sábado, 2 de maio de 2015

ESCOLA DOMINICAL - Lista de Esboços do 2º Trimestre de 2015


ACESSAR AS LIÇÕES DO 1º TRIMESTRE 2013
ACESSAR AS LIÇÕES DO 2º TRIMESTRE 2013
ACESSAR AS LIÇÕES DO 3º TRIMESTRE 2013
ACESSAR AS LIÇÕES DO 4º TRIMESTRE 2013
ACESSAR AS LIÇÕES DO 1º TRIMESTRE 2014
ACESSAR AS LIÇÕES DO 2º TRIMESTRE 2014
ACESSAR AS LIÇÕES DO 3º TRIMESTRE 2014
ACESSAR AS LIÇÕES DO 4º TRIMESTRE 2014
ACESSAR AS LIÇÕES DO 1º TRIMESTRE 2015

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ESCOL DOMINICAL - Esboço e Subsídio da Lição 5 - Revista da Central Gospel


AULA EM___DE______DE 2015 - LIÇÃO 5
(Revista: Central Gospel - nº 42)

Tema: A INSTAURAÇÃO DA MONARQUIA EM ISRAEL

Texto Áureo: 1 Samuel 10.1
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 PALAVRA INTRODUTÓRIA
- Professor(a), nesta lição, mostre como surgiu os primeiros reis de Israel e mostre a postura dos homens de Deus.
- “uma liderança militar, provida pelo Espírito”, esse regime de governo se chama teocracia, que significa “governo de Deus”.
- “e o primeiro dos profetas”, Samuel acumulou os três ofícios: juiz, profeta e sacerdote, por isso ele é considerado um tipo de Cristo, pois Jesus acumulou esses mesmos ofícios.
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1. PANORAMA HISTÓRICO
- “do nascimento de Samuel até a morte de Saul”, no segundo livro de Samuel se trata do reinado de Davi.
- “os dois últimos juízes da nação”, eles não são citados no livro de Juízes, mas aparece no livro de Samuel como líderes levantados por Deus.
- Naquele tempo o governo estava nas mãos de Deus que exercia por meio de Seus juízes.

1.1.  Tempos de degradação
- “e sua liderança degeneravam-se”, embora não houvesse rei havia uma liderança, em cada cidade havia os anciãos.
- “não conseguiram transmiti a seus filhos”, ao que tudo indica, eles se dedicaram extremamente a obra de Deus e não puderam cuidar de suas famílias. Os filhos de Samuel, embora não fossem como os filhos de Eli, não seguiram os caminhos de Samuel.

1.2.  Foi-se a glória de Israel
- “os filhos de Abraão”, incomum usar essa terminologia, mas se refere aos filhos de Israel.
- “antiga opressão filisteia”, os filisteus chegaram a reconquistar algumas cidades que os hebreus tomaram.
- “enviaram a Arca ao campo de batalha”, essa prática vem lá do tempo em que eles caminhavam no deserto com a Arca. Os povos inimigos temiam não só o povo, mas também aquele objeto.
- “enxergava, nela, um amuleto de sorte”, esse tipo de misticismo é inaceitável, pois tira a honra que é para Deus e coloca em um objeto, a partir daí surge a idolatria.
- “trinta mil homens de infantaria”, infantaria é o contingente militar que combate a pé, naquela época, com espadas.
- Os filisteus tomaram a Arca e um dos netos de Eli que nasceu naquela ocasião passou a se chamar “Icabode”, que significa: “foi-se a glória” 1 Sm 4.21

1.2.1. A Arca indesejada
- “colocaram-na dentro do Templo de Dagom”, essa atitude foi tomada porque naquele tempo os povos vencedores das batalhas, buscavam humilhar a divindade do povo conquistado para aniquilar qualquer forma de revolta ou rebelião por parte do povo. Era para marcar a superioridade dos deuses dos vencedores.
- Note que agora os filisteus também tratam a Arca como algo sem importância, eles acreditavam que o Deus de Israel fosse uma divindade inferior a Dagom.
- “a Arca iniciou uma longa peregrinação”, onde a Arca passou cousou estrago, pois ninguém sabia como guardá-la e como manuseá-la.
- “até ser devolvida”, os filisteus encontraram um jeito de mostrar algum respeito pela Arca de Deus, e por eles não conhecerem a Lei, Deus permitiu que a Arca fosse conduzida em um carro novo.
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2. TEMPOS DE AVIVAMENTO
- “compêndios historiográficos”, se refere às publicações que contam a história da nação ou da humanidade.
- “o tempo cronológico não interrompe o curso das ações”, quer dizer que não é o tempo que faz com que as pessoas parem de agir de uma forma e passem a agir de outra.
- “demandam tempo para serem validadas”, quer dizer que os fatos ocorridos no começo do livro de Samuel eram ações próprias do tempo dos juízes, pois seguem o mesmo modelo.

2.1. Samuel
- “cruzando o rio Jordão”, se eles fossem direto o Sinai para a Terra Prometida, eles entraria pela terra seca, mas como deram a volta pela atual Transjordânia tiveram que entrar atravessando o Jordão.
- “pano de fundo”, é contexto histórico, é como estava a palestina na época dos juízes. Esse era o contexto histórico: “o pecado dos sacerdotes e do povo impedia que o Eterno se revelasse”. Às vezes alguns ministérios estão neste contexto, é quando Deus levanta alguns samueis.

2.1.1. O chamado
- ...

2.1.2. A ascensão
- “significava a separação total”, eles pensavam dessa forma porque a Arca era o único objeto visível da presença de Deus.
- “Ele suscitou Samuel”, era um tempo em que a Palavra do Senhor era rara e as visões não eram frequentes. 1 Sm 3.1

2.2. Quebrantamento
- “livra-se dos ídolos domésticos e dos cultos”, agora Deus levanta um juiz, não para combater os inimigos de Israel, mas para combater o que impedia o agir de Deus na nação.
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3. O REINADO DE SAUL
- “suficientemente alicerçada em Canaã”, ainda havia muitas guerras e ataques dos povos em redor contra o povo de Deus.
- “desejou antecipar a agenda”, o ser humano geralmente é imediatista e por isso não consegue esperar o tempo de Deus.  

3.1. As Motivações de Israel
- “seguir as práticas das nações”, eles queriam imitar os habitantes da Terra. Ainda hoje esse tipo de motivação permeia o povo de Deus. A Igreja deve ser referência para o mundo, mas alguns crentes tomam o mundo como referência.
- “Ele pelejaria as batalhas”, os hebreus ainda não haviam entendido o que é servir a um Deus invisível, eles queriam ver alguém de carne e osso á frente do exército.

3.2. Saul, um líder provisório
- “era, humanamente, notável”, Deus deu alguém segundo os conceitos do povo, pois o povo não quer alguém que tenha algo por dentro, mas alguém que tenha boa aparência por fora.

3.3. Deus rejeita Saul
- “suas más escolhas”, o próprio Saul foi quem jogou fora a benção, ele não se aproximou de Deus o suficiente para saber fazer escolhas.

4. A UNÇÃO DE DAVI
- “caráter superior”, Davi em todo tempo respeitou a unção real que estava sobre a cabeça de Saul. Davi respeitava a Deus e por isso não se achou no direito de tirar a vida de seu inimigo.

4.1. Rei e servo
- “jamais ousou usurpar o trono”, não era o trono que Davi desejava. Ele desejava que o nome de Deus fosse honrado na Terra.
- “Davi servia a Saul”, aqui está a característica de um verdadeiro líder, ele sabe servir antes de tudo. Antes de Deus levantar alguém, primeiro Ele prova no servir.
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CONCLUSÃO
- “entregou suas feridas ao Senhor”, Davi confiou no Senhor e por isso Deus guiou seus caminhos, dessa forma ele foi bem sucedido.
- “nem sempre auspicioso”, auspicioso significa esperançoso, nem sempre p relato nos enche de esperança, porém serve como um alerta.
- Corrija o questionário e elabore o resumo.

Boa aula!


Marcos André – professor

sexta-feira, 1 de maio de 2015

ESCOLA DOMINICAL - Esboço e Subsídio da Lição 5 - Revista da CPAD


AULA EM 03 DE MAIO DE 2015 – LIÇÃO 5
(Revista: CPAD)

Tema: Jesus Escolhe seus Discípulos

Texto Áureo: Lucas 14.27
  
INTRODUÇÃO
- Querido(a) professor(a), nesta lição ensine o que é ser um discípulo de Jesus
- “Palavra tem para a construção do Reino de Deu”, a Palavra de Deus é a base do Reino e se alguém não medita na Palavras perde a base, então Satanás vem com seus ataques para derrubar o crente.
- “ensinou mais do que pregou”, naquele tempo o conceito de pregar não era como o conhecemos hoje. Pregar era simplesmente anunciar o Reino de Deus Mc 16.15, e ensinar era doutrinar o novo crente. A ênfase maior era para o ensino, porém hoje a ênfase maior é para a pregação, erradamente, pois Jesus era um ensinador.
- “eram recheadas de conteúdo pedagógico”, em Jesus a pregação e o ensino se confundiam, Ele anunciava ensinando.
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1. O MESTRE

1. Seu ensino.
- “dedicada a ensinar e a preparar os seus discípulos”, Jesus precisava prepará-los para ao que eles enfrentariam. Assim nós temos que fazer com os novos convertidos, nossos jovens e todos.
- “as pessoas ficavam maravilhadas com o ensino do Senhor”, embora o ensino de Jesus fosse carregado de conteúdo as pessoas se maravilhavam pela graça de Deus que havia nas palavras de Jesus e outros se maravilhavam da Sua autoridade no falar Mt 7.29. Note que não é o muito conteúdo que chama a atenção das pessoas, mas a forma de transmiti-lo, para ensinar tem que ter graça e autoridade.
- “seu ensino era de origem divina”, só tem autoridade para ensinar e pregar quem recebeu de Deus, quem não recebe de Deus fica imitando e fingindo.

2. Seu exemplo.
- “Porque eu vos dei o exemplo”, o exemplo tem o poder de convencimento melhor do que mil palavras, Jesus nunca mandou ninguém subir o monte, mas porque ele fazia nós fazemos hoje. Essa é a melhor técnica pedagógica se alguém ensina deve utilizar o exemplo.
- “fariseus que ensinavam, mas não praticavam”, essa é uma das características de quem é somente religioso. Ensina e exige aquilo que não faz. As pessoas percebem com o tempo e o ensino perde a credibilidade.
- “nada adianta a beleza das palavras”, atualmente os ministros se aprimoraram na eloquência, isso pode ser bom, mas infelizmente muitos usam para o mal, pregam bonito e convencem o povo a fazer coisas terríveis que não tem nada a ver com o evangelho.
- “O povo se convence mais rápido pelo que vê do que pelo que ouve”, essa grande verdade deve ser repetida para a classe, para fixar.
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2. O CHAMADO

1. O método.
- “Dessa forma, todas as classes foram alcançadas por Jesus”, Jesus não se preocupou se eram pessoas de difícil trato, ou letrados ou problemáticos.
- “dentre esses seguidores que Jesus chamou doze”, os seguidores eram aproximadamente setenta discípulos, mas desses, ele chamou setenta doze apóstolos.

2. O custo.
- “deixa bem claro quais são as implicações”, Jesus não os enganou e nem iludiu, como muitos líderes fazem hoje, tentam passar para o povo que no evangelho é tudo uma maravilha. Muitos crentes que vem com essas promessas acabam recuando na primeira dificuldade.
- “Tornar-se discípulo é bem diferente”, a palavra “discípulo” é sinônimo de “aluno”, mas no meio cristão há uma diferença. O discípulo é aquele que segue aprendendo, discípulo é um seguidor e aluno é somente o que é instruído. Só para acrescentar, a palavra “apóstolo”, significa “enviado”.
- “o seguidor passa a conviver com o mestre”, dessa forma o discípulo passa a aprender com os gestos e atitudes do mestre.
- “não queria que o seguisse apenas por empolgação”, a empolgação acontece no início da caminhada, quando estamos empolgados e fazemos coisas que nunca fizemos, mas quando esse momento passa precisamos ter aprendido as lições de Jesus para ficarmos firmes e continuar na caminhada.
- “abrir mão de algumas coisas para seguir”, o crente deve ter consciência de que nem todos em sua casa vão entender e aceitar a sua chamada, muitos não terão o apoio do conjugue ou dos pais. Tudo isso deve ser pesado e a recompensa no final deve ser levada em conta.
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3. O TREINAMENTO

1. Mudança de destino.
- “um lugar central nos ensinamentos do Mestre”, a cruz foi o último ensinamento, Jesus preparou eles para aquele momento, mas quando o momento chegou eles demoraram a entender, mês depois entenderam.
- “aparece como um divisor de águas”, é aquilo que faz a separação entre um coisa e outra, está dizendo que a cruz faz a divisão entre o que quer servir a Jesus de verdade e o que só estava esperando o Messias para a nação Israel.
- “Uma mudança de rumo ou destino”, diante da cruz os discípulos puderam entender que a obra de Jesus era muito mais ampla do que simplesmente o livramento da nação naquela época.
- “somente para aqueles que morrerem para este mundo”, o nosso preparo é para a vida eterna com Deus e não para vivermos bem nesse mundo. Muitos crentes investem e sonham em uma vida próspera aqui, mas a prioridade do crente deve ser o céu.

2. Mudança de valores.
- “mudança de mentalidade dos discípulos”, é a mudança de valores, os discípulos passaram a valorizar outras coisas. Existe um evangelho sendo pregado, que não provoca a mudança de valores nas pessoas, pelo contrário, as ensina a serem mais materialistas e avarentas.
- “possuir uma mente materialista”, não poderiam ter uma mente focada nos bens materiais.
- “o Bom Pastor, supre cada uma das nossas necessidades”, se estamos seguindo a Jesus devemos deixar de se preocupar com as coisas materiais e deixá-las nas mãos de Jesus, nossa preocupação deve ser as coisas espirituais.
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4. A MISSÃO
1. Pregar e ensinar.
- “vemos Jesus enviando os doze”, por isso eles passaram a se chamar apóstolo, que significa “enviado”.
- “deu-lhes virtude e poder sobre todos os demônios”, e essas virtudes são repassadas a todos aqueles que assumem a missão dos apóstolos de Jesus, a missão de levar o evangelho aos quatro cantos da Terra.
- “possui o sentido de "proclamar como um arauto"”, como dissemos anteriormente, pregar é simplesmente “anunciar”. Essa é a principal missão do povo de Deus. Jesus também mandou fazer discípulos em todas as nações Mt 28.19, e fazer discípulos é pelo ensino da profundidade do evangelho. Então nossa missão é pregar e ensinar.
- “Quando a Igreja se esquece desse princípio, ela perde o seu foco”, pergunte aos alunos se eles conhecem igrejas que esqueceram esse princípio.

2. Libertar e curar.
- “ libertação para todos aqueles que se achegavam”, se refere à libertação do pecado, embora sabemos que Jesus também expulsou demônios.
- “Frank Stagg”, foi um teólogo batista, professor, escritor e pastor nos Estados Unidos, morreu em 2001.
- “Ele já era redentor da doença e do pecado”, Jesus curava e administrava a receita: “vá e não peques mais!”, Ele já estava mostrando para que veio.
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CONCLUSÃO
- “o ensino tem na formação do caráter cristão”, o caráter cristão que é mencionado aqui, se refere aos valores de Cristo, é ter a mente de Jesus, todos que recebem Jesus devem ser ensinados nas doutrinas do Evangelho, e assim aos poucos os crentes vão adquirindo essa mente de Cristo.
- “precisa ser acompanhada pelo exemplo”, professor(a), foque nisso, pois vivemos em um momento em que o exemplo não é mais importante em muitos lugares, mas no Reino de Deus é importantíssimo.
- “recursos didáticos eficientes”, se refere a técnicas, métodos e materiais para o ensino.
- “hiato existente entre o professor e o aluno”, hiato é o encontro de duas vogais na palavra, mas que não estão na mesma sílaba, ex: pa-ís, as vogais estão juntas mas são separadas. Assim acontece em muitas salas de aula, o professor está no mesmo ambiente do aluno, mas há um universo que os separa. Jesus foi o Mestre que acabou com todos os hiatos que existiam entre Ele e todo mundo.
- Elabore o resumo e apresente e não se esqueça de corrigir os exercícios.

Marcos André – professor


Boa Aula!

quarta-feira, 29 de abril de 2015

ESCOLA DOMINICAL - Esboço e Subsídio da Lição 5 - Revista da Editora Betel


AULA EM 03 DE MAIO DE 2015 – LIÇÃO 5
(Revista: Editora Betel)

Tema: Moisés, o guia dos filhos de Israel
Texto Áureo: Salmo 77.20
  
INTRODUÇÃO
- Querido(a) professor(a), nesta lição você pode considerar a vida de Moisés e sua condução do povo no deserto como um  aprendizado para a nossa vida ministerial, principalmente se temos a incumbência de conduzir pessoas.  
- “mas Moisés pediu a ajuda do Eterno”, uma passagem bíblica que demonstra isso é a ocasião em que Moisés pede que Deus vá no meio do povo.
- “foi capaz de prover as necessidades do povo”, de fato prover a necessidade de pão e água no meio do deserto, somente por uma ajuda sobrenatural. Assim nós nos encontramos como Moisés, para atender as necessidades do povo de Deus, precisamos dessa ajuda sobrenatural de Jeová.
- “Suas virtudes, aliada à sua intimidade com Deus”, Deus aproveita nossos talentos, aquilo que adquirimos a vida toda, para fazer a Sua obra através de nós.
__________________________________________
1. Seu senso de orientação
- “senso de orientação de Moisés”, é a noção de direção, isso é muito importante para quem anda no deserto.
- Nessa abertura há algumas perguntas faça-as à classe antes de começar a explicar os tópicos, veja se alguém leu a lição.

1.1. A escolha da rota
- “Moisés dá uma nota de explicação quanto à rota”, essa nota está expressa no texto bíblico, onde Moisés narra o motivo pelo qual Deus dá uma rota estranha para qualquer viajante.
- “Os filisteus estavam muito bem preparados para a guerra”, Deus não queria que o desânimo se abatesse sobre o povo já de início.
- “cristalizassem uma fé definitiva no Deus de Israel”, para que isso acontecesse eles teriam de praticar a fé a cada dia, e nada melhor do que o deserto para se praticar a fé em Deus.
- “demonstram volubilidade ao desejarem retornar”, a volubilidade é a inconstância, nesse caso é a inconstância da fé.

1.2. Orientação e presença
- “presença palpável de Deus foi demonstrada pela”, se refere aos sinais de Deus no campo material.
- “a temperatura sofre variações”, a temperatura nas regiões desérticas variam entre o dia e a noite, chegando a mais de 40 durante o dia e a menos de zero à noite.
- “para afugentar os animais selvagens”, no deserto a maioria dos animais de médio e grande porte caçam à noite.
- “as pessoas arrancavam as estacas e a seguiam”, se refere às estacas que prendiam as tendas do povo.
- “de acordo com esse claro direcionamento dela”, a nuvem servia também para mostrar a vontade do pai. Essa nuvem pode representar o Espírito Santo e por isso devemos estar debaixo dela e seguir quando ela nos direcionar.

1.3. Ouvindo Deus
- “tomando decisões sem consultar o Espírito Santo”, principalmente aquelas mais importantes como casamento, sociedade, consagrações, etc.
- “agindo com medo e desespero”, tomando decisões baseadas nesses sentimentos.
- “o resultado é sempre sofrimento”, temos como exemplo o próprio Moisés quando num ato de nervosismo faz aquilo que Deus não mandou fazer, ele feriu a rocha. Nm 20.8-11
- “atenta a obedecer às orientações de Deus”, Moisés tinha quarenta anos de experiência no deserto. Mesmo assim ele não caminhava sem a orientação de Deus.
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2. O trabalho em busca da provisão
- “era ter que alimentá-los”, geralmente manter a benção conquistada é bem mais difícil do que conquistar, por isso não se deve abandonar Deus logo após a conquista como muitos fazem.

2.1. Mara e a transformação profética
- “O caminho de três dias nos fala profeticamente”, essa caminhada começa logo após a travessia do mar vermelho. Consideramos que essa travessia do mar representa o batismo nas águas, que é também a representação da morte de Cristo na cruz, onde a pessoa morre com Jesus e ressurge uma nova criatura.
- “mostrou a Moisés o lenho que seria usado”, esse lenho era um pedaço de madeira, ou seja, representação da cruz de Cristo.
- “o recurso que Deus preparou, ou seja, o lenho”, o recurso que Deus preparou para transformar a morte em vida, foi a cruz de Cristo, pois o plano do salvação é uma providência de Deus executada por Jesus.

2.2. Maná, o pão sobrenatural.
- “denominado de “institucionalização””, ou seja, é institucionalizado na alma da pessoa, o comportamento de escravo.
- “eles não se incomodam em esconder o rosto”, eles passaram a aceitar a sua condição de criminoso, e se comportam como tal.
- “sempre estavam ameaçando voltar ao Egito”, sempre que vinham as adversidades eles comparavam suas vidas com a vida que tinham no Egito. Eles traziam o Egito dentro deles. Alguns crentes estão institucionalizados pelo mundo e apesar de terem saído do mundo, o muno não saiu de dentro deles.

2.3. Codornizes pela providência divina
- “Nada era por acaso no deserto”, cada prova, cada adversidade, era uma providência de Deus para ensinar lições ao povo.
- “aflorou tremendamente no deserto”, aflorou aquilo que eles eram, a pessoa só demonstra por fora aquilo que ela é por dentro.
- “A liberdade de Israel findaria em Canaã”, quer dizer que somente na terra prometida eles estariam completamente livres. Nós fomos libertos do pecado, mas a nossa libertação do inferno e da morte, só será consumada na terra prometida (céu).
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3.  Virtudes práticas
3.1. Senso de dependência.
- “Moisés não atuava sem antes perguntar ao Senhor”, claro que não se refere a tudo, pois existem situações em que já sabemos o que fazer, mas as decisões mais importantes que poderão refletir no futuro devem ser levadas sempre aos pés do Senhor.
- “era impossível estar diante de um povo...sem cometer deslizes”, o termo “obstinado” que foi usado para classificar Israel é para dizer o quanto eles estavam inclinados à rebeldia, nessas condições qualquer líder sai da graça.
- “as pessoas querem andar à sua vontade”, buscar a presença de Deus dá um certo trabalho e nem todos estão dispostos a trabalhar, a Bíblia afirma que Moisés não se constantemente buscava a Deus na tenda da congregação.

3.2. Paciência nas adversidades
- “relacionamento com o Senhor isento de tribulações”, todos nós queríamos acreditar na teoria de que no evangelho é só vitória, mas na realidade o evangelho é pregado em meio às lutas, e ter relacionamento com Deus é como está em uma guerra.
- “necessidade de uma pedagogia insistente e progressiva”, Deus quer nos instruir para que sejamos capacitados na escola da vida. Essa é a melhor escola, o que se ensina nela nunca é esquecido. Deus poderia ter livrado Israel na primeira vez que Moisés falou a faraó, mas dessa forma ninguém aprenderia nada.
- “Entenda que não é o tempo que gera experiência”, podemos dizer que é o tempo vivendo em tribulação, não adianta ter tempo de casa, é preciso ter tempo de aprendizado.  

3.3. Sensibilidade para a situação  
- “Cada situação tinha um modo peculiar”, tudo era novidade para a liderança e para o povo, a jornada no deserto é uma excelente escola de líderes.
- “tinha como função principal ser profeta do senhor”, dependendo da classe essa afirmação poderá ser contestada, pois a principal função de Moisés parecia ser a de legislador.
- “não devem ser como carimbos com imagem fixa”, quer dizer que para algumas situações deverá se tomar atitudes completamente diferentes. Nem tudo será do mesmo jeito sempre.
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CONCLUSÃO
- “uma tarefa hercúlea para Moisés”, “hercúleo” é um termo grego relativo à Hércules, o personagem mitológico extremamente forte que realizou doze árduos trabalhos. Aqui está querendo afirmar que a tarefa de Moisés em guiar o povo era árdua.
- A nossa caminhada no deserto do mundo, é como a caminhada do povo de Israel naquele deserto até alcançar a terra prometida.
- Elabore o resumo e apresente.

Marcos André – professor
José Evaldo Barbosa - Colaborador

Boa Aula!

segunda-feira, 27 de abril de 2015

ESCOLA DOMINICAL - Conteúdo da Lição 5 - Revista da Editora Betel


Moisés, o guia dos filhos de Israel

03 de maio de 2015

Texto Áureo
“Guiaste o teu povo, como a um rebanho, pela mão de Moisés e de Arão.” Sl 77.20

Verdade Aplicada
Moisés teve o privilégio de guiar o povo hebreu, honra que seria lembrada de geração em geração.

Textos de referência
Êx 16.4-7

4 Então, disse o SENHOR a Moisés: Eis que vos farei chover pão dos céus, e o povo sairá e colherá diariamente a porção para cada dia, para que eu ponha à prova se anda em minha lei ou não.
5 Dar-se-á que, ao sexto dia, prepararão o que colherem; e será o dobro do que colhem cada dia.
6 Então, disseram Moisés e Arão a todos os filhos de Israel: à tarde, sabereis que foi o SENHOR quem vos tirou da terra do Egito,
7 e, pela manhã, vereis a glória do SENHOR, porquanto ouviu as vossas murmurações; pois quem somos nós, para que murmureis contra nós?

INTRODUÇÃO
Guiar o povo de Deus em meio ao deserto não foi uma tarefa fácil, mas Moisés pediu a ajuda do Eterno e, assim, foi capaz de prover as necessidades do povo. Suas virtudes, aliada à sua intimidade com Deus, foram essenciais para a condução dos filhos de Israel até a entrada da Terra Prometida.

1. Seu senso de orientação.
Todo o senso de orientação de Moisés procedeu de sua chamada e comunhão com Deus. Ele estava responsável não apenas em libertar do cativeiro os israelitas, mas conduzi-los pelo deserto até, finalmente, alcançarem a Canaã. De onde veio o senso de direção de Moisés? Como se comportou? É o que aprenderemos a seguir:

1.1. A escolha da rota.
Moisés dá uma nota de explicação quanto à rota tomada por eles e os filhos de Israel (Êx 13.17). Os filisteus estavam muito bem preparados para a guerra, porem Israel não estava, e esse era o grande problema caso se enfrentassem. Outro objetivo dessa rota era a necessidade de que os hebreus, e os que com eles estavam, fossem fortalecidos e cristalizassem uma fé definitiva no Deus de Israel. Isso fica claro à medida em que eles vão caminhando, pois demonstram volubilidade ao desejarem retornar ao Egito. O Senhor sempre nos conduzirá pelo melhor caminho, mesmo que, aos nossos olhos, este seja incômodo, difícil e demorado. Ele conhece nossa estrutura e nosso amanhã (Sl 139).

1.2. Orientação e presença.
A presença palpável de Deus foi demonstrada pela coluna de nuvem durante o dia e coluna de fogo a noite (Êx 13.21; Nm 9.16). a nuvem representava a constante presença de Deus sobre o Seu povo. Como no deserto a temperatura sofre variações, durante o dia, ela fazia o papel de sombra para refrigerá-los; à noite ela se tornava um aquecedor tanto para aquecê-los quanto para afugentar os animais selvagens. Os filhos de Israel sempre seguiam essa nuvem sobrenatural. Quando a nuvem se levantava sobre o tabernáculo, as pessoas arrancavam as estacas e a seguiam. E quando na nuvem parava, o povo também parava e armava suas tendas. Eles se moviam ou paravam de acordo com esse claro direcionamento dela. Os israelitas eram cuidadosos em mover-se apenas se a nuvem se movesse, porque sabiam que isso era a provisão de Deus (Nm 9.18-23).

1.3. Ouvindo Deus.
Atualmente existe uma grande quantidade de cristãos que está tomando decisões sem consultar o Espírito Santo. Muitos estão agindo com medo e desespero, sem fé nas promessas de Deus. Eles simplesmente decidem o que fazer por conta própria, baseados no que pensam ser o melhor para suas vidas. O que acontece quando os servos de Deus operam fora do completo governo divino? Quando planejam seus próprios planos, recusando render suas vidas à liderança e direção do Espírito Santo? Todos nós sabemos que o resultado é sempre sofrimento, dores e muita confusão. O senso de orientação de Moisés vinha pelo fato de ele ouvir Deus falar. Seus ouvidos estavam abertos e sua pessoa atenta a obedecer às orientações de Deus em meio aqueles desafios (Êx 15.26).

2. O trabalho em busca da provisão.
Moisés enfrentou um grande desfio ao guiar o povo através do deserto: a provisão de suas necessidades. Mais difícil que salvá-los das garras de Faraó era ter que alimentá-los. Apenas saber para onde iriam não era o suficiente, eles tinham de providenciar água e comida. Vejamos como ele resolveu essas questões.

2.1. Mara e a transformação profética.
Existe um paralelo perfeito entre a caminhada do povo de Israel até a terra prometida e a Igreja (Êx 15.22-27). O caminho de três dias nos fala profeticamente da morte e ressurreição do Senhor Jesus. Após três dias de caminhada, o suprimento acabou e o Senhor orienta a Moisés para que tomasse o lenho e jogasse sobre as águas; e a água amarga se tornaria em água doce (Êx 15.25). Esse ato representa profeticamente a amargura do pecado do homem que estava sobre Jesus quando tomou o nosso lugar na cruz do Calvário, levando sobre si a amargura da morte (IS 53.4). O Senhor mostrou a Moisés o lenho que seria usado para transformar a água amarga (figura da morte) em doce (a vida), mostrando a participação da Trindade no projeto da salvação, ou seja, o Pai, na eternidade, orienta a Moisés (Espírito Santo) para que usasse o recurso que Deus preparou, ou seja, o lenho, que é a figura de Jesus Cristo homem (o Filho). O lenho não tinha valor algum aos olhos da razão humana, era desprezível, mas trazia consigo o extraordinário poder da transformação (Is 53.20).

2.2. Maná, o pão sobrenatural.
A escravidão produz um ritmo costumeiro no ser humano denominado de “institucionalização”. É muito comum um criminoso sair em condicional e tornar a cometer os mesmos erros. Em muitos casos, eles cometem um crime na presença da polícia e, mesmo sabendo que há câmeras que possam captar sua imagem, eles não se incomodam em esconder o rosto. Isso parece loucura, mas a “instituição” mudou todos os seus hábitos e, por isso, eles não funcionam mais como pessoas livres na sociedade. De modo semelhante, o povo viveu quatrocentos e trinta anos no Egito e a “instituição” já dominava seus hábitos. No decorrer de toda sua caminhada, eles sempre estavam ameaçando voltar ao Egito e reclamavam por qualquer situação. Deus usou o método da dependência, o qual incluía uma dieta, onde a comida terrena deveria ser substituída pela celestial, trabalhando neles de dentro para fora. Todavia, nem eles nem seus pais jamais puderam compreender o privilégio daquela comida (Dt 8.3).

2.3. Codornizes pela providência divina.
Nada era por acaso no deserto e apesar de serem escravos no Egito havia nos israelitas uma arrogância misturada a acomodação. O Egito lhes havia doutrinado a uma forma de vida em nível de extinção, havia neles um misto de revolta e insubordinação que aflorou tremendamente no deserto. A liberdade de Israel findaria em Canaã, mas chegara terra exigia uma completa descontaminação e o deserto foi o meio utilizado por Deus para todo o ego de suas vidas fosse exposto e corrigido para se tornarem dignos da salvação recebida (Dt 8.2). Eles pediram carne e o Senhor lhes atendeu. O Senhor queria que entendessem que o mesmo poder demonstrado sobre as forças da natureza no Egito para libertá-los era o que também estava naquele deserto para supri-los.

3. Virtudes práticas.
Observemos agora três virtudes práticas na vida de Moisés, essenciais para aquele momento. Tais atributos são fundamentais à vida cristã e para todo líder chamado por Deus. Vejamos sua importância.

3.1. Senso de dependência.
A vida prática de Moisés é uma eterna lição de dependência. O quebrantamento realizado por Deus na vida do libertador foi tão incisivo que Moisés não atuava sem antes perguntar ao Senhor o que fazer (Êx 33.12-15). É claro que, até mesmo para um homem de sua estirpe, era impossível estar diante de um povo obstinado como Israel sem cometer deslizes. Moisés estava consciente de que, sem a presença de Deus na sua vida, não poderia percorrer o caminho que o conduziria ao livramento (Êx 33.15). Este é o grande dilema dos cristãos hoje em dia: as pessoas querem andar à sua vontade, sozinhas, sem a presença de alguém que os comprometa ou controle os seus passos e suas ações. A presença do Senhor significa comunhão, segurança e descanso, mas também assegura-nos a vitória sobre os nossos inimigos (Êx 14.19).

3.2. Paciência nas adversidades.
Todos nós gostaríamos de um relacionamento com o Senhor isento de tribulações, mas essa sempre foi uma exigência da escolha formadora divina (Rm 5.3-5). As idas e vindas de Moisés diante de Faraó poderiam ter sido evitadas. Deus jamais precisou de tanto rodeio para operar. Havia a necessidade de uma pedagogia insistente e progressiva para o ensino de todo o mundo através daqueles fatos. Isso exigiu de Moisés muita espera e paciência. Na relação descrita por Paulo (Rm 5.3-5), o que gera a paciência é a tribulação, ou seja, não existirão pessoas pacientes que não sejam antes submetidas ao terror. Essa paciência vai gerar experiência. Entenda que não é o tempo que gera experiência, a paciência é gerada pela tribulação. Por fim, o resultado do sofrimento não é a incredulidade ou o desânimo, mas sim a esperança. Para acreditar naquilo que não se vê, é necessário trilhar um caminho de tribulação.

3.3. Sensibilidade para a situação.
Na jornada de Moisés com os filhos de Israel pelo deserto quase nada se repetia. Cada situação tinha um modo peculiar de ser resolvido e isso exigia uma sensibilidade bem apurada para cada uma delas, tanto em relação às provisões, da organização da adoração, quanto às questões jurídicas, etc. Moisés tinha como função principal ser profeta do senhor, mas esse encargo se desdobrava em vários outros. Tudo isso porque, em vez de cooperar com ele, o povo era totalmente dependente de seu agir. Deus sempre apresentou coisas novas a Moisés. Devemos tomar como lição que certas coisas na obra de Deus não devem ser como carimbos com imagem fixa. Existem coisas que utilizamos em nosso tempo que foram apenas uma figura do que passou. Sendo assim, estejamos sensíveis para entender que não podemos acender a fogueira de hoje com as cinzas de ontem.

CONCLUSÃO
Guiar o povo segundo a vontade de Deus no deserto foi uma tarefa hercúlea para Moisés, o deserto foi o melhor lugar para que os filhos de Israel fossem reeducados para um autoconhecimento, conhecimento da vontade de Deus e a cristalização de uma adoração exclusiva ao Deus vivo.

ESCOLA DOMINICAL - Conteúdo da Lição 5 - Revista da CPAD


Jesus Escolhe seus Discípulos

3 de Maio de 2015

TEXTO ÁUREO
"E qualquer que não levar a sua cruz e não vier após mim não pode ser meu discípulo."
(Lc 14.27)


VERDADE PRÁTICA
O chamado para a salvação é de graça, mas o discipulado tem custos.

LEITURA BÍBLICA EM CLASSE
Lucas 14.25-35

25 - Ora, ia com ele uma grande multidão; e, voltando-se, disse-lhe:
26 - Se alguém vier a mim e não aborrecer a seu pai, e mãe, e mulher, e filhos, e irmãos, e irmãs, e ainda também a sua própria vida, não pode ser meu discípulo.
27 - E qualquer que não levar a sua cruz e não vier após mim não pode ser meu discípulo.
28 - Pois qual de vós, querendo edificar uma torre, não se assenta primeiro a fazer as contas dos gastos, para ver se tem com que a acabar?
29 - Para que não aconteça que, depois de haver posto os alicerces e não a podendo acabar, todos os que a virem comecem a escarnecer dele,
30 - dizendo: Este homem começou a edificar e não pôde acabar.
31 - Ou qual é o rei que, indo à guerra a pelejar contra outro rei, não se assenta primeiro a tomar conselho sobre se com dez mil pode sair ao encontro do que vem contra ele com vinte mil?
32 - De outra maneira, estando o outro ainda longe, manda embaixadores e pede condições de paz.
33 - Assim, pois, qualquer de vós que não renuncia a tudo quanto tem não pode ser meu discípulo.
34 - Bom é o sal, mas, se ele degenerar, com que se adubará?
35 - Nem presta para a terra, nem para o monturo; lançam-no fora. Quem tem ouvidos para ouvir, que ouça.

INTRODUÇÃO
Como crentes, temos consciência do valor que a pregação da Palavra tem para a construção do Reino de Deus. Todavia, quando lemos os Evangelhos, acabamos descobrindo que Jesus, durante o seu ministério terreno, ensinou mais do que pregou. Na verdade, suas pregações, mesmo quando proclamações, eram recheadas de conteúdo pedagógico. Esses fatos nos mostram a importância que o ensino tem para um aprendizado eficiente. Nesta lição, aprenderemos com o Mestre dos mestres como Ele ensinou os seus seguidores e como, dentre eles, formou seus discípulos.

I - O MESTRE

1. Seu ensino.
Jesus, o homem perfeito, foi o Mestre por excelência. A maior parte do seu ministério foi dedicada a ensinar e a preparar os seus discípulos (Lc 4.15,31; 5.3,17; 6.6; 11.1,2; 13.10; 19.47). Portanto, o ministério de Jesus foi centralizado no ensino. As Escrituras registram que as pessoas ficavam maravilhadas com o ensino do Senhor (Lc 4.22). Elas já estavam acostumadas a ouvir os mestres judeus ensinando nas sinagogas (Lc 4.20). Porém, quando ouviram Jesus ensinando, logo perceberam algo diferente! (Mt 7.28,29) O que era? Ele as ensinava com autoridade, e não apenas reproduzindo o que os outros disseram. A natureza de seu ensino era diferente - seu ensino era de origem divina (Jo 7.16).

2. Seu exemplo.
Jesus ensinou seus discípulos através do exemplo: "Porque eu vos dei o exemplo, para que, como eu vos fiz, façais vós também" (Jo 13.15). Isso o distanciou dos escribas e fariseus que ensinavam, mas não praticavam o que ensinavam (Mt 23.3). Os discípulos se sentiram motivados a orar quando viram seu Mestre orando (Lc 11.1-4). As palavras de Jesus eram acompanhadas de atitudes práticas. De nada adianta a beleza das palavras se elas não vêm acompanhadas pelas ações (Tg 1.22). O povo se convence mais rápido pelo que vê do que pelo que ouve. Por isso, o Mestre exortou os seus discípulos a serem exemplos (Mt 5.16).

II - O CHAMADO

1. O método.
Os teólogos têm observado que o método usado por Jesus para recrutar seus discípulos é variado. De fato, a Escritura mostra que algumas vezes a iniciativa do chamamento parte do próprio Senhor Jesus. Enquanto pregava e ensinava, Jesus observava as pessoas a quem iria chamar (Mc 1.16-20). Em alguns casos, o chamamento veio através da indicação do Batista (Jo 1.35-39). Houve também pessoas que se ofereceram para serem seguidoras de Jesus (Lc 9.57,58,61,62). E, finalmente, existiram os que foram conduzidos até Jesus por intermédio de amigos (Jo 1.40-42,45,46). Dessa forma, todas as classes foram alcançadas por Jesus. E foi dentre esses seguidores que Jesus chamou doze para serem seus apóstolos (Lc 6.13-16).

2. O custo.
Jesus deixa bem claro quais são as implicações envolvidas na vida daquele que aceitasse o chamado para ser seu discípulo. Tornar-se discípulo é bem diferente de se tornar um simples aluno. No discipulado, o seguidor passa a conviver com o mestre, enquanto na relação professor-aluno essa prática não está presente. O aprendizado acontece diuturnamente, e não apenas durante algumas aulas dadas em domicílio ou numa sala. Quem quiser segui-lo deve, portanto, avaliar os custos. Seguir a Cristo envolve renúncia, significa submissão total a Ele. Jesus lembrou as pessoas desse custo, pois não queria que o seguisse apenas por empolgação (Lc 14.25-27). Muitos querem ser discípulos mas não querem renunciar nada. Às vezes precisamos sacrificar até mesmo o nosso relacionamento religioso na família, abrir mão de algumas coisas para seguir a Jesus. O que o Mestre está requerendo de você?

III - O TREINAMENTO

1. Mudança de destino.
No treinamento dado aos discípulos, a cruz ocupa um lugar central nos ensinamentos do Mestre (Lc 9.23; 14.27). A cruz de Cristo aparece como um divisor de águas na vida dos discípulos. Uma mudança de rumo ou destino. A vida com Cristo é cheia de vida, na verdade vida em abundância (Jo 10.10). Mas por outro lado, é uma vida para a morte! Quem não estivesse disposto a morrer, não poderia ser seu seguidor autêntico. A cruz muda o destino daquele que se torna seguidor de Jesus. Ela garante paz e vida eterna, mas somente para aqueles que morrerem para este mundo.

2. Mudança de valores.
 Lucas mostra Jesus instruindo os Doze antes de enviá-los em missão evangelística (Lc 9.1-6) e, posteriormente, enviando outros setenta após dar-lhes também instruções detalhadas (Lc 10.1-12). Para chegar a esse ponto, muitas coisas precisaram ser mudadas na vida desses discípulos. Uma delas, e muito importante, foi a mudança de mentalidade dos discípulos. Jesus mudou a forma de pensar deles. Seus discípulos não poderiam mais, por exemplo, possuir uma mente materialista como os gentios, que não conheciam a Deus (Lc 12.22,30). Quem conhece a Jesus de verdade não fica preocupado com o amanhã, com as coisas deste mundo, pois sabe que Ele, o Bom Pastor, supre cada uma das nossas necessidades

IV - A MISSÃO

1. Pregar e ensinar.
Já foi dito que o ministério de Jesus consistia no ensino da Palavra de Deus, na pregação do Evangelho do Reino e na cura dos doentes (Mt 4.23; Lc 4.44; 8.1). No texto de Lucas 9.1,2, vemos Jesus enviando os doze: "E, convocando os seus doze discípulos, deu-lhes virtude e poder sobre todos os demônios e para curarem enfermidades; e enviou-os a pregar o Reino de Deus e a curar os enfermos". "Pregar" é a tradução do verbo grego kerysso, que possui o sentido de "proclamar como um arauto". Jesus treinou seus discípulos com uma missão específica - serem proclamadores da mensagem do Reino de Deus. Proclamar o Evangelho do Reino ainda continua sendo a principal missão do Corpo de Cristo! Quando a Igreja se esquece desse princípio, ela perde o seu foco.

2. Libertar e curar.
O Evangelho de Cristo provê tanto a cura para a alma como também para o corpo. O Evangelho de Mateus revela com clareza que o Senhor Jesus proveu tanto a cura como a libertação para todos aqueles que se achegavam a Ele com fé e contrição (Mt 8.16,17). Frank Stagg, teólogo americano, observa que embora a obra redentora de Cristo tenha o seu centro na cruz, Ele já era redentor da doença e do pecado durante o seu ministério terreno. Os discípulos, portanto, precisavam levar à frente essa verdade a todos os locais.

CONCLUSÃO
Aprendemos nesta lição sobre a importância que o ensino tem na formação do caráter cristão. Jesus ensinou os seus discípulos, mas não os ensinou de qualquer forma nem tampouco lhes deu qualquer coisa como conteúdo. Ele lhes ensinou a Palavra de Deus. Mas até mesmo o ensino da Palavra de Deus, para ter eficácia, precisa ser acompanhada pelo exemplo, valer-se de recursos didáticos eficientes, firmar-se em valores e possuir um objetivo claro e definido. Tudo isso encontramos com abundância nos ensinos de Jesus. Ao seguir seus ensinos, temos a garantia de que o hiato existente entre o professor e o aluno, entre o educador e o educando, desaparecerão. Dessa forma teremos um ensino eficiente.

domingo, 26 de abril de 2015

INTERPRETAÇÃO BÍBLICA - Quatro coisas sábias



Vamos meditar nestes versículos:

“Estas quatro coisas são das menores da terra, porém bem providas de sabedoria: As formigas não são um povo forte; todavia no verão preparam a sua comida;
Os coelhos são um povo débil; e contudo, põem a sua casa na rocha; Os gafanhotos não têm rei; e contudo todos saem, e em bandos se repartem; A aranha se pendura com as mãos, e está nos palácios dos reis.” Provérbios 30:24-28

Para entender a mensagem que Salomão nos transmite nessa passagem de Provérbios precisamos dividi-la em quatro partes a fim de extrairmos a sabedoria que Salomão viu. 

Cada uma parte expressa a sabedoria observada nas atitudes de cada um desses animais mencionados. Salomão não quis dizer que o animal é sábio, mas ele observou mensagens sábias nas atitudes deles. Vejamos cada uma dessas mensagens:

1º) Salomão viu que as formigas não são fortes, mas ele observou que elas se preparam para o inverno, ou seja elas não desperdiçam seus recursos no tempo da bonança, mas guardam para o futuro. A sabedoria aqui é a “prevenção”, assim o crente deve estar prevenido para o tempo da adversidade.

2º) Salomão observou que os coelhos, apesar de sua debilidade constroem a casa na rocha, mostrando que eles tem “prudência”, e dessa forma os predadores não conseguirão destruir suas casas e famílias. Aí está mais um exemplo de sabedoria para o cristão, pois se Jesus é a Rocha eterna, então devemos ter nossa casa firmada Nele.

3º) Salomão também observou que os gafanhotos não tem um rei, ou seja não possui uma liderança, mas montam estratégias e executam, Salomão viu a “iniciativa” ele viu a “proatividade”, os gafanhotos já sabem o que fazer e não esperam que ninguém ordene. A proatividade é o grande diferencial entre os bons funcionários e os melhores. Cada homem de Deus já recebeu a sua missão e por isso já devem partir para a ação; e

4º) E por fim, ele notou que apesar da dificuldade de locomoção das aranhas, que se penduram com as mãos, elas estão nos palácios dos reis. Ele observou a “excelência”, ele ressaltou a qualidade de se buscar o melhor. Dessa forma aprendemos que é sábio fazer o melhor, não são dignos de menção honrosa aqueles que fazem as coisas mais ou menos, ou pela metade, ou somente o necessário para cumprir uma meta. Cada servo de Cristo deve buscar fazer o melhor.


Conclusão:

 A sabedoria que Salomão viu naqueles animais foram: prevenção, prudência, iniciativa e excelência. Cada um analise-se e aprenda com essas atitudes de animais tão insignificantes, mas com grandes exemplos de sabedoria.


Marcos André - Evangelista