ESTUDOS TEOLÓGICOS, INTERPRETAÇÃO DA BÍBLIA, ESBOÇO PARA AULAS DA ESCOLA DOMINICAL, ETC

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quinta-feira, 24 de julho de 2014

ATUALIDADE GOSPEL - Deus Ainda Livra Seu Povo

Circula nas redes sociais uma imagem do jornal Jewish Telegraph com uma entrevista surpreendente. A manchete diz “O Deus deles altera a trajetória de nossos foguetes em pleno ar”.


Entre as centenas de compartilhamentos, muitos comentários mostram que existe ceticismo, afirmando que se trata de uma montagem e que o jornal sequer existe.

O Gospel Prime investigou e apresenta a tradução dessa matéria do jornal Jewish Telegraph, que embora de pequena circulação, existe sim. Trata-se de um periódico judeu produzido no Reino Unido. Alguns sites americanos e israelenses reproduziram a matéria, o que deu uma dimensão maior ao caso. A frase destacada na manchete teria vindo de um terrorista, mas ele não é identificado.

“O Deus deles altera a trajetória de nossos foguetes em pleno ar”, lamenta terrorista


Veja abaixo a primeira parte da matéria.

“O Deus deles altera a trajetória de nossos foguetes em pleno ar”.

Por Barbara Ordman (nascida em Manchester, mas que vive em Ma’ale Adumim, na Cisjordânia)

Em outubro de 1956, o primeiro-ministro David Ben Gurion foi entrevistado pela rede CBS. Ele declarou: “Em Israel, para ser realista, você precisa acreditar em milagres.” Mas o Talmud Yerushalmi diz que, de modo algum devemos depender de milagres. Ensina ainda que não devemos fugir de nossas responsabilidades e apenas esperar por intervenção milagrosa do Sobrenatural.

Um dos terroristas de Gaza foi questionado por que não conseguiam usar seus foguetes de forma mais eficaz. “Nós apontamos para os alvos, mas o Deus deles altera a trajetória de nossos foguetes em pleno ar”

Amém! E quando o nosso Deus não está ocupado fazendo isso, nos deu o poder de criarmos alta tecnologia, para que nossa avançada tecnologicamente criasse o sistema de defesa Domo de Ferro, que ajuda a proteger nosso povo e nossas cidades.”

A jornalista que escreveu o artigo passa a narrar como ela escapou de um ataque de foguetes vindos de Gaza num abrigo construído no subsolo da casa onde ela mora com a família.

Chama a atenção o fato de o site das forças armadas de Israel trazer a afirmação que os ataques por terra do Hamas estão sendo impedidos através de uma “sucessão de milagres” e que “graças aos céus” um grande atentado terrorista perto do Kibbutz Sufa não pode acontecer por causa da “graça dos céus”.

Em diversos sites evangélicos de língua inglesa está sendo divulgado um vídeo do pastor Larry Randolph, com uma profecia trazida por ele dia 13 de março, meses antes do início do conflito. O pastor conta que estava orando por Israel quando viu uma nuvem de poeira sobre a nação tomar a forma de um guerreiro que ele entendeu ser o rei Davi. E uma voz vinda dos céus dizia que estava pronta para lutar e a segurança de Israel não seria comprometida.

Fonte: Gospel Prime

Assista o vídeo:

quarta-feira, 23 de julho de 2014

terça-feira, 22 de julho de 2014

ESCOLA DOMINICAL - Esboço e Subsídio da Lição 2 - Revista da Central Gospel


AULA EM___DE______DE 2014 - LIÇÃO 2
(Revista: Central Gospel - nº 39)

Tema: OSEIAS, O MARIDO TRAÍDO
  
Texto Áureo: Oseias 14.1
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 PALAVRA INTRODUTÓRIA
- Professor(a), nesta lição tente mostrar como os ensinamento de Oséias são atuais hoje para o povo de Deus.
- “solidariedades de seus leitores”, se refere ao fato de o leitor entender o que ele fez e suas razões, poucos de nós aceitaria a missão que ele aceitou.
- “genealogia de Oseias”, se refere aos seus antepassados, é a árvore genealógica, a fim de mostrar sua origem e família.
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1. O NOME DO PROFETA
- “raiz da palavra”, se refere a uma palavra primitiva que deu origem ao nome Oseias e Josué.

1.1. A data do livro
- “Jeroboão II”, recebe esse número no nome por ter havido um rei chamado Jeroboão, assim que foi dividido o reino.
- “Reino do Norte”, é o reino composto pelas 10 tribos que se separaram da nação de Israel. Sua capital era Samaria.
- “contemporâneo”, aqueles que viveram na mesma época.

1.2. O destinatário
- “para o Reino do Norte”, o destinatário é então o Reino do Norte, cujo rei era Jeroboão II.
- É interessante perguntar para a classe quem era o rei em Samaria, só a título de revisão, pois já foi falado quem reinava no reino do Norte.
- “comparado a uma relação matrimonial”, a ideia era mostrar para a nação como ela era infiel.

2. UM CASAMENTO INDESEJADO
- “teve de entrar em um casamento por determinação divina”, professor(a), aqui eu recomendo que você leia com a classe alguma referência e explique sucintamente essa história da vida de Oseias.
- “simbolizava a relação de Deus com Israel”, o profeta teria que transmiti a mensagem de Deus com a sua própria vida.

2.1. Quando o profeta encarna a mensagem
- “cronologicamente o primeiro lugar”, quer dizer que foi escrito primeiro.

2.2. A razão da imposição
- “não havia outro meio de expressar Sua mensagem”, na verdade havia sim, porém esse meio era e é até hoje o meio mais eficaz. Os pregadores e profetas de hoje conseguem transmiti melhor a mensagem do evangelho se viverem ela na íntegra.

2.3. Os nomes dos filhos de Oseias
- Professor(a), sugiro que você leia com os alunos as referências de cada nome e dê o seu significado.
- “Jezreel”, significa “Deus espalha”. É o que Deus iria fazer com aquela nação.
- “Lo-Ruama”, significa “desfavorecida”.
- “Lo-Ami”, significa “não meu povo”, como se dissesse “Esse não é meu povo!”
- “Ami”, significa “meu povo”, como se dissesse “esse é meu povo!”
- Não só o casamento de Oseias era ruim, mas os nomes de seus filhos também expressavam a desgraça.

3. OS PECADOS DA NAÇÃO
- “contexto histórico”, se refere ao momento que a nação vivia, seu aspecto político, social e religioso. Conhecer esse contexto ajuda a entender algumas atitudes.

3.1. O ambiente político
- “Reino do Norte (Israel) e Reino do Sul (Judá)”, professor(a), vale a pena explicar como ocorreu essa divisão, o texto que narra essa história esta em 1 Reis 12.
- “não estava propensa a voltar-se para Deus”, assim são muitos que estão se desviando hoje, ficam de um lado para o outro buscando em que se afirmar, mas vão ao Senhor, querem facilidades e comodismo.

3.2. O ambiente social
- “alguns dormiam em camas entalhadas”, isso nos mostra como o povo havia alcançado um nível social mais elevado.

3.3. O ambiente religioso
- “ter buscado conselhos com os jovens”, esse fato é interessante destacar, pois o jovem rei Roboão deixou de ouvir os conselhos dos sábios que aconselhavam Salomão e seguiu os conselhos dos jovens seus amigos.
- “Jeroboão II cometeu os mesmos erros”, Oseias estava vivendo o mesmo contexto que viveram os profetas à duzentos anos antes.
- Nesse tópico pode ser pedido aos alunos, a título de acréscimo, que eles descrevam o ambiente religioso da nossa nação.
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4. A MENSAGEM DE OSEIAS
- “encarnar o próprio sentimento de Deus”, ele ao ser traído por Gomer, sentiu a dor da infidelidade que Deus sentiu com a nação de Israel.
- “dando-lhe a oportunidade”, Deus sempre dá oportunidades, sempre é paciente. O Senhor nos dá oportunidade de se concertar mesmo sabendo que muitos de nós não querem e não vão fazer isso, mas Ele nos dá a chance mesmo assim, para que ninguém se diga inocente por não ter tido uma oportunidade.

4.1. O estilo literário de Oseias
- “figura retórica”, retórico é a característica daquilo que serve como ferramenta de boa comunicação. As perguntas, as frases de efeito e as analogias são elementos retóricos. Nesse caso o casamento de Oseias serve como uma figura de efeito. De fato pelo terrível exemplo daquele casamento, as pessoas daria atenção ao que Deus estava anunciando.
- “metáforas”, é uma figura de linguagem em que se utiliza da comparação de situações semelhantes.

4.2. Chamado ao arrependimento
...

4.3. O perdão concedido à mulher
- “provavelmente repudiaria sua mulher”, se hoje é extremamente difícil um marido perdoar e reatar a relação onde tenha sido traído pela mulher, quanto mais na época de Oséias.
- “Deus, no entanto, deseja fazer o mesmo”, o fato de Oseias ter perdoado sua esposa representa a disposição de Deus em perdoar seu povo.

4.4. Apelo para o conhecimento
- “perderam o contato com os sacerdotes”, Jeroboão fez a mudança, dividiu a nação em duas e ficou com dez tribos, mas se esqueceu do mais importante, prover o culto a Deus. Esse foi o seu grande erro. Assim nós, sempre que mudarmos algo em nossa vida, precisamos nos lembrar de cultuar a Deus.

4.5. Promessa de restauração
- “apartou dele a sua ira”, essa promessa pode ser tomada hoje para aqueles que se afastam das coisas mundanas.           
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CONCLUSÃO
- “intensos momentos de devoção”, se refere aos avivamentos que a nação passou.
- “episódios de apostasia”, são episódios em que o povo abandonou a Deus e se envolveu com outros deuses.
- “frequentemente o povo esquecia-se”, é muito fácil as pessoas se esquecerem das bênçãos do Senhor. Por isso é necessário estar sempre em contato com Deus.
- “ou adequando sua vida ao mundo”, esse é um outro problema de muitos crentes desses últimos dias, eles se adéquam ao mundo e vivem uma espécie de mundanismo cristão. Não há diferença entre esses crentes e um ímpio qualquer.

Boa aula!


Marcos André – professor

segunda-feira, 21 de julho de 2014

ESCOLA DOMINICAL - Conteúdo da Lição 4 - Revista da CPAD


Gerados pela Palavra da Verdade

27 de Julho de 2014

TEXTO ÁUREO
“Sendo de novo gerados, não de semente corruptível, mas da incorruptível, pela palavra de Deus, viva e que permanece para sempre” (1Pe 1.23).


VERDADE PRÁTICA
Somente aqueles que foram gerados pela Palavra da Verdade são guiados pelo Espírito Santo.

LEITURA BÍBLICA EM CLASSE

Tiago 1.9-11,16-18.
9 - Mas glorie-se o irmão abatido na sua exaltação,
10 - E o rico em seu abatimento; porque ele passará como a flor da erva.
11 - Porque sai o sol com ardor, e a erva seca, e a sua flor cai, e a formosa aparência do seu aspecto perece; assim se murchará também o rico em seus caminhos.
16 - Não erreis, meus amados irmãos.
17 - Toda a boa dádiva e todo o dom perfeito vem do alto, descendo do Pai das luzes, em quem não há mudança, nem sombra de variação.
18 - Segundo a sua vontade, ele nos gerou pela palavra da verdade, para que fôssemos como primícias das suas criaturas.

INTRODUÇÃO
Na lição de hoje vamos estudar acerca da qualidade relacional da igreja nos diversos níveis de interação entre pessoas geradas pela Palavra. Veremos a Epístola de Tiago apontando as distorções sociais que podem existir em um ambiente eclesiástico ou de convivência entre irmãos. A nossa perspectiva é a de que possamos nos relacionar com o outro independente da sua condição econômica e social. Ligados, sobretudo, pelo Evangelho.

I. A RELAÇÃO ENTRE OS POBRES E OS RICOS DA IGREJA (Tg 1.9-11)

1. Os pobres na Igreja do primeiro século.
Do ponto de vista social, a pobreza exclui o ser humano dos direitos básicos necessários à sua subsistência. Não é difícil reconhecer que a Igreja do primeiro século era constituída por duas classes sociais: a dos pobres e a dos ricos, tendo evidentemente mais pobres em sua composição. Uma vez que não podemos fazer acepção de pessoas (Rm 2.11; Cl 3.11), os pobres daquela época, que foram gerados pela Palavra e inseridos no corpo de Cristo — a Igreja — tinham motivos de alegrar-se no Senhor, pois além do novo nascimento, eles eram acolhidos pela igreja local (Gl 2.10).

2. Os ricos na Igreja Antiga.
Por vezes, os ricos são identificados na Bíblia como judeus proprietários de muitos bens e que negligenciavam as obrigações que pesam sobre os que desfrutam de tal condição (Lv 19.10; 23.22,35-55; Dt 15.1-18; Is 1.15-17; Mq 6.9-16; 1Tm 6.9,17-19). Por cuja razão, e pelas suas atitudes, eles eram frequentemente repreendidos pelas Escrituras (Am 3.10; Pv 11.28; 1Tm 6.17-19; Lc 6.24; 18.24,25). Os ricos e abastados têm a tendência a desenvolverem a arrogância, a autossuficiência e a postura de senhores poderosos, que pensam poder comprar as pessoas a qualquer preço. As Escrituras são claras em afirmar que o Reino de Deus não pode ser comprado por dinheiro algum. É possível o irmão rico ser gerado pela Palavra e tornar-se um filho de Deus? Sim, claro (Lc 18.25-26). Porém, ele pode encontrar maior dificuldade para desprender-se de suas riquezas (Mt 19.23-26, cf. v.11). É imprescindível que os mais abastados compreendam que após entregarem-se a Cristo, obedecerão ao mesmo Evangelho a que os irmãos pobres submetem-se. Aqui, torna-se ainda mais clara a verdade bíblica: para Deus não há acepção de pessoas (Rm 2.11; Cl 3.11).

3. Perante Deus, pobres e ricos são iguais.
A igreja local deve receber a todos no espírito do Evangelho, isto é, como membros da família de Deus, pois através da salvação em Cristo, independentemente da condição social, todos têm a Deus como Pai (Rm 8.14), e a Jesus como irmão (Lc 8.21). Somos coerdeiros, juntamente com Cristo, de uma herança eterna (1Pe 1.4), pertencentes à santa família de Deus (Ef 2.19) e cidadãos de um reino imutável (Hb 12.28). Na família de Deus há lugar para todo ser humano justificado por Cristo. Portanto, o irmão pobre e o irmão rico não devem se envergonhar de suas condições sociais. Se o Evangelho alcançou seus corações, o rico saberá biblicamente o que fazer com a sua riqueza. E o pobre, de igual forma, como viverá sua pobreza. O importante é que Cristo em tudo seja exaltado!

II. DEUS SÓ FAZ O BEM (Tg 1.16,17)

1. Não erreis (v.16).
Com essa advertência o meio-irmão do Senhor não está afirmando a doutrina da “santidade plena” ou perfeccionista: a de que o homem, uma vez remido, não mais pecará. Tal palavra tem como propósito conclamar o crente a não dar ouvidos à “voz” da concupiscência carnal. Recapitulando a mensagem dos versículos 12 a 15, que tratam do tema da tentação, os versículos 9 a 11 formam uma introdução ao tema da tentação, ao passo o que versículo 16 é uma advertência para os crentes não se curvarem aos desejos imorais e infames do mundo, pois Deus é a fonte de tudo o que é bom. Logo, não podemos dar crédito àquilo que é mau.

2. Todo dom e boa dádiva vêm de Deus.
Um dom de Deus, como a sabedoria que torna uma pessoa espiritualmente madura (v.4), não pode ser recebido pelo crente através de esforço humano. Quem o distribui é Deus. Este dom é fruto da graça do Pai para nós. Num tempo onde o ascetismo religioso tende a tirar o foco da glória de Deus e da sua benignidade, tornando o ser humano “digno” do céu, precisamos lembrar que a nossa vida espiritual não depende de disciplinas humanas para receber dádivas de Deus. Depende de um relacionamento livre, espontâneo e sincero com o Pai das Luzes mediante o seu Filho, Jesus Cristo, e na força do Espírito Santo.

3. A origem de tudo o que é bom está no Pai das Luzes.
Ao escrever que “toda boa dádiva e todo dom perfeito vêm do alto”, Tiago declara que apenas as boas virtudes vêm de Deus. Não há sombra de variação no Pai das Luzes, isto é, nEle não há momentos de trevas e outros de luzes. Só há luz. Ele não muda e é bom! Não faz o mal aos seus filhos (Lc 11.11-13). Infelizmente, muitos têm uma visão turva de Deus como se Ele fosse um carrasco pronto a castigar-nos na primeira oportunidade. Não devemos falar sobre o Pai desta maneira, lembremo-nos do ensinamento joanino que fala sobre sermos defendidos e advogados por Jesus, o Filho de Deus (1Jo 2.1,2).

III. PRIMÍCIAS DE DEUS ENTRE AS CRIATURAS (Tg 1.18)

1. Algo que somente Deus faz.
A regeneração é um milagre proveniente do Pai das Luzes, segundo a sua vontade (v.17). Foi Ele que nos gerou pela Palavra da Verdade. Ser gerado de novo é uma ação realizada exclusivamente pelo Pai das Luzes através do Santo Espírito. Ele limpa o homem dos seus pecados (Is 1.18), dando-lhe perdão e implantando-lhe um novo caráter. Aqui, acontece o que o nosso Senhor falou aos seus discípulos: “Se alguém me ama, guardará a minha palavra, e meu Pai o amará, e viremos para ele e faremos nele morada” (Jo 14.23). O Pai é a fonte de nossa vida espiritual (Jo 1.12,13).

2. A Palavra da Verdade.
Naqueles dias, parte da igreja estava dispersa, sofrendo muitas tribulações. Para superá-las era preciso uma inabalável convicção de que, apesar das lutas, ela não havia deixado de ser as primícias do Senhor entre as criaturas. Por esse motivo, Tiago enfatiza a expressão “Palavra da Verdade”. Fomos gerados e enxertados pela Palavra que salva a nossa alma (v.21). Assim, a despeito de todas as circunstâncias difíceis da vida, podemos aplicar essa verdade afirmando que somos filhos de Deus, as primícias entre as criaturas do Senhor.

3. O propósito de Deus.
A salvação é a maior bênção de Deus para a humanidade. O propósito divino não é primeiramente abençoar o crente com bênçãos materiais, mas fazer dele primícias de suas criaturas: os salvos pela graça mediante a fé (Ef 2.8). No Antigo Testamento, as primícias eram a colheita do melhor fruto (Lv 23.10,11 cf. Êx 23.19; Dt 18.4). Ao referir-se às primícias, Tiago dizia aos primeiros irmãos, notadamente judeus, que eles foram escolhidos como primícias do Evangelho. Os primeiros de muitos outros que Deus havia começado a colher. Alegre-se no Senhor! Você faz parte das primícias da sua geração. Escolhido por Deus e nomeado por Ele para proclamar as virtudes do Senhor neste mundo.

CONCLUSÃO
Inseridos no processo de aperfeiçoamento espiritual, sofremos os mais diversos tipos de provações, independentemente de nossa posição social, econômica e cultural. Tais situações aperfeiçoam-nos e amadurecem-nos como pessoas. Quando alguém é gerado pela Palavra da Verdade, ele é chamado pelo Pai a viver o Evangelho em fidelidade. Não podemos nos esquecer do nosso maior desafio: fazer o Evangelho falar num mundo dominado por relacionamentos distorcidos. Somos o Corpo de Cristo, a Igreja de Deus: a coluna e firmeza da verdade (1Tm 3.15).

ESCOLA DOMINICAL - Conteúdo da Lição 4 - Revista da Editora Betel


O Líder Espiritual é Comprometido com a Oração
27 de julho de 2014

TEXTO AUREO
“Orando em todo o tempo com toda a oração e súplica no Espírito, e vigiando nisto com toda a perseverança e súplica por todos os santos”. Ef 6.18

VERDADE APLICADA
A oração é o elo da comunicação entre o homem e Deus. Nela dizemos quem somos e o que precisamos, e Ele diz quem é e o que pode fazer.

TEXTOS DE REFERÊNCIA
lTm 2.1 - Antes de tudo, pois, exorto que se use a prática de súplicas, orações, intercessões, ações de graças, em favor de todos os homens,
lTm 2.2 - Em favor dos reis e de todos os que se acham investidos de autoridade, para que vivamos vida tranquila e mansa, com toda piedade e respeito.
lTm 2.3 - Isto é bom e aceitável diante de Deus, nosso Salvador,
lTm 2.4 - O qual deseja que todos os homens sejam salvos e cheguem ao pleno conhecimento da verdade.
lTm 2.5 - Porquanto há um só Deus e um só Mediador entre Deus e os homens, Cristo Jesus, homem,

INTRODUÇÃO
É uma verdadeira incisão na alma ouvir um homem conectado a Deus. Quando Jesus falava havia impacto, as pessoas abandonavam o que faziam para segui-lo, ninguém era mais o mesmo após ouvi-lo (Mt 7.29). Mesmo assim, observamos em Jesus uma qualidade invejável em nossos dias, a oração. Mas orar não é fácil, é batalha, exige disciplina. Sempre haverá tribulações para desestimular a frequência de um líder na presença de Deus, por isso, o líder deve ser sábio e perseverar na oração (At 6.4).

1. Algumas forças contrárias à oração
A oração é uma prática na vida de todo bom líder. Os grandes avivalistas do século passado tinham uma coisa em comum em seus discursos, a maneira de orar. Ainda que não se veja um pregador (a) em oração, o auditório sabe muito bem se ele esteve ou não na presença de Deus. Porém, precisamos estar alertas. Porque muitas coisas contrárias se unem para que não estejamos na presença de Deus. Vejamos algumas:

1.1. A ausência de disciplina
Um dos problemas mais comuns que conflitam com a devoção de um líder espiritual é a sua falta de compromisso com a prática da oração. O líder que não costuma inserir essa prática que dá sustentação a sua vida ministerial, em sua rotina, está fadado ao fracasso. Não existe liderança espiritual sem oração (Rm 12.12). Cada um sabe sua melhor hora de rendimento e o momento mais conveniente para se dedicar à oração. Mas, quando se trata de um líder cristão, é importante que oferte os primeiros momentos do dia a Deus, não apenas por serem as primeiras horas, mas sim, porque demonstra dedicação ao Senhor e a seu ministério. Isso se chama disciplina diária (Dn 6.10).

1.2. O ativismo
Muitos líderes se tornam ativistas religiosos. Esse ativismo ocupa tanto a vida do líder em resolver as questões da “obra do Senhor” que não sobra ao líder energia para o “Senhor da obra”. Naturalmente são tantos os compromissos de reuniões, aconselhamentos, visitas e agendas, que o cansaço o impede de cumprir seu devocional. É preciso um programa previamente elaborado para a prática da devoção pessoal (lTm 4.16), aqueles momentos que são obrigação de todo líder cristão, leitura da bíblia, oração, jejum, etc.. Uma solução simples seria dividir responsabilidades com outras pessoas, delegar autoridade, e não centralizar as coisas tanto em si. Nem Jesus trabalhou sozinho (Lc 10.1). Custa entender isso?

1.3. Prepotência e impaciência
Outro grande empecilho à oração é a prepotência. É comum que um líder, depois de conquistar a confiança da igreja ou equipe, passe a apoiar-se em seu carisma pessoal, em sua unção inicial e vá “empurrando com a barriga” o seu dia a dia. Crer que aparentemente tudo vai bem por causa da sua aceitação na organização é prepotência. Por outro lado, na vida ministerial, existem momentos de esterilidade pelo qual todos passam; e o costume de ver tudo se realizar rapidamente em nossos dias contribui muito para que um líder não tenha a paciência para estar só e quieto diante de Deus por um tempo em oração (Mc 6.46).

2. O grande conflito
Estamos envolvidos em um conflito de forças que vão além das pessoas. Embora cada qual seja responsável por suas atitudes, há, porém, forças que um líder espiritual deve enfrentar para o estabelecimento e crescimento do Reino de Deus. Tais forças nem sempre são compreendidas e quase sempre negadas, mas fazem parte do combate de um líder cristão. A luta não é contra carne nem sangue, ou seja, contra as forças do mundo físico (Ef 6.12).

2.1. Lutando contra as hostes espirituais
Sabemos que a proposta do evangelho é antagônica ao sistema mundano; nós não lutamos contra as pessoas, porém lutamos contra a má influência que nelas está. Mas, como vencer um inimigo invisível? Ou nos tornamos invisíveis como ele, ou entramos em seu mundo. A única maneira de vencer um bom adversário é conhecendo seus pontos vulneráveis e que tipo de armas utiliza na batalha (Mc 3.27). Mas, como fazer isso se a batalha não é carnal? A resposta é: entrar na mesma dimensão em que ele está, conhecer seu mundo e sua esfera de ação. Saber se realmente estamos preparados ou não. Paulo descreve nossos inimigos invisíveis como principados, potestades, dominadores, hostes da maldade, eles são a força que controla as esferas de poder (Ef 6.12). São agentes invisíveis com ações visíveis em nosso mundo, é contra eles que consiste a luta da Igreja cristã.

2.2. A preparação de cada dia
Antes de todo o combate, faz-se necessário uma preparação para ele. Ninguém em são juízo enfrenta um adversário sem o devido preparo (Lc 14.31-32). Existem dias calmos, dias intensos, e o dia em que o Apóstolo Paulo denominou como: “o dia mau”, e para todos esses, devemos nos preparar antecipadamente (Ef 6.13). Qualquer pessoa e, principalmente, um líder, deve estar pronto para resistir em todo o tempo. Embora Paulo use a expressão “dia”, ele não estava falando de um dia de vinte quatro horas, e sim, de acontecimentos surpreendentes como: tentações, luto, divisões, guerra, rebeliões, impiedade, etc. Tragédias são inevitáveis, todavia, estar preparado é uma recomendação bíblica: “Tomai toda a armadura de Deus, para que possais resistir no dia mau” (Ef 6.13).

2.3. Dois pontos de convergência da oração
O Senhor Jesus orientou seus discípulos que orassem a Deus para que enviasse ceifeiros para a sua seara (Mt 9.37-38). De outro modo, Paulo insistiu que Timóteo juntamente com a igreja utilizasse todo o tipo de modalidade de intercessão pelas autoridades (lTm 2.1-2). Paulo fala da prática de súplicas, orações, intercessões e ações de graças, por todos os homens e em favor dos reis e demais autoridades. As finalidades são para que os crentes em Jesus tenham uma vida quieta e sossegada (Jr 29.7); bem como, eles sejam salvos e cheguem ao pleno conhecimento da verdade. Esses são os dois pontos de convergência da oração, os quais envolvem líderes cristãos e seculares.

3. Estabelecendo um padrão de oração
O estabelecido padrão paulino de oração na carta aos Efésios (Ef 6.18), diz respeito ao tempo de oração a ser dedicado, à intensidade e à abrangência com ação de graças. Trata-se de um padrão conciso, sem rodeios e eficaz. Uma vez adotado, pessoal e coletivamente, trará grandes e duradouros resultados.

3.1. O tempo de oração - “Orando em todo tempo”
É fácil entender o que a Bíblia nos ordena, orai sem cessar. Mas a oração foi difícil até mesmo para Jesus. Quantas vezes Ele tentou orar com seus discípulos, mas eles sempre deixavam a desejar (Mt 26.40). Marcos narra um fato interessante onde os discípulos trabalharam sem sucesso para expulsar um demônio, e ao interrogarem a Jesus, Ele lhes expôs a ausência da oração e jejum, como motivo do fracasso nos confrontos do mundo espiritual (Mc 9.28-29). A oração não dá ibope. Ela é solitária, é um período de batalhas, é secreta, e, é investimento em longo prazo. Contudo, há um segredo em orar. Jesus orava sempre ao amanhecer mas, quando saía a campo, com apenas uma palavra, curava enfermos, libertava pessoas oprimidas, ressuscitava mortos, dava vista aos cegos. Devemos observar que os discípulos nunca pediram para Jesus lhes ensinar a fazer maravilhas, mas a orar pediram (Lc 11.1). Eles compreenderam que quem é disciplinado em orar não perde o dia tentando resolver com a razão aquilo que só no espírito se vê.

3.2. A intensidade da oração - “Com toda oração e súplica”
Intensidade não tem nada a ver com a posição da oração que está sendo feita. Intensidade diz respeito ao fervor, à animação e à intimidade com que se ora (Gl 4.6; Mc l4.36a). Essa intensidade deve proceder do íntimo do nosso ser, João Bunyan disse certa vez: “Na oração, é melhor ter um coração sem palavras do que palavras sem um coração”. A intensidade varia de acordo com a necessidade pelo que se está orando. As nossas palavras devem ser harmônicas com o nosso sentimento. Assim, tal sentimento deve ser demonstrado simultaneamente com as palavras, seja tanto em público quanto em particular. Todavia, há orações que são verdadeiros júbilos, dessa feita, tornam-se orações alegres de vitória. É importante que nunca falte ações de graça nas orações.

3.3. Vigiando na intercessão, na oração - “Por todos os santos”
A oração de um líder nunca é pessoal, sempre está voltada para aqueles a quem presta serviço. Uma vida de oração pede que, em dado momento, nos anulemos (Ef 3.13-14) e venhamos lutar por quem milita, por quem administra, preside, e por todos que são contados como autoridades (lTm 2.2). Na verdade, não falta motivos para orarmos. O líder dedicado jamais deixará fora de sua agenda de oração: sua família, os componentes da organização ou departamento que lidera, os necessitados e os aflitos. Como o Sumo Sacerdote, leva o povo a Deus e traz Deus ao povo, o líder deve sempre entender que foi constituído como uma ponte entre o povo e Deus.

CONDUÇÃO
As forças contrárias à oração precisam ser anuladas, antes que anulem a nossa atuação no Reino. Devemos superar os obstáculos do ativismo que gera cansaço, distração e fraqueza, e também a falta de programa previamente estabelecido que sirva de direção. Uma vez superados esses entraves, mantenhamos um padrão de oração (lTs 5.17) para o nosso próprio crescimento espiritual.

domingo, 20 de julho de 2014

ATUALIDADE GOSPEL - Evangélico quebra 10 imagens de santos em igreja católica no interior de Minas


A pequena cidade de Sacramento, em Minas Gerais, está revoltada com os evangélicos. Na quinta-feira (17), um jovem de 20 anos invadiu a Igreja da Nossa Senhora do Patrocínio do Santíssimo Sacramento e destruiu dez imagens de santos.

Entre elas estava uma estátua da padroeira da cidade, Nossa Senhora do Patrocínio do Santíssimo Sacramento, que fora tombada pelo Patrimônio Histórico Municipal.

A denúncia de que homens invadiram a igreja chegou até a Polícia Militar, que designou uma patrulha para atender a ocorrência. No local, apreendeu M.R.D., natural do Rio de Janeiro, destruindo uma imagem na igreja matriz. Segundo a polícia, outra pessoa ajudou na destruição, mas conseguiu fugir antes da chegada da equipe. Ele está sendo procurado.

Na delegacia, o jovem justificou que cometeu o crime por ser evangélico e que a idolatria às imagens “não ser condizente ao seu credo”. Explicou ainda que estava de passagem pela cidade, voltando para Uberlândia, onde reside. M.R.D, foi preso em flagrante e responderá por dano qualificado.

O responsável pela igreja, padre Sérgio Márcio de Oliveira, lamentou o ocorrido. “A maioria das imagens destruídas tinha mais de 100 anos”, explica. A imagem de Nossa Senhora Aparecida data de 1857, é a única no mundo feita em madeira. O padre conta que ela seria coroada numa cerimônia no Vaticano pelo Papa Francisco.

Além das estátuas, o acusado quebrou cadeiras do presbitério e do altar, além de vidraças. Os católicos do município estão indignados. Com informações de GCN

Fonte: Gospel Prime

* Com certeza ele não aprendeu isso em uma igreja séria onde se ensina a Palavra de Deus.

Marcos André