ESTUDOS TEOLÓGICOS, INTERPRETAÇÃO DA BÍBLIA, ESBOÇO PARA AULAS DA ESCOLA DOMINICAL, ETC

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terça-feira, 21 de outubro de 2014

ESCOLA DOMINICAL - Conteúdo da Lição 4 - Revista da Editora Betel


ANA, E O MILAGRE DA CURA DA ESTERILIDADE
26 DE OUTUBRO DE 2014

 TEXTO ÁUREO
“Ora, àquele que é poderoso para fazer tudo muito mais abundantemente além daquilo que pedimos ou pensamos, segundo o poder que em nós opera” Ef 3.20
VERDADE APLICADA
Deus tem sempre um meio de nos atrair para sua presença com a intenção de revelar-se de forma milagrosa e com projetos audaciosos que jamais pensamos em realizar.

TEXTOS DE REFERÊNCIA
1Sm 1.1 - Houve um homem de Ramataim-Zofim, da montanha de Efraim, cujo nome era Elcana, filho de Jeroão, filho de Eliú, filho de Toú, filho de Zufe, efrateu.
1Sm 1.2 - E este tinha duas mulheres: o nome de uma era Ana, e o da outra Penina.
1Sm 1.3 - E Penina tinha filhos, porém Ana não os tinha.
Subia, pois, este homem, da sua cidade, de ano em ano, a adorar e a sacrificar ao SENHOR dos Exércitos em Siló; e estavam ali os sacerdotes do Senhor, Hofni e Finéias, os dois filhos de Eli.
1Sm 1.4 - E sucedeu que no dia em que Elcana sacrificava, dava ele porções a Penina, sua mulher, e a todos os seus filhos, e a todas as suas filhas.
1Sm 1.5 – Porém a Ana dava uma parte excelente; porque amava a Ana, embora o Senhor lhe tivesse cerrado a madre.

INTRODUÇÃO
Deus atraiu Ana para si através de sua dor e sofrimento, Ele não somente mudou sua vida pessoal, mas alterou o curso da história dos judeus, que naqueles dias passavam por um declínio espiritual terrível, pois a nação vergonhosamente chafurdava no pecado e na corrupção.

1. ANA, UMA MULHER ATRIBULADA
Com suas próprias palavras, Ana define o momento que está vivendo diante do sacerdote Eli: “... sou uma mulher atribulada de espírito [...] porém, tenho derramado a minha alma perante o Senhor” (1Sm 1.15). Da multidão de seus sofrimentos e de sua vergonha o Senhor planejava atraí-la para si e restaurar sua nação.

1.1. Ana, Penina e Elcana
Ana era uma mulher judia piedosa, devota, que estava numa posição desagradável de ter que dividir o marido com outra esposa. A maioria dos comentaristas acredita que Ana era a primeira esposa de Elcana, mas devido sua esterilidade ele se casou com Penina para ter filhos. Alfred Edersheim escreveu: “a Lei de Moisés tolerava a poligamia, porém, em nenhuma parte aprovava sua prática”. A poligamia era uma prática dos afortunados. Elcana era um homem bom, que amava sua mulher, e por ela oferecia porções especiais (1Sm 1.5,8). Ana era uma mulher triste, não somente por não ter filhos, mas porque todos os dias era afrontada por Penina, sua rival, que excessivamente a irritava (1Sm 1.6).

1.2. O Senhor lhe havia cerrado a madre
O texto deixa muito claro que foi o próprio Senhor quem fechou a madre de Ana, e quando Deus fecha algo é porque alguma lição espiritual deseja ensinar (1Sm 1.5; Ap 3.7). Se Deus fechou é porque tinha um propósito a realizar, e Ana, a cada subida iria descortinar o grande projeto que o Senhor lhe havia destinado. Ana precisava de um filho, e Deus precisava de um sacerdote cuja voz profética fosse ativada. Embora parecesse que somente Ana precisava de algo; Deus não tinha uma sucessão sacerdotal e precisava de uma voz profética que fizesse o povo se voltar para as coisas sagradas. É das entranhas de uma mulher sofrida e humilhada que vai surgir o homem que Deus estava a procurar.

1.3. A lâmpada de Deus se apagava
“... E a palavra do SENHOR era de muita valia naqueles dias; não havia visão manifesta” (1Sm 3.1). Eis aqui uns dos grandes motivos pelo qual o Senhor resolveu trabalhar a vida de Ana. Era um tempo difícil, os filhos de Eli, Hofnis e Finéias estava se prostituindo no templo, usurpando a oferta de manjares, e por não repreender seus desaprovados filhos, o Senhor estava prestes a trazer juízo sobre toda a casa de Eli (1Sm 2.12-17;22-25). Quando Deus fala que a lâmpada de Deus estava se apagando, aponta para algo terrível, está claramente nos dizendo que a vida de Deus se esvaía no templo, a lâmpada de Deus fala de revelação, por isso, não havia visão manifesta, e um povo sem revelação é um povo sem amanhã (1Sm 3.3).

2. ANA ENTREGA AO SENHOR SEU BEM PRECIOSO
Após muitos anos de subida e descida a Siló, Ana toma uma atitude intrigante, consagrar seu filho, que ainda não havia nascido ao Senhor. O que teria levado Ana a mudar de opinião, abrindo mão do filho que tanto desejava, e que era o motivo pelo qual vivia sendo molestada? Algo falou profundamente ao seu coração. Vejamos:

2.1. Ana consagra a Deus seu fruto mais desejado
Qual mulher que orando a Deus por um filho, após receber o milagre, o consagraria ao Senhor sabendo que não o teria mais de volta? Segundo os estudiosos rabinos, a busca incessante de Ana por um milagre durou vinte e cinco anos. Mas o que aconteceu com ela durante esse tempo para resolver deixa-lo no templo e consagrá-lo ao Senhor? Precisamos entender que tudo aquilo que se consagra não retorna mais para o dono, porque passa a ser propriedade exclusiva de Deus (1Sm 1.11;Lv 27.28-29). Deus tinha um projeto e Ana tinha a chave em seu ventre. Deus usou a dor para atraí-la, e quando Ana entendeu o propósito divino, descobriu que mais importante que seu orgulho ferido por Penina, e a ansiedade de tornar-se mãe, era tornar-se a mãe da história de seu próprio povo.

2.2. Nasce Samuel
O nascimento de Samuel não somente restabeleceu o sacerdócio e o profetismo em Israel, trouxe também o povo de volta ao Senhor. Ele foi um profeta tão poderoso que nenhuma de suas palavras deixou de se cumprir (1Sm 3.19). Com o surgimento de Samuel Deus intencionava o estabelecimento da monarquia, e Samuel foi a peça chave para a consagração de Davi. O que Deus planejou no ventre de Ana? Gerar um homem segundo o seu coração para ungir um rei também segundo o seu coração (1Sm 2.35;13.14). O que Deus pode estar gerando através de nossas vidas através de tudo o que temos passado? Será que não seria hora de deixar de se importar com nossas Peninas e consagrar a Ele o melhor que temos?

2.3. Ana deixou de chorar para cantar
Foram vinte e cinco anos de busca incessante, e de revelações poderosas. Ao fim de sua provação, Ana cantou, e pôde finalmente abrir a boca e dizer: “O arco dos fortes foi quebrado, e os que tropeçavam foram cingidos de forças... até a estéril deu luz a sete filhos, e a que tinha muitos filhos enfraqueceu. O Senhor é o que tira a vida e a dá; faz descer à sepultura e faz tornar a subir dela. O Senhor empobrece e enriquece; abaixa e também exalta. Levanta o pobre do pó, e desde o monturo exalta o necessitado, para fazer assentar entre os príncipes...” (1Sm 2.4-8). Ana perseverou, jamais desistiu. Seu cântico expressa sua alegria, e a grandeza de um Deus que sabe honrar aqueles que se derramam diante dEle em oração(Jr 33.3).

3. AS LIÇÕES DO INESPERADO
Ana foi atraída e atingida pela vontade de um Deus surpreendente, que a convenceu a se desfazer de seus sonhos para ofertar o que tinha de mais valor. Como recompensa ela se tornou mãe de mais três filhos e duas filhas (1Sm 2.21), a nação ganhou Samuel, e Deus tornou a reacender a chama do templo.

3.1. Voto cumprido é recompensa certa
Ana soube honrar ao Senhor. Estava convicta da decisão que deveria tomar e de como deveria renunciar. Ela não agiu como algumas pessoas que na hora da dor e da angústia firmam alianças com Deus, e quando obtém o desejado se esquecem de tudo o que lhe prometeram (Ec 5.4-5). Deus sempre nos recompensa acima das nossas expectativas, Ele sempre nos surpreende (Ef 3.20). Quando Ana poderia pensar que seu sofrimento fazia parte de um plano que iria restabelecer o sacerdócio de uma nação, e que seu se tornaria profeta e sacerdote? Será que ela pensaria um dia em ser mãe de mais três filhos e duas filhas após Samuel? Deus sabe honrar a quem renuncia por sua causa.

3.2. Ana, uma mulher de oração
Ana era uma mulher triste e angustiada (1Sm 1.15-16), que se chegou a Deus não só porque precisava de um filho, mas para satisfazer também seu ego que estava ferido diante da humilhação de ter que dividir o marido com uma mulher fértil que sempre a irritava por não poder gerar filhos. Em Siló, Ana aprendeu coisas com Deus através de sua comunhão e quebrantamento em oração. O tempo passou e Ana encontrou em Deus respostas que foram além da importância de ser mãe, e de dar uma resposta a Penina. Deus tinha nas mãos uma chave que não somente lhe abriria a madre, mas lhe ser a protagonista de um grande avivamento na nação.

3.3. Buscar ao Senhor de forma deleitosa
Estamos habituados a chegar diante do Senhor em grupo louvando-o, com o bater de palmas e cheios de alegrias. Mesmo assim todos tendemos a nos encolher diante do Senhor durante os nossos períodos de tristeza. Ir ao Senhor com deleites não significa estar isento de tristeza e aflição. Ana não temeu dirigir-se a presença de Deus, era sabia que ninguém poderia aliviá-la de sua carga a não ser o Senhor; e à medida que mantinha uma comunhão íntima e perseverava em oração, o Senhor lhe trouxe a paz restaurando sua alegria (1Sm 1.18). Penina foi esquecida, deletada da história. Ana homenageada por todos porque Samuel se tornou um homem de Deus com prestígio e notoriedade. Deus tem a resposta para toda porta que está fechada em nossas vidas.

CONCLUSÃO
Ana nos ensina que devemos ser perseverantes, mesmo quando as circunstâncias dizem que não podemos mais avançar, nos revela que Deus tem propósitos específicos, e que se Ele fechou algo para que venhamos a Sua presença, isto é sinal de que nossas vidas jamais serão as mesmas quando conhecermos seus projetos a nosso respeito.

ESCOLA DOMINICAL - Conteúdo da Lição 4 - Revista da CPAD

A PROVIDÊNCIA DIVINA NA FIDELIDADE HUMANA 
26 de Outubro de 2014

TEXTO ÁUREO
“Eis que o nosso Deus, a quem nós servimos, é que nos pode livrar; ele nos livrará do forno de fogo ardente e da tua mão, ó rei" (Dn 3.17)VERDADE PRÁTICA

Se formos fiéis, a providência divina jamais faltará

LEITURA BÍBLICA EM CLASSE


Daniel 3.1-7,14


INTRODUÇÃO

A história narrada no capítulo três ocorreu possivelmente no final do reinado de Nabucodonosor. O texto é mais uma prova de que vale a pena ser fiel a Deus até mesmo quando somos desafiados em nossa fé. Nabucodonosor já havia se esquecido da manifestação do poder de Deus na revelação dos seus sonhos (Dn 2.1-49). Tornou-se um déspota que exigia dos seus súditos um servilismo irracional. No meio da multidão dos súditos, porém, estavam os três jovens hebreus, fiéis ao Deus de Israel, do qual não transigiram de modo algum.

I. A TENTATIVA DE SE INSTITUIR UMA RELIGIÃO MUNDIAL


1. A grande estátua.

Embriagado pelo poder e pelo fulgor de sua própria glória, o rei caldeu chegou ao ápice da presunção, não se contentando em ser apenas "a cabeça de ouro" da grande estátua do seu "primeiro" sonho (Dn 2.36-45). Nabucodonosor perdeu o bom senso e construiu uma enorme estátua de ouro maciço (Dn 3.1). Também ordenou que os representantes das nações, súditos seus, se ajoelhassem e adorassem a estátua que o representava.
A grande estátua de Nabucodonosor remete-nos a uma outra estátua que será erguida pelo último império mundial gentílico, profetizado como o reino do Anticristo que aparecerá no "tempo do fim" (Ap 13.14,15).

2. A diferença entre as estátuas.
É necessário destacar a diferença entre a estátua do capítulo dois e a do capítulo três de Daniel. Enquanto a estátua do capítulo dois era simbólica e apareceu no sonho de Nabucodonosor, a do capítulo três era literal, construída por ordem do rei caldeu. A estátua erigida tinha a forma de um obelisco que revelava, segundo se supõe, a intenção vaidosa de Nabucodonosor em autodeificar-se (cf. Dn 4.30).

3. A inauguração da estátua de ouro.
Com o coração engrandecido, Nabucodonosor desejou ser adorado como deus (vv.1-5). Não lhe bastou a revelação de que o único Deus verdadeiro triunfaria na história (Dn 2.47). Ele preferiu exaltar a si mesmo e aos seus deuses. O objetivo era escravizar todos os seus súditos e obrigá-los a servirem as divindades caldeias. Ele queria uma religião totalitária em que as pessoas obedecem não pela lealdade, mas pela força bruta (vv.5,6).

II. O DESAFIO À IDOLATRIA


1. A ordem do rei a todos os seus súditos (vv.4-7).
Nabucodonosor teve duas motivações principais para construir a grande estátua (v. 1). Uma das motivações era exibir-se perante os povos do mundo representados naquele evento. As dimensões e a magnitude da estátua eram impressionantes: Aproximadamente 27 metros de altura por 6 de largura. A soberba, arrogância e insolência do rei não tinham limites. A Bíblia diz que "a soberba precede a ruína" (Pv 16.18). A segunda motivação de Nabucodonosor era o anelo de ser adorado como divindade pelos seus súditos. Por isso, ele deu ordens para que todos os oficiais do reino se reunissem a fim de adorarem a sua estátua (Dn 3.1-7).

2. A intenção do rei e o espírito do Anticristo.
A intenção de Nabucodonosor prenunciava o espírito do Anticristo, que levantará a imagem da Besta para ser adorada no tempo do fim (Mt 4.8-10; Ap 13.11-17). A intenção do rei era impor a religião diabólica de sua imagem para dominar o mundo, não só nos campos material e político, mas também no espiritual.

3. Coragem para não fazer concessões à idolatria (Dn 3.12).
Os três jovens hebreus estavam naquele local por força da ordem do rei. Todos os grandes nomes do país, os chefes de governos, os sátrapas, os governadores das províncias, os sábios, os sacerdotes dos vários cultos pagãos, todos estavam lá. A ordem era que quando a música fosse tocada todos deveriam ajoelhar-se e adorar a estátua do rei. Quem não obedecesse seria lançado na fornalha de fogo ardente. Como sabemos, os três jovens hebreus preferiram morrer queimados a negar a fé no Deus de Israel. (Dn 3.13-27)

III. A FIDELIDADE A DEUS ANTE A FORNALHA ARDENTE (DN 3.8-12)


1. Os jovens hebreus foram acusados e denunciados (vv.8-12).
O rei foi informado da desobediência dos judeus. Ele ficou enfurecido e mandou que eles fossem trazidos à sua presença. Os jovens hebreus foram interrogados, mas mantiveram sua fidelidade ao Deus de Israel. Eles não se intimidaram diante das ameaças, porque sabiam que Deus poderia intervir naquela situação.

2. A resposta corajosa dos jovens hebreus (Dn 3.16-18).
Aqueles jovens sabiam que a fidelidade a Deus é algo inegociável. A lealdade desses jovens era mais que uma qualidade de caráter. Era uma confiança inabalável em Deus. A resposta resultava também do conhecimento que tinham do primeiro mandamento do Decálogo (Êx 20.3-5). Deus busca homens e mulheres que lhe sejam fiéis mesmo quando ameaçados. Por isso, mesmo inquiridos pelo rei caldeu, Hananias, Misael e Azarias não se intimidaram e mantiveram sua posição (Dn 3.16-18).

3. Reação à intimidação (Dn 3.16-18).
Ao perguntar-lhes: "Quem é o Deus que vos poderá livrar das minhas mãos?" (Dn3.15), Nabucodonosor afrontou os jovens em sua fé. Eles não tiveram dúvida de que valia a pena permanecer fiéis ao Todo-Poderoso. Então, sem temor e com grande fé, responderam ao rei: "Eis que o nosso Deus, a quem nós servimos, é que nos pode livrar; ele nos livrará do forno de fogo ardente e da tua mão, ó rei. E, se não, fica sabendo, ó rei, que não serviremos a teus deuses nem adoraremos a estátua de ouro que levantaste" (Dn 3.17,18). Os três jovens não cederam às ameaças e não ficaram livres da fornalha, pois Deus já os esperava ali. A companhia do quarto homem visto pelo rei dentro da fornalha foi suficiente para que eles saíssem ilesos e sem um único fio de cabelo queimado.
Esta resposta dos jovens hebreus confronta a posição de muitos crentes de hoje. Quão facilmente cedemos e até negamos a fé, fugindo do caminho da provação. Todavia, Deus conta com crentes fiéis que sejam capazes de responder às ameaças sem temer.

CONCLUSÃO

A grande lição que aprendemos com esses três jovens é que "eles confiaram suas vidas a Deus e não se preocuparam com as consequências da fornalha". Mesmo que Deus não os impedissem de morrer queimado eles não negariam a fé! Que tenhamos essa mesma fé para enfrentar as tribulações da vida.

sábado, 18 de outubro de 2014

ESCOLA DOMINICAL - Lista de Esboços do 4º Trimestre de 2014



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ESCOLA DOMINICAL - Esboço e Subsídio da Lição 3 - Revista da Central Gospel


AULA EM___DE______DE 2014 - LIÇÃO 3
(Revista: Central Gospel - nº 40)

Tema: O FARISEU, O PUBLICANO E A JUSTIFICAÇÃO
  
Texto Áureo: Tiago 1.26
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 PALAVRA INTRODUTÓRIA
- Professor(a), nesta lição aponte o perigo de se exaltar diante das pessoas.
- "autojustificação", é a pessoa se justificar, se considerar justa. Se refere ao fato de algumas pessoas acharem que estão bem com a justiça de Deus, assim como o fariseu da parábola.
- "crendo que eram justos, e  desprezavam os outros", o perigo da pessoa se considerar justa está possibilidade de surgir a soberba no coração e consequentemente o desprezo pelos outros.
- "modelo de vida proposto", uma das características do modelo de vida proposto por Jesus é a humildade e considerar os outros superiores a nós, entre muitas outras.
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1. CLASSES DA SOCIEDADE JUDAICA
- “atividade comum em sua época", Jesus sempre usava situações do contexto social da época, a história podia ser fictícia mas fatos semelhantes a esse ocorriam e ocorrem todos os dias.
- "um publicano", publicano era um nome pejorativo dado aos coletores de impostos que eram judeus a serviço de Roma. Eram considerados traidores de Israel.

1.1. Os fariseus
- "partido-seita", os partidos eram organizações de pessoas comum propósito comum, só que alguns deles eram seitas do judaísmo, como os fariseus e saduceus, outros eram apenas partidos como os zelotes e herodianos.
- "torah, (a Lei)", é o conjunto dos cinco primeiros livros da Bíblia.
- "rótulo pejorativo", é um título dado a alguém ou coisa com o objetivo de denegrir a imagem.

1.2. Os publicanos
- “coletores de impostos", Roma ao conquistar as nações permitiam-lhes ter sua religião e tradições culturais, mas cobrava-lhes impostos, para isso nomeava os coletores, de preferência dentre as pessoas da própria nação dominada.

1.3. A proposta da parábola
- "ele não poderia ser comparado aos roubadores", a proposta da parábola não era apresentar a maneira certa ou errada de orar, mas de apresentar o comportamento errado e o certo na obra do Senhor.
- "tem misericórdia de mim", essas palavras demonstram o modo correto de orar, com humilhação e reconhecimento de somos devedores de Deus e que nossas obras, por melhores que pareçam, não pagam o preço da dívida. E como Jesus pagou a nossa dívida devemos a Ele agora a nossa gratidão e submissão.
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2. NO TEMPLO ATITUDES INESPERADAS
- “contraste", quando duas situações ou imagens opostas são colocadas no mesmo plano, se refere ao fato de um fariseu e um publicano subirem ao templo para orar e o publicano sair justificado e o fariseu não. 
- "cerimonialmente puro", quer dizer que foi purificado pela cerimonia de consagração ou em alguma outra para esse fim.

2.1. A oração do fariseu
- "primeira pessoa do singular", o pronome da primeira pessoa do singular é o "eu", quando alguém chama muita a atenção para o eu, tentando mostrar aquilo faz e não o que Deus faz, essa pessoa está com um desvio de conduta. Muitos pregadores hoje possuem esse comportamento.

2.1.1. Ele inicia com ação de graças
- "verdadeira gratidão não fazia parte", quer dizer que ele não estava realmente agradecido, a sua intenção era de se colocar acima das demais pessoas.

2.1.2. Ele relata os pecados que não comete
- ...

2.1.3. Ele sublinha o jejum para dar apoio a sua pretensa superioridade sobre o publicano
- "formalismo religioso", é aquilo tem caráter cerimonial e é mostrado de forma bela e agradável.
- "desfiguravam o rosto", para serem vistos como indivíduos altamente religiosos diante do povo.

2.1.4. Ele apresenta sua posição de dizimista assíduo para, hipocritamente, exaltar-se
- "cumpriam a lei do dízimo", por entregar o dízimo ele acreditava estar melhor do que o publicano, mas o dízimo não serve para modificar a situação da pessoa. Quem entrega o dízimo acreditando que poderá ser aceito por Deus por isso, está enganado.

2.1.5. Exclusão e discriminação
- "o fariseu era considerado justo", é um tipo de preconceito positivo, pois se tinha um conceito dele sem conhece-lo na intimidade. O publicano era considerado impuro, era um preconceito negativo, ele era conceituado por ser publicano.
- "era excludente", a conduta do fariseu excluía as pessoas, alguns crentes tem comportamento semelhante ao do fariseu, até mesmo sem perceber.
- "isolara-se", esse é o comportamento excludente mais comum atualmente, alguns se separam dos pecadores dentro da igreja, sendo dentro da igreja aonde os pecadores devem ser abraçados e outros se unem a outros fariseus formando um grupinho de religiosos que se afeiçoam.

2.2. A oração do publicano
- "a única qualidade", Deus só precisa de uma qualidade para fazer a multiplicação, Ele pega a única qualidade da pessoa e a transforma em muitas outras.

2.2.1. Temor e humildade
- "limitação humana", todos tem, mas só alguns reconhecem que tem e foi o caso do publicano.
- "seus predicados", predicado é aquilo que se diz do sujeito, e aquele sujeito só tinha coisas boas a dizer dele mesmo.
- Note as qualidades da oração do publicano, tinha temor, não julgou o outro e tinha arrependimento.

3. RELIGIOSIDADE
- "pensamento religioso ortodoxo", é pensamento religioso tido como correto.

3.1. A religião proposta por Cristo
- "é vivificadora", a oração do publicano é a oração que todos podem fazer, por isso dizemos que a salvação é de graça, enquanto a oração do fariseu só alguns religiosos dedicados podem fazer, é uma oração que carece de boas obras e por isso poucos podem fazer.
- "axioma moral", axioma é uma verdade inquestionável, Jesus apresentou muitos axiomas.

CONCLUSÃO
- "forma como enxergamos", as pessoas ao nosso redor estão cheias de erros e falhas e também com qualidades, a forma como as enxergamos influenciará o nosso tratamento em relação a elas.
- Prepare o resumo e faça o questionário.

Boa aula!

Marcos André - Professor

ESCOLA DOMINICAL - Esboço e Subsídio da Lição 3 - Revista da CPAD


AULA EM 19 DE OUTUBRO DE 2014 – LIÇÃO 3
(Revista: CPAD)

Tema: O Deus que Intervém na História

Texto Áureo: Daniel 1.8
  
INTRODUÇÃO
- Amado(a) professor(a), nesta lição mostre aos alunos como Deus exaltou Seu servo na presença dos ímpios em Babilônia.
- "gentílico", se refere aos estrangeiros, aqueles que não são judeus, o termo é oriundo de gentes.
- "reino messiânico", é o reino de Jesus, não somente no milênio, mas por toda a eternidade.
- "apogeu da Babilônia", período em que a cultura babilônica atingiu seu ponto máximo.
- "circunstâncias mais adversas", são as circunstâncias que fogem à normalidade, para as quais geralmente não estamos preparados. São circunstâncias que geralmente o Senhor mesmo cria, para nos mostrar o Seu poder.
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1. O SONHO PERTURBADOR DE NABUCODONOSOR

1.   O tempo do sonho (v1).
- “contrasta com os três anos do treinamento", quer dizer, como Daniel poderia ter falado ao rei nesse período se ele ainda não era considerado um sábio do reino, ainda estava no treinamento. Daniel 1.5
- "era o segundo ano do reinado", parece que Daniel teria completado seus estudo antes de fechar os três anos completamente.

2. Habilidade dos sábios é desafiada no palácio (2.2).
- “revelar e interpretar o que ele havia sonhado", o rei lançou teste para ver se eles eram adivinhos de verdade.
- "tinham a pretensão de ser privilegiados com sonhos", eles acreditavam serem superiores ou semi deuses.
- "requeriam então o trabalho dos sacerdotes adivinhos", os sacerdotes iam enganando o rei com interpretações lógicas, mas que não traziam qualquer acréscimo para o reino, é provável que o rei tenha se saturados disso.

3. O fracasso da sabedoria pagã (2.3-13).
- “não somente adivinhar o sonho, mas interpretá-lo", com certeza o ato de adivinhar o sonho é bem mais difícil do que interpretar.
- "pena capital", é a pena de morte.
- "incapazes de decifrar o sonho do rei", o Senhor deve ter vedado que qualquer entidade demoníaca revelasse aos magos o sonho. 
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2. A ATITUDE SÁBIA DE DANIEL (2.16-30)

1.  A cautela de Daniel (vv 16-18)
- “não agiu isoladamente", procurou ajuda em seus amigos, esse foi o principal ponto de sabedoria de Daniel. Ele tinha amigos com quem podia contar, todo crente deve buscar boas amizades, pessoas com quem se pode contar nas situações difíceis.
- "ousadia da fé", a fé ousada é a fé que lança desafios, isso é coragem. Precisamos exercitar a nossa fé, fazendo desafios corajosos. Só dessa forma teremos testemunho para contar.
- "demandam oração perseverante", a oração perseverante é a oração que não esquece o propósito enquanto esse não se realiza.

2. Deus ainda revela mistérios (vv. 19-27).
- "terem buscado a Deus em oração", foi um verdadeiro trabalho em equipe, onde Daniel e seus amigos foram livrados e o nome do Senhor foi engrandecido.
- "o Altíssimo interveio na história", com esse evento o Senhor engrandeceu o Seu nome e exaltou o nome de Daniel perante os sábios de Babilônia. O Senhor marcou a história de Daniel e seus amigos no palácio.
- "perscrutar o pensamento", perscrutar significa sondar, investigar, quer dizer que ninguém poderia saber o que o rei estaria pensando, nem Satanás, por isso os sábios não puderam saber o que o rei havia sonhado, pois só Deus conhece o pensamento humano.

3. O caráter profético do sonho de Nabucodonosor (vv. 28,29)
- "acontecimentos futuros envolvendo outros reinos", Deus mostrou quais seriam os impérios da Terra a partir do babilônico até o reinado de Cristo.
- "ter os créditos da revelação", Daniel não aceitava créditos em lugar de Deus e ele viu uma excelente oportunidade de anunciar o Senhor a Nabucodonosor, veja o versículo 28 do capítulo 2.
Daniel ficaria assustado com alguns crentes hoje que usurpam a glória de Deus e até vendem as visões e revelações.
- "imensurável graça", imensurável é aquilo que não se pode medir, assim é a graça de Deus.

III. DANIEL CONTA O SONHO E INTERPRETA-O (2.31-45)

1. A correta descrição do sonho (vv. 31-35).
- "quatro impérios pagãos...já existiram", se refere ao império babilônico, medo-persa, grego e romano.
- "ainda não foi literalmente estabelecido", Jesus já foi ungido Rei, mas ainda não assentou-se sobre os reinos da terra, assim como Davi foi ungido, mas não assumiu de imediato o trono, primeiro foi perseguido e foi formando um exército de homens escorraçados do mundo. Também o Rei Jesus foi ungido e está formando Seu exército de valentes.

2. A interpretação dos elementos materiais da grande estátua (2.34-45).
- "a transformou no império mais poderoso", a principal característica do império de Nabucodonosor foi a riqueza, pois ele saqueou os reinas da Terra e transportou muito ouro para Babilônia.
- "união dos Medos e dos Persas", Ciro o grande foi quem conseguiu unir esses dois reinos e invadiu Babiblônia na noite em que o rei Belsazar bebia vinho nas taça do templo do Senhor, logo após a revelação que Daniel falou sobre os dedos na caiadura da parede, Daniel 5.
- "último império da história", aparece aqui as pernas de ferro, as pernas alude à rapidez, essa era a principal característica do império romano a rapidez de suas legiões.

3. "A pedra cortada, sem ajuda de mãos" (2.45).
- "desfará o poder mundial do Anticristo", essa pedra bate violentamente contra os pés da estátua e os destrói.
- "cortada vinda do monte significa", note que ela veio do céu, mas foi tomada do monte por providência divina (sem auxilio de mãos) foi levantada com material terreno, pois essa é a matéria do corpo de Jesus.

CONCLUSÃO
- "destruído a Cidade Santa e o seu Templo",  ao destruir a Cidade de Jerusalém e Templo o rei de Babilônia achou que estava acima de todos no mundo, mas esse sonho mostrou-lhe quem ele era e quem realmente estava acima de todos.
- "compreendeu isto", mas infelizmente não tomou nenhuma atitude para mudar a sua situação, continuou na sua presunção louca. 
Mas há um Deus no céu, o qual revela os mistérios; ele, pois, fez saber ao rei Nabucodonosor o que há de acontecer nos últimos dias; o teu sonho e as visões da tua cabeça que tiveste na tua cama são estes:

Daniel 2:28
Mas há um Deus no céu, o qual revela os mistérios; ele, pois, fez saber ao rei Nabucodonosor o que há de acontecer nos últimos dias; o teu sonho e as visões da tua cabeça que tiveste na tua cama são estes:

Daniel 2:28

ESCOLA DOMINICAL - Conteúdo da Lição 3 - Revista da Editora Betel


O MILAGRE DO MANÁ, O SUPRIMENTO DIVINO
19 DE OUTUBRO DE 2014


TEXTO ÁUREO
“Disse-lhes, pois, Jesus: Na verdade, na verdade vos digo: Moisés não vos deu o pão do céu; mas meu Pai vos dá o verdadeiro pão do céu” Jo 6.32

VERDADE APLICADA
Jesus é o alimento essencial sem o qual a vida não pode nem começar, nem continuar, e Sua salvação nos confere dois grandes privilégios: vida no presente, e no futuro.

TEXTOS DE REFERÊNCIA
Êx 16.14 - E quando o orvalho se levantou, eis que sobre a face do deserto estava uma coisa miúda, redonda, miúda como a geada sobre a terra.
Êx 16.15 - E, vendo-a os filhos de Israel, disseram uns aos outros: Que é isto? Porque não sabiam o que era. Disse-lhes pois Moisés: Este é o pão que o SENHOR vos deu para comer.
Êx 16.16 - Esta é a palavra que o SENHOR tem mandado: Colhei dele cada um conforme ao que pode comer, um ômer por cabeça, segundo o número das vossas almas; cada um tomará para os que se acharem na sua tenda.
Êx 16.17 - E os filhos de Israel fizeram assim; e colheram, uns mais e outros menos.
Êx 16.18 - Porém, medindo-o com o ômer, não sobejava ao que colhera muito, nem faltava ao que colhera pouco; cada um colheu tanto quanto podia comer.

INTRODUÇÃO
O milagre do maná do deserto do ponto de vista humano é o maior e mais extraordinário milagre de provisão Divina. Além do escopo pessoal de saciar a fome daqueles hebreus recém saídos do Egito, em tal milagre residem verdades análogas mais profundas, com preciosas lições como veremos a seguir.

1. A GRANDEZA DO SUPRIMENTO DIVINO
Quando o povo saiu do Egito não demorou muito para ter necessidade de comida e água. Isso para Moisés representou um teste de confiança na provisão de Deus, ele, porém, não vacilou em sua fé, e o milagre de provisão foi realmente grande em relação ao seu povo.

1.1. O significado do maná, uma figura de Cristo
O significado do nome maná no hebraico é: “o que é isso?”, do som desta palavra feito no hebraico é que surgiu o nome “maná”. Essa designação permaneceu pelo fato deles não conhecerem aquele alimento fornecido por Deus quando caminhava pelo deserto, logo após a saída do Egito. “O que é isso?” foi uma expressão que se fixou como designação daquele alimento. Quatros coisas interessante nos chamam a atenção quando descrevemos o maná: 1) Ele veio do céu, era inexplicável, como o mistério da piedade Divina (1Tm 3.16); 2) Era pequeno, o que nos lembra da humildade de Jesus (Êx 16.14); 3) Era branco, o que nos lembra a pureza e a impecabilidade dEle. Ele é o Filho santo de Deus (Êx 16.31).

1.2. A continuidade do milagre
A grandeza do milagre da provisão por meio do maná é impressionante sob o aspecto de sua quantidade, qualidade e continuidade. Essa alimentação fornecida aos filhos de Israel, que eram bem numerosos, possivelmente, dois milhões de pessoas incluindo mulheres e crianças. O maná, rico em nutrientes, caía diariamente durante seis dias da semana, exceto no sétimo dia que era o sábado. O Senhor lhes privou de outros alimentos variados que estavam acostumados. Mas durante quarenta anos nunca lhes deixou faltar o pão do céu (Dt 8.1-3). O cuidado de Deus foi demonstrado de maneira grandiosa e contínua servindo de base para nossa fé (Hb 9.4-9). A alimentação não foi variada, mas foi o que eles precisavam e assim Deus faz conosco ainda hoje.

1.3. A quantidade do milagre
Milagre é um fenômeno que foge às leis naturais, logo não tentaremos explicá-lo, mas medir de acordo com Êxodo 16.16. Segundo os pesos e mediadas do dicionário Almeida, um “ômer” equivale a um décimo de um “efa”, que possuía 17,62 litros. Isso significa que um ômer possuía 1,76 litros e que essa porção poderia ser despejada numa tigela. O Senhor Deus determinou que se apanhasse um ômer diário por cabeça, e quando consideramos o relato de Número 11.21, concluímos que havia seiscentos mil homens, isso sem contar as mulheres e as crianças. Logo, se esse número for multiplicado por quatro, então nos aproximaremos da quantidade de víveres que o Senhor providenciou. O número da população era em torno de milhões e quatrocentos mil pessoas (2.400,000) e talvez até mais! Isso é extraordinário, pois essa projeção dá quatro milhões duzentos e vinte mil litros de maná diários, durante quarenta anos ininterruptos.

2. A INSTRUÇÃO PELO SUPRIMENTO DIVINO
O maná foi concedido ao povo ao longo dos quarenta anos. O milagre da provisão pelo maná era transitório e apontava para algo futuro dentro do plano Divino, tais coisas eram carregadas de lições espirituais para o povo de Deus de todos os tempos.

2.1. Qualidade do maná
Para que o ser humano desfrute de uma boa saúde ele precisa de uma alimentação saudável e variada. Porém, no deserto a única comida que possuíam era o maná. Lá eles não tinham essa variação. Incrivelmente, eles se alimentaram durante quarenta anos no cereal celeste, denominado de: “o pão dos anjos”, isto sem sofrer com qualquer deficiência alimentar. Pois, o maná tinha em si todos os nutrientes que eles precisavam (Sl 78.23-25). Apesar de terem uma única alimentação, exceto pelas codornizes que foram capturadas duas vezes, eles tinham forças e saúde, o que aponta para o Senhor Jesus, o verdadeiro pão que desceu do céu completo em si mesmo (Jo 6.49-51).

2.2. Disciplina espiritual
A vida dos filhos de Israel estava impregnada do estilo egípcio, seus hábitos e devoção receberam forte influência. O maná representava a desintoxicação espiritual, comida que jamais compreenderam o significado (Dt 8.3). o pão dos anjos era fornecido todas as manhãs, mas era necessário o povo apanhá-los todos os dias, exceto no sábado. Este ir e vir diário representava um relacionamento com Deus, e ao mesmo tempo, a disciplina com o alimento Divino. Inserir o maná era como ter Cristo dentro de si preenchendo todos os espaços da alma e coordenando todas as diretrizes da vida. Guardar era permitir que se estragasse o que representa uma vida sem ação, apenas religiosa. A porção dupla da sexta-feira nos fala de descansar na confiança em Sua provisão (Ex 16.20; Mt 6.25; 1Tm 6.8).

2.3. É necessário curvar-se
A orientação que Deus deu acerca do maná era que todos colhessem apenas o necessário por cabeça, até um ômer por pessoa diariamente (Êx 16.19-21). Era proibido guardar para o outro dia. Isso nos ensina que para cada dia Deus tem um novo alimento, uma nova revelação. Hoje, muito do desassossego e do pecado no mundo resulta de uma fonte espiritual não satisfeita. Há pessoas que vivem com substitutos rejeitando a saudável alimentação que Deus oferece livremente (Is 53.1-3). O maná não caiu sobre mesas ou árvores, mas no chão, e o povo tinha que inclinar-se para pegá-lo. Muitos pecadores não se humilham. Eles não se curvam! Não se arrependem nem se volta para o Salvador.

3. CRISTO, O ALIMENTO DIVINO
Existe uma relação muito forte entre o maná do deserto e o Salvador do mundo. Cristo é o pão da vida, o alimento sem o qual a vida não pode continuar (Jo 10.10b). A vida é a nova relação com Deus, que só é possível graças a Jesus Cristo. Sem Ele e separados dele ninguém pode entrar nessa nova relação com Deus.

3.1. Cristo, o maná que dá a vida
Em comparação com o maná do deserto, Cristo, nosso maná espiritual tem poder vivificador (Jo 6.48-51; Hb 9.4,9). O maná sustentava a vida física, mas Cristo dá vida espiritual a todos os que o recebem. O maná era apenas para os judeus, mas Cristo oferece a si mesmo ao mundo todo (Jo 6.51). não custou nada a Moisés assegurar o maná a Israel, mas para Cristo o preço foi de sangue, tendo que morrer na cruz para se tornar disponível para saciar a fome universal. Como é triste observar que a maioria das pessoas do mundo caminha sobre Cristo, como se Ele fosse o maná deixado no chão, em vez de inclinar-se para recebê-lo a fim de poder viver. Deus testava a obediência de Israel ao fazê-lo pegar o maná o maná diariamente, e isso ainda é um teste para o povo de Deus (Êx 16.4). Infelizmente, muitos cristãos ainda anseiam pela alimentação carnal do mundo (Êx 16.3).

3.2. A satisfação eterna do verdadeiro maná
O maná fora apenas um tipo de sua missão de satisfazer a fome que o espírito humano tem pela verdade, amor, e esperança; Ele não veio apenas para satisfazer uma fome passageira, mas para comunicar vida, e que está à disposição de todos aqueles que desejarem. Vamos recorrer a Ele, abandonando tudo o mais. Ir a Cristo é deixar de ter fome; confiar nele e saciar nossa sede. Se Ele tem poder para nos levar aos céus, também tem poder para nos dar as bênçãos da terra da terra. “Todo o que o Pai me dá virá a mim; e o que vem a mim de maneira nenhuma o lançarei fora” (Jo 6.37). Todos os que vão a Ele provam que estão incluídos nas dádivas do Pai, dádiva feita antes que os mundos fossem criados (Jo 10.28-29; 17.5-6).

3.3. Jesus, o maná essencial para a vida
Nenhuma busca da mente humana e nenhum desejo do coração do homem pode encontrar a verdade de Deus apartado de Jesus. O único caminho para alcançar essa nova relação é através de Jesus (Jo 1.1-3; 14.6). Jesus é o essencial sem o qual a vida não pode nem começar; nem continuar (Jo 3.16). Quando de verdade o conhecemos, e o recebemos, todos os desejos insatisfeitos, e insaciáveis do coração e da alma desaparecem. A fome e a sede da situação humana se apagam quando Cristo vive em nós. Todo esse processo nos dá vida. Isto é, situa-nos em uma nova e bonita relação com Deus (Jo 8.32). a possibilidade de obter isto é grátis e universal (Mt 11.28). o convite se formula a todos os homens e consiste apenas em curvar-se para pegá-lo em gesto de humilhação, pois do céu já nos foi dado (Jo 6.51).

CONCLUSÃO
 O grande privilégio de servir a Cristo é que Ele oferece: primeiro, uma nova satisfação em vida. Onde o coração humano se harmoniza e a vida deixa de ser uma mera existência tornando-se algo que é motivo de excitação e de paz. Segundo, Ele nos garante estarmos seguros até além da vida. Ou seja, Ele nos oferece vida no tempo presente, e vida na eternidade.

AGRADECIMENTO

Nesta sexta-feira 17 de outubro estive pregando na festividade de jovens na igreja Assembleia de Deus em Queimados - RJ , Pb Atílho.
Agradeço a Deus e aos jovens pelo convite. Amei o blinde e o delicioso empadão que as irmãs da cantina fizeram. Adorei também conhecer os jovens da matriz de Queimados.
Graça e paz a todos da amada congregação.

Marcos André