quarta-feira, 26 de agosto de 2015

ESCOLA DOMINICAL - Esboço e Subsídio da Lição 9 - Revista da Editora Betel



AULA EM 30 DE AGOSTO DE 2015 – LIÇÃO 9
(Revista: Editora Betel)

Tema: A Irreverência Destruiu Ananias e Safira

Texto Áureo: Atos 5.11
  
INTRODUÇÃO
- Querido(a) professor(a), nesta lição recomendo que você de uma olhada nas referências que eu separei aqui no esboço e leia com atenção todo o capítulo 5.
- “quando tentamos aparentar ser o que não somos”, alguns tentam também mostrar ter o que não tem. Nesses últimos dias as pessoas preservam demasiadamente a imagem e por ela alguns mentem e escondem o verdadeiro eu.
- “dissimulação deliberada”, dissimulação significa ocultar os verdadeiros sentimentos e deliberado é aquilo que é feito de propósito.
- “fazer as pessoas acreditarem que somos mais espirituais do que somos”, esse foi o problema de Ananias e Safira, tentaram mostrar que tinham espiritualidade fazendo o que muitos crentes naquele tempo estavam fazendo, mas eles não eram tão espirituais em seus corações. Dessa forma o melhor é mostrarmos o que somos e não apresentar uma imagem. Precisamos nos preocupar mais com o conteúdo do que com a imagem.
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1. A GRAÇA É INTERROMIDA PELO JUÍZO
- “um meio de se infiltrar”, essa é a especialidade do inimigo, a infiltração, ele tem a habilidade de se achegar sem ninguém perceber. A Igreja precisa de pessoas com visão espiritual para identificar essas infiltrações de Satanás.

1.1. Ananias e Safira.
- “a oferta de Barnabé”, professor(a), faça perguntas simples só para ver se os alunos leram a lição ou se entenderam. Aqui você pode perguntar: qual foi a oferta de Barnabé?
- “buscavam reconhecimento entre os apóstolos”, quer dizer que eles buscavam reconhecimento diante das autoridades eclesiásticas. Hoje essas autoridades seriam os pastores e líderes, muitos tentam apresentar espiritualidade a esses homens.
- “forma instigados por Satanás”, Satanás através de elementos externos tem acesso ao coaração humano. Ele influencia através de amizades, apelos midiáticos e outros eventos do cotidiano.
- “planejaram uma estratégia”, na justiça dos homens, um crime premeditado tem muito mais peso na hora do julgamento do que aquele que ocorre de forma espontânea. Ananias e Safira premeditaram o iriam fazer e isso é grave.

1.2. A palavra de juízo.
- “sem que sua falsidade fosse percebida”, as atividades da igreja proporcionavam isso, eles viviam em comunidade e em constante oração, além da perseguição iminente. Só os crentes verdadeiramente espirituais conseguiam se adaptar a isso.
- “o dom de discernir os espíritos”, esse dom é listado por Paulo em 1 Co 12.10 e já era conhecido de Pedro devido ao fato ocorrido em Mt 16.22,23. Esse dom consiste em conhecer a ação espiritual por trás das palavras e atitudes.
- “teriam se tornado pessoas influentes dentro da Igreja”, hoje em dia, devido a muitas igrejas não terem esse dom, existem pessoas influentes em seus ministérios, mas com um coração mau como o de Ananias e Safira.

1.3. A providência divina.
- “quando estes penetrarem em seu seio”, infelizmente é que mais o inimigo tem feito, ele tem entrado em muitos ministérios devido a tolerância com o erro. Para Satanás importa mais desviar as pessoas dentro das igrejas.
- “o zelo de Deus está sobre ela”, zelo é o ciúme cuidadoso, Deus tem ciúme de Sua Igreja, cada igreja local está abrangida por esse ciúme, desde que a liderança esteja preocupada em agradar a Deus.
- “é apenas mais uma religião no mundo”, ou mais uma instituição para fazer número a tantas outras.
- “coluna e baluarte da verdade”, coluna é o que sustenta e baluarte é como uma fortaleza, dessa forma a Igreja sustenta e fortalece o mundo com a verdade. A humanidade está entrelaçada na mentira, mas a Igreja sustenta a verdade.
- “ele deseja se mudar para dentro dela para roubar sua perfeição”, o inimigo não pode atingir a Deus, mas tenta afetar o que Deus ama, a Sua Igreja e os seus servos que congregam nela.
- “o exército de Deus”, uma exército para combater as forças das trevas, mas os agentes de Satanás estão se infiltrando para aliciar alguns crentes, esses aqui são classificados como traidores.
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2. Uma cultura orgulhosa e materialista
- “a viver em comunhão e a dividir seus bens”, era um modelo parecido com o socialismo, onde todos eram igualados em suas posses e a pessoa é valorizada pelo que é e não pelo que possui.
- “desafiava o espírito ambicioso dos moradores de Jerusalém”, a atitude de vender tudo e entregar para a comunidade cristã não era uma obrigação, mas provavelmente as pessoas que aceitavam a nova fé eram estimuladas pela atitude dos outros a fazerem o mesmo.

2.1. Uma cultura arrogante.
- “Roma estava no poder”, Roma era império que dominava quase o mundo inteiro.
- “uma cultura de orgulho, arrogância e materialismo”, a cultura mais marcante da época era a grega que se caracterizava pelo egocentrismo e hedonismo, esses são comportamentos materialistas.
- “os oprimidos, as viúvas, órfãos e os pobres não tinham vez”, sabemos pelo Antigo Testamento que o cuidado com os órfãos e as viúvas faz parte da vontade de Deus.
- “líderes religiosos se inclinavam para a aquisição das riquezas”, esses líderes eram os escribas, sacerdotes e os principais das sinagogas, alguns eram fariseus e outros saduceus.
- “artimanhas legais para roubar as casas das viúvas”, esses líderes se apresentavam como auxiliadores espirituais, mas tinham outros interesses, Jesus os denunciou em Lc 20.46,47

2.2. Pregando sem palavras.
- “uma qualidade de vida contagiante”, se referindo a vida em comunidade dos primeiros crentes, onde o pobre e o necessitado era atendido At 4.34 essa prática dos crentes contagiava a todos veja:
“Louvando a Deus, e caindo na graça de todo o povo. E todos os dias acrescentava o Senhor à igreja aqueles que se haviam de salvar.” At 2:47 a porção sublinhada significa que todo o povo gostava dos crentes.
- “crentes que amavam uns aos outros”, professor(a), convém lembrar aos alunos que essa é a marca de Cristo na vida de seus servos, veja:
“Nisto todos conhecerão que sois meus discípulos, se vos amardes uns aos outros.” Jo 13:35
- “uma carta lida”, metáfora para representar a vida de um servo de Deus que é observado por todos e dessa forma passa a dar testemunho do que é servir a Deus, ou seja, pregando sem palavras.

2.3. Servindo com reservas.
- “servem a Deus com reservas”, servindo a Deus, mas reservando áreas para continuarem no erro.
- “por causa de um pedaço físico de terra”, isso porque alguém pode pensar que a punição tivesse a ver com a herdade ou o valor que eles receberam.
- “A ganância em seus corações”, O início do problema não foi a ganância e sim o menosprezo ao Espírito Santo. Eles não pareciam gananciosos pelo fato de terem entregue uma parte do valor, eles não tinham fé e não tiveram respeito ao Espírito Santo, Pedro chega a dizer que eles não precisariam ter entregue valor nenhum. At 5.4  
Esse fato não serviu para mostrar a comunidade a importância de se entregar ofertas, mas sim o respeito ao Espírito de Deus.
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3.  Lições de um juízo inesperado
3.1. Juízo em tempo de graça.
- “período de graça com ausência de santidade divina”, isso porque na graça Deus executa pouco juízo como fazia no tempo da lei, fazendo com que alguns pensem que não precisam se preocupar com a santidade.
- “Embora não sejam comuns tais juízos”, isso devido ao fato de o Senhor ser paciente e estar trabalhando em um propósito, salvar o ser humano. No Antigo Testamento havia uma lei e para que ela funcionasse deveria haver punição, mas no tempo da graça o que estar em destaque é a misericórdia de Deus. Não querendo dizer que não haverá juízo, basta lermos Apocalipse.
- “mas ele descobriu que Deus também é santo”, a Bíblia afirma que “Deus não se deixa escarnecer” Gl 6.7 significa que se a pessoa fizer algo errado e não sofrer nenhuma consequência seria como zombar de Deus. O caso de Ananias e sua esposa é um modelo para aprendizado da Igreja, mas não pode ser tomado para se detalhar regras de ação de Deus. A verdade é que nem todos os que desrespeitam a Deus serão punidos da mesma forma ou descobertos com a mesma rapidez que eles foram.

3.2. O temor do Senhor.
- “misturam o santo com o profano”, significa que praticam a obra de Deus e também as obras da carne, buscam ser crentes sem deixar seus velhos hábitos mundanos pecaminosos.
- “em que se vive uma graça sem responsabilidade”, a velha pregação de que precisamos ter o coração transformado antes de mais nada, está sendo mal usada de forma diferente, porque as pessoas se preocupam somente com o coração, mas não se preocupam em mostrar com o seu comportamento, obras e atitudes aquilo que pregam ou que dizem acreditar.
- “Temor não é medo, é respeito, reverência!”, por isso que Deus hoje em dia não está matando a todos que o desrespeitam, e olha que são muitos, se não haveria mortes quase todos os dias nas igrejas.
- “eu quero dar isso!”, ninguém precisa ser grande ofertante ou o mais colaborador de todos, Deus que apenas que sejamos verdadeiros naquilo que somos.
- “Morreram por querer aparentar o que não eram”, na verdade o motivo pelo qual morreram foi por desrespeitarem o Espírito Santo e o que motivou eles a isso foi essa vontade de mostrar o que não são.

3.3.  Ananias e Safira foram salvos?
- “Somente Ele viu realmente o que havia em seus corações”, em outras palavras, não podemos afirmar se foram salvos ou não.
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CONCLUSÃO
- “nos ensina que ninguém deve brincar com o Espírito Santo”, ensina também que tentar enganar a igreja ou sua liderança é tentar enganar o Espírito Santo.

Marcos André – professor

Boa Aula!

- Esse esboço é gratuito, porém se alguém desejar ofertar para essa obra, fique a vontade, é só clicar aqui!
- Se alguém quiser acrescentar algo interessante ao esboço, mande para licks1996@gmail.com

segunda-feira, 24 de agosto de 2015

ESCOLA DOMINICAL - Conteúdo da Lição 9 - Revista da Editora Betel


A Irreverência Destruiu Ananias e Safira
30 de agosto de 2015


Texto Áureo.
“E houve um grande temor em toda a igreja, e em todos os que ouviram estas coisas”.Atos 5.11


Verdade Aplicada.

Deus conhece o interior da alma de cada ser humano, Ele jamais é injusto. Quando age com juízo, é porque viu o que nenhum de nós poderia ter visto.

Textos de Referência.



Atos 5.3-5, 9
3 Disse então Pedro: Ananias, por que encheu Satanás o teu coração, para que mentisses ao Espírito Santo e retivesses parte do preço da herdade?
4 Guardando-a, não ficava para ti? E, vendida, não estava em teu poder? Por que formaste este desígnio em teu coração? Não mentiste aos homens, mas a Deus.
5 E Ananias, ouvindo estas palavras, caiu e expirou. E um grande temor veio sobre todos os que isto ouviram.
9 Então Pedro lhe disse: Por que é que entre vós vos concertastes para tentar o Espírito do Senhor? Eis aí à porta os pés dos que sepultaram o teu marido, e também te levarão a ti.

Introdução.

Corremos grandes riscos quando tentamos aparentar ser o que não somos. Tal ação e denominada hipocrisia. É a dissimulação deliberada. É a tentativa de fazer as pessoas acreditarem que somos mais espirituais do que somos.

1. A GRAÇA É INTERROMPIDA PELO JUÍZO
Em tempos de grande avivamento, Satanás encontrou um meio de se infiltrar e lançar uma semente maligna na Igreja, para manchar sua credibilidade e conter seu avanço. Analisemos como nasceu o desejo desse casal, a providência divina e a sentença profética de Pedro.

1.1. Ananias e Safira.

Lucas faz questão de relatar a oferta de Barnabé antes da oferta de Ananias e Safira (At 4.36,3 7). Seu intento é mostrar a motivação do casal, os quais buscavam reconhecimento entre os apóstolos. Ananias e Safira forma instigados por Satanás a buscarem glória humana e, tomados pelo orgulho, cederam e planejaram uma estratégia (At 5.3). Satanás sabe que não pode destruir a Igreja, por isso, tenta misturá-la perder a credibilidade (At 20.28-31.

1.2. A palavra de juízo.

A igreja vivia um altíssimo nível espiritual naquele tempo e qualquer pessoa que fizesse parte dela não conseguira participar da comunhão por muito tempo sem que sua falsidade fosse percebida. A intervenção poderosa de Pedro condenou a raiz do pecado e manifestou um dom pouco ativado pelos cristãos em nossos dias: o dom de discernir os espíritos, que é a habilidade ou capacidade, dada por Deus, de se reconhecer a identidade, a personalidade e a condição dos espíritos em suas diferentes manifestações ou atividades. Ananias e Safira teriam se tornado pessoas influentes dentro da Igreja, caso Pedro não discernisse e a palavra de juízo os julgasse (1Co 12.1-11; 1Jo 4.1).

1.3. A providência divina.

Enquanto os ataques do inimigo forem externos, a Igreja estará segura, mas, quando estes penetrarem em seu seio, esta ação deve ser cortada. A Igreja foi comprada com o precioso sangue de Jesus e o zelo de Deus está sobre ela (At 20.28; Ef 5.25). Satanás tem por finalidade destruí-la ou enfraquecê-la com sua mentira, porque uma Igreja sem poder é apenas mais uma religião no mundo (Jo 8.44; 10.10). Três qualidades distinguem a Igreja e, por isso, é vítima dos ataques inimigos. Primeiro, ela é coluna e baluarte da verdade (1Tm 3.15), por isso é atacada com as mentiras de Satanás. Em segundo lugar, a Igreja é o templo de Deus, onde Ele habita (1Co 3.16), por isso, ele deseja se mudar para dentro dela para roubar sua perfeição. Por último, a Igreja é o exército de Deus e Satanás procura se infiltrar nela para seduzir o maior número possível de traidores (2Tm 2.1-5).

2. Uma cultura orgulhosa e materialista.

A nova vida produzida pelo Espírito Santo capacitava os primeiros cristão a viver em comunhão e a dividir seus bens para suprir a necessidade dos menos favorecidos. Esta atitude desafiava o espírito ambicioso dos moradores de Jerusalém, lugar onde o Espírito Santo imprimia em cada cristão um modelo de Cristo (1Co 11.1).

2.1. Uma cultura arrogante.

Na época do derramamento do Espírito, Roma estava no poder e disseminava uma cultura de orgulho, arrogância e materialismo, onde os oprimidos, as viúvas, órfãos e os pobres não tinham vez (Sl 9.6). Por toda a extensão do império encontravam-se monumentos e palácios que foram construídos para os heróis de guerra. Porém, não havia qualquer preocupação com os pobres (Sl 9.18). Do lado judeu, a cobiça e o orgulho também predominavam. Os líderes religiosos se inclinavam para a aquisição das riquezas e de propriedades (Ec 5.10; 1Tm 6.10). Enquanto isso os fariseus viviam de artimanhas legais para roubar as casas das viúvas. Assim, os órfãos eram abandonados e os desabrigados sofriam ofensas.

2.2. Pregando sem palavras.

Durante centenas de anos, os pobres haviam sido desprezados, mas, de repente, o Espírito Santo soprou uma qualidade de vida contagiante, onde as pessoas vendiam propriedades, compartilhavam suas alegrias e tinham tudo em comum (At 2.43-46). O mundo presenciou o surgimento de crentes que amavam uns aos outros, eram cheios de poder, não estavam presos a bens materiais e se preocupavam com os necessitados. O Espírito Santo queria que eles fossem uma carta lida, um testemunho vivo do amor de Deus para o mundo (2Co 3.2). Eles pregavam sem palavras, com atos.

2.3. Servindo com reservas.

Muitas pessoas servem a Deus com reservas, não permitindo que o Senhor preencha as áreas escuras de suas almas. Ananias e Safira não foram punidos por causa de um pedaço físico de terra, o juízo tem a ver com o território interno dos seus corações. Eles se rebelaram contra a verdade. Acreditaram que podiam servir a Deus e estar agarrados a alguma coisa. Pedro afirma que mentiram ao Espírito Santo (At 5.3). A ganância em seus corações foi a chave que deu acesso legal à entrada de Satanás e, com obstinada desobediência, permitiram que o inimigo enchesse seus corações (Pv 26.2; Ef 4.7).

3. Lições de um juízo inesperado.

O testemunho que se espalhou por toda Jerusalém é a mensagem que o Espírito Santo desejava disseminar em todo o mundo. Somente o poder de Deus poderia suplantar aquele espírito de materialismo que há séculos asfixiava Israel.

3.1. Juízo em tempo de graça.

Algumas pessoas confundem período de graça com ausência de santidade divina. Embora não sejam comuns tais juízos. Deus ainda os executa em nossos dias. Ninguém, exceto Deus, conheceu o que havia de tão horrendo no coração de Ananias e Safira. Todavia, não há dúvidas de que eles mexeram em casa de maribondo quando tentaram enganar a todos, inclusive a Deus (At 5.3, 4). Ananias significa “Deus é cheio de graça”, mas ele descobriu que Deus também é santo. Safira significa “bela” mas o pecado tornou seu coração repugnante. Um avivamento não nos isenta de ter no seio da Igreja pessoas com essa estirpe.

3.2. O temor do Senhor.
Vivemos tempos difíceis onde as pessoas misturam o santo com o profano, onde tudo é muito comum. Tempos em que se vive uma graça sem responsabilidade, onde o temor a Deus parece não fazer parte da vida de muitos cristãos. O que o Espírito Santo está tentando nos comunicar com o juízo sobre esse casal? Será que sabemos o que significa temor? Temor não é medo, é respeito, reverência! Eles tentaram enganar a Deus como se Deus fosse uma pessoa qualquer! Eles não precisavam dar nada, a propriedade lhes pertencia. Também não precisavam forjar valores. Era somente dizer: “eu quero dar isso!”. Morreram por querer aparentar o que não eram. Por isso, eles se tornaram exemplo para que todos vissem o quanto Deus é santo (Jó 28.28; Pv 1.7; 10.27).

3.3. Ananias e Safira foram salvos?
A irreverência matou Ananias e Safira. No entanto, o grande questionamento é se foram ou não salvos. Segundo o que as Escrituras nos informam, poderíamos acreditar que não (1Co 6.9, 10; Ap 22.15). Todavia, o que convém é entendermos que Deus é soberano e não precisa dar explicação de Seus atos. Somente Ele viu realmente o que havia em seus corações e se agiu dessa forma é porque viu muito mais além daquilo que vemos (Jr 17.10).

Conclusão.
O juízo sobre a vida de Ananias e Safira nos ensina que ninguém deve brincar com o Espírito Santo, nem deixar de levar a sério a importância de se dizer a verdade. A graça é a oportunidade para se viver retamente; o juízo é a resposta para quem se utiliza da graça para ser desonesto.

ESCOLA DOMINICAL - Conteúdo da Lição 9 - Revista da Editora CPAD - ADULTOS


A Corrupção dos Últimos Dias

30 de Agosto de 2015

TEXTO ÁUREO
“Mas estes, como animais irracionais, que seguem a natureza, feitos para serem presos e mortos, blasfemando do que não entendem, perecerão na sua corrupção” (2Pe 2.12).

VERDADE PRÁTICA
O ensino da Palavra de Deus, de modo cuidadoso, pode evitar que a corrupção domine os corações dos salvos.

LEITURA BÍBLICA EM CLASSE

2 Timóteo 3.1-4,14-16.
1 — Sabe, porém, isto: que nos últimos dias sobrevirão tempos trabalhosos;
2 — porque haverá homens amantes de si mesmos, avarentos, presunçosos, soberbos, blasfemos, desobedientes a pais e mães, ingratos, profanos,
3 — sem afeto natural, irreconciliáveis, caluniadores, incontinentes, cruéis, sem amor para com os bons,
4 — traidores, obstinados, orgulhosos, mais amigos dos deleites do que amigos de Deus,
14 — Tu, porém, permanece naquilo que aprendeste e de que foste inteirado, sabendo de quem o tens aprendido.
15 — E que, desde a tua meninice, sabes as sagradas letras, que podem fazer-te sábio para a salvação, pela fé que há em Cristo Jesus.
16 — Toda Escritura divinamente inspirada é proveitosa para ensinar, para redarguir, para corrigir, para instruir em justiça.

INTRODUÇÃO
Deus criou o homem bom e perfeito, mas ele pecou. Como resultado da Queda veio a morte e toda a sorte de corrupção. Na lição de hoje estudaremos a respeito dos pecados dos últimos dias. Sabemos que, infelizmente, a humanidade afastada de Deus, vem a cada dia se tornando mais e mais corrupta.

I. OS TEMPOS TRABALHOSOS

1. Nos últimos dias (v.1).
Paulo inicia o capítulo três falando a respeito da extrema corrupção dos últimos dias. O termo “últimos dias” não se refere somente ao fim dos tempos escatológicos, mas faz referência ao ataque gnóstico sobre a Igreja. O apóstolo mostra a Timóteo o grande desafio que é permanecer fiel ao Senhor em tempos difíceis, quando os falsos mestres parecem se multiplicar. Ele faz uma lista com as características dos falsos mestres, homens sem Deus. Vejamos algumas:
a) Amantes de si mesmos. São homens que buscam os seus interesses em primeiro lugar, antes de valorizarem os outros e a obra do Senhor. Eles não têm amor, pois o verdadeiro amor “não busca seus interesses” (1Co 13.5).
b) Avarentos. São amantes do dinheiro, fruto do seu egoísmo. Hoje, há falsos obreiros, que só pregam ou fazem a obra de Deus esperando receber bens materiais (1Tm 6.10).
c) Presunçosos, soberbos. São homens cheios de orgulho, de arrogância, que se julgam superiores aos outros. Sabemos que Deus abomina a altivez e que a “soberba precede a ruína” (Pv 6.16,17).
d) Blasfemos. Blasfêmia é ofensa verbal a Deus, porém, ela não se limita às palavras. Jesus ensinou que para a blasfêmia contra o Espírito Santo não haverá perdão (Mt 12.31).
e) Desobedientes a pais e mães e ingratos. São péssimos exemplos na família, pois não honram seus pais e mães (cf. Êx 20.12). São ingratos com Deus, os pais, os amigos, à igreja e todo ministério.
f) Profanos e sem afeto natural. São homens que não sabem amar, por isso não respeitam as coisas sagradas (Lv 19.8,12).
g) Irreconciliáveis, caluniadores, incontinentes e cruéis. Nunca estão dispostos a perdoar e se reconciliarem. Cometem o crime de calúnia. Nas igrejas, esse crime é ignorado. Raramente se pune um caluniador. Não sabem conter-se, não tem autocontrole, nem domínio próprio. São pessoas impiedosas, desumanas.

2. Falsa aparência (v.5).
Muitos vão à igreja, tem o linguajar de crente, se vestem como crentes, porém suas atitudes não condizem com a Palavra de Deus. Paulo adverte quanto a estes que querem viver apenas de aparência, enganando e sendo enganados. Porém, haverá um dia em que eles terão que prestar contas ao Senhor. Estes podem enganar a liderança e os crentes, mas jamais enganam a Deus. O Senhor conhece aqueles que são seus.

II. PAULO, UM EXEMPLO DE OBREIRO EM TEMPOS DIFÍCEIS

1. Um obreiro exemplar (v.10).
Paulo exorta Timóteo a fim de que ele perseverasse na sã doutrina e sempre procurasse pregar a Palavra de Deus em todas as ocasiões. Como líder, Paulo era um exemplo a ser seguido pelos demais pastores e por toda a igreja. Ele era um seguidor autêntico de Jesus, na proclamação do evangelho e da doutrina de Cristo.

2. Modo de viver.
Muitos exortam, ensinam e pregam com muita desenvoltura, todavia, na prática não vivem aquilo que transmitem nos púlpitos. Paulo não somente ensinava, mas sua vida era um testemunho vivo do poder transformador do Senhor Jesus Cristo. Com toda autoridade, ele podia afirmar: “Sede também meus imitadores, irmãos, e tende cuidado, segundo o exemplo que tendes em nós, pelos que assim andam” (Fp 3.17).

3. Intenção, fé longanimidade e amor.
A intenção de Paulo não era se promover, mas promover o Evangelho de Cristo. Seu desejo era ganhar almas para Cristo. Ele era um homem de fé, por isso, pôde suportar todos os embates, combates e sofrimentos por que passou durante o seu ministério. A fé nos faz vencer os embates do ministério.
Ser longânimo é ter paciência para suportar os fracos, os defeituosos, os problemáticos (Gl 5.22). O líder precisa cultivar esse dom, especialmente o amor. Paulo não só falou e ensinou, mas deu exemplo do que é ter amor. Na sua epístola de 1 Coríntios, ele dedica o capítulo 13 inteiro para falar a respeito da suprema excelência do amor.

III. O ENSINO DA PALAVRA DE DEUS EM TEMPOS DIFÍCEIS

1. O valor do ensino bíblico.
Na atualidade é imprescindível que os líderes invistam recursos e tempo no ensino da Palavra de Deus. Somente o ensino bíblico ortodoxo conduz o homem à santidade e à santificação (Sl 119.105; Rm 15.4; 1 Co 4.17). O ensino da Palavra de Deus é instrução que leva o homem a viver de modo justo e digno. Nesses tempos difíceis em que estamos vivendo necessitamos de líderes dedicados ao estudo e ensino das Escrituras Sagradas.

2. Combatendo o “espírito do Anticristo” com a Palavra de Deus.
Vivemos tempos difíceis, porém, sabemos que o Anticristo ainda não está no mundo, mas muito de seus seguidores já se encontram em plena atividade, inclusive realizando sua obra satânica de oposição a Cristo e a sua Igreja. Assevera-nos a Bíblia: “Filhinhos, é já a última hora; e, como ouvistes que vem o anticristo, também agora muitos se têm feito anticristos [...]” (1Jo 2.18). Observe alguns dos “instrumentos” utilizados por Satanás nesses últimos dias contra o rebanho do Senhor:
a) O relativismo. O relativismo moral domina o pensamento na atualidade. Em nome de um falso pluralismo, e do “respeito às diferenças”, o Diabo vem convencendo as pessoas de que nada é errado, tudo é relativo.
b) Leis infames. Leis que criminalizam e preveem a prisão daqueles que usam textos da Bíblia para falar contra o homossexualismo. Leis que querem legalizar o uso de drogas e a prática do aborto.

3. A Palavra de Deus e seus referencias éticos.
As leis de muitos países favorecem a imoralidade e a falta de ética na sociedade. Muitas delas são estabelecidas sob a égide de filosofias materialistas, relativistas e pluralistas. A Palavra de Deus, todavia, trás em seu âmago referenciais éticos e morais para a plena felicidade das famílias em qualquer civilização. Os que rejeitam esses referenciais ficarão perdidos, inseguros, sem rumo e orientação. O resultado disso é a tragédia moral que vem se abatendo, especialmente sobre a família, e a sociedade como um todo.

CONCLUSÃO
Vivemos tempos difíceis, por isso, precisamos nos voltar para a Palavra de Deus. Ela é um guia seguro para conduzir o crente neste mundo de trevas morais e espirituais. A Igreja do Senhor Jesus é formada de pessoas que são “sal da terra” e “luz do mundo”. Portanto, sejamos exemplo para esta sociedade pós-moderna.

ESCOLA DOMINICAL - Conteúdo da Lição 9 - Revista da CPAD - JOVENS


A Nova Religiosidade
30 de Agosto de 2015


TEXTO DO DIA
“Suportai-vos uns aos outros, perdoai-vos mutuamente, caso alguém tenha motivo de queixa contra outrem. Assim como o Senhor vos perdoou, assim também perdoai vós” (Cl 3.13 — ARA).

SÍNTESE
Se não agirmos como sal da terra e luz do mundo, não seremos conhecidos como discípulos de Cristo.

TEXTO BÍBLICO

Romanos 2.17-24.

17 — Eis que tu, que tens por sobrenome judeu, e repousas na lei, e te glorias em Deus;
18 — e sabes a sua vontade, e aprovas as coisas excelentes, sendo instruído por lei;
19 — e confias que és guia dos cegos, luz dos que estão em trevas,
20 — instruidor dos néscios, mestre de crianças, que tens a forma da ciência e da verdade na lei;
21 — tu, pois, que ensinas a outro, não te ensinas a ti mesmo? Tu, que pregas que não se deve furtar, furtas?
22 — Tu, que dizes que não se deve adulterar, adulteras? Tu, que abominas os ídolos, cometes sacrilégio?
23 — Tu, que te glorias na lei, desonras a Deus pela transgressão da lei?
24 — Porque, como está escrito, o nome de Deus é blasfemado entre os gentios por causa de vós.

INTRODUÇÃO
Desde o início do século passado, com as novas descobertas científicas, temia-se que o mundo se tornasse ateu. Todavia, o mundo tem se mostrado extremamente propenso à religiosidade. Dentro de cada ser humano existe um vazio existencial que só pode ser preenchido pelo Criador.
Neste início de século, um novo fenômeno já começa a despontar; trata-se do que está sendo chamado de movimento dos “desigrejados”. A cada dia muitos dizem estar desiludidos com a igreja enquanto instituição. Porém, não podemos nos esquecer de que a Igreja, como Corpo de Cristo, deve reunir-se e os irmãos precisam estar juntos, pois tal postura não é algo opcional (Hb 10.25). Esse fenômeno é, na verdade, cumprimento das Escrituras, que afirmam que “por se multiplicar a iniquidade, o amor de muitos se esfriará” (Mt 24.12).
Como lidar com estes que se dizem desiludidos com a igreja? É sobre este assunto que estaremos refletindo neste domingo.

I. A FALÊNCIA DA RELIGIÃO OFICIAL DE ISRAEL

1. O nascimento da religião oficial de Israel.
A religião de Israel, o judaísmo, é a institucionalização do sistema de vida prescrito por Deus para o povo eleito (Dt 4.5-8). Ao passar 430 anos no Egito, o povo da promessa assimilou suas práticas gentias, inclusive religiosas, que passaram a ser reproduzidas entre os santos (Êx 12.40; 32.1-24; Lv 18.1-5). Após o cisma israelita que dividiu Israel em Reino do Sul e Reino do Norte (1Rs 12.1-33), os profetas tornaram-se cada vez mais incisivos em suas denúncias da apostasia nacional, principalmente em relação aos reis e aos sacerdotes (Jr 7.21-26; 25.4; 29.19).
Tal denúncia chamava a atenção para a verdade de que os rituais sem a observação dos mandamentos era apenas liturgia mecânica e vazia.
Assim, após a extinção de ambos os Reinos, quando o povo foi para o cativeiro e retornou, é que, segundo alguns estudiosos, de fato nasceu o judaísmo — a religião oficial e institucionalizada de Israel —, durante a restauração dos muros de Jerusalém sob a liderança política de Neemias, e a religiosa de Esdras (Ne 8.1-18).

2. A boa consciência de Esdras e a distorção posterior.
Além de sacerdote, Esdras também era escriba, ou seja, um copista que, ao retornar do cativeiro babilônico, inspirado pelo Senhor, tornou-se “hábil na Lei de Moisés, dada pelo SENHOR, Deus de Israel” (Ed 7.6). Assim, como “Esdras tinha preparado o seu coração para buscar a Lei do SENHOR, e para a cumprir, e para ensinar em Israel os seus estatutos e os seus direitos” (Ed 7.10), depois do assentimento desse propósito, ele deixa de ser apenas um copista estatal e passa a ser “o escriba das palavras, dos mandamentos do SENHOR e dos seus estatutos sobre Israel” (Ed 7.11). Depois dessa decisão, uma mudança de paradigma ocorreu: Não somente o próprio Esdras, mas toda a classe de escribas (contemporânea e posterior), passaram a serem professores do povo.
O fato de o Senhor Jesus, séculos depois, referir-se aos escribas de forma negativa (Mt 23.1-39; Lc 11.37-54) é claramente explicável, visto que nesse tempo eles já pertenciam à seita dos fariseus, que “complementavam” a Lei com suas tradições, tornando-a obscura e sem efeito. É assim que, em o Novo Testamento, Jesus depara-se com um Israel em que não faltava ensino da Lei, mas vivência (Mt 7.28,29); havia prática tradicionalista exterior e mecânica, mas não sinceridade interior (Mt 15.1-9).

3. Um perigo para a igreja do primeiro século e para a de hoje.
Um dos grandes adversários internos da igreja do primeiro século foi justamente o judaísmo (At 15.1-29). Quem continuasse apegado a ele não poderia servir a Cristo verdadeiramente (Gl 2.1-21; 5.1-15). Apesar de Israel ter sido escolhido para representar a Deus, Paulo diz que o tradicionalismo os cegou e eles então promoviam a vergonha do nome do Senhor por causa do mau testemunho (Rm 2.17-24). Jesus então inicia um novo tempo (Mc 1.1,15), institui a Igreja (Mt 16.18) e esta agora passa a ser a fiel representante de Deus na terra (1Pe 2.9).
É importante relembrar que tal representatividade significa cumprir o que Israel fora chamado para fazer, e não desfrutar de benefícios que, de forma equivocada, o Povo Escolhido pensou que tinha. Em Êxodo 19.6, o texto mostra claramente que Deus chamou Israel para ser um “reino sacerdotal”. Em o Novo Testamento, especificamente em 1 Pedro 2.9, a Palavra de Deus afirma que a igreja é o “sacerdócio real”. O que fazia o sacerdote? Além de oficiar o culto, intercedia a Deus pelo povo (Êx 30.30; 1Sm 2.35; Hb 5.1). A igreja foi chamada para apresentar sacrifícios espirituais, que consiste no ato de anunciar as obras maravilhosas do Deus que nos tirou das trevas e nos trouxe para sua maravilhosa luz (1Pe 2.5,9). Portanto, a Igreja assim deve proceder como forma de gratidão e chamado, e não a fim de ser premiada.

Pense!
O que significa dizer que a Igreja é, atualmente, a fiel representante de Deus na face da terra?

Ponto Importante
O sacerdócio da igreja consiste em representar o Senhor na face da terra de tal forma, que as pessoas tenham desejo de servir a Jesus Cristo por causa do bom exemplo de seus representantes.

II. O “FENÔMENO DOS DESIGREJADOS”

1. O fenômeno.
O fenômeno dos desigrejados é novo, nasceu no final do século 20 nos Estados Unidos, e lá foi denominado de Emerging Church (Igreja Emergente). Há no Brasil adeptos dessa nova forma de “ser igreja”. Porém, não é este fenômeno específico apontado pelo censo 2010 do IBGE, mas algo que possivelmente faça parte do que o instituto classifica como sendo os “sem religião”. Esse “grupo” — que não tem nada em comum a não ser a crença, ou não, em Deus e o não nutrir simpatia por nenhuma denominação — já é o segundo maior do país. É possível que entre as pessoas pesquisadas haja adeptos do “movimento igreja emergente”, porém, tanto um quanto o outro, erroneamente, desistiram das igrejas convencionais (1Jo 2.19). Sabemos que “estreita é a porta, e apertado, o caminho que leva à vida, e poucos há que a encontram” (Mt 7.14).

2. As possíveis causas.
Não há dúvida que muitos desse grupo foram enganados e seduzidos por ideias, doutrinas e demais pensamentos que têm origem nas ações ou nas astutas ciladas do Maligno (Ef 6.11). Outros saem por insubordinação, falta de compromisso e também por quererem dominar sobre o povo (At 15.24; Tt 1.10-16). Contudo, é preciso ponderar o fato inegável de que existem também outras causas, dentre estas, questões de ordem pessoal (Rm 2.24). A despeito disso, a recomendação da Palavra de Deus é clara: O crente não pode deixar de congregar com os irmãos (Hb 10.25).

3. A pior causa da rejeição.
Em relação aos que já pertenciam às igrejas e por uma razão ou outra saíram, talvez a preocupação seja menor. Entretanto, para os que nunca pertenceram a igreja alguma e dizem acreditar em Deus, mas não querem pertencer a nenhuma denominação por causa de maus testemunhos, é algo que deve nos preocupar (Lc 17.1). A igreja deve comportar-se como sal da terra e luz do mundo. Precisa demonstrar à sociedade secularizada e relativista que não existe outro caminho, outra verdade que não seja Jesus Cristo — cabeça da Igreja (Ef 4.15). Além do mais, não podemos nos esquecer que, um dia, todos — líderes, liderados e desigrejados — teremos de prestar contas dos nossos atos Àquele que conhece todas as coisas e sonda os corações (Rm 14.12).

Pense!
O que podemos fazer para conter o crescimento desse novo grupo de pessoas?

Ponto Importante
Apesar de não ser correto deixar de congregar, é preciso sensibilidade para compreender as causas especificas que ocasionaram o afastamento de cada uma dessas pessoas

III. PRESERVANDO A IGREJA COMO ORGANISMO VIVO

1. O perigoso ciclo da igreja como instituição.
Um perigoso ciclo forma o caminho da igreja enquanto instituição. Ele é composto de avivamento, movimento e monumento. De fato, a história mostra-nos esse percurso: A Igreja nasceu no Pentecostes (At 2.1-13), tornou-se um poderoso movimento (At 2.42-47) e foi preciso reformá-la na Idade Média, por ter se transformado em um monumento. E quando no século 17 ela caiu no formalismo, Deus soprou o seu Espírito, culminando em avivamentos, a exemplo dos que aconteceram nos EUA no início do século passado, alcançando-nos aqui no Brasil.

2. Avaliando nossa atuação.
Se por um lado o fenômeno dos sem-igreja é um sinal da falta do senso de pertença que está em sintonia com o espírito dos novos tempos, por outro, deve, no mínimo, levar-nos a refletir qual tem sido o nosso testemunho (1Co 10.32). Como novos representantes de Deus na face da terra, precisamos ter muito cuidado para não escandalizarmos o nome do Senhor. O exemplo de Israel deve nos ensinar tal cuidado (Rm 2.24).

3. O valor do pentecostalismo clássico.
Uma das características desse novo “grupo religioso” é a valorização da experiência religiosa que, para eles, deve ser pessoal e significativa. Não existe segmento do cristianismo que valorize mais esse aspecto que o pentecostalismo clássico. Por isso, podemos oferecer-lhes, de forma bíblica, exatamente o que tanto procuram (At 19.2-6).
Por outro lado, mesmo entre aqueles que pertencem a uma denominação, é inegável o fato de que existe um clamor, praticamente geral, por um novo avivamento ou por uma nova reforma. Isso aponta para a verdade de que carecemos diuturnamente da presença do Espírito Santo de Deus.

Pense!
O clamor por uma nova reforma aponta para o quê?

Ponto Importante
O valor da experiência de fé onde cada pessoa, individualmente, experimenta o seu encontro com Deus é algo que deve ser preservado.

CONCLUSÃO
É urgente que vivamos como sal e luz deste mundo, pois temos uma tarefa que é inadiável e intransferível (Mt 28.19,20). Sejamos exemplo em tudo, para que o nome do nosso Pai celestial seja glorificado pelas nossas boas obras (Mt 5.16).

domingo, 23 de agosto de 2015

ATUALIDADE GOSPEL - Anúncios do Islã tentam conquistar fiéis no Brasil


Através de anúncios no Google o Islã tem tentado mostrar aos brasileiros o que é a religião e como se tornar um muçulmano.

Ao que parece há interesse da religião em ser conhecida por brasileiros, por isso quem acessa sites com propagandas do Google (Google Adsense) poderá visualizar esses anúncios.

De acordo com o site Blasting News Brasil, quem acessa o site do anúncio encontra algumas regras sobre o islamismo, incluindo a necessidade de se repetir todos os dias a frase “Não há outro Deus a não ser Deus, e Maomé é seu profeta”. A declaração é uma das formas de se converter ao Islã.

Além de repetir a frase, outra regra ensinada é a realização de cinco orações diárias com o rosto voltado para Meca e não é só isso: ainda faz parte da rotina do muçulmano ser generoso com os necessitados e jejuar durante os 40 dias do nono mês do calendário islâmico.

Quem tiver dúvidas ainda pode conversar on-line através de um chat, serviço onde os interessados poderão questionar sobre os dogmas da religião e tirar outras dúvidas.

O Islã é uma das maiores religiões do mundo e está em pleno crescimento, dados recentes afirmam que 22,9% da população mundial professa o Islã, sendo que a maioria de seus seguidores vivem na Ásia.

Apesar do crescimento na Europa e nos Estados Unidos, o número de muçulmanos é ainda pequeno no Ocidente, o que justificaria o investimento da religião em anúncios no Brasil.

Fonte:  Gospel Prime

ESCOLA DOMINICAL - Lista de Esboços do 3º Trimestre de 2015


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sábado, 22 de agosto de 2015

ESCOLA DOMINICAL - Esboço e Subsídio da Lição 8 - Revista da Central Gospel


AULA EM___DE______DE 2015 - LIÇÃO 8
(Revista: Central Gospel - nº 43)

Tema: A CERTEZA DO CRISTÃO: O SENHOR ESTÁ CONOSCO

Texto Áureo: Mateus 28.20
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 PALAVRA INTRODUTÓRIA
- Professor(a), nesta lição procure testar os alunos com perguntas, para tornar a aula mais interativa, prepare as perguntas antes da aula.
- “esforça-te e tem bom ânimo”, essa foi a palavra de Deus para Josué, Deus deu a certeza que estaria com ele, mas ele precisava se esforçar e colocar as mãos a obra.
- “para motivar tanto a si mesmo como a seus liderados”, as pessoas são animadas quando veem seus líderes animados trabalhando na obra de Deus.
- “eu te esforço, e te ajudo, e te sustento”, muitos sabem disso, mas não vivem isso na prática, só aprendem quando passam por experiências.    
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1. QUEM FOI JOSUÉ?
- “ele manteve sua fé nos planos do Senhor”, Josué fazia a diferença enquanto outros davam o mau testemunho. Isso nos mostra que aqueles que querem construir uma história no futuro devem começar a fazer a diferença agora.
- “seu oficial superior”, Moisés era o mentor espiritual de Josué, com ele Josué aprendeu a sabedoria de se servir a Deus, por isso ficou habilitado a prosseguir com o plano do Senhor. Cada jovem deve se achegar a alguém que seja um exemplo de homem ou de mulher de Deus para seguir seus passos e ser bem sucedido na carreira da fé.
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2. QUANDO DEUS ESTÁ CONOSCO ELE REVELA
- “garantia de Seu cuidado”, eram palavras que tiravam a dúvida do servo de Deus, hoje podemos encontrá-las na Bíblia. Se os crentes lerem as Escrituras sempre terão fé, pois nunca deixarão entrar a dúvida.
- “Ele sempre se dá a conhecer”, Deus se revela a seus servos, mas assim como Josué devemos estar na posição para fazer a obra que Deus colocar em nossas mãos.

2.1. Deus manifesta Sua vontade
- “falou de forma a motivar”, o contato com a Palavra de Deus sempre nos motiva e nos dá coragem para fazer coisas extraordinárias, nos dá ânimo pra viver e para lutar. Estar na presença de Deus faz o homem se tornar um lutador.
- É provável que Josué estivesse apreensivo diante do grande desafio de conquistar a Terra Prometida, mas depois das palavras de Deus ele provavelmente afastou toda dúvida e todo o temor.

2.2. Deus aponta responsabilidades
- “Deus assumiu suas responsabilidades”, isso se chama aliança, onde as partes se comprometem a assumir responsabilidades. Durante a trajetória da humanidade Deus fez várias alianças com o Seu povo e com alguns servos em particular, e por fim fez a última aliança com toda a Igreja pelo sangue de Jesus.
2.3. Deus não deixa dúvidas
- “repetindo o mesmo discurso ao povo”, quer dizer que ele aprendeu com as palavras de Deus, precisamos também aprender com as palavras do Senhor expressas nas Escrituras, dessa forma saberemos falar quando for necessário. Precisamos ler para que o Espírito possa nos fazer lembrar o que aprendemos.
- “quem as tinha proferido”, o povo de Deus precisa saber que a Palavra de Deus tem poder e que nunca volta vazia.
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3. QUANDO DEUS ESTÁ CONOSCO, MILAGRES PODEM ACONTECER
- “ou um acontecimento formidável”, nem sempre o milagre será uma cura, pode acontecer de ser algo parecido com uma coincidência.

3.1. O milagre bíblico é comprovável
- “eram testemunhados por pessoas”, quer dizer que eram comprovados pelo povo como um real milagre. Naquela ocasião o Jordão ficou represado e secou para que o povo passasse.
- “além de inédito”, esse milagre não foi igual a travessia do mar vermelho, pois não foi feito dois paredões de água, apenas uma represa de um lado e resto secou.
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4. QUANDO DEUS ESTÁ CONOSCO, ELE NOS EXALTA
- “para que todo povo soubesse que Deus o guiava”, quando o povo observa que Deus está guiando o líder, então o povo fica confiante também.

4.1. Quem se exalta será humilhado
- “não consegue quebrantar o coração do homem”, é a religião que não faz o homem enxergar a sua real condição, de pó e cinza. A mensagem de Cristo nos faz ver que somos dependentes de Deus.
- “falência espiritual”, ocorre quando a pessoa se afasta de Deus, e não consegue enxergar devida a arrogância de achar que está tudo bem por ser religiosa.

4.2. Quem se humilha será exaltado
- “não se sentia superior”, não há registros de Josué agindo com altivez, ele parecia acessível a todos.
- “torna-se uma de nossas marcas distintivas”, é uma marca que nos identifica, que mostra quem somos. Os que são humildes mostrará a todos que é de Cristo.

4.3. Quando Deus nos exalta, há celebração
- “cessou a oferta de maná”, foi o cumprimento da promessa, Deus os sustentou até quando eles pudessem plantar e colher. Deus nos sustenta espiritualmente em tudo até o momento em que passamos a ter forças para buscar a profundidade da sua revelação.
- “servir-nos-emos dos frutos espirituais”, nesse caso está comparando a nossa caminhada aqui como o povo caminhando no deserto e assim seremos alimentados pelo maná que desce do céu, que é a Sua Palavra.
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CONCLUSÃO
- “não importa os perigos”, quando acredita realmente na Palavra de Deus, então as lutas se tornam mais fáceis de se lutar.
- “aperfeiçoa-se em nossa fraqueza”, quando nos sentimos fracos nos aproximamos de Deus, passamos a orar mais e a ler mais a Sua Palavra.
- As lutas sempre estarão em nossas vidas, mas estando com Deus e acreditando nisso, podemos combater se esmorecer.
- Corrija o questionário.

Boa aula!

Marcos André – professor