ESTUDOS TEOLÓGICOS, INTERPRETAÇÃO DA BÍBLIA, ESBOÇO PARA AULAS DA ESCOLA DOMINICAL, ETC

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terça-feira, 15 de abril de 2014

ESCOLA DOMINICAL - Conteúdo da Lição 3 - Revista da CPAD


Dons de Revelação 20 de Abril de 2014

TEXTO ÁUREO
“Que fareis, pois, irmãos? Quando vos ajuntais, cada um de vós tem salmo, tem doutrina, tem revelação, tem língua, tem interpretação. Faça-se tudo para edificação” (1Co 14.26).

VERDADE PRÁTICA
Os dons de revelação divina são indispensáveis à igreja da atualidade, pois vivemos em um tempo marcado pelo engano.

LEITURA BÍBLICA EM CLASSE

1 Coríntios 12.8,10; Atos 6.8-10; Daniel 2.19-22.

1 Coríntios 12
8 - Porque a um, pelo Espírito, é dada a palavra da sabedoria; e a outro, pelo mesmo Espírito, a palavra da ciência;
10 - e a outro, a operação de maravilhas; e a outro, a profecia; e a outro, o dom de discernir os espíritos; e a outro, a variedade de línguas; e a outro, a interpretação das línguas.

Atos 6
8 - E Estêvão, cheio de fé e de poder, fazia prodígios e grandes sinais entre o povo.
9 - E levantaram-se alguns que eram da sinagoga chamada dos Libertos, e dos cireneus, e dos alexandrinos, e dos que eram da Cilícia e da Ásia, e disputavam com Estêvão.
10 - E não podiam resistir à sabedoria e ao Espírito com que falava.

Daniel 2
19 - Então foi revelado o segredo a Daniel numa visão de noite; e Daniel louvou o Deus do céu.
20 - Falou Daniel e disse: Seja bendito o nome de Deus para todo o sempre, porque dele é a sabedoria e a força;
21 - ele muda os tempos e as horas; ele remove os reis e estabelece os reis; ele dá sabedoria aos sábios e ciência aos inteligentes.
22 - Ele revela o profundo e o escondido e conhece o que está em trevas; e com ele mora a luz.

INTRODUÇÃO
O teólogo pentecostal Stanley Horton afirma que “a maioria dos estudiosos classifica os dons de 1 Coríntios 12.8-10 em três categorias: revelação, poder e expressão, [tendo] três dons em cada categoria”. Na lição desta semana estudaremos a respeito dos dons da “primeira categoria”: os de revelação. Estes são concedidos aos servos de Deus para o aconselhamento e orientação da Igreja do Senhor.

I. PALAVRA DA SABEDORIA

1. Conceito.
  O termo palavra exprime uma manifestação verbal ou escrita. Segundo o Dicionário Eletrônico Houaiss, sabedoria significa “discernimento inspirado nas coisas sobrenaturais e humanas”. A sabedoria abordada pelo apóstolo Paulo em 1 Coríntios 12.8a refere-se a uma capacitação divina sobrenatural para tomada de decisões sábias e em circunstâncias extremas e difíceis. De acordo com Estêvam Ângelo de Souza, “a palavra da sabedoria é a sabedoria de Deus, ou, mais especificamente, um fragmento da sabedoria divina, que nos é dada por meios sobrenaturais”.

2. A Bíblia e a palavra de sabedoria.
  Embora na Antiga Aliança os dons espirituais não fossem plena e claramente evidenciados como na Nova, alguns episódios do Antigo Testamento vislumbram o quanto Deus conferia aos homens sabedoria do alto para executar tarefas ou tomar decisões. Um exemplo disso é a revelação e a interpretação dos sonhos de Faraó através de José, o filho de Jacó (Gn 41.14-41). Ele não apenas interpretou os sonhos de Faraó, mas trouxe orientações sábias para que o Egito se preparasse para o período de fome que estava para vir. A habilidade do rei Salomão em resolver causas complexas, igualmente, é um admirável exemplo de dom da sabedoria no Antigo Testamento (1Rs 3.16-28; 4.29-34).
Em o Novo Testamento podemos tomar como exemplo de palavra da sabedoria a exposição da Escritura realizada pelo diácono e primeiro mártir cristão, Estevão. O livro de Atos conta-nos que os sábios da sinagoga, chamada dos Libertos, “não podiam resistir à sabedoria e ao Espírito com que falava” (At 6.9,10).

3. Uma liderança sábia.
  A palavra de sabedoria é de grande valor na tarefa do aconselhamento pessoal e em situações que demandam uma orientação no exercício do ministério pastoral. Entretanto, tenhamos cuidado para não confundir a manifestação desse dom com o nosso desejo pessoal. Lembremo-nos de que Deus manifesta os dons em nossas vidas segundo o conselho da sua sabedoria, não da nossa. Tenhamos maturidade e cuidado no uso dos dons!

II. PALAVRA DA CIÊNCIA

1. O que é?
  Este dom muito se relaciona ao ensino das verdades da Palavra de Deus, fruto do resultado da iluminação do Espírito acerca das revelações dos mistérios de Deus conforme aborda Stanley Horton, em sua Teologia Sistemática (CPAD). Este dom também se relaciona à capacidade sobrenatural concedida pelo Espírito Santo ao crente para este conhecer fatos e circunstâncias ocultas.

2. Sua função.
  O dom da palavra da ciência não visa servir a propósitos triviais, como o de descobrir o significado dos tecidos do Tabernáculo ou a identidade da mulher de Caim, etc. Isto é mera curiosidade humana, e o dom de Deus não foi dado para satisfazê-la. A manifestação sobrenatural deste dom tem a finalidade de preservar a vida da igreja, livrando-a de qualquer engano ou artimanha do maligno.

3. Exemplos bíblicos da palavra da ciência.
  Ao profeta Eliseu foram revelados os planos de guerra do rei da Síria. Quando o rei sírio pensou em atacar o exército de Israel, surpreendendo-o em determinado lugar, o profeta alertou o rei de Israel sobre os planos inimigos (2Rs 6.8-12). Outro exemplo foi a revelação de Daniel acerca do sonho de Nabucodonosor, quando Deus descortinou a história dos grandes impérios mundiais ao profeta (Dn 2.2,3; 17-19). Em o Novo Testamento, esse dom foi manifesto quando o apóstolo Pedro desmascarou a mentira de Ananias e Safira (At 5.1-11). O dom da palavra da ciência não é adivinhação, mas conhecimento, concedido sobrenaturalmente, da parte de Deus.

III. DISCERNIMENTO DOS ESPÍRITOS

1. O dom de discernir os espíritos.
  É uma capacidade sobrenatural dada por Deus ao crente para discernir a origem e a natureza das manifestações espirituais. De acordo com o termo grego diakrisis, a palavra discernir significa “julgar através de”; “distinguir”. Ela denota o sentido de “se penetrar da superfície, desmascarando e descobrindo a verdadeira fonte dos motivos”. Stanley Horton afirma que este dom “envolve uma percepção capaz de distinguir espíritos, cuja preocupação é proteger-nos dos ataques de Satanás e dos espíritos malignos” (cf. 1Jo 4.1).

2. As fontes das manifestações espirituais.
  Ao longo das Escrituras podemos destacar três origens das manifestações espirituais no mundo: Deus, o homem e o Diabo. Uma profecia, por exemplo, pode ser fruto da ordem divina ou da mente humana ou ainda de origem maligna. Como saber? Aqui, o dom de discernir os espíritos tem o papel essencial de preservar a saúde espiritual da congregação. Segundo nos ensina o pastor Estêvam Ângelo, o “discernimento de espíritos não é habilidade para descobrir as faltas alheias”. O dom não é uma permissão para julgar a vida dos outros.

3. Discernindo as manifestações espirituais.
  A Palavra de Deus nos ensina que os espíritos devem ser provados (1Jo 4.1). Toda palavra que ouvimos em nome de Deus deve passar pelo crivo das Sagradas Escrituras, pois o Senhor Jesus nos advertiu sobre os falsos profetas. Ele ensinou-nos que os falsos profetas são conhecidos pelos “frutos que produzem”, isto é, pelo caráter (Mt 7.15-20). Jesus conhece o segredo do coração humano, mas nós não, e por isso precisamos do Espírito Santo para revelar-nos a verdadeira motivação daqueles que falam em nome do Senhor. O apóstolo João nos advertiu acerca do “espírito do anticristo” que já opera neste mundo (1Jo 4.3).

CONCLUSÃO
A Igreja de Jesus necessita dos dons de revelação para discernir entre o certo e o errado, entre o legítimo e o falso. Os falaciosos ensinos e as manifestações malignas podem ser desmascarados pelo dom do discernimento dos espíritos. Que Deus conceda à sua igreja dons de revelação para não cairmos nas astutas ciladas do Maligno.

domingo, 13 de abril de 2014

ESCOLA DOMINICAL - Lista de Esboços do 2º Trimestre 2014



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sábado, 12 de abril de 2014

ESCOLA DOMINICAL - Esboço e Subsídio da Lição 2 - Revista da CPAD


AULA EM 13 DE ABRIL DE 2014 - LIÇÃO 2
(Revista: CPAD)

Tema: O propósito dos Dons Espirituais  

Texto Áureo: 1 Coríntios 14.12
  
INTRODUÇÃO
- Amado(a) professor(a), recomendo que você relembre com a classe as divisões dos dons feita na primeira lição: Dons de Serviço, Dons Espirituais e Dons Ministeriais.
- “edificar-nos”, significa edificar (construir) a nossa fé. A fé vem pela Palavra, mas os dons podem auxiliar nessa na edificação.
- “fortalecendo assim a Igreja”, esse fortalecimento vem pela manifestação dos sinais que os dons proporcionam.
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1. OS DONS NÃO SÃO PARA ELITIZAR O CRENTE
- “elitizar”, criar uma elite, ou seja, uma classe dominante ou acima das outras.

1. A igreja coríntia.
- “Igreja em Corinto”, ficava obviamente na cidade de Corinto próxima a Atenas. Hoje a cidade de Corinto está no litoral, mas existe a Antiga Corinto, onde estão as ruínas da Corinto da época de Paulo.
- “economicamente rica”, naquela época a maioria das rotas comerciais entre a Grécia e a Ásia passavam por ali.
- “Por conhecer muito bem a comunidade”, além de conhecer aquela igreja, Paulo também tinha seus informantes rsrsrs. BRINCADEIRA. IMAGINA SE HOUVESSE CELULAR NA ÉPOCA DE PAULO...
- “nenhum dom” lhe faltava”, quer dizer que dentro daquela igreja havia manifestação do dons espirituais, ministeriais e de serviço.

2. Uma igreja de muitos dons, mas carnal.
- “tinha em seu meio divisões”, muitas divisões nas igrejas ocorrem por mau uso dos dons aliado à falta de amor.
- “ser ao mesmo tempo carnal”, esse é um problema de todas as épocas, encontramos pessoas que falam línguas estranhas, mas são carnais estando inclusive em pecado.
- “imatura”, que não tem maturidade, que não amadureceu, sendo como criança inexperiente.
- “indicadoras de seriedade, espiritualidade e santidade”, e nem de salvação, os dons tem relação com a missão da Igreja e não com a santidade do indivíduo.
- “longe pode ser chamada de espiritual”, professor(a), atualmente existem um grande número de igrejas que tem as mesmas característica de Corinto.

3. Dom não é sinal de superioridade espiritual.
- “mais espirituais que os outros”, esse tipo de erro fica pior ainda quando a própria pessoa que possui o dom pense assim. Por causa disso surge nas igrejas certas “panelinhas” ou “grupinhos”, de um lado os supostos espirituais e de outro os supostos carnais.
- “por méritos próprios”, por isso nome é “dom”, ou seja aquilo que é dado, não pode ser comprado e nem conquistado, pode ser até buscado, mas ninguém o achará, somente terá aquele a quem for dado.
- “Nunca vos conheci”, muitos pensam que essas palavras de Jesus se referem às pessoas que estavam firmes, mas depois se desviaram, mas na verdade Jesus esclarecerá que nunca conheceu a pessoa, nem quando ela operava todas as maravilhas, pois o seu coração estava longe de Deus.
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2. EDIFICANDO A SI MESMO E AOS OUTROS

1. Edificando a si mesmo.
- “fazê-lo de maneira devocional”, para atender a devoção, a prática de cultuar.
- “relacionamento com Deus”, aumenta sua intimidade com o Criador.
2. Edificando os outros.
- “edificação da vida do outro”, preocupar-se a fé dos irmãos é um manifestação do dom mais excelente “o amor”. A preocupação de Paulo era que a igreja de Corinto se unisse em amor, não por obrigação. Por isso ele apresenta o dom do amor como sendo o mais excelente de todos.
- “prosperidade material”, esse é o problema mais atual, em muitos lugares se prega o evangelho para se resolver problemas financeiros e psicológicos, mas não para solucionar o maior problema da humanidade, a falta de Deus.
- “barganhar com Deus”, barganhar significa “negociar”, é muitos fazem em busca da prosperidade, entregam seus dízimos achando que Deus vai dar em dobro.
- “e também aos outros”, quando todos se unem em amor e usam com sabedoria os dons, a igreja local cresce de forma saudável.

3. Edificando até o não crente.
- “que a igreja toda fosse edificada”, esse era o maior desejo de Paulo, ele orienta que edificar a igreja é mais importante do que a si mesmo.
- “enfatizava a profecia”, quando alguém profetiza toda igreja ouve e vê um demonstração do poder de Deus, mas quando alguém fala em línguas, o povo nem sabe se a pessoa está imitando ou não.
- “podemos escandalizar aqueles”, se refere aos visitantes não crentes que ficam assustados com alguns cultos super desorganizados, com correria e muito pula-pula, mas com pouquíssima profecia, quase 2 mil anos e são milhares de testemunhos como esse.
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3. EDIFICAR TODO O CORPO DE CRISTO

1. Os dons na igreja.
- “utilizados com amor”, nem todos que estão manifestando os dons nas igrejas estão amando os irmãos em Cristo de verdade, alguns profetizam porque hoje em dia isso dá um certo status, não é como no tempo dos profetas do Antigo Testamento que a missão de profetizar custava caro ao profeta.
- “Thomas Hoover”, escritor secular americano.  
- “parafraseando Paulo”, significa repetir as ideias de determinadas palavras de Paulo.
- “O amor é essencial”, Paulo chama de “um caminho mais excelente”, no final do capítulo 12 de 1 Coríntios e então ele entra no capítulo 13 falando do amor, Se ele estava falando de dons espirituais no capítulo 12 e fecha falando que vai mostrar um caminho mais excelente, é porque o amor é mais excelente do que os dons.
2. Os sábios arquitetos do Corpo de Cristo.
- “O fundamento já está posto”, o fundamento é o alicerce, assim como se levanta as paredes e as colunas a partir do alicerce, também o Senhor está levantando as paredes e as colunas de Sua obra a partir do alicerce que é Jesus.
- “cuidado com as pedras assentadas”, nas construções da época dos apóstolos se usava pedras e não tijolos. Era colocada uma pedra angular e dela se traçava a linha para assentar as outras pedras. Jesus é a pedra angular e nós fomos assentados no Seu alinhamento.
- “pôr outro fundamento”, se refere a novas doutrinas que não vem de Cristo.  

3. Despenseiros dos dons.
- “administrava a despensa”, a despensa é a guarda de mantimentos da família. Assim como hoje, naquela época os homens importantes não tinham tempo de ir em feiras e mercados comprar comida, essa incumbência ficava com os despenseiros.
- “devem alimentar a “família de Deus””, a função de despenseiro pode ser de todos, mas de acordo com a Palavra parece uma exortação aos ministros.
- “fale segundo as palavras de Deus”, significa falar o que Deus mandou falar e nada mais. Tem falsos profetas que pegam carona na profecia dos outros ou inventam coisas.
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CONCLUSÃO
- “hostil às verdades de Cristo”, é contra as verdades, é violento e rebelde.
- “arsenal”, local onde se guarda as armas.
- “edificar toda a igreja”, igreja com “i” minúsculo se refere à igreja local. Não é edificar só alguns irmãos, mas sim todos os irmãos, não deixar ninguém de fora ou separado como acontecia em Corinto.
- Corrija o questionário.

Marcos André – Superintendente e professor


Boa Aula!

sexta-feira, 11 de abril de 2014

ESCOLA DOMINICAL - Esboço e Subsídio da Lição 2 - Revista da Editora Betel


AULA EM 13 DE ABRIL DE 2014 – LIÇÃO 2
(Revista: EDITORA BETEL)

Vencendo o Medo da Rejeição

Texto Áureo: Ex 4.1
  
INTRODUÇÃO
- Professor(a), nesta lição você talvez encontre alguns pontos controversos, tente ministrar a aula sem se embaraçar nesses pontos.
- “chamado especial”, esse chamado especial pode ser qualquer atividade que se destaca do chamado comum. O chamado comum pode ser aquele feito a todos os crentes para a salvação e pregação do evangelho. Esse chamado especial pode ser assumir uma mesa de oração, uma igreja, um departamento, etc. Professor(a) usando esses exemplos você pode ambientar a classe a aplicação da aula para os dias atuais.
- “sentem-se incapazes”, esse tipo de sentimento no início é somente um receio ou até mesmo um medo diante de uma situação totalmente nova, mas pode começar a se tornar um problema sério quando a pessoa é dominada pelo sentimento de impotência ou incapacidade.
- COLABORAÇÃO: “se deixam levar por um sentimento negativo”, A psicologia tem convencido muitas pessoas de que a Bíblia precisa ser ajustada às teorias egocêntricas populares em nossos dias para ser mais atraente para mente secular. Vejamos: Moisés teria então que ser positivo? Faltou disposição para enfrentar a missão a qual via como um problema? Para ensinar e encorajar o famoso  "Eu sou contigo", qual seria a escolha de Deus para execução da missão? De alguém que se sentisse incapaz, e mais, que reconhecesse que era incapaz. Imagine ao contrário, Moisés responderia, "eu vou a Faraó, deixa comigo, eu sou forte, ele vai se ver comigo". O ódio já o acompanharia além da escondida soberba. O autor erra por utilizar como exemplo o medo que não existiu de Moisés e ainda de regrar de que o mesmo sentimento impede de obedecer ao Senhor em ordens especiais. Deveria definir que missões seriam estas. (Alexandre T. Mendes)
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1. O pensamento de Deus
- “o Senhor já tinha em mente”, Deus nunca age de improviso e nunca é pego de surpresa. Ele sabe exatamente qual será a nossa resposta diante da chamada. Deus traça o plano muito antes de nascermos, assim como o plano da salvação que já estava consolidado antes da fundação do mundo. Mateus 25.34
- “o Todo Poderoso se utilizando de mãos humanas”, parece uma ambiguidade, mas é exatamente o que Deus faz, Ele não realiza aquilo que podemos fazer, senão seriamos preguiçosos e não construiríamos a nossa história nessa vida.
- COLABORAÇÃO: “É preciso lembrar que Davi cuidava de ovelha para depois ser chamado para liderar. Deus não quis mostrar que Davi era forte e sim que a dependência de Deus era necessária e que tudo concorreria para a Glória de Deus na morte de Golias.” (Alexandre T. Mendes)

1.1. É Deus quem escolhe a quem usar
- “o homem certo para o serviço”, Deus já estava preparando Moisés fazia oitenta anos das ciências do palácio aos trabalhos simples de apascentar ovelhas no deserto.
- “fazia dele o indivíduo ideal”, não foi apenas o tempo passado na casa de faraó, mas todo o processo que levou oitenta anos. Moisés agora estava sendo chamado com a idade de oitenta anos para um pesada responsabilidade. Exôdo 7.7
- “medo patológico”, o medo patológico desencadeia sintomas de grande intensidade e duração maiores que o esperado, o que jamais foi o caso de Moisés, ele apenas desenvolveu o medo comum a todos os homens. Mas o Senhor o tratou antes que seu medo influenciasse suas decisões.

1.2. A excelência de Moisés
- “preparado para qualquer tipo de trabalho (At 7.22)”, esse ponto está em desacordo com a Palavra, pois jamais o preparo obtido no Egito o capacitou para a obra que Deus tinha para ele, e a referência de Atos 7.22 apenas fala em como Moisés foi instruído nas ciências do Egito.
- “objetivo de fazer dele o futuro Faraó”, para ser dirigente de uma nação formada, rica, equipada e poderosa, ele não foi preparado para ser líder de um povo, pobre, desarmado, rebelde, despreparado numa caminhada pelo deserto insólito.
- “permitiu que ele cometesse um desatino”, professor(a), experimente perguntar para a classe que desatino foi esse? Leia a referência!

1.3. O aperfeiçoamento de Moisés
 - “era preciso que ele conhecesse”, todos precisamos passar pela escola de Jeová, são situações que nos aproximam de Deus.
- “do que é ser um cuidador de vidas”, o trato com as ovelhas é semelhante, em linhas gerais, ao que Moisés iria enfrentar com o povo no deserto. Teria que desenvolver o cuidado, o zelo, a vigilância, saber onde achar água, conhecer os caminhos, as plantas, etc.
- Moisés foi aperfeiçoado no deserto, nas lutas diárias, no calor e no frio.
- “guia para os que não conhecem o caminho”, esse é o chamado especial para os crentes, muitos fazem a obra de Deus de diversas formas, mas alguns o Senhor chamou para liderar como um guia no deserto.
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2. Moisés e o medo da rejeição
- “conhecimento secular”, conhecimento adquirido no mundo, pode ser muito útil, mas nunca será suficiente.
- “ao invés de aceitar imediatamente o chamado”, chega a ser engraçado...ninguém aceitaria um chamado desse sem nenhuma objeção. A ordem de Deus era para que Moisés fosse à nação mais poderosa do mundo e tirasse sua principal força de trabalho e o Senhor não lhe deu um exército e nem armas, mas a única garantia era a palavra de um Deus com quem Moisés nunca tivera nenhuma experiência antes.

2.1. Não vão acreditar que Jeová falou comigo
- “separado primeiramente por Deus”, nos separa não significa exaltação imediata, mas significa reconhecimento e unção de Deus para o futuro. Geralmente Deus separa no ventre materno.
- “ação do Espírito Santo”, pela ação do Espírito Santo a pessoa começa a praticar as obras de Deus e isso fica patente aos olhos de todos, dessa forma os servo de Deus vai ser conhecido pelas obras semelhantes.
- “com medo de não serem aceitos”, esses casos são bem comuns, talvez não representem exatamente um problema, mas ocorre com muitos irmãos que sendo convocados por Deus retardam a chamada. Isso pode ser normal no início, mas a pessoa não deve deixar que esse tipo de medo domine suas ações. Outro problema é o tempo que esse medo pode atuar, no caso de Moisés o medo atuou somente durante o diálogo com Deus, dessa forma os nossos medos devem ocorrer até nosso diálogo com Deus (oração) quando o servo de Cristo estiver diante de uma chamada difícil, ele deve levar aos pés do Senhor em oração, ao invés de ficar reclamando ou se lamentando.

2.2. O resultado do medo da rejeição
- “duvidar da ação divina”, é conhecida falta de fé, na verdade parece que a falta de fé é que conduz ao medo, e não o contrário.
- “ainda duvidem de Sua atuação”, ocorre em situações isoladas nos momentos de “altos e baixos” que o crente passa.

2.3. O risco do medo da rejeição
- “ainda não está totalmente liberto”, por isso aqueles que estão começando agora precisam de uma atenção maior.
- “afastar-se da presença do Senhor”, nessa fase em que a pessoa está começando a vida cristã e sente o peso da responsabilidade de uma chamada, é a hora em que Satanás aproveita para lançar as dúvidas, assim como tentou fazer com Jesus. É a hora que a pessoa precisa ser discipulada com o verdadeiro alimento (Palavra).
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3. Vencendo o medo da rejeição

3.1. O medo da rejeição dificulta o encontro com o Senhor
- “não sou eloquente, pesado de boca e pesado de língua”, supõe-se que Moisés talvez fosse “gago” porém os teólogos mais renomados preferem não fazer esse tipo de afirmação.
- “Zaqueu foi ir ao encontro do Senhor”, professor(a), cuidado com essa afirmação, pois Zaqueu nunca desejou encontrar Jesus, ele apenas queria ver quem Ele era.
- foi ter com o Mestre, venceu a sua deficiência física e procurou se apresentar a Ele (Lc 19.1-4)”, professor(a), os verbos sublinhados encerram o erro teológico clássico. Zaqueu nunca foi ter com Jesus e nem se apresentou a Ele, foi Jesus quem o encontrou e se apresentou a Zaqueu. Assim ocorre com todo aquele que vem a Jesus, ninguém chega no Reino de Deus procurando Jesus, todos vem para ter seus problemas resolvidos, mas ao encontrarem Jesus de verdade descobrem que Ele é tudo que precisamos.

3.2. Aceitar o convite do Senhor será benéfico
- “ser um fugitivo por assassinato. E a crítica”, aqui estão dois motivos pelos quais muitos irmãos fogem da chamada. . Moisés poderia ter medo das acusações de assassinato, assim muitos mantêm o medo de serem apontados como pecadores, crentes falsos, etc. 2º o outro é o medo das críticas devido a falta de fé das pessoas em acreditar que Deus está na direção.
- “aquilo que ele mesmo reconhecia”, se refere ao que Moisés disse em Êxodo 4.10.
- “o manejo da língua ou idioma”, esse talvez seja a melhor explicação para o termo “pesado de língua”.
- “uma grande repulsa por ele”, essa repulsa se deve ao fato de Zaqueu ser um cobrador de impostos (publicano) os cobradores de impostos eram vistos como traidores de Israel.
- “recebeu a Jesus com um abraço”, em Lucas 19:6 não afirma que houve um abraço, mas pode ser inferido na interpretação dos termos: “Recebeu alegremente ou gostoso”
- “assim o que teme não é perfeito em amor”, professor(a) essa conclusão pode gerar dúvidas, pois é preciso explicar que esse “temor” está colocado na frase como sinônimo de “medo” se referindo à pessoa que tem medo de assumir alguma responsabilidade. Porém devemos saber     que existe também o temor da seriedade da obra, porque alguns crentes consideram a importância da obra de Deus que tentam evitar o compromisso.

3.3. Buscar tratamento para medo de rejeição e reconhecer sua necessidade
- “tratamento do medo da rejeição através de medicamentos”, é difícil imaginar um crente precisando de remédios para o medo, será que Deus deveria ter mandado Elias sair da caverna e procurar algum mago, ou será que Deus deveria estalar os dedos e dizer está curado em Meu nome, não, Deus deu a Elias exatamente o que ele precisava, “esclarecimento e trabalho”. Deus explicou que tinha muita gente boa em Israel e mandou ele sair e ir ungir alguns deles 1 Reis 19.15,16. Foi o que Deus deu a Moisés e é o que precisamos dar aos nossos irmãos em Cristo, “esclarecimento (ensino da Palavra) e trabalho”, assim que eles começarem a manifestar esse tipo de medo.
- “O remédio, para Zaqueu...foi a sua decisão de abrir mão”, na verdade a decisão de abrir mão dos valores materiais só veio depois do encontro real com Cristo. Aqui está uma coisa que deve estar faltando aos crentes que tem receio ou medo de abraçar o chamado de Jesus.
- COLABORAÇÃO: A segunda carta aos Coríntios 10.4,5 indica claramente que devemos conhecer suficientemente bem a Palavra de Deus para sermos capazes de comparar o que está em nossa mente com o que está na mente de Deus; qualquer pensamento que tende a tirar tudo o que puro, justo, verdadeiro, santo e semelhantes, deve ser lançado fora e levado cativo a Jesus Cristo. (Juliane Souza)
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CONCLUSÃO
- “Contar com ajuda de profissionais especializados”, só para registro dos irmãos EU DISCORDO COMPLETAMENTE DISSO. SEI NO ENTANTO QUE EXISTEM PESSOAS QUE VEM DO MUNDO COM PROFUNDOS TRAUMAS DE INFÂNCIA, NESSES CASOS TALVES UM TRATAMENTO COM UM PSICÓLOGO CRISTÃO POSSA ADIANTAR, MAS ISSO DEVE SER PALIATIVO E NÃO UMA RECOMENDAÇÃO DOUTRINÁRIA.

- COLABORAÇÃO: Cabe lembrar que Jesus, nosso médico por excelência, tem a cura e a libertação desses sentimentos e conseqüentes doenças. A mente é um campo de batalha. É uma necessidade vital que alinhemos nossos pensamentos com os pensamentos de Deus. Esse é um processo que demandará tempo e estudo e principalmente disposição.(Juliane Souza)
- Professor(a), recomendo que se você não concordar com muita coisa na revista, evite criticá-la excessivamente, para não discredibilizar a aula. Retenha o que for bom.
- Repasse os pontos mais importantes para os alunos.
- Relembre o objetivo geral de se estudar seitas e heresias.
- Faça as perguntas do questionário.

Boa aula!

Marcos André – editor
Alexandre Teixeira Mendes – colaborador
Juliane Souza - colaboradora

quarta-feira, 9 de abril de 2014

AGENDA

No sábado dia 05 de Abril estive palestrando para os casais da PIB de Prados Verdes, foi maravilhoso, Deus ministrou aos nossos corações!

Se Deus quiser estarei ministrando nos seguintes eventos:

Domingo, 13 de Abril 14 - Igreja Evangélica da Vila Militar em Deodoro Av Duque de Caxias - Próximo ao Banco do Brasil - Rio de Janeiro-RJ - Pastor Capelão Daniel.

Quarta-feira, 16 de Abril 14 - Culto de Libertação na igreja Metodista Wesleiana - Rua São Paulo - Km 32 - Parque São Francisco de Paula - Nova Iguaçu-RJ

Sábado, 19 de Abril 14 - Conferência Bíblica - Primeira Igreja Batista de Prados Verdes - Rua Mimosas (Próximo ao CIEP) em Prados Verdes - Km 32 Antiga Rio São Paulo - Nova Iguaçu-RJ - Pr Marcos.

Sábado, 26 de Abril 14 - Culto de Mocidade na Assembleia de Deus  - Igreja Assembleia de Deus de Madureira em Parque Amorim, Rua da Escola Destaque - Duque de Caxias-RJ.

Sábado, 16 de Agosto 14 - Festividade da Escola Dominical - Assembleia de Deus de Madureira - Uberlândia-MG (CONFIRMADO)




VAI SER GLÓRIA, TODOS ESTÃO CONVIDADOS - APARECE LÁ.

Marcos André - Professor e Evangelista
Tel 21 99279136621 992791366 ou 21 3754031221 37540312

terça-feira, 8 de abril de 2014

ESCOLA DOMINICAL - Conteúdo da Lição 2 - Revista da Editora Betel



Vencendo o Medo da Rejeição
13 de abril de 2014

TEXTO AUREO
“Então respondeu Moisés e disse: Mas eis que não me crerão, nem ouvirão a minha voz, porque dirão: O Senhor não te apareceu”. Êx 4.1

VERDADE APLICADA
O medo da rejeição afeta a nossa tomada de decisão em relação à obra à qual fomos separados pelo Senhor.

TEXTOS DE REFERÊNCIA
Ex 3.1 - E apascentava Moisés o rebanho de Jetro, seu sogro, sacerdote em Midiã; e levou o rebanho atrás do deserto e veio ao monte de Deus, a Horebe.
Êx 3.2 - E apareceu-lhe o Anjo do Senhor em uma chama de fogo, no meio de uma sarça; e olhou, e eis que a sarça ardia no fogo, e a sarça não se consumia.
Êx 3.6 - Disse mais: Eu sou o Deus de teu pai, o Deus de Abraão, o Deus de Isaque e o Deus de Jacó. E Moisés encobriu o seu rosto, porque temeu olhar para Deus.
Êx 3.11 - Então, Moisés disse a Deus: Quem sou eu, que vá a Faraó e tire do Egito os filhos de Israel?
Êx 4.10 - Então, disse Moisés ao Senhor: Ah! Senhor! Eu não sou homem eloquente, nem de ontem, nem de anteontem, nem ainda desde que tens falado ao teu servo; porque sou pesado de boca e pesado de língua.

INTRODUÇÃO
É muito fácil encontrarmos, no meio do povo de Deus, pessoas que receberam um chamado especial e, ainda assim, sentem-se incapazes de realizá-lo. O caso de Moisés nos leva a enxergar como essas pessoas se deixam levar por um sentimento negativo que acaba por impossibilitá-los de fazer o que o Senhor espera deles.

1. O pensamento de Deus
Ao se apresentar a Moisés o Senhor já tinha em mente como iria agir em favor de seu povo. É fato e todos nós sabemos que Deus é ó Todo Poderoso e é capaz de realizar qualquer coisa, porém em muitas passagens bíblicas, vemos o Todo Poderoso se utilizando de mãos humanas para realizar a sua obra. Por exemplo em ISm 17.46, fica clara a intenção do Senhor que poderia ter matado o gigante, mas preferiu se fazer presente através da capacitação fornecida por Ele a Davi (1 Sm 17.40).

1.1. É Deus quem escolhe a quem usar
Quando o Senhor apareceu a Moisés como fogo na sarça, já tinha todo o seu projeto traçado, e, como não há dúvida em Deus, Ele sabia que Moisés era o homem certo para o serviço, contudo, durante o seu diálogo com Jeová, Moisés apresenta alguns motivos que podem ser comparados com sintomas de medo da rejeição. Todo preparo recebido por ele na casa de Faraó fazia dele o indivíduo ideal para realização do projeto de Deus, contudo nele estava instalado o que se chama de medo patológico (Êx 3.11).

1.2. A excelência de Moisés
Os anos que Moisés passou na casa de Faraó, fizeram dele um homem extremamente preparado para qualquer tipo de trabalho (At 7.22) que ele precisasse desempenhar, todavia o fato de ter sido criado como príncipe se tornou num possível impedimento para realização daquilo que era o verdadeiro projeto de Deus para sua vida: a formação recebida que o tornava conhecedor de toda ciência do Egito tinha sido fornecida com o objetivo de fazer dele o futuro Faraó. No caso de Moisés, Deus permitiu que ele cometesse um desatino (Êx 2.12), para que fosse afastado dos planos dos egípcios e trazido de volta para o centro da sua vontade.

1.3. O aperfeiçoamento de Moisés
Apesar de todo preparo de que dispunha, Moisés ainda não tinha sido provado por Deus, ou seja, era preciso que ele conhecesse o que é viver inteiramente debaixo da vontade do Criador (Fp 4.12), sendo assim, torna-se pastor de ovelhas (Êx 3.1) e passa a ter conhecimento do que é ser um cuidador de vidas, um protetor e também um guia para os que não conhecem o caminho a ser seguido (Êx 14.21-22).

2. Moisés e o medo da rejeição
Como já vimos, havia, em Moisés, tudo o que era necessário para que ele pudesse servir a Deus. Tinha o conhecimento secular adquirido na casa de Faraó e agora também tinha sido preparado pelo Senhor enquanto no trato com as ovelhas. Ao contrário do que era de esperar-se dele, ao invés de aceitar imediatamente o chamado, negou usando diversos motivos, que ele considerava impedimentos, para realização do projeto divino (Êx 3.11; 4.10).

2.1. Não vão acreditar que Jeová falou comigo
Quando o homem é separado para uma obra ele é separado primeiramente por Deus; em seguida, a ação do Espírito Santo, através da vida de cada um, é que vai mostrar aos outros homens que Deus está agindo e que ele é realmente um escolhido do Senhor. Muitos que são chamados perdem a oportunidade de serem reconhecidos por sentirem-se ameaçados e com medo de não serem aceitos como foi o caso de Moisés (Êx 4.1).

2.2. O resultado do medo da rejeição
O medo da rejeição também pode levar o indivíduo a duvidar da ação divina, tornando mais difícil a sua caminhada na presença do Criador. Não é raro nos depararmos com pessoas, que, mesmo depois de terem uma experiência íntima e pessoal com Deus, ainda duvidem de Sua atuação (lRs 18.36-39 e 2Rs 19:1-4).

2.3. O risco do medo da rejeição
É natural, em quem ainda não está totalmente liberto de seus medos, ter esse tipo de atitude e negar a capacidade de Deus em fornecer a solução para todos os problemas. O perigo disso está no risco, da pessoa, com essa atitude, afastar-se da presença do Senhor, levando-o a um completo esfriamento espiritual e consequentemente à perda da salvação.

3. Vencendo o medo da rejeição
O medo da rejeição também é conhecido como fobia social, essa fobia se caracteriza pelo medo, ou até mesmo horror, que a pessoa tem de apresentar-se em público. Em alguns casos, evoluem ao ponto de tornar a pessoa completamente incapaz de comunicar-se, mesmo que seja excelente naquilo para o que foi chamada a fazer. Diante de tudo que já estudamos nesta lição, podemos agora observar que a atitude de Moisés, embora tivesse muitos motivos para não a tomar, foi a de aceitar o mandamento do Senhor, uma vez que ele pôde ver as maravilhas feitas pelo Todo Poderoso (Êx 4.3-7). A Bíblia ainda nos fornece um grande exemplo de vitória sobre o medo dá rejeição quando nos fala acerca de Zaqueu, que deu passos importantes em direção àquilo que via como excencial para uma vida feliz (Lc 19).

3.1. O medo da rejeição dificulta o encontro com o Senhor
Quem sofre de medo de rejeição apresenta um impressionante excesso de desconforto quando observado por pessoas, ou ainda, por única pessoa em eventos sociais ou quando dependam de seu desempenho (Mt 25.18,25). Esse estado emocional se apresenta também com sintomas físicos, tais como: taquicardia, sudorese, boca seca, sensação de que vai desmaiar, pânico, confusão mental, gagueira entre outros. Em seu diálogo com Jeová, Moisés apresenta um desses sintomas como desculpa para não atender o chamado de Deus “não sou eloquente, pesado de boca e pesado de língua” (Êx 4.10). Diferente de Moisés o primeiro passo dado por Zaqueu foi ir ao encontro do Senhor, pois sabia que, mesmo com tudo que o povo tinha contra si, (Lc 19.2), Jesus jamais o rejeitaria. Ali estava quem realmente pode nos livrar de todo tipo de sentimento negativo (Mt 11.28). Ao saber da passagem de Cristo por Jericó, Zaqueu não pensou duas vezes, foi ter com o Mestre, venceu a sua deficiência física e procurou se apresentar a Ele (Lc 19.1-4).

3.2. Aceitar o convite do Senhor será benéfico
As prováveis causas da fobia social são medo da exposição, que, no caso de Moisés, pode ser explicado pelo fato de ele ser um fugitivo por assassinato. E a crítica? Essa ele temia por achar que os seus irmãos o desprezariam, visto que ele os havia abandonado como escravos quando poderia ter tentado livrá-los daquela situação. Rejeição por pensar que o povo hebreu pudesse se levantar contra ele por apresentar-se como um enviado do Senhor e ainda a depreciação por aquilo que ele mesmo reconhecia como uma dificuldade real, isto é, o manejo da língua ou idioma. Já Zaqueu, mesmo conhecendo que havia muitas pessoas que sentiam uma grande repulsa por ele, não se deixou levar por qualquer tipo de medo da rejeição que se pudesse fazer presente em sua alma, pelo contrário, desceu da árvore e recebeu a Jesus com um abraço, sabendo que, a partir daquele instante, as coisas começariam mudar em sua vida. Quando recebemos o Senhor, tornamo-nos participantes do seu amor e sentimos que o verdadeiro amor lança fora todo medo (Hb 2.15), assim sendo, somos revigorados para qualquer projeto que Deus tenha para nossa vida (lJo 4.18). No amor não há temor, antes o perfeito amor lança fora o temor; porque o temor tem consigo a pena, assim o que teme não é perfeito em amor.

3.3. Buscar tratamento para medo de rejeição e reconhecer sua necessidade
A ciência tem-se utilizado de diversas técnicas para o tratamento do medo da rejeição através de medicamentos que amenizam os sintomas da ansiedade. Esses medicamentos devem ser indicados unicamente por médicos e devem obedecer à individualidade de cada paciente. Existem também tratamentos com acompanhamento de psicólogos que atuam com a técnica conhecida como cognitiva comportamental. O remédio, para Zaqueu experimentar o gozo que é estar na presença do Senhor, foi a sua decisão de abrir mão daquilo que ele considerava como o mais importante em sua vida (Lc 19.8), pois havia descoberto algo de maior valor. A palavra de Jesus deu a certeza que esperava (Lc 19.9-10). Nenhum medo é motivo para que o homem abra mão das bênçãos do Senhor em sua vida.

CONCLUSÃO
Nosso estudo nos leva a descobrir que não é difícil alguém com tanta importância para Deus, como Moisés, ficar preso em seus medos. Todavia também descobrirmos que se entregarmos a Ele nossa vida inteiramente, ao exemplo de Zaqueu, estaremos livre de qualquer tipo de medo que possa tentar nos assombrar (Hb 2.15). Contar com ajuda de profissionais especializados pode fazer a diferença na hora da tomada de decisão.

ESCOLA DOMINICAL - Conteúdo da Lição 2 - Revista da CPAD



O propósito dos Dons Espirituais
13 de Abril de 2014

TEXTO ÁUREO
“Assim, também vós, como desejais dons espirituais, procurai sobejar neles, para a edificação da igreja” (1Co 14.12).

VERDADE PRÁTICA
Os dons são recursos concedidos por Deus para fortalecer e edificar a Igreja espiritualmente.

LEITURA BÍBLICA EM CLASSE

1 Coríntios 12.8-11; 13.1,2.

1 Coríntios 12
8 - Porque a um, pelo Espírito, é dada a palavra da sabedoria; e a outro, pelo mesmo Espírito, a palavra da ciência;
9 - e a outro, pelo mesmo Espírito, a fé; e a outro, pelo mesmo Espírito, os dons de curar;
10 - e a outro, a operação de maravilhas; e a outro, a profecia; e a outro, o dom de discernir os espíritos; e a outro, a variedade de línguas; e a outro, a interpretação das línguas.
11 - Mas um só e o mesmo Espírito opera todas essas coisas, repartindo particularmente a cada um como quer.

1 Coríntios 13
1 - Ainda que eu falasse as línguas dos homens e dos anjos e não tivesse amor, seria como o metal que soa ou como o sino que tine.
2 - E ainda que tivesse o dom de profecia, e conhecesse todos os mistérios e toda a ciência, e ainda que tivesse toda a fé, de maneira tal que transportasse os montes, e não tivesse amor; nada seria.

INTRODUÇÃO
Nesta lição estudaremos o verdadeiro propósito dos dons espirituais concedidos por Deus à sua Igreja. Os dons do Espírito Santo são recursos imprescindíveis do Pai para os seus filhos. O seu propósito é edificar-nos e unir-nos, fortalecendo assim a Igreja de Cristo (1Tm 3.15).

I. OS DONS NÃO SÃO PARA ELITIZAR O CRENTE

1. A igreja coríntia.
A Igreja em Corinto localizava-se numa cidade comercial e próxima do mar, sendo uma das mais importantes do Império Romano. Corinto era uma cidade economicamente rica, porém marcada pelo culto idolátrico. Durante a segunda viagem missionária de Paulo, a igreja recebeu a visita do apóstolo (At 18.1-18). Por conhecer muito bem a comunidade cristã em Corinto foi que o apóstolo dos gentios tratou, em sua Primeira Epístola dirigida àquela igreja, sobre a abundância da manifestação dos dons do Espírito, chegando a afirmar daquela igreja que “nenhum dom” lhe faltava (1Co 1.7).

2. Uma igreja de muitos dons, mas carnal.
Os dons do Espírito concedidos por Deus à igreja de Corinto tinham por finalidade prepará-la e santificá-la para o serviço do evangelho: a proclamação da Palavra de Deus naquela cidade. Todavia, além de aquela igreja não usar corretamente os dons que recebera do Pai, tinha em seu meio divisões, inveja, imoralidade sexual, etc. Como pode uma igreja evidentemente cristã ser ao mesmo tempo carnal e imoral? Por isso Paulo a chama de carnal e imatura (1Co 3.1,3). Com este relato, aprendemos que as manifestações espirituais na igreja local não são propriamente indicadoras de seriedade, espiritualidade e santidade. Uma igreja onde predominam a inveja, contenda e dissensões, nem de longe pode ser chamada de espiritual, e sim de carnal.

3. Dom não é sinal de superioridade espiritual.
Muitos creem erroneamente que os irmãos agraciados com dons da parte de Deus são, por isso, mais espirituais que os outros. Todavia, os dons do Espírito são concedidos pela graça de Deus. Por ser resultado da graça divina, não recebemos tais dons por méritos próprios, mas pela bondade e misericórdia de Deus. Que a mensagem de Jesus possa ressoar em nossa consciência e convencer-nos de uma vez por todas de que os dons não são garantia de espiritualidade genuína: “Muitos me dirão naquele Dia: Senhor, Senhor, não profetizamos nós em teu nome? E, em teu nome, não expulsamos demônios? E, em teu nome, não fizemos muitas maravilhas? E, então, lhes direi abertamente: Nunca vos conheci; apartai-vos de mim, vós que praticais a iniquidade” (Mt 7.22,23).

II. EDIFICANDO A SI MESMO E AOS OUTROS

1. Edificando a si mesmo. 
Paulo diz que quem “fala língua estranha edifica-se a si mesmo” (1Co 14.4). O apóstolo estimulava os crentes da igreja de Corinto a cultivarem sua devoção particular a Deus através do falar em línguas concedidas pelo Espírito, com o objetivo de edificarem a si mesmos. Isto não significa que o apóstolo dos gentios proibia o falar em línguas publicamente, mas ao fazê-lo de maneira devocional o crente batizado com o Espírito Santo edifica-se no seu relacionamento com Deus. Falar ou orar em línguas provenientes do Espírito é uma bênção espiritual maravilhosa.

2. Edificando os outros.
Os crentes de Corinto falavam em línguas e exerciam vários dons espirituais, mas parece que eles não se preocupavam muito em ajudar as pessoas. Por isso, o apóstolo lembra que os dons só têm razão de existir quando o portador preocupa-se com a edificação da vida do outro irmão em Cristo (1Co 14.12). Em lugar de buscarmos prosperidade material, como se pudéssemos barganhar com Deus usando dinheiro em troca de bênçãos, busquemos os dons espirituais. Agindo assim edificaremos a nós mesmos e também aos outros.

3. Edificando até o não crente.
Embora o apóstolo dos gentios estimulasse todos os crentes a falarem em línguas, isto é, a edificarem a si mesmos, seu desejo era que também esses mesmos crentes profetizassem a fim de que a igreja toda fosse edificada. O comentário da Bíblia de Estudo Aplicação Pessoal diz sobre esse texto: “Embora o próprio Paulo falasse em línguas, enfatizava a profecia, porque esta edificava a Igreja inteira, enquanto falarem línguas beneficiava principalmente o falante”. Todos quantos vierem a frequentar nossas reuniões devem ser edificados, sejam crentes ou não. Por isso, não podemos escandalizar aqueles que não comungam a mesma fé que nós (1Co 14.23). Como eles compreenderão a mensagem do evangelho se em uma reunião não entenderem o que está sendo falado? (1Co 14.9).

III. EDIFICAR TODO O CORPO DE CRISTO

1. Os dons na igreja.
Na Primeira Carta aos Coríntios, Paulo dedica dois capítulos (12 e 14) para falar a respeito do uso dos dons na igreja. O apóstolo mostra que quando os dons são utilizados com amor, todo o Corpo de Cristo é edificado. Conforme diz Thomas Hoover, parafraseando Paulo em Efésios 4.16, “os membros do corpo, cada qual com sua própria função concedida pelo Espírito, cooperam para o bem de todas. O amor é essencial para os dons espirituais alcançarem seu propósito”. Se não houver amor, certamente não haverá edificação (1Co 13). Sem o amor de Deus nos tornamos egoístas e acabamos por colocar nossos interesses em primeiro lugar. O propósito dos dons, que é edificar o Corpo de Cristo, só pode ser cumprido se tivermos o amor de Deus em nossa vida.

2. Os sábios arquitetos do Corpo de Cristo.
Deus levanta homens para edificarem espiritual, moral e doutrinariamente a igreja local. A Igreja é o “edifício de Deus” (1Co 3.9). Os ministros, sábios arquitetos (1Co 3.10). O fundamento já está posto pelos apóstolos: Jesus Cristo (1Co 3.11). Mas os ministros têm de tomar o cuidado com as pedras assentadas sobre este alicerce, pois eles também tomam parte na edificação espiritual da Igreja de Cristo segundo a mesma graça concedida aos apóstolos. Por isso, Paulo faz uma solene advertência para a liderança hoje: “mas veja cada um como edifica sobre ele. Porque ninguém pode pôr outro fundamento, além do que já está posto, o qual é Jesus Cristo” (1Co 3.10,11).

3. Despenseiros dos dons.
O apóstolo Pedro exortou a igreja acerca da administração dos dons de Deus (1Pe 4.10,11). Ele usou a figura do despenseiro que, antigamente, era o homem que administrava a despensa e tinha total confiança do patrão. O despenseiro adquiria os mantimentos, zelava para que não estragassem e os distribuíam para a alimentação da família. Desta forma, os despenseiros da obra do Senhor devem alimentar a “família de Deus” (1Co 4.1; Ef 2.19). Eles precisam ter o cuidado no uso dos dons concedidos pelo Senhor para prover a alimentação espiritual, objetivando a edificação do Corpo de Cristo: “Cada um administre aos outros o dom como o recebeu, como bons despenseiros da multiforme graça de Deus. Se alguém falar, fale segundo as palavras de Deus; se alguém administrar, administre segundo o poder que Deus dá, para que em tudo Deus seja glorificado por Jesus Cristo, a quem pertence a glória e o poder para todo o sempre” (1Pe 4.10,11).

CONCLUSÃO
A igreja de Jesus Cristo tem uma missão a cumprir: proclamar o evangelho em um mundo hostil às verdades de Cristo e descrente de Deus. Diante desta tão sublime tarefa, a igreja necessita do poder divino. Os dons espirituais são um “arsenal” à disposição do corpo de Cristo para o cumprimento eficaz de sua missão na terra. Como já foi dito, o propósito dos dons é edificar toda a igreja, todo Corpo de Cristo para ser abençoado, exortado e consolado. Por isso, nunca devemos usar os santos dons de Deus em benefício particular, como se fosse algo exclusivo de certas pessoas. Somos chamados a servir a Igreja do Senhor, e não a utilizar os dons de Deus para nós mesmos.