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sexta-feira, 20 de abril de 2018

ESCOLA DOMINICAL CPAD ESBOÇO - Subsídio da Lição 4

EDITANDO

AULA EM 22 DE ABRIL DE 2018 - LIÇÃO 4
(Revista CPAD)

Tema: Ética Cristã e Aborto


Texto Áureo: Sl 139.16

INTRODUÇÃO
- Professor(a), nesta lição esteja atento pois você pode encontrar na sua classe alguém com um opinião contrária bem formada a esse respeito, se quiser debater o assunto, eu recomendo aceitar somente argumentos bíblicos.
"e somente Ele tem poder sobre a vida e a morte", esse é o principal ponto da discussão para os que são contrários à liberação do aborto, são eles os segmentos religiosos católicos e evangélicos e alguns outros grupos.

I – ABORTO: CONCEITO GERAL E BÍBLICO
- "Aborto é a interrupção da gravidez", essa é interrupção pode ser provocada ou acidental, é a interrupção provocada que está em debate.

1. Conceito geral de aborto.
"interrupção do nascimento por meio da morte do embrião", ou seja para que alguém deixe de nascer então deve morrer antes de nascer, a partir do momento em que a Bíblia afirma que Deus nos conhece desde o ventre de nossa mãe, então o aborto é a morte de alguém que tinha um projeto de Deus para vir ao mundo.
"Sobre ti fui lançado desde a madre; tu és o meu Deus desde o ventre de minha mãe.", Sl 22.10

2O aborto no contexto legal.
- Seria o aborto de acordo com a lei, desde a Lei dos tempos antigos até à vigente nos dias atuais.
"O código de Hamurabi (1810-1750 a.C.)", código de leis da Mesopotâmia, anterior a Moisés, primeiro sistema de leis do mundo.
"estupro", foi autorizado para se preservar psicologicamente a mulher.

3. Conceito bíblico de aborto.
"era tratado como ato criminoso", ainda que fosse por acidente.
"o homem foi proibido de matar", baseado nesse mesmo contexto os evangélicos são contrários também à pena de morte.

4. O aborto na história da Igreja.
"chamado de Didaquê", a Didaquê é um documento que data de 60 a 90 dC. é composta de dezesseis capítulos, mas não entrou no cânon sagrado.
"O apologista Tertuliano", os apologistas foram os que defenderam a fé dos ataques que eram feitos contra o cristianismo.
"O polemista Agostinho", os polemistas defendiam a fé contra as heresias que surgiram no início da Igreja na terra.

II - O EMBRIÃO E O FETO SÃO UM SER HUMANO

1. Quando começa a vida?
- "quando o feto tem condições de se desenvolver fora do útero", a questão do início da vida conforme a ciência é muito ampla, não se tem um parecer definido. Os que defendem o aborto aceitam que a vida começa quando ocorre o nascimento.

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Pr Marcos André

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ESCOLA DOMINICAL BETEL ESBOÇO - Subsídio da Lição 4

EDITANDO

AULA EM 22 DE ABRIL DE 2018 - LIÇÃO 4
(Revista Editora Betel)

Tema: Disciplina e o processo educacional de Deus
Texto Áureo: Hb 12.6

INTRODUÇÃO
- Professor(a), nessa lição exorte os alunos a aceitarem e entenderem a disciplina, pois são muitas as pessoas que se recusam a respeitar essa ferramente do Senhor para os seus filhos.
"faz parte do processo de crescimento, amadurecimento e aperfeiçoamento", quando a pessoa não está debaixo de regras e não há nenhum instrumento que a coaja a respeitar essas regras, ela tende a se tornar relapsa e sem consciência do mundo e da importância das pessoas que a rodeia. No caso do cristão devemos também ter consciência do mundo espiritual e sua importância para nossa vida.

1. Disciplina – o que é isto?

1.1. Disciplina e a sua necessidade.
- "diversos exemplos de pessoas que, firmadas na fé, perseveraram", o livro de Hebreus trabalha sempre com exemplos para nos ensinar da importância de certos assuntos, como fé e disciplina, dessa forma entendemos que o Espírito quer que aprendamos com a vida dos santos homens e mulheres de Deus do passado.
"removendo qualquer coisa que nos impeça ou atrapalhe na continuidade da caminhada", a disciplina é sempre para o bem, senão não seria disciplina e sempre tem o caráter educativo, para nos melhorar como pessoa e servos de Cristo.

1.2. Disciplina e os diferentes termos.

- "“castigando”, para que haja disciplina são necessárias várias ações e uma delas é a punição, quando um pai castiga seu filho ele o está disciplinando, quando esse castigo foge desse propósito então estará fazendo um grande mal à criança, todo pai deve pesar se o castigo aplicado está verdadeiramente promovendo a disciplina.
"ideias que possam causar resistência a este instrumento", se refere às ideias que denigrem a disciplina, como alguns hoje em dia lutam contra as punições nas igrejas, acham que não é necessário mais ter certo rigor.

1.3. Disciplina e a santidade de Deus.
"pois fomos chamados por Deus para sermos santos", quando se afirma "para sermos participantes de Sua santidade" significa sermos santos como Ele, assim deve todo crente buscar essa santidade, ser como Deus é, não na essência, mas no exemplo. 

2. A Igreja e a disciplina.

2.1. Igreja – origem e natureza.
"referente à palavra grega usada no Novo Testamento", se referindo à palavra "eklesia" que foi a usada por Jesus em Mt 16.18 para se referir ao seu povo junto.
"o verdadeiro significado de Igreja não está no ajuntamento mas em Cristo", a palavra eklesia significa basicamente "ajuntamento", mas quando a entendemos como Igreja, então ela tem um significado muito mais amplo que isso, esse significado é definido por Jesus que é o cofundador dessa obra.

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ESCOLA DOMINICAL CENTRAL GOSPEL ESBOÇO - Subsídio da Lição 4



AULA EM___DE______DE 2018 – LIÇÃO 4
(Revista: Central Gospel - nº 54)

Tema: Sabedoria nas Adversidades da Vida

Texto Bíblico Básico:

Romanos 5.1-61 - Sendo, pois, justificados pela fé, temos paz com Deus por nosso Senhor Jesus Cristo;
2 - pelo qual também temos entrada pela fé a esta graça, na qual estamos firmes; e nos gloriamos na esperança da glória de Deus.
3 - E não somente isto, mas também nos gloriamos nas tribulações, sabendo que a tribulação produz a paciência;
4 - e a paciência, a experiência; e a experiência, a esperança.
5 - E a esperança não traz confusão, porquanto o amor de Deus está derramado em nosso coração pelo Espírito Santo que nos foi dado.
6 - Porque Cristo, estando nós ainda fracos, morreu a seu tempo pelos ímpios.

1 Pedro 5.6-106 - Humilhai-vos, pois, debaixo da potente mão de Deus, para que, a seu tempo, vos exalte,
7 - lançando sobre ele toda a vossa ansiedade, porque ele tem cuidado de vós.
8 - Sede sóbrios, vigiai, porque o diabo, vosso adversário, anda em derredor, bramando como leão, buscando a quem possa tragar;
9 - ao qual resisti firmes na fé, sabendo que as mesmas aflições se cumprem entre os vossos irmãos no mundo.
10 - E o Deus de toda a graça, que em Cristo Jesus vos chamou à sua eterna glória, depois de haverdes padecido um pouco, ele mesmo vos aperfeiçoará, confirmará, fortificará e fortalecerá.
Texto áureo: Jo 16.33
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 PALAVRA INTRODUTÓRIA
- Querido Professor(a), nesta lição busque ensinar os alunos a enfrentar e evitar as adversidades, lembrando que nem todas as adversidades podem ser evitadas.
"Todos nós estamos sujeitos a adversidades", conforme as pessoas foram se tornando mais esclarecidas passaram a entender mais isso e deixaram de acreditar nas pregações fantasiosas de que todos os nossos problemas são solucionados por Jesus. Porém ainda existem os que tentam enganar as pessoas com esse tipo de coisa e alguns ainda caem nesses enganos.
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1. CAUSAS DA ADVERSIDADE

1.1. Imprudência
- "nos sobrevém porque a procuramos.", geralmente por falta de vigilância, vigilância com o que havemos de falar e fazer, até mesmo com o havemos de pensar.
"envolveu-se com pessoas malfaladas", os servos de Cristo não são proibidos de falar com os ímpios, mas é altamente recomendável que não se participe da intimidade deles, que não se associe com eles.

1.2. Permissão de Deus

- "pessoas que caem em pecado e se acostumam com ele", pecar é algo inerente à natureza adâmica em nós, por isso ninguém está livre disso, mas quando a pessoa se acostuma com o pecado, então ela perde a presença do Espírito Santo e consequentemente a salvação.
"a adversidade pode ser um meio de levar o indivíduo ao arrependimento", por isso o Senhor permite essas adversidades, pois se a pessoa que Deus ama se entregar ao pecado e continuar vivendo uma vida tranquila dificilmente se convencerão de sua miséria espiritual.

1.2.2. Frieza
- "não ser necessário manter uma vida de comunhão com o Senhor", na verdade a maioria das pessoas sabem que precisam dessa comunhão, porém não se esforça porque não conhecem o tamanho dessa necessidade.
"Caso não se trate de uma apostasia", se refere a um tipo de adversidade espiritual, onde a pessoa perde as forças e a vontade de estar na presença do Senhor, isso pode provocar uma frieza que pode levar a pessoa para o mundo.

1.2.3. Excesso de bênçãos
"por terem recebido inúmeras bênçãos divinas", muitas pessoas não estão preparadas espiritualmente para receberem vitórias da mão de Deus. Não são poucos que buscam coisas que os tiraram da igreja e por fim da presença de Deus.

1.2.4. Aprimoramento
"o crente tem uma vida consagrada, íntegra, mas se vê em tribulação", semelhante ao caso de Jó a quem o próprio Deus julgou ser íntegro diante Dele. Jó 1.8
- "erguê-lo a um patamar mais elevado de espiritualidade", no caso de Jó ele mesmo afirmou que elevou o nível da revelação de deus em sua vida, veja.
"Com o ouvir dos meus ouvidos ouvi, mas agora te vêem os meus olhos.", Jó 42.5

2. O QUE NÃO FAZER DURANTE A ADVERSIDADE

2.1. Não transfira responsabilidades
- "procuram alguém sobre quem colocar a culpa", mais uma característica da natureza adâmica, assim como Adão jogou a culpa em Eva quando foi questionado por Deus também muitos buscam logo alguém a quem culpar.
"a pessoa deve assumir os seus erros", quando a pessoa analisa o que fez de errado e o que poderia melhorar, ela cresce espiritualmente e alcança maturidade na vida, os pais devem ensinar isso a seus filhos e nas igrejas devemos ensinar isso aos nossos jovens e novos convertidos.


2.2. Não se isole"orientação de uma pessoa idônea e de confiança", algumas pessoas tem receio de compartilhar problemas pelo risco de serem expostas, mas esse risco é necessário, pois o isolamento pode gerar algumas complicações mentais ou doenças psicossomáticas.

"na adversidade que pessoas amigas mostram-se mais próximas", algumas amizades desaparecem nesses momentos, pois eram amigos que buscavam somente o que poderiam se beneficiar da amizade.


2.3. Não dê lugar ao diabo"acabar com a própria vida para fazer cessar o problema", há situações em que a pessoa chega a um fundo do poço, onde não enxerga mais saída nenhuma, nós apregoamos que nunca se deve desistir, sempre manter a esperança. Quando estiver visitando alguém que passa por adversidades deve estimular essa conduta.


3. CRESCENDO NA ADVERSIDADE


3.1. A paz que nasce por termos sido justificados

- "que pode levá-lo a ser provado e aperfeiçoado pelo fogo", o crente com certeza vai precisar do amadurecimento espiritual para conseguir chegar a esse entendimento e são exatamente as adversidades que o conduzirá a isso. Não se consegue isso da noite pro dia, é necessário um tempo.

3.2. Após a paciência vem a experiência
- "para providenciar uma vitória maior, adiante", às vezes uma porta de emprego que não se abre, uma cura que não chega, etc, poderão ou não estarem incluídas nessa situação, não podemos colocar regras para o agir de Deus.

4. COMO ENFRENTAR A ADVERSIDADE

4.1. Procure fazer um autoexame e busque descobrir o porquê de Deus

4.2. Descubra suas possibilidades e lute
- "em favor daqueles que o buscam como única saída.", há situações que Deus deixa chegar a um extremo, onde as possibilidades humanas se esgotaram e só o impossível é a solução. Às vezes Deus permite chegar a essa situação para demonstrar o tamanho do Seu grande poder.

4.3. Não perca a fé na misericórdia do Senhor
- "nossa fé, na misericórdia de Deus e nos livramentos", se Deus nos desse o que merecemos, já teríamos todos morrido, mas Ele nos abençoa conforme o Seu bondoso coração e isso se chama misericórdia, o ato de ajudar o que não pode se ajudar e não merece ser ajudado, como nós.

CONCLUSÃO
"Nada nos sobrevém por acaso", quando o servo de Jesus entende isso ele passa a ter tranquilidade em sua mente, vive em paz e não teme a adversidade. 
- Faça a revisão e corrija a atividade proposta.


Pr Marcos André

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terça-feira, 17 de abril de 2018

AVISO - Sequência dos Esboços da Lição 4

POSTAREMOS OS ESBOÇOS NESSA SEMANA NA SEGUINTE ORDEM:

PRÓXIMA LIÇÃO  CENTRAL GOSPEL BETEL - 3º CPAD

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segunda-feira, 16 de abril de 2018

ESCOLA DOMINICAL CPAD JOVENS - Conteúdo da Lição 4

CONSERVANDO UMA VIDA FRUTÍFERA
22 de abril de 2018


Texto do dia
"Porque, agora, vivemos, se estais firmes no Senhor." (1 TS 3.8)

Síntese
Muito mais desafiador do que plantar uma Igreja é consolidá-la de tal forma que as pessoas permaneçam na vocação de Deus, mesmo diante de adversidades, perseguições e frustrações.

Interação
A palavra-chave desta lição é 'frutificação'. Diante desse vocábulo, enquanto professores(as) devemos fazer a seguinte pergunta: Qual o fruto do trabalho que estou realizando para Deus? Por vivermos em uma sociedade imediatista, muitas vezes nossos corações satisfazem-se apenas com aquilo que se pode perceber com facilidade, de modo muito evidente; entretanto, é necessário termos a maturidade para acreditar que os resultados, especialmente aqueles de repercussão espiritual, estão para além daquilo que os olhos podem ver. Deste modo, acredite, seu ministério é muito importante, não apenas para um grupo de jovens com quem você se reúne semanalmente, mas também para sua igreja local, e ainda para o Reino de Deus como um todo. São extraordinariamente positivas as consequências do serviço de homens e mulher como você que, com dedicação e zelo, empenham-se em fazer as verdades da Bíblia Sagrada compreensíveis e relevantes para nossa geração de jovens.

Orientação Pedagógica
Uma excelente estratégia que você pode utilizar durante suas aulas é a criação de "Grupos de Verbalização" (GV) e "Grupos de Observação" (GO). A lógica de funcionamento é simples, mas bastante dinâmica e participativa. No início da aula divida os alunos em dois grupos GV e GO, dependendo da quantidade de alunos. Uma vez separados os participantes, os membros do GV sentam-se em círculo próximos uns dos outros, enquanto os membros do GO devem sentar-se em um círculo maior em volta do GV. Você lança um tema para discussão do GV, que pode ser uma questão levantada na lição ou outra que ele acha conveniente, enquanto o GO analisa as falas dos membros do outro grupo. Após um tempo adequado para debate, os grupos trocam de função podendo aprofundar a questão em debate ou iniciar a abordagem de outra questão. Ao final, ressalte o quanto todos aprenderam uns com os outros.

Texto bíblico

1 Tessalonicenses 3.6-13
6 Vindo, porém, agora, Timóteo de vós para nós e trazendo-nos boas novas da vossa fé e amor e de como sempre tendes boa lembrança de nós, desejando muito ver-nos, como nós também a vós,
7 por esta razão, irmãos, ficamos consolados acerca de vós, em toda a nossa aflição e necessidade, pela vossa fé,
8 porque, agora, vivemos, se estais firmes no Senhor.
9 Porque que ação de graças poderemos dar a Deus por vós, por todo o gozo com que nos regozijamos por vossa causa diante do nosso Deus,
10 orando abundantemente dia e noite, para que possamos ver o vosso rosto e supramos o que falta à vossa fé?
11 Ora, o mesmo nosso Deus e Pai e nosso Senhor Jesus Cristo encaminhem a nossa viagem para vós.
12 E o Senhor vos aumente e faça crescer em amor uns para com os outros e para com todos, como também nós para convosco;
13 para confortar o vosso coração, para que sejais irrepreensíveis em santidade diante de nosso Deus e Pai, na vinda de nosso Senhor Jesus Cristo, com todos os seus santos.

COMENTÁRIO
INTRODUÇÃO
O amor verdadeiro dos tessalonicenses, associado à necessidade de uma fuga repentina em virtude da forte perseguição que se levantou, deixaram em suspenso o coração de Paulo quanto à permanência e consolidação da fé dos novos cristãos daquela cidade. De tal forma que, diante de um grande impedimento que se impôs com relação à sua ida pessoal a Tessalônica - o qual o próprio apóstolo considerava uma ação diretamente promovida pelo Maligno (1 Ts 2.18) - Timóteo foi enviado àquela igreja para de lá trazer notícias a Paulo. Quão grande não foi a alegria do apóstolo ao receber de seu jovem auxiliar o relatório de viagem. Os tessalonicenses estavam bem espiritualmente, usufruindo da profunda alegria que caracteriza a vida daqueles que vivenciam uma experiência real de salvação. É sobre os fatores que levaram os tessalonicenses a uma experiência de fé consolidada que refletiremos nesta aula.

I- LIDERANÇA FRUTÍFERA, IGREJA FRUTÍFERA

1. Paulo, um líder de líderes.
Se há uma característica peculiar do ministério de Paulo que se pode destacar, esta é a capacidade de perceber o potencial de novos líderes. São tantos, cujas listas estão presentes em quase todas as cartas que ele escreveu. Por isso, pensemos apenas no paradigmático caso de Timóteo. Oriundo de uma família de dupla tradição religiosa e cultural (At 16.1); reconhecido por sua juventude (1 Tm 4.12); um inexperiente obreiro em sua primeira viagem missionária (At 17.14). Enquanto alguém poderia ver tais adjetivos como desqualificantes para a vocação de Timóteo, Paulo viu além, e compartilhou com o jovem obreiro suas experiências, conhecimentos e sonhos. A confiança do apóstolo era tamanha que, diante de sua impossibilidade de ir a Tessalônica, envia seu filho na fé - delegando-lhe autoridade para ensinar e exortar (1 Ts 3.2).

2. Paulo, um líder de coração pastoral.
As palavras do apóstolo em 1 Tessalonicenses 3.8 são, simultaneamente, fortes e amorosas. Paulo não esconde o sentimento de apaziguamento que as notícias de Timóteo trouxeram-lhe. A vida ganha novos horizontes diante da percepção de que a semente do Evangelho entre os tessalonicenses floresceu e que o testemunho deles já frutificava em outras cidades. Palavras como estas à igreja em Tessalônica não foram exceção na trajetória de Paulo; outros textos como 1 Coríntios 4.9-14; Efésios 3.13; Gálatas 4.19, evidenciam o comprometimento deste homem não apenas com a vocação que possuía, mas com as pessoas que eram o objetivo primário deste chamado. Este é um dos motivos pelos quais aquela igreja prosperou espiritualmente, havia uma visão de Deus, cumprida debaixo do mais abnegado e dadivoso amor.

3. Paulo, um líder a ser imitado.
Atualmente ainda existem pessoas para as quais podemos olhar e dizer: "Este irmão/irmã inspira-me a ser um cristão melhor!". Muitos são aqueles que podemos literalmente imitar. Paulo, era uma dessas pessoas especiais (1 Co 4.16; 11.1). Para aqueles novos cristãos, foi natural tomar o apóstolo como um ideal de cristão e de ministro. Hoje, ao invés de líderes que imponham sua vontade, necessitamos de homens e mulheres de Deus que nos inspirem a ser melhores - não mais excelentes que os outros, mas melhores que nós mesmos todos os dias. O imitar neste caso não é irracional ou negativo, mas um movimento positivo, de entusiasmar o povo. Será que hoje, somos padrão a ser imitado pela sociedade, ou perdemos de tal modo nossos referenciais que não somos mais modelo para esta geração?

Pense
Você tem orado para que Deus levante homens como Paulo, intrépidos não apenas na pregação, mas também em decisões que dinamizem o Reino de Deus?

Ponto Importante
O amor deve ser a lógica que fundamenta nossas relações; por isso não importa quão pequena ou limitada seja uma igreja, ela merece ser amada e abençoada.

II- UMA IGREJA QUE FRUTIFICOU

1. Apesar das tribulações.
Problemas dos mais variados como já vimos, envolveram a fundação e continuação do trabalho em Tessalônica (1 Ts 3.7). Mas isso não foi suficiente para barrar o crescimento da obra de Deus. Não devemos esperar boas oportunidades brotarem do nada para nossas vidas serem automaticamente transformadas; é necessário trabalho e fé. As tribulações que caracterizaram esse primeiro momento da Igreja Primitiva não foram capazes de impedir o florescer do Reino de Deus (At 14.22). Se assim aconteceu com Jesus, nosso Mestre, e com os nossos primeiros irmãos, não podemos esperar nada diferente no que diz respeito a nós e nossa relação com a sociedade atual (Mt 10.24,25). Por isso devemos ter a convicção de que, apesar das várias aflições no mundo, a vitória de Jesus já nos basta (Jo 16.33).

2. Apesar da falta de um acompanhamento integral.
Paulo era consciente de que sua distância com relação aqueles irmãos tinha, de certa forma, deixado lacunas na formação cristã deles (1 Ts 3.10). Apesar desse fato, isto não foi um impedimento para que, em meio a muitas limitações, os tessalonicenses procurassem desenvolver sua fé. É claro que o ideal para a formação de uma nova igreja sadia é um discipulado completo, uma assistência absoluta, mas nem sempre isso é possível em virtude de uma variável de questões. Cabe então a um discipulador consciente de seus desafios investir no ensino dos componentes mais fundamentais e indispensáveis da fé cristã (1 Pe 2.2). Outras questões acessórias e secundárias devem ser reservadas para outras circunstâncias. As adversidades reais não devem impedir-nos de aspirar nossos ideais apontados por Cristo.

3. Apesar das oposições.
Havia, em Tessalônica, uma forte oposição à mensagem de Cristo (1 Ts 3.4,5) por parte de um grupo de religiosos contrários a Paulo e à sua pregação (1 Ts 2.14-16). Segundo informa-nos o autor de Atos, o que movia essas pessoas era a inveja em virtude da expansão do Evangelho na cidade (At 17.5). Esses então, uniram-se a um grupo de desordeiros sociais e estabeleceram uma resistência declarada ao Cristianismo que crescia entre a população. Qual o resultado de toda essa oposição? Maior crescimento do Evangelho. Ser perseguido por amor ao Evangelho é uma prova de que o Reino de Deus é nosso (Mt 5.10-12); todas as vezes que optamos por viver a profundidade do Cristianismo, acabamos por confrontar valores e conceitos desta sociedade, a qual, por vezes, nos rejeitará (2 Tm 3.12). Lembremos, não devemos ser nós a hostilizar os outros, contudo, devemos ter a consciência de que nosso compromisso com Deus incomodará a muitos.

Pense
Há pessoas, e até mesmo igrejas, que abortam prematuramente seus sonhos. Diante das primeiras intempéries e tribulações, tendem a desistir daquilo que, convictamente, sabem para que foram chamados. Sejamos capazes de resolutamente lutar pelos projetos que Deus, graciosamente, preparou para cada um de nós.

Ponto Importante
É necessário anunciarmos o Evangelho. Mas saiba que como os valores do Reino colidem com a cosmovisão de nossa sociedade, muitas vezes, o embate vai se tornar inevitável.

III- O QUE FAZER PARA CONTINUAR FRUTIFICANDO?

1. Não abandonar a fé.
Somente uma opção definitiva por viver da fé fez com que os tessalonicenses pudessem continuar firmes em Cristo (1 Ts 3.6,7). Este é um princípio tão relevante para o Cristianismo que a Bíblia o enuncia em quatro contextos diferentes (Hc 2.4; Rm 1.17; Gl 3.11; Hb 10.38). Não são nossas constatações ou nossas certezas racionais que nos fazem persistir no Evangelho, mas antes, é nossa viva esperança no que nosso Deus nos fará, e a convicção de que não é por vista que vivemos, mas por fé. A grandiosidade de nossa fé encontra respaldo no amor e cuidado de Deus que jamais falharão. O único modo de continuarmos firmes e frutíferos no Reino de Deus é reconhecendo que nossa segurança está no Senhor dos Exércitos. Não abandonemos a fé, antes, creiamos na contínua atenção de Deus a nós.

2. Assumir uma vida de santidade.
Em meio a um contexto tão adverso e conturbado, somente por meio de uma vida de dedicação a Deus aquela comunidade poderia crescer (1 Ts 3.13). O que os adversários da jovem igreja queriam era uma série de motivos e pretextos para desacreditar a mensagem anunciada por eles. Lembremos desse áureo princípio do Cristianismo: a vida do mensageiro precisa condizer com o nível de mensagem que ele porta, se não, suas palavras não passarão de hipocrisia e religiosidade vazia. Foi por isso que Cristo encarnou-se, para demonstrar que a beleza da obra do Pai não se encontra em discursos teóricos, mas numa existência redimida e transformada. É imprescindível optarmos por uma vida santa, sem a qual, nunca teremos a real compreensão de quem é Deus (Hb 12.14).

3. Insistir no amor.
Não há crescimento espiritual sem amor. Todo e qualquer tipo de "inchaço", multiplicação numérica, não terá nenhum sentido se não for mediado por um profundo e divino amor (Ef 4.15,16). Paulo, conhecedor desta verdade, tem uma oração em especial para com os tessalonicenses, o pedido ao Pai é que eles cresçam em amor, no amor, pelo amor e para o amor (1 Ts 3.12). Há um aspecto extremamente relevante nas palavras do apóstolo concernentes ao crescimento em amor dos tessalonicenses: é que este amor não deve ser vivido apenas no interior da igreja, mas também com todos os que habitam naquela cidade. Somente uma pregação cheia do amor de Deus pode conduzir as pessoas a um encontro real com Ele. É claro que não devemos confundir amor com permissividade, todavia, deve ficar claro que o amor também é bem diferente do ódio ou de um discurso amaldiçoador (Rm 12.14).

SUBSÍDIO
"O desafio é tanto pessoal quanto coletivo. Paulo está guiando a partir da frente de batalha, mostrando, com sua dedicação pessoal e disposição de sofrer, que Deus não é derrotado pela oposição do ser humano nem pelas circunstâncias difíceis deles. Mas a igreja, como um todo, também tem de ser um exemplo de fidelidade e testemunho. Muitas vezes, ela é a atividade conjunta de um grupo de cristãos que causa um grande impacto nos outros. Assim, minha vida pessoal é um exemplo que encoraja os irmãos em Cristo e que mostra Jesus para o mundo? Nossa vida na igreja é harmoniosa e dedicada a servir a Cristo em palavras e obras? Hoje em dia não está muito em voga pensar na volta de Cristo - nem mesmo pensar na jornada através da morte que todos nós empreenderemos. A volta de Jesus, no entanto, representa um foco para o ministério de Paulo e a vida de muitos cristãos perseguidos ou destituídos. Mas Paulo não oferece uma promessa de esperança futura apenas para ajudar as pessoas a lidar com a angústia atual; é muito mais que isso. Ao manter o foco na volta de Jesus, temos um objetivo, uma meta. Temos uma tarefa a fazer - ajudar a edificar o Reino de Deus - em um período de tempo limitado (e desconhecido)" (Guia Cristão de Leitura da Bíblia. 1.ed. Rio de Janeiro: CPAD, 2013. p. 364).

ESTANTE DO PROFESSOR
Comentário do Novo Testamento Aplicação Pessoal. 1.ed. Rio de Janeiro: CPAD, 2010.

CONCLUSÃO
Não é sobre uma fórmula mágica a ser repetida para multiplicação de igrejas. Não se trata de uma suposta "revelação" divina sobre como o Reino de Deus deve ser anunciado. A Carta de Paulo ao Tessalonicenses é um testemunho histórico para o Cristianismo que, em tempos de oposição, aflições e fragilidade, somente por meio do verdadeiro amor a Igreja do Senhor Jesus poderá viver plenamente a vontade do Pai.

Hora da revisão.

Apresente e comente três características de Paulo como um líder.
Um líder que reconhece as qualidades dos liderados, um líder com coração pastoral e um líder a ser imitado.

De que modo o ministério de Paulo pode inspirar os líderes atuais a trabalharem com jovens e seus ministérios?
Resposta pessoal.

Que desafios a jovem igreja em Tessalônica enfrentou para permanecer firme na vocação de Deus?
Tribulações internas, falta de acompanhamento pastoral integral, e perseguições externas.

Quais as medidas tomadas pelos irmãos tessalonicenses para continuarem frutificando espiritualmente?
Não abandonar a fé, assumir uma vida de santidade, insistir no amor.

Qual a relevância do amor em nosso serviço ao Reino de Deus?
Sem amor qualquer atividade na igreja torna-se mero ativismo religioso; o amor demonstra a presença de Deus naquilo que fazemos.

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ESCOLA DOMINICAL BETEL - Conteúdo da Lição 4

Disciplina e o processo educacional de Deus
22 de abril de 2018


Texto Áureo
“Porque o Senhor corrige o que ama e açoita a qualquer que recebe por filho”. Hb 12.6

Verdade Aplicada
A disciplina faz parte do processo de aperfeiçoamento do discípulo de Cristo, enquanto viver na terra.

Glossário
Autodisciplina: Correção e regulação do modo de vida, de trabalho, ou normas de moral que alguém impõe a si mesmo;
Correlato: Palavra cujo sentido tem relação com o significado de outra;
Insubordinação: Falta de subordinação; oposição contra autoridade.

Textos de Referência.

Hebreus 12.7-8, 10-11
7 Se suportais a correção, Deus vos trata como filhos; porque que filho há a quem o pai não corrija?
8 Mas, se estais sem disciplina, da qual todos são feitos participantes, sois, então, bastardos e não filhos.
10 Porque aqueles, na verdade, por um pouco de tempo, nos corrigiam como bem lhes parecia; mas este, para nosso proveito, para sermos participantes da sua santidade.
11 E, na verdade, toda correção, ao presente, não parece ser de gozo, senão de tristeza, mas, depois, produz um fruto pacífico de justiça nos exercitados por ela.

Hinos sugeridos.
77, 141, 151

Introdução
A disciplina faz parte do processo de crescimento, amadurecimento e aperfeiçoamento do discípulo de Cristo. Trata-se de uma ação com propósitos bem definidos (Hb 12.10). É feliz aquele que se submete à disciplina do Senhor.

1. Disciplina – o que é isto?
Apesar de ser bíblico, disciplina é um dos assuntos pouco enfatizados nos dias de hoje. A questão é que, quando o púlpito da igreja silencia, muitos começam a agir de acordo com seus próprios pensamentos e como melhor convém a cada um. Então, surgem diversos equívocos, como: “Só presto contas a Deus”; “Sou assim mesmo”; “Deus conhece minhas fraquezas” ou “conheço pessoas vivendo em pecado”, entre outros. Assim, nesta lição refletiremos esse tema a partir da Bíblia, a revelação de Deus para nós e a autoridade fundamental sobre a qual a Igreja deve moldar sua fé (Is 8.20).

1.1. Disciplina e a sua necessidade.
Inicialmente, é interessante refletir no texto de Hebreus 12.5-11. O escritor no capítulo 11 apresenta diversos exemplos de pessoas que, firmadas na fé, perseveraram, mesmo sendo provadas, sofrendo, perseguidas, e até perdendo a vida. Assim, também, nós somos chamados para perseverarmos na jornada cristã, mantendo nosso foco em Jesus Cristo e removendo qualquer coisa que nos impeça ou atrapalhe na continuidade da caminhada como discípulos de Cristo. A expressão “deixemos” (Hb 12.1) indica um aspecto da vida disciplinada do discípulo do Senhor: a autodisciplina.

1.2. Disciplina e os diferentes termos.
Somente no texto de Hebreus 12.5-11 encontramos dez vezes diversos termos correlatos: correção, repreensão, disciplina. A palavra grega é “paideuõ”, admitindo vários sentidos: “treinar crianças”; “ensinando”; “castigando”; “disciplina”; “correção”; “educar para a vida”. Assim, o entendimento da disciplina, a partir dos diversos sentidos admitidos na Bíblia, nos ajuda a corrigirmos pensamentos equivocados e ideias que possam causar resistência a este instrumento utilizado no processo de aperfeiçoamento dos membros do corpo de Cristo.

1.3. Disciplina e a santidade de Deus.
“Para sermos participantes da sua santidade” (Hb 12.10). Este texto indica o propósito de Deus ao aplicar a correção em Seus filhos. Precisamos de correção, repreensão e disciplina, pois fomos chamados por Deus para sermos santos, contudo ainda estamos propensos às práticas do “velho homem”. Assim, por intermédio da correção e instrução, o processo educacional de Deus vai sendo aplicado em nós (2Tm 3.16; Hb 12.11).

2. A Igreja e a disciplina.
É bíblica a aplicação de disciplina por parte da Igreja? Muitos associam o uso da disciplina pela Igreja com ausência de amor e misericórdia. Há os que acreditam que somente Deus ou o próprio membro do Corpo de Cristo aplica a disciplina a si. Assim, vemos que há necessidade de instrução bíblica também sobre isso, pois, caso contrário, a história se repetirá (ou será que já está se repetindo em alguns lugares?): “porém cada um fazia o que parecia reto aos seus olhos” (Jz 21.25). A reflexão desse tema passa por entendermos a doutrina bíblica referente à Igreja.

2.1. Igreja – origem e natureza.
Na Teologia Sistemática a doutrina da Igreja é chamada de Eclesiologia, referente à palavra grega usada no Novo Testamento. Contudo, este termo já era usado para se referir a um ajuntamento de pessoas, como em Atos 19.32. Sendo assim, não basta entender Igreja como um grupo, um povo ou um ajuntamento, pois Igreja não é clube ou associação para irmos algumas vezes, aproveitando o tempo livre. Quando Jesus fala: “edificarei a minha igreja” (Mt 16.18), fica claro que o verdadeiro significado de Igreja não está no ajuntamento mas em Cristo, que é o fundador e o fundamento (1Co 3.11), a cabeça (Ef 1.22). A Igreja é de Deus (At 20.28; 1Pe 2.9-10).

2.2. A Igreja e o uso da disciplina.
Foi o próprio Jesus Cristo quem primeiro tratou sobre a igreja lidar com a aplicação da disciplina (Mt 18.15-19). Há casos de membros da igreja que são disciplinados diretamente por Deus (1Co 11.30-32). Porém, também é bíblica a autoridade da igreja para aplicar disciplina (Mt 18.15-19; Rm 16.17-18; 1Co 5; Gl 6.1; 2Ts 3.14-15; 1Tm 5.20; Tt 1.10-11). Infelizmente, vivemos num tempo de muito individualismo e insubordinação. Além disso, em muitas igrejas locais não se exerce mais a autoridade concedida por Deus para aplicar a disciplina.

2.3. Os cuidados e objetivos na aplicação da disciplina.
Tendo a consciência de que encontramos na Bíblia instruções para orientar a igreja em questões fundamentais de disciplina, é importante, também, conhecermos os cuidados e os objetivos na aplicação da mesma. O Senhor Jesus usou uma expressão muito interessante ao instruir sobre como lidar com o pecado de um irmão, que retrata bem o objetivo da disciplina: “ganhaste a teu irmão” (Mt 18.15).

3. É preciso lidar com a disciplina.
O povo de Deus, representado no Antigo Testamento por Israel e no Novo Testamento pela Igreja, por toda a Bíblia é alvo de atitudes de disciplina por parte de Deus, da própria pessoa e da comunidade. Assim, aprendemos que a vida do povo de Deus é uma vida que envolve disciplina, pois “Deus não é Deus de confusão” e se requer que tudo seja feito com ordem e decência (1Co 14.33, 40). 

3.1. A autodisciplina.
Durante muito tempo a maior ocupação da medicina foi a identificação e a cura das doenças. Hoje é notória a ênfase na prevenção principalmente com a adoção de hábitos de vida saudáveis. O mesmo princípio se aplica ao cuidado com a vida do discípulo de Cristo, que envolve não apenas o corpo, mas, também, o aspecto espiritual. São diversas as admoestações da Palavra de Deus quanto ao cuidado conosco mesmo (At 20.28; 1Co 9.24-27; 2Co 13.5; Ef 6.11, 13; 1Tm 4.16; Jd 20.21).

3.2. Sendo disciplinado.
Normalmente, quando não priorizamos a autodisciplina, acarretando, assim, descuido conosco mesmo, se faz necessário sermos alvos de disciplina, seja diretamente da parte de Deus ou por intermédio da igreja. Daí a importância de conhecermos este assunto bíblico, seu significado e propósitos, para que saibamos lidar com maturidade e, assim, prosseguirmos até que cheguemos “à medida da estatura completa de Cristo” (Ef 4.13).

3.3. A questão da tolerância.
Na mensagem enviada à igreja em Tiatira, um grande centro comercial na Ásia Menor, Jesus menciona: obras, amor, serviço, fé, paciência e crescimento (Ap 2.18-29). Contudo, havia um porém: “toleras Jezabel”. Uma expressão que indica “aceitar sem reagir”. Havia a tendência de admitir modos de pensar, agir e sentir que diferem da sã doutrina. Não estavam exercendo a disciplina. Uma das lições que podemos extrair dessa mensagem é que amar não significa aceitar tudo. O amor não pode ser usado como escudo para esconder o mal e permitir o pecado.

Conclusão.
Disciplina faz parte do tratamento de Deus para com aquele que Ele ama e adotou como Seu filho. Não rejeitemos, pois, nem a autodisciplina, nem a disciplina de Deus, seja diretamente ou por intermédio da Igreja. É para o nosso bem e aperfeiçoamento (Pv 12.1).

Questionário.

1. Por intermédio da correção e instrução, o que vai sendo aplicado em nós?
R: O processo educacional de Deus (2Tm 3.16; Hb 12.11).

2. De quem é a Igreja?
R: De Deus (At 20.28; 1Pe 2.9-10).

3. Quem primeiro tratou sobre a igreja lidar com a aplicação da disciplina?
R: Jesus Cristo (Mt 18.15-19).

4. Qual expressão Jesus usou ao instruir sobre como lidar com o pecado de um irmão, que retrata bem o objetivo da disciplina?
R: “Ganhaste a teu irmão” (Mt 18.15).

5. O que não pode ser usado como escudo para esconder o mal e permitir o pecado?
R: O amor (Ap 2.18-29).

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ESCOLA DOMINICAL CPAD ADULTOS - Conteúdo da Lição 4


Ética Cristã e Aborto
22 de Abril de 2018



TEXTO ÁUREO
“Os teus olhos viram o meu corpo ainda informe, e no teu livro todas estas coisas foram escritas, as quais iam sendo dia a dia formadas, quando nem ainda uma delas havia.” (Sl 139.16)

VERDADE PRÁTICA
O Senhor Deus é quem concede a vida, portanto, o direito de nascer e de viver não pode ser violado pelas ideologias humanas.

LEITURA BÍBLICA EM CLASSE

Salmos 139.1-18
1 – SENHOR, tu me sondaste e me conheces.
2 – Tu conheces o meu assentar e o meu levantar; de longe entendes o meu pensamento.
3 – Cercas o meu andar e o meu deitar; e conheces todos os meus caminhos.
4 – Sem que haja uma palavra na minha língua, eis que, ó SENHOR, tudo conheces.
5 – Tu me cercaste em volta e puseste sobre mim a tua mão.
6 – Tal ciência é para mim maravilhosíssima; tão alta, que não a posso atingir.
7 – Para onde me irei do teu Espírito ou para onde fugirei da tua face?
8 – Se subir ao céu, tu aí estás; se fizer no Seol a minha cama, eis que tu ali estás também;
9 – se tomar as asas da alva, se habitar nas extremidades do mar,
10 – até ali a tua mão me guiará e a tua destra me susterá.
11 – Se disser: decerto que as trevas me encobrirão; então, a noite será luz à roda de mim.
12 – Nem ainda as trevas me escondem de ti; mas a noite resplandece como o dia; as trevas e a luz são para ti a mesma coisa.
13 – Pois possuíste o meu interior; entreteceste-me no ventre de minha mãe.
14 – Eu te louvarei, porque de um modo terrível e tão maravilhoso fui formado; maravilhosas são as tuas obras, e a minha alma o sabe muito bem.
15 – Os meus ossos não te foram encobertos, quando no oculto fui formado e entretecido como nas profundezas da terra.
16 – Os teus olhos viram o meu corpo ainda informe, e no teu livro todas estas coisas foram escritas, as quais iam sendo dia a dia formadas, quando nem ainda uma delas havia.
17 – E quão preciosos são para mim, ó Deus, os teus pensamentos! Quão grande é a soma deles!
18 – Se os contasse, seriam em maior número do que a areia; quando acordo, ainda estou contigo.

HINOS SUGERIDOS: 141, 183, 400 da Harpa Cristã

INTERAGINDO COM O PROFESSOR
Defender o direito à vida do nascituro é a prova do compromisso com a dignidade do ser humano e a sacralidade da vida. A vida é santa. É uma dádiva de Deus. Só se pode defender o aborto quando se perde a dimensão sacra da vida e compreensão de dignidade humana inerente à sua natureza. Quando se remove o transcendente, e foca-se somente numa ética materialista, o embrião é visto apenas como um amontoado de células que pode ser desprezado por qualquer motivo. Por isso, urge por aprofundarmos a visão bíblica e sacra da vida a fim de que a cultura da morte, instaurada em nossa sociedade, seja finalmente sufocada.

COMENTÁRIO
INTRODUÇÃO
O tema do aborto implica agressão à dignidade humana e a inviolabilidade do direito à vida. Em nossos dias, muitos segmentos da sociedade se mostram favoráveis ou simpatizantes à prática do aborto. Acerca do assunto a Bíblia assegura que Deus é o autor e a fonte da vida (Gn 2.7; Jó 12.10), e somente Ele tem poder sobre a vida e a morte (1 Sm 2.6). Nesta lição, abordaremos o conceito de aborto, o embrião e o feto como seres humanos, os tipos de aborto e suas implicações éticas.

I – ABORTO: CONCEITO GERAL E BÍBLICO
Aborto é a interrupção da gravidez. Parte da sociedade o considera como um direito da mulher, mas a Bíblia trata-o como um crime contra a vida.

1. Conceito geral de aborto.
A palavra “aborto” é formada por dois vocábulos latinos: “ab” (privação) e “ortus” (nascimento), que juntos significam a “privação do nascimento”. O substantivo “aborto” é derivado do verbo latino “aborior” (falecer ou sumir), expressão que indica o contrário de “orior” (nascer ou aparecer). Assim, conceitualmente, o aborto é a interrupção do nascimento por meio da morte do embrião ou do feto. Esta interrupção pode ser involuntária ou provocada.

2. O aborto no contexto legal.
O código de Hamurabi (1810-1750 a.C.) condenava o aborto. No código de Napoleão (1769-1821) era crime hediondo. No Código Criminal do Império no Brasil (1830) era proibido. Hoje, a legislação brasileira permite apenas nos casos de risco de morte à mulher, estupro e anencefalia. Nos demais casos o aborto ainda é crime (Art. 124, CP). No entanto, no Congresso Nacional, Projetos de Lei tramitam com a proposta de legalizá-lo em qualquer caso.

3. Conceito bíblico de aborto.
Na lei mosaica, provocar a interrupção da gravidez de uma mulher era tratado como ato criminoso (Êx 21.22-23). No sexto mandamento, o homem foi proibido de matar (Êx 20.13), que significa literalmente “não assassinar”. Os intérpretes do Decálogo concordam que o aborto está incluso neste mandamento. Assim, quem mata o embrião, ou o feto, peca contra Deus e contra o próximo.

4. O aborto na história da Igreja.
“O ensino dos dez apóstolos” (século I), chamado de Didaquê, condena o aborto: “Não matarás o embrião por aborto e não farás perecer o recém-nascido” (Didaquê 2,2). O apologista Tertuliano (150-220) ensinou que a morte de um embrião tem a mesma gravidade do assassinato de uma pessoa já nascida e que impedir o nascimento é um homicídio antecipado. O polemista Agostinho (354-430) e o teólogo Tomás de Aquino (1225-1274) consideravam pecado grave interromper a gestação e o desenvolvimento da vida humana.

SUBSÍDIO LEXOGRÁFICO
“Feiticídio. O aborto é conhecido também como feiticídio, definido por Houais como o ‘crime no qual, através do aborto provocado, ocorre a morte do feto que se presume com a vida’. Se nos dermos ao trabalho de examinar a etimologia do vocábulo ‘feto’, constataremos que o aborto é um crime não somente hediondo, mas tremendamente covarde.
No latim, a palavra fetus significa pequenino. O Dicionário Latino-Português de F. R. dos Santos Saraiva define a palavra simplesmente como filho no ventre. O teólogo americano Willian Lane Craig aprofunda-se no significado do termo: ‘Assim, como eu digo, parece virtualmente inegável que o feto – que é apenas a palavra latina referente a ‘pequenino’ − é um ser humano nos primeiros estágios do seu desenvolvimento. Seja um ‘pequeno’, um recém-nascido, um adolescente ou um adulto, ele é, em cada período, um ser humano nos diferentes estágios do seu desenvolvimento’.” (ANDRADE, Claudionor de. As Novas Fronteiras da Ética Cristã. 1.ed. Rio de Janeiro: CPAD, 2017, pp.53,54).

II – O EMBRIÃO E O FETO SÃO UM SER HUMANO
Fecundação, embrião e feto são os nomes das três etapas da gestação.

1. Quando começa a vida?
Muitos cientistas concordam que a vida tem início na fecundação, quando o espermatozoide e o óvulo se fundem gerando uma nova célula chamada “zigoto”. Outros defendem que a vida inicia com a fixação do óvulo fecundado no útero, onde recebe o nome de embrião − período entre o 7º e o 10º dia de gestação. Outros apontam o começo da vida por volta do 14º dia quando ocorre a formação do sistema nervoso. Tem ainda os que indicam o começo da vida quando o feto tem condições de se desenvolver fora do útero por volta da 25ª semana de gestação. E também os que defendem a ideia de que a vida só se inicia por ocasião do nascimento do bebê.

2. O que diz a Bíblia?
Como as respostas humanas têm sido controversas, o cristão deve buscar a verdade na revelação divina. A Palavra de Deus ensina que a vida inicia na fecundação (Jr 1.5). O rei Davi descreve sua existência como ser vivo desde o início da concepção: “Os teus olhos viram o meu corpo ainda informe, e no teu livro todas estas coisas foram escritas, as quais iam sendo dia a dia formadas, quando nem ainda uma delas havia” (Sl 139.16). Por conseguinte, de acordo com as Escrituras, a vida começa quando ocorre a união do gameta masculino ao feminino. Esta nova célula é um ser humano e possui identidade própria.

3. Qual a posição da Igreja?
Apoiada nas Escrituras, a Igreja de Cristo defende a dignidade humana desde a concepção. Ensina que a vida humana é sagrada e não pode ser violada pelo homem (1 Sm 2.6). Que toda ideologia que seculariza os princípios bíblicos deve ser combatida (2 Tm 3.8). Sabiamente, a posição oficial das Assembleias de Deus no Brasil foi assim exarada: “A CGADB [Convenção Geral das Assembleias de Deus no Brasil] é contrária a essa medida [aborto], por resultar numa licença ao direito de matar seres humanos indefesos, na sacralidade do útero materno, em qualquer fase da gestação, por ser um atentado contra o direito natural à vida” (Carta de Brasília, 41ª AGO, 2013).

SUBSÍDIO DIDÁTICO
Caro professor, professora, é importante que você informe aos alunos sobre um documento importante de nossa denominação no Brasil: Carta de Brasília. O documento foi promulgado no dia 12 de abril por ocasião do encerramento da 41ª Assembleia Geral da Convenção Geral das Assembleias de Deus no Brasil, e traz uma série de questões polêmicas respondidas pela denominação. Este é o trecho do documento que abordou o aborto: “O anteprojeto do Novo Código Penal Brasileiro prevê a descriminalização do aborto, banalizando a destruição de seres humanos no ventre materno. É uma terrível agressão ao direito natural à vida. Esse anteprojeto prevê, em seu Artigo 128: Não há crime de aborto (...) até a 12ª semana da gestação, quando o médico ou psicólogo constatar que a mulher não apresenta condições de arcar com a maternidade. O documento conclui a posição das Assembleias de Deus, sem deixar qualquer margem à dúvida: A CGADB é contrária a essa medida, por resultar numa licença ao direito de matar seres humanos indefesos, na sacralidade do útero materno, em qualquer fase da gestação, por ser um atentado contra o direito natural à vida. A Palavra de Deus diz: ... e não matarás o inocente (Êx 23.7)” (ANDRADE, Claudionor de. As Novas Fronteiras da Ética Cristã. 1.ed. Rio de Janeiro: CPAD, 2017, p.59).

CONHEÇA MAIS
*A vida começa na concepção
“A Bíblia nos informa sobre a origem da vida. Diz o Gênesis: ‘E formou o Senhor Deus o homem do pó da terra e soprou em seus narizes o fôlego da vida; e o homem foi feito alma vivente’ (Gn 2.7). Depois que o homem estava formado, pelo processo especial da combinação das substâncias que há na terra, o Criador lhe soprou o fôlego da vida, dando início, assim, à vida humana. Entendemos, com base nesse fato, que, cada ser que é formado, a partir da fecundação, o sopro de vida lhe é assegurado pela lei biológica estabelecida por Deus.” Para conhecer mais leia “Ética Cristã: Confrontando as Questões Morais do Nosso Tempo”, CPAD, p.44

III – TIPOS DE ABORTOS E SUAS IMPLICAÇÕES ÉTICAS
A legislação brasileira autoriza a interrupção da gravidez em três casos somente. Neste tópico apresentamos as principais implicações éticas para estes tipos de aborto.

1. Aborto de Anencéfalo.
Em 2012, o Supremo Tribunal Federal (STF) legalizou a interrupção da gravidez de feto anencéfalo (má-formação rara do tubo neural). A principal implicação ética desta decisão está no descarte de um ser humano por apresentar uma má formação cerebral. Trata-se de uma ideologia racista chamada “eugenia” que defende a sobrevivência apenas dos seres saudáveis e fortes. Uma nítida incoerência de quem defende os direitos humanos e ao mesmo tempo age de modo discriminatório. Neste quesito enfatizam as Escrituras: “para com Deus, não há acepção de pessoas” (Rm 2.11).

2. Aborto em caso de estupro.
Como não é necessária a comprovação do crime de estupro e nem autorização judicial para o aborto, a lei é permissiva e complacente com a interrupção da gravidez sob a alegação de estupro sem que ele tenha ocorrido. Assim, discute-se a inviolabilidade do direito à vida do nascituro (Art. 5º, CF e Art. 2º do CC). Outra questão ética relaciona-se ao fato de que um crime não pode justificar outro crime. Para os cristãos o ensino bíblico é claro: “Não te deixes vencer do mal, mas vence o mal com o bem” (Rm 12.21).

3. Aborto Terapêutico.
Procura-se justificar clinicamente esta ação sob a alegação de que a vida de um adulto tem maior valor que a de um ser em gestação. Daí surge questões éticas quanto à valoração da vida humana. Uma pessoa merece viver e outra não? Tertuliano, em sua obra Apologeticum (197), ensinava que não existe diferença entre uma pessoa que já tenha nascido e um ser em gestação. Outra questão é acerca do poder sobre a existência. Podemos decidir quem deve viver ou morrer? Não afirmam as Escrituras que a vida e a morte são, unicamente, da alçada divina? (1 Sm 2.6; Fp 1.21-24). Neste caso específico, ajamos com sabedoria, prudência e critério, nunca nos esquecendo da sacralidade da vida humana.

SUBSÍDIO ÉTICO-TEOLÓGICO
“Em face dos avanços médicos e científicos, a igreja posiciona-se favoravelmente às técnicas reprodutivas que não atentam contra a pureza da relação sexual monogâmica, desde que a fertilização (processo no qual tem início a vida humana) ocorra no interior do corpo da mulher e os gametas utilizados pertençam ao próprio casal. As técnicas em que a fertilização ocorre fora do corpo da mulher, com a respectiva manipulação do embrião, são condenáveis por desrespeitarem o processo de fecundação natural que deve ocorrer no interior do ventre materno. Além de esses procedimentos exporem os embriões ao risco de serem descartados, criopreservados ou utilizados em experimentos, podem possibilitar a comercialização de corpos e de almas, atitude essa escatologicamente prevista e condenada nas Escrituras. Condenamos as técnicas reprodutivas que requerem o descarte de embriões e doação. Rejeitamos a maternidade de substituição, mediante a qual se doa temporariamente o útero, por ferir a pureza monogâmica. Não admitimos a reprodução post-mortem em virtude de cessação do vínculo matrimonial: ‘A mulher casada está ligada pela lei todo o tempo em que o seu marido vive; mas, se falecer o seu marido, fica livre para casar com quem quiser, contanto que seja no Senhor’” (Declaração de Fé das Assembleias de Deus. Rio de Janeiro: CPAD, 2017, p.206)

CONCLUSÃO
A valorização da dignidade humana, o direito à vida e o cuidado à pessoa vulnerável são princípios e doutrinas imutáveis do Cristianismo. Em uma sociedade secularizada o cristão precisa tomar cuidado com relativismo e estar alerta quanto às ações de manipulação de sua consciência e o desrespeito à vida humana (1 Tm 4.1,2).

PARA REFLETIR
A respeito do tema “Ética Cristã e Aborto”, responda:

O que é aborto?
O aborto é a interrupção do nascimento por meio da morte do embrião ou do feto.

Fale sobre o conceito bíblico de aborto.
Na lei mosaica, provocar a interrupção da gravidez de uma mulher era tratado como ato criminoso (Êx 21.22,23).

Fale sobre como o aborto era visto na História da Igreja.
“O ensino dos dez apóstolos” (século I), chamado de Didaquê, condena o aborto: “Não matarás o embrião por aborto e não farás perecer o recém-nascido” (Didaquê 2,2).

Segundo a lição, e de acordo com a Bíblia, quando a vida começa?
A Palavra de Deus ensina que a vida inicia na fecundação (Jr 1.5).

Qual a implicação ética em relação ao aborto no caso de estupro?
A questão ética relaciona-se ao fato de que um crime não pode justificar outro crime. Para os cristãos o ensino bíblico é claro: “Não te deixes vencer do mal, mas vence o mal com o bem” (Rm 12.21).

CONSULTE
Revista Ensinador Cristão - CPAD, nº 74, p38. Você encontrará mais subsídios para enriquecer a lição. São artigos que buscam expandir certos assuntos.

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