESTAREMOS ENVIANDO ESSE MATERIAL ATÉ O TÉRMINO DA CORREÇÃO E CONCLUSÃO.

terça-feira, 2 de fevereiro de 2016

ESCOLA DOMINICAL CPAD ESBOÇO - Subsídio da Lição 6 - Revista da CPAD - ADULTOS


AULA EM 07 DE FEVEREIRO DE 2016 – LIÇÃO 6
(Revista: CPAD)

Tema: O Tribunal de Cristo e os Galardões
Texto Áureo: 2 Coríntios 5.10
  
INTRODUÇÃO
- Querido(a) professor(a), nesta lição esteja inteirado dos textos acerca desse tribunal, não deixa que nenhuma pergunta o pegue desprevenido.
- “Todos os crentes terão que comparecer”, professor(a), é bom deixar claro que está se referindo aos crentes que subirão no arrebatamento da Igreja.
- “obras e os atos dos crentes”, se referindo às obras dentro do Reino de Deus, qualquer trabalho para ganho de almas ou edificação dos servos de Cristo.
- “galardoados com justiça”, será avaliado se havia sinceridade no trabalho executado ou se foi realizado por motivo alheio ao Reino de Deus.
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I - O TRIBUNAL DE CRISTO E OS CRENTES

1. O julgamento.
- “já transformados e com um corpo incorruptível”, ou seja, após o arrebatamento, onde todos os que subirem serão transformados.
- “os que serão julgados já são salvos”, esse julgamento ocorrerá primeiro, antes do Juízo Final.
- “não mais passarão por qualquer tipo de condenação”, por isso acredita-se que os salvos não comparecerão no julgamento do Grande Trono Branco.
- “para ter sido salvo e permanecer salvo”, se refere a vida com Cristo, dessa forma: “ter sido salvo” foi no momento em que a pessoa levantou a mão para Jesus o recebendo como salvador, e “permanecer salvo”, até o dia da morte ou arrebatamento.
 - “o galardão”, uma espécie de premiação por tudo que se fez no Reino de Deus aqui na Terra.

2. Quando se dará?
- “Eurico Bergstén”, pastor e missionário finlandês que atuou no Brasil até seu falecimento em 1999, foi comentarista de revistas da Escola Dominical.
- “no dia em que Jesus voltar”, quer dizer na primeira fase da segunda vinda, acredita-se que será logo após o arrebatamento.
- “a coroa da justiça”, esse termo significa basicamente o reconhecimento por algo de bom que a pessoa tenha realizado.
- “recompensará todo o seu trabalho”, muitas obras que realizamos não são recompensadas ou reconhecidas no presente, com isso alguns irmãos tem se desanimado grandemente, mas precisamos ter fé que Jesus nos recompensará.

3. Quem será o juiz?
- “será nosso Senhor Jesus Cristo”, exatamente Aquele que nos comissionou para essa obra.
- “direito legítimo de julgar”, é o direito outorgado por lei, exatamente Eles que nunca pecaram e que possuem sentimentos como os homens, por isso legalmente só Eles podem julgar.
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II - AS OBRAS DO CRENTE E O JULGAMENTO DE CRISTO

1. A precisão do julgamento.
- “apenas para serem vistos pelos homens”, esses recebem seus galardões aqui, são aplaudidos, aclamados e enaltecidos, tendo assim recebido seus galardões aqui.
- “todas as obras serão provadas pelo fogo”, é o fogo purificador do Senhor, em Ap 1.14 afirma que os olhos do Senhor são como chama de fogo, quando o Senhor olha para algo, não há nada que possa ficar encoberto, nem as intenções do coração.
- “e revelar qual é a verdadeira intenção do coração.”, tudo o que fizemos aqui para o Reino de Deus, vai passar pelo fogo do Senhor e ali será revelado a intenção do coração daquele que trabalhou. Se estava com o coração sincero, então a obra será aceita e a pessoa receberá galardão por isso.

2. Ouro, prata e pedras preciosas.
- “obras que os crentes fizeram para a glória de Deus”, obras que eles fizeram com o coração sincero, não obras para aparecerem ou para ficarem ricos e famosos.
- “em parceria, comunhão com o Senhor”, alguns crentes realizam obras sem a parceria com Deus, sem a ajuda do Espírito Santo, confiando em seus próprios talentos e recursos.
- “obras que glorificam não o nosso nome”, esse é um grave problema dessa geração, realizam obras no Reino de Deus para se promoverem e assim conseguirem recursos e prestígio.
- “a prata é símbolo de redenção”, a redenção significa “resgate”. Jesus é o nosso redentor porque Ele pagou o preço pelo nosso resgate.
- “simboliza a redenção feita por Cristo”, podemos dizer dentro de uma tipologia que a prata simboliza a obra realizada em prol do resgate de vidas, da conversão de almas.

3. As obras que perecerão.
- “mas o tal será salvo, todavia como pelo fogo”, quer dizer que a pessoa não será salva por obras, mas pelo aceitar a Cristo. A pessoa não receberá galardão, mas também não perderá a salvação.
- “mas buscando a glória humana”, se refere aos casos em que as pessoas buscam reconhecimento, gostam de trabalhar para a liderança observar. Alguns se esforçam quando sabem que o pastor estará presente.
- “No fogo do julgamento, elas vão desaparecer”, se referindo obviamente à obra, porque a pessoa será salva.
- “Há quem trabalhe muito na igreja”, muitos para aparecerem mais do que outros se esforçam ao extremo, e algumas lideranças não se importando com a qualidade exploram ao máximo essa mão de obra, às vezes ocorrem problemas que fazem aparecer a “obra de madeira”. Alguns abandonam a obra de Deus por motivos banais, pois não tinham o coração em Deus quando estavam trabalhando.
- ““já receberam o seu galardão”, aqui mesmo”, como o galardão será um prêmio pelo serviço de Deus, um reconhecimento dado pelo Senhor ao crente que trabalhou, então a fama, os tapinhas nas costas, os aplausos e elogios, por serem também reconhecimento são considerados por Deus já o galardão da pessoa.
- “crentes que são inconstantes”, os crentes inconstantes são aqueles que começam um serviço do Reino até com bastante vigor, mas que desanimam de repente e param no meio do caminho, assim como a palha que queima vigorosamente e depois se apaga rapidamente.
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III - A PRESTAÇÃO DE CONTAS DO CRENTE E OS GALARDÕES

1. Os pastores darão conta dos seus rebanhos.
- “terão que prestar contas ao Sumo Pastor”, o Sumo Pastor é Jesus, mas se sabe ao certo, como será essa prestação de contas, se o pastor perderá galardão pelas vidas que se perderam ou se sofrerá alguma repreensão por isso.
- “(pastores) de Israel por cuidarem de si mesmos”, às vezes, até mesmo alguns pastores que aparentam cuidar do rebanho estão na verdade cuidando de si mesmos, fazendo número para terem sempre bastante oferta na igreja.
- “incansáveis na pregação, no ensino da Palavra”, muitos pastores estão se desgastando além da conta, com membros problemáticos. Eles passam por isso muitas vezes por serem negligentes com o ensino da Palavra de Deus. Se ensinarem ao povo de Deus a sã doutrina das Escrituras, com certeza terão bem menos problemas para enfrentarem.

2. Crentes darão conta de seus talentos. 
- “mas todos recebem”, não existe ninguém que não saiba fazer nada no Reino de Deus, cada um recebeu pelo menos uma  habilidade cada servo de Jesus possui.
- “desenvolver nossos talentos com dedicação”, cada um deve aprimorar as habilidades que recebeu de Deus, pode se aprofundar naquilo que já faz, se encher de conhecimento da Palavra e também de conhecimento específico sobre o talento, um exemplo disso são o músicos, podem e devem se encher de Deus e se aprofundar na arte da música.
- “Você é responsável, perante o Senhor, por usar bem”, a parábola dos talentos comprova que Deus irá cobrar de cada um, o que foi feito do dom ou talento recebido. Na parábola o rei cobrou por único talento.
- “empregar nosso tempo e nossos talentos”, professor(a), esse é um bom momento para questionar a classe. Será que cada um de nós tem usado seus talentos a serviço do Reino, ou a serviço de nós mesmos. Tudo será cobrado.
_____________________________________
CONCLUSÃO
- “verão que valeu a pena suportar as aflições”, essa aula irá ajudar a muitos crentes que trabalham arduamente sem ver um reconhecimento por isso. Muitas vezes não são mencionados nos agradecimentos, e todos sabem que isso afeta de alguma forma, mas o servo fiel não deve parar o seu trabalho por conta disso, deve perseverar, pois o Senhor está atento a tudo e retribuirá a cada um.
- “não são para comparar com a glória”, ninguém sabe como serão esses galardões, em que consiste, talvez sejam coroas diferenciadas umas das outras, ou algum outro tipo de premio, pois os textos que citam a palavra “coroa”, podem estar em sentido figurado, porque essas eram as premiações dos vencedores da época dos apóstolos.
Elabore o resumo e apresente aos seus alunos e corrija o questionário.
Marcos André – professor

Boa Aula!

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segunda-feira, 1 de fevereiro de 2016

ESCOLA DOMINICAL CPAD - Conteúdo da Lição 6 - Revista da CPAD - JOVENS

Bênçãos da Justificação
07 de Fevereiro de 2016



TEXTO DO DIA

“Porque, se nós, sendo inimigos, fomos reconciliados com Deus pela morte de seu Filho, muito mais, estando já reconciliados, seremos salvos pela sua vida” (Rm 5.10).

SÍNTESE

A justificação por meio da fé é acompanhada de muitos benefícios, o que motiva o crente a manter sua fidelidade a Deus, independente das circunstâncias.

TEXTO BÍBLICO


Romanos 5.1-11.

1 — Sendo, pois, justificados pela fé, temos paz com Deus por nosso Senhor Jesus Cristo;
2 — pelo qual também temos entrada pela fé a esta graça, na qual estamos firmes; e nos gloriamos na esperança da glória de Deus.
3 — E não somente isto, mas também nos gloriamos nas tribulações, sabendo que a tribulação produz a paciência;
4 — e a paciência, a experiência; e a experiência, a esperança.
5 — E a esperança não traz confusão, porquanto o amor de Deus está derramado em nosso coração pelo Espírito Santo que nos foi dado.
6 — Porque Cristo, estando nós ainda fracos, morreu a seu tempo pelos ímpios.
7 — Porque apenas alguém morrerá por um justo; pois poderá ser que pelo bom alguém ouse morrer.
8 — Mas Deus prova o seu amor para conosco em que Cristo morreu por nós, sendo nós ainda pecadores.
9 — Logo, muito mais agora, sendo justificados pelo seu sangue, seremos por ele salvos da ira.
10 — Porque, se nós, sendo inimigos, fomos reconciliados com Deus pela morte de seu Filho, muito mais, estando já reconciliados, seremos salvos pela sua vida.
11 — E não somente isto, mas também nos gloriamos em Deus por nosso Senhor Jesus Cristo, pelo qual agora alcançamos a reconciliação.

INTRODUÇÃO

A justificação se dá por meio da fé no poder regenerador da morte de Jesus. A partir deste momento, o cristão ressurge em novidade de vida de forma similar à ressurreição de Cristo. A justificação elimina a culpa e reconcilia o ser humano com Deus. Esta nova situação traz alguns benefícios, reforçados pelo correto sentimento motivador do amor de Deus, que não envergonha o crente na sua esperança e nem nos sofrimentos em nome dEle.

I. A BÊNÇÃO DA PAZ COM DEUS (Rm 5.1,2)


1. Paz com Deus.
O ímpio não tem paz porque vive na prática do pecado (Is 57.21; Sl 73.3). Diferente da pessoa justificada, cujos pecados não lhe são mais imputados, portanto reconciliada com Deus (2Co 5.18,19). Esta reconciliação traz a paz com Deus, pois o castigo ao qual estávamos condenados é imputado sobre Jesus, que nos traz a paz (Is 53.5). O sacrifício de Jesus derruba a parede que separa o ser humano de Deus (At 10.36; Ef 2.14), sendo “religado” (significado de religião) com Deus. Existe uma diferença entre estar em “paz com Deus” e ter a “paz de Deus”. A paz com Deus é somente para aqueles que conservam sua vida em constante comunhão com Deus (Is 26.3; Jo 14.27; Fp 4.7). Diferente do incrédulo, o salvo vive no Espírito e, assim como o Espírito é eterno, eterna será a sua paz com Deus. Jovem, você está em paz com Deus?

2. A bênção do acesso à graça de Deus.
Somente em Jesus pode ser evidenciada a gratuidade da justificação, pois somente Ele pode redimir o pecador de sua condição no tribunal de Deus (Rm 3.24). A vida de pecado é uma vida que conduz à morte, uma vida de opressão debaixo da culpa e da solidão espiritual, mas na justificação se aplica a justiça para a vida eterna por meio de Cristo (Ef 2.5-8, Rm 5.21). Semelhantemente à vitória de Cristo sobre a morte por meio de sua ressurreição, as pessoas justificadas vencem a morte que traz o pecado e ressurgem vivificadas juntamente com Cristo, tudo pela graça de Deus (Ef 2.6). Esta graça de Deus, acessada somente pela fé (Ef 2.18; Rm 4.12; Hb 4.16), fortalece o crente por não estar mais debaixo da lei, nem do domínio do pecado (Rm 6.14,15). Somos o que somos pela graça de Deus (1Co 15.10), por isso devemos ser gratos a Ele por tudo.

3. Esperança da glória de Deus.
As pessoas justificadas são bem-aventuradas, pois nelas repousa a grande esperança da manifestação da glória de Deus (Tt 2.13). Muito diferente de uma pessoa que leva sua vida à margem da Bíblia, alimentada de alegrias e motivações efêmeras e passageiras. Os justificados são transformados de glória em glória (2Co 3.18), ou seja, se tornam já participantes da glória de Deus como herdeiros juntamente com Cristo, para também com Ele serem glorificados (Rm 8.17). Esta é a grande diferença entre ser criatura e ser filho de Deus. A primeira condição é genérica, sendo característica natural de tudo e todos os seres criados, a segunda é somente para as pessoas que foram justificadas. A Bíblia informa que ainda não sabemos como haveremos de ser, mas clarifica que seremos semelhantes ao Cristo glorificado e adverte-nos a manter esta condição, possível somente por meio da manutenção da obediência (1Jo 3.1-3). Jovem, guarda o que tens!

Pense!

Jovem, você já pensou no valor de estar em paz com Deus?

Ponto Importante

A velocidade da disseminação do conhecimento, o consumismo acirrado e a valorização exacerbada do ter em detrimento do ser, têm tirado a paz da maior parte da humanidade. Enquanto isso, aquele(a) que é justificado(a) desfruta da paz com Deus, bênção da justificação pela fé.

II. BÊNÇÃO DO REGOZIJO NAS TRIBULAÇÕES (Rm 5.3-5)


1. As tribulações conduzem à maturidade.
No caminho para a glória, citado anteriormente (Rm 8.17), as tribulações são inevitáveis. Jesus não prometeu uma vida sem conflitos, mas afirma categoricamente que passaríamos por aflições (Jo 16.33). Ele não engana para ganhar seguidores. Na própria história do povo de Israel podemos ver as tribulações que serviram para a maturidade espiritual (Dt 8.15,16). Nossa caminhada não é diferente, Paulo assevera que as tribulações nos levam à perseverança, à experiência (caráter aprovado), e à esperança que não confunde. Portanto, quando você pede a Deus mais experiência e esperança, mesmo que inconscientemente, você está pedindo por mais aflições, que o levarão à experiência, que por sua vez lhe trará esperança. Um processo contínuo de causa e efeito. Tiago afirma que é motivo de alegria o passar por várias provações, pois por meio delas se obtém experiência, com vistas a alcançar a coroa da vida, prometida aos que amam a Deus (Tg 1.2-4,12).

2. O crente, nas tribulações, tem a certeza do amor de Deus.
Um texto bem conhecido da epístola aos Romanos é o do capítulo 8, versículos 35-39. Neste texto vemos o apóstolo relacionar uma série de intempéries indesejáveis na vida de um ser humano, mas conclui que mesmo estas coisas não são suficientes para separar uma pessoa salva de Deus. Quantos exemplos existem na Bíblia de pessoas que abriram mão de praticamente tudo de valor que tinham ou poderiam ter, inclusive da própria vida, constrangidas pelo amor de Deus. Basta lermos Hebreus 11, na galeria dos heróis da fé, para constatarmos isto. Quem mantém sua fidelidade à Deus, independente das circunstâncias, pode perceber o amor de Deus, a exemplo do grande Mestre Jesus. Ele no Getsêmani, sentindo a dor do cálice a ser tomado, questiona este “abandono”, mas ao final se submete à vontade de Deus por saber que tudo era por amor, inclusive sua morte.

3. O amor de Deus é provado pela morte vicária de Cristo.
O Espírito Santo nos faz perceber o amor de Deus para conosco (v.5). Amor que pode ser evidenciado pela doação de Deus, mesmo sabendo que não tínhamos possibilidade de retribuir esse amor por sermos fracos (v.6). O apóstolo afirma que morrer por alguém justo não seria considerado algo tão incomum (v.7), pois ao longo da história há vários registros de pessoas que deram sua vida por uma pessoa amada, um líder carismático ou uma causa maior; mas um justo morrer pelos injustos pecadores, isso nunca havia sido visto. Por isso, a grande demonstração de amor de Deus pela humanidade é o fato de Cristo ter morrido por nós, “sendo nós ainda pecadores” (v.8). Devemos ter em mente este amor, principalmente nos momentos de tribulações, sabendo que muito maior sofrimento Jesus passou para que fôssemos justificados e participantes da glória presente e da glória que haveremos de ter.

Pense!

“O justo tem paz em sua relação com Deus, mas aflição em sua relação com o mundo porque vive no Espírito” (Martinho Lutero).

Ponto Importante

A paz com Deus não significa ausência de conflitos e tribulações, mas ter paz mesmo nas adversidades.

III. A BÊNÇÃO DA SALVAÇÃO PASSADA E PRESENTE (Rm 5.9-11)


1. A salvação no passado.
Como é grande a satisfação de saber que um dia no passado tivemos o privilégio de experimentar a justificação mediante a fé em Jesus Cristo pregada por Paulo. O que seria de nós se não tivéssemos feito esta decisão? Onde nós estaríamos hoje? Quem nós seríamos? Estaríamos vivos ou não? Certamente não seríamos melhores do que somos e, acima de tudo, continuaríamos na condição de pecadores, condenados ao julgamento da ira de Deus, na condição de inimigos dEle (v.9; Rm 2.5; 3.5). O apóstolo afirma que fomos reconciliados com Deus quando ainda éramos seus inimigos devido aos nossos pecados, mas fomos reconciliados gratuitamente, sem nenhuma condição prévia a não ser a fé em Jesus. Algumas pessoas se esquecem das bênçãos do passado. Seja grato a Deus e não se esqueça de nenhum de seus benefícios do passado. Esta lição veio para lembrar você disso, assim como os autores veterotestamentários, repetidamente fizeram com Israel.

2. A salvação no presente.
Nos escritos do apóstolo Paulo fica evidenciada a gratidão pela mudança que o encontro com Cristo provocou em sua vida. A mudança deu a ele uma convicção que o ajudou a superar as dificuldades do dia a dia. Antes de conhecer a Cristo ele tinha uma posição privilegiada no ambiente judaico, uma posição almejada por muitas pessoas. Quando escreveu a Epístola aos Romanos, ele já não tinha mais aquele status, mas a experiência da justificação o libertou do domínio do pecado e deu-lhe a segurança que nunca havia conquistado com sua vida religiosa pregressa. A garantia da salvação presente e da comunhão com Deus proporcionavam ao apóstolo a convicção, pouco antes de sua morte, de ter combatido um bom combate e guardado a fé (1Tm 4.6,7). Segurança garantida somente às pessoas, que por meio de uma vida devotada e de santidade, mantêm seu ideal de obediência e gratidão a Cristo.

Pense!

O que leva as pessoas que já conheceram o Evangelho a abrir mão das bênçãos decorrentes da justificação?

Ponto Importante

A justificação pela fé não garante a salvação de uma vez por todas, mas traz benefícios que nos auxiliam a nos mantermos firmes nas promessas de Deus, gratos pela salvação, desfrutando e aguardando a glorificação definitiva com Deus.

CONCLUSÃO

Nesta lição, aprendemos que a justificação, além de ser gratuita, traz consigo muitas outras bênçãos como a paz com Deus.

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