sexta-feira, 22 de setembro de 2017

ESCOLA DOMINICAL CPAD ESBOÇO - Subsídio da Lição 13


AULA EM 24 DE SETEMBRO DE 2017 - LIÇÃO 13
(Revista CPAD)

Tema: Sobre a Família e a sua Natureza

Texto Áureo: Gn 2.24


INTRODUÇÃO
- Professor(a), nesta lição não destaque a importância da família e também da mulher.
-"de religiosos e não-religiosos", alguns palestrantes que discorrem sobre família recebem oportunidades de ministrar em eventos de outras religiões, devido à abrangência do assunto.
- "Não existe prazo de validade para os princípios estabelecidos", alguns pensam que as verdades estabelecidas na Bíblia sobre o casamento serviram somente para os tempos passado e não serviriam para os dias atuais.


I - A ORIGEM


1. O homem e a mulher.

- "à imagem de Deus o criou; macho e fêmea os criou", note que o verbo "criar" está no singular e depois muda para o plural, isso significa que quando se refere à criação do homem não trata exclusivamente de Adão, mas do casal, então ambos são imagem e semelhança de Deus.
- "semelhantemente à palavra grega anthropos", essa palavra deu origem ao termo "antropologia" que é o estudo do homem.
- "Deus instituiu o que chamamos hoje de casamento", Deus fez essa união no Éden, por isso dizemos que o casamento é a primeira instituição criada por Deus.


2. A formação da mulher.
-"não aparece nos antigos registros do Oriente Médio", não deve estar se referindo aos manuscritos bíblicos, mas a outros registros.

- "como diante dele" (v.18b), tem a ideia de "igual e adequado", na verdade a submissão da mulher ao homem só veio depois da Queda, pois a mulher foi criada para estar junto ao homem. Os movimento feministas consideram a Bíblia machista devido a esses princípios.

II - A FAMÍLIA


1. Conceito de família entre os antigos hebreus.
- "por falta de mão de obra para o sustento da casa", a casa era como uma mini empresa, tinha vários tipos de atividades e assim a família se organizava, precisava ser grande e unida

.- "era formada, em média, de 15 membros", isso as famílias mais comuns e pobres, pois as mais ricas eram maiores, o judeu até hoje é um bom administrador, dificilmente se encontra um judeu miserável em algum país do mundo. Os costumes judaicos ainda são muito cultivados dentro das famílias.


2. O papel da mulher na sociedade israelita.
- "e ajudava o marido nos trabalhos diários", nos registros bíblicos vemos mulheres desenvolvendo tarefas que hoje são desempenhadas por homens em nossa cultura, como rebeca indo pegar água para os animais. Gn 24.45
- "a mulher não é inferior, mas o homem é o chefe e pastor do lar", por mais que o comentarista se esforce é difícil afirmar que a mulher não é inferior, pois muitas se sentem inferior ao cumprir os princípios bíblicos. Não existe inferioridade a não ser na cabeça das feministas, o que ocorre é que a própria estrutura física e psicológica da mulher a deixa limitada em muitas atividades e eficiente em outras.


III - PRINCÍPIOS BÁSICOS

1. Casamento.
- "intimidade maior do que a que existe entre marido e mulher", a Bíblia chega a dizer que os dois são como uma só carne, quer dizer não há segredos entre eles e devem compartilhar sentimentos mutuamente.


2. Monogamia.
- "apontam para o princípio monogâmico", entendemos que a intenção de Deus é de que o  homem tenha uma única mulher, porém o Senhor permite o homem possa ter mais. Todavia notamos na Bíblia que aqueles que tiveram mais de uma mulher também tiveram vários problemas.

3. Heterossexualidade.

- "Quando Deus formou a mulher da costela de Adão, a Bíblia afirma:", infelizmente a sociedade não acredita nas palavras da Bíblia e inventam teorias para afirmar que o ser humano veio da evolução e não de Deus, e usam essa crença como pretexto para cometerem suas imoralidades, homem com homem e mulher com mulher, achando que podem decidir sobre a sua sexualidade. 


4. Indissolubilidade.
- "ou pela deserção por parte do cônjuge descrente", essas questões tem levantado muitas polêmicas, pois os mais radicais acreditam que se não houver traição então a pessoa cujo o cônjuge foi embora deva manter os votos até  outro voltar. Porém se um dos cônjuges abandonou o lar então desobriga o outro dos votos do casamento, porém nos casos de abandono do lar ou infidelidade houver concerto e perdão então é recomendável dar continuidade ao casamento.


IV - O DESAFIO DA IGREJA


1. Institucionalização da iniquidade.

- "quer institucionalizar a iniquidade...a união de pessoas do mesmo sexo", institucionalizar algo é fazer com que faça parte da instituição por meio de leis que legitimam.
- "ou pecado de Sodoma, para usar o termo bíblico", A Bíblia chama de sodomitas aquele que praticam o pecado do homossexualismo como se fazia em Sodoma.
"Para os devassos, para os sodomitas, para os roubadores de homens, para os mentirosos, para os perjuros, e para o que for contrário à sã doutrina," 1 Tm 1.10


2. A inversão de valores.

...


CONCLUSÃO

- Faça o resumo, corrija o questionário;
- Despeça a classe apresentando a próxima revista, se a tiver em mãos.

PARA REFLETIR
A respeito da família e sua natureza, responda:

O que aconteceu quando Deus criou o primeiro casal, Adão e Eva?
No relato da criação, ambos aparecem juntos, mostrando a igualdade ontológica do homem e da mulher.

Qual a ideia de ajudadora "como diante dele"?
O termo "adjutora" quer dizer "auxiliadora", conforme vemos na Almeida Revista e Atualizada e "ajudadora", de acordo com o que registra a Tradução Brasileira. Isso não inferioriza a mulher, pois os termos "auxiliador" ou "ajudador" devem ser entendidos à luz do contexto. O termo hebraico, kenegdó, "como diante dele", tem a ideia de "igual e adequado".

Quais os três princípios básicos apresentados em Gênesis 2.24?
Monogamia (1 Co 7.2), heterossexualidade (Gn 4.1,25) e indissolubilidade (Mt 19.6).

O que visa a diferenciação dos sexos?
Visa a conservação dos seres humanos na terra: "[...] macho e fêmea os criou. E Deus os abençoou e Deus lhes disse: Frutificai, e multiplicai-vos, e enchei a terra" (Gn 1.27,28). Quando Deus formou a mulher da costela de Adão, a Bíblia afirma: "[...] deixará o varão o seu pai e a sua mãe e apegar-se-á à sua mulher" (Gn 2.24). Isso mostra que a diferenciação dos sexos assegura as particularidades de cada um na união conjugal, postura necessária à formação do casal.

Onde encontramos no Novo Testamento a denúncia contra a inversão de valores?
O apóstolo Paulo denunciou a inversão de valores, dizendo que "mudaram a verdade de Deus em mentira, adorando e servindo a criatura em lugar do Criador, o qual é bendito eternamente. Amém!" (Rm 1.25; ARA).

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ESCOLA DOMINICAL BETEL ESBOÇO - Subsídio da Lição 13


AULA EM 24 DE SETEMBRO DE 2017 - LIÇÃO 13
(Revista Editora Betel)

Tema: A perseverança do discípulo de Jesus Cristo


Texto Áureo: Lc 8.15

INTRODUÇÃO
Querido professor(a), para esta lição sugiro que comece perguntando aos alunos o que significa perseverança, como cada um define com suas palavras. Deixe eles falarem e comente no primeiro tópico.

1. A importância da perseverança.
- "É preciso ir até o fim (Dn 12.13).", aqui pode ser citado a velha máxima cristã de sabedoria que afirma: o segredo não é como se começa, mas em como se termina. Não adianta fazer grane coisas no meio se não poder chegar até o fim.

1.1. O que significa ser perseverante?
- "permanecer; suportar; aguentar", esse é um sentido, aguentar numa missão ou propósito, ficar firme, resistir, etc. algumas pessoas praticam isso sem conhecer o significado da palavra.
- "encontramos a palavra paciência (no grego “hupomone)”, esse é um significado que tem relação com a perseverança que entendemos hoje, note que as palavras vem da mesma raiz, entendemos então que ser perseverante é ser paciente nas dificuldades da caminhada.
- "Síndrome da Resposta Rápida", isso é um reflexo do comportamento pós-moderno do mundo, onde tudo deve ser feito com rapidez, na velocidade da tecnologia.


1.2. Cultivando hábitos saudáveis.
- "por criarem expectativas, que, não se cumprindo, levam à frustração", essas expectativas é esperar por algo que não foi prometido por Deus, talvez a pessoa tenha sido enganada por profeta ou pelo seu próprio coração e muitas vezes essas expectativas não são atendidas.
- "não cuidaram, antes, de estarem revestidos da armadura de Deus", essa armadura espiritual ajuda a pessoa a combater diante das dificuldades, mas se a pessoa descuidar da oração, da consagração e leitura da Palavra, então ficam vulneráveis. Descuidaram por não terem a perseverança de manter a posição de oração, jejum e Palavra.
- "Se não investirmos tempo em várias práticas devocionais", as práticas devocionais são estas, jejum, oração, consagração, culto, leitura da Palavra e outras.


1.3. É necessário um novo coração.
- "ouvindo a palavra, a conservam num coração honesto e bom", quer dizer que eles ouvem e guardam, não fazem pouco caso, consideram e meditam sobre ela. Essas pessoas conseguem absorver bem a Palavra devido a seus corações transformados.
- "disposto e inclinado para a Palavra de Deus, pelo novo nascimento", Quando a pessoa é salva de fato, o seu coração muda e passa a absorver as coisas do Reino de Deus. Talvez a semente da Palavra tenha sido lançada num coração ainda não transformado, mas que era uma terra boa e receptiva à Palavra, e após transformado a terra ficou melhor ainda.
- " contudo não valorizam a Palavra de Deus", são pessoas boas, mas com um coração cauterizado pelas coisas do mundo, não recebem a Palavra e tentam se justificar dizendo que fazem o bem e por isso são filhos de Deus. Esses coração podem receber a semente, mas não produzem nada.

2. “A carreira que nos está proposta”.

2.1. A necessidade de priorizar.
- "Estiveram frente a frente com Jesus, foram impulsionadas a seguí-Lo", aqui se refrete algumas realidades sobre a perseverança, são apresentados situações da vida das pessoas, dificuldades cotidianas, sendo necessário a perseverança.
- "possibilidade de não contar com as comodidades naturais da vida", as denominações onde os líderes não ensinam essas possibilidades, onde só pregam sobre prosperidade financeira, não ensinam o verdadeiro Evangelho.
- "contudo respondeu: “Deixa que primeiro”, se refere a muitos que para fazerem a obra de Deus colocam outras prioridades e se perdem em afazeres como os de Marta e não cuidam das coisas do Senhor. Falta a essas pessoas a perseverança de que trata essa lição. Peça aos alunos para zelarem em ter uma vida de perseverança, não desistirem e nem desanimarem.


2.2. A pessoa de Jesus, nossa maior motivação.

- " “Senhor, para quem iremos nós?”, os outros foram embora por não terem entendido o que Jesus estava dizendo, se escandalizaram por acharem que Ele estava delirando ou fazendo pouco caso deles, mas na verdade nem os doze apóstolos entenderam o que Jesus havia dito, só foram entender depois, com isso notamos que eles basearam sua resposta apenas numa verdade, Jesus tinha a Palavra de vida.
- "fundamentada, inicialmente, na pessoa de Jesus Cristo", independente de entendermos ou não o que Ele quer fazer, obedecer-lhe é o melhor caminho, e único motivo é o que Ele é, o nosso Senhor!


2.3. A Palavra de Deus como fundamentação.
- "Numa época de tanta ênfase em conquistar", nos dias atuais as pessoas valorizam obter bens e ter sucesso nos negócios e nas demais áreas, até as posições eclesiásticas tem se transformado em negócio.
- "razões da nossa perseverança como discípulos de Jesus", ou seja, quem trabalha na obra de Deus como discípulo de Cristo, não deve esperar as mesmas coisas que o mundo espera, sucesso, fama, dinheiro, etc. Quando essas coisas não acontecem, muitos se desviam da fé.


3. Atitudes de perseverança.

3.1. Perseverar na Palavra de Deus.
- "verdadeiramente sereis meus discípulos”", quer dizer, somente se permanecer na Palavra Dele, então seremos discípulos verdadeiros, alguns tem desanimado por terem deixado a Palavra Dele de lado. Quem tem o hábito de meditar na Palavra, examinar, guardar e praticar, não se desvia por qualquer motivo e nem se deixa levar por novidades teológicas.

3.2. Perseverar no amor.

- "todos conhecerão que sois meus discípulos", Jesus está dizendo que a marca do discípulo seria o amor e que isso seria um testemunho de que somos servos, ou seja amarmos de verdade estaremos anunciando a Jesus ao mundo.
- "Judas Iscariotes já havia se retirado do meio deles", Jesus está dando as instruções enquanto Judas estava indo buscar os guardas do Templo para prender Jesus.


3.3. Perseverar na frutificação.
- "muitos vivem uma fé meramente nominal", uma fé apenas para ser denominado como religioso, buscam coisas que os identifiquem como uma carteira, um anel, um diploma, etc, mas a fé que produz é a que está no coração, que não precisa aparecer, mas produz fruto. Esse tem mais chance de continuar produzindo.

Conclusão.

- "e a Palavra de Deus como nossa lâmpada", quando uma tropa militar caminha a noite é necessário levar lanternas para iluminar o caminho e assim não tropeçar em nada. Por isso a Palavra do Salmo 119.105 nos fala:
"Lâmpada para os meus pés é tua palavra, e luz para o meu caminho." Sl 119.105

Questionário.
1. Ao discursar sobre como as pessoas recebem a Palavra de Deus, quais tipos de terrenos Jesus citou?
R: Pé do caminho, pedregoso, entre espinhos e boa terra (Mt 13).

2. Como inicia a “carreira que nos está proposta”?
R: Com o novo nascimento (Hb 12.1).

3. Qual foi a resposta de Pedro, quando Jesus interpelou aos que ficaram se eles também iriam embora?
R: “Senhor, para quem iremos nós?” (Jo 6.68).

4. O que é a perseverança?
R: É a marca do discípulo de Jesus Cristo (Jo 8.31).

5. Cite uma característica marcante do discípulo de Jesus.
R: O amor (Jo 13.35).


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quarta-feira, 20 de setembro de 2017

ESCOLA DOMINICAL CENTRAL GOSPEL ESBOÇO - Subsídio da Lição 13


AULA EM _____ DE ________DE 2017 - LIÇÃO 13
(Revista Central Gospel nº 51)

Tema: Missões nos Dias Atuais

Texto Bíblico Básico:

Atos 13.1-10


1 E na igreja que estava em Antioquia havia alguns profetas e doutores, a saber: Barnabé e Simeão chamado Níger, e Lúcio, cireneu, e Manaém, que fora criado com Herodes o tetrarca, e Saulo.
2 E, servindo eles ao Senhor, e jejuando, disse o Espírito Santo: Apartai-me a Barnabé e a Saulo para a obra a que os tenho chamado.
3 Então, jejuando e orando, e pondo sobre eles as mãos, os despediram.
4 E assim estes, enviados pelo Espírito Santo, desceram a Selêucia e dali navegaram para Chipre.
5 E, chegados a Salamina, anunciavam a palavra de Deus nas sinagogas dos judeus; e tinham também a João como cooperador.
6 E, havendo atravessado a ilha até Pafos, acharam um certo judeu mágico, falso profeta, chamado Barjesus,
7 O qual estava com o procônsul Sérgio Paulo, homem prudente. Este, chamando a si Barnabé e Saulo, procurava muito ouvir a palavra de Deus.
8 Mas resistia-lhes Elimas, o encantador (porque assim se interpreta o seu nome), procurando apartar da fé o procônsul.
9 Todavia Saulo, que também se chama Paulo, cheio do Espírito Santo, e fixando os olhos nele,
10 Disse: Ó filho do diabo, cheio de todo o engano e de toda a malícia, inimigo de toda a justiça, não cessarás de perturbar os retos caminhos do Senhor?


PALAVRA INTRODUTÓRIA
- Professor(a), nesta lição
- "A Igreja Primitiva deu rumo ao campo missionário", a obra missionária foi iniciada por Jesus enviando 70 discípulos e depois enviando seus apóstolos.
- "mesmo possuindo amplos e sofisticados recursos", recursos como transporte e tecnologia de divulgação, diferente da época dos apóstolos que se deslocavam em perigosas viagens marítimas e cansativas jornadas por terra.
- "qualitativamente", na época dos apóstolos as conversões eram de qualidade, não ocorria conversões pela metade, os novos convertidos se dedicavam ao ponto de abrirem templos em seus lares.

1. A IGREJA E A OBRA DE MISSÕES
- "vaticínio proferido por Jesus", vaticínio é uma profecia, onde Jesus profetiza que eles seriam Suas testemunhas. Será colocada de acordo com o nosso contexto atual.

1.1. Jerusalém, o lugar em que estamos
- "a partir do lugar em que estivessem", hoje se refere ao servo de Deus ser testemunha primeiramente onde ele estiver inserido, ser testemunha na própria igreja, na família, na escola, no trabalho, etc.

1.1.1. O Evangelho nos lares
- "não cessavam de ensinar", atualmente encontramo irmão que se esforçam e brigam para saírem pregando por todos os lugares e eventos, mas essa postura não está de acordo com o ensino, pois devem primeiro aprender e adquirir experiências para depois saírem a cantar e a pregar. 
- "tinham uma igreja em sua casa", na verdade todas as igrejas eram em casas, por não ser permitido reunião em templos a não ser as das religiões locais, não poderia ser instauradas novas religiões.

1.2. Judeia e os que estão perto de nós
- "pode representar nossos parentes e amigos", são os que não estão em contato constante conosco, mas uma relação de afinidade por serem parentes.
- "não é tarefa fácil apresentar-lhes o Evangelho", geralmente os parentes nos julgam e procuram em nós pretexto para continuarem afastados do Senhor.

1.2.1. Como evangelizar parentes e amigos
- "pedir ao Senhor que nos dê sabedoria", essa é uma orientação genérica, pois para qualquer evangelização deve ser solicitado de Deus a sabedoria, e nesse caso em especial precisamos saber como falar e o que falar.
- "viver dignamente diante de Deus e dos homens", essa é a pregação pelo testemunho, é a mais eficaz que existe, ainda que um grande pregador converta muitas almas na hora do apelo, muitas das pessoas que foram ao culto só foram pelo testemunho de um membro da igreja.

1.3.Samaria e os desprezados
- "religiões e seitas contrárias à fé", Os samaritanos eram pessoas que adoravam a Deus do jeito deles, no monte Jerezim que eles consideravam sagrado, assim são os praticantes das diversas religiões que julgam estar fazendo a vontade de Deus. Muitas vezes são rejeitados por nós, por serem considerados impuros, porém a orientação de Jesus é levar o Evangelho a eles também.
- "em hipótese alguma...tratar tais pessoas como inimigos", a intolerância religiosa ocorre em nossas denominações evangélicas por aqueles que não estudam e não conhecem a Palavra de Deus, por isso são extremistas e fanáticos.

1.4. Os confins da terra e os povos não alcançados
- "delimitava o raio de ação", seria o mesmo que dizer por toda a terra. O próprio Jesus havia dado a entender que o Seu Evangelho chegaria aos confins da terra, veja:
"Em verdade vos digo que, em todas as partes do mundo onde este evangelho for pregado, também o que ela fez será contado para sua memória." Mc 14.9 aqui Jesus predisse que a obra alcançaria todas as partes do mundo.

2. A CHAMADA E O PREPARO PARA MISSÕES

2.1. O preparo para a obra
- "é essencial à realização da obra missionária", os requisitos mencionados são importantíssimos para missões, pois essa obra não se foz somente com conhecimento, a capitação do Senhor é fundamental, não se converte pessoas de outras culturas e costumes somente com palavras persuasivas, deve haver demonstração de poder pelo Espírito Santo:
"E a minha palavra, e a minha pregação, não consistiram em palavras persuasivas de sabedoria humana, mas em demonstração de Espírito e de poder;" 1 Co 2.4
- "evangelismo transcultural", é o evangelismo a outras culturas, povos de outras nações e continentes.
- "foram extremamente importantes", Deus usa quem Ele quer, mas é importante que haja um preparo dos missionários, como um novo idioma, um estudo sobre as culturas, etc.

2.1.1. Missões e o processo de aculturação
- "entregar-se visceralmente", significa entregar-se por inteiro, como se o novo grupo fizesse parte de sua vida.
- "processo de aculturação", é o processo de deixar a cultura ou trocar de cultura.

3.CHAMADOS PARA UMA MISSÃO ESPECIAL
- "Ele fala conosco", as coisas não acontecem de repente quando temos um chamado de Deus, Ele prepara tudo e no momento certo nos revela as Suas intenções, até as dificuldades que passamos na vida são preparo para a obra missionária.

3.1. Obediência e amor: as forças motivadoras de Missões  
- "amor aos perdidos", os crentes não devem se envolver nessa obra pelas recompensas, prosperidade ou bençãos diversas ou porque o pastor mandou, para manter um reputação, mas pelas almas que estão sofrendo. Quando passamos pelos subúrbios e vemos o que as drogas lícitas e ilícitas fazem com as pessoas, entendemos que não podemos deixar de fazer essa obra pelas almas que estão no mundo.

3.2. Necessidade de investimento em Missões
- "média de investimento do crente brasileiro", claro que esse valor é contado do que se arrecada para a obra missionária, pois sabemos que existem crentes que não ofertam nada à obra missionária.
- "enviaram a Igreja", a Igreja precisa também enviar, missionários e recursos para as Missões.

CONCLUSÃO
- "ainda não concluiu o que o Salvador lhe confiou", se refere à obra de divulgar o Evangelho nos quatro cantos da terra.

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AVISO - Sequência dos Esboços da Lição 13

POSTAREMOS OS ESBOÇOS NESSA SEMANA NA SEGUINTE ORDEM:

LIÇÃO 13  CENTRAL GOSPEL BETEL - 3º CPAD

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segunda-feira, 18 de setembro de 2017

ESCOLA DOMINICAL CPAD JOVENS - Conteúdo da Lição 13


O tempo de Deus está próximo
24 de setembro de 2017


Texto do dia
"O Senhor não retarda a sua promessa, ainda que alguns a têm por tardia [...]" 2 Pe 3.9

Síntese
Há sinais em toda parte que demonstram a proximidade do grande Dia do Senhor. 

Orientação Pedagógica
Estimado professor, é de extrema importância que o interesse do aluno pelo assunto a ser estudado seja despertado já no início da aula. Sendo assim, selecione e leve para a sala imagens que retratem males como a fome, pestes, terremotos, etc. Essas imagens podem ser extraídas de revistas, livros ou da internet, dependendo da(s) ferramenta(s) que você, professor, tem à sua disposição. Exponha as imagens de forma gradativa, pois assim você conseguirá manter a atenção de todos até o fim da atividade. Enquanto expõe, incentive-os a comentar e pergunte: Por que todas essas tragédias ocorrem, se Deus é o Criador de todo o Universo e detém o controle da Natureza? Após as respostas, ressalte que esses flagelos proféticos são sinais que prenunciam o arrebatamento da Igreja, sendo eles o princípio de dores.

Texto bíblico

1 Tessalonicenses 4.16-18
16 Porque o mesmo Senhor descerá do céu com alarido, e com voz de arcanjo, e com a trombeta de Deus; e os que morreram em Cristo ressuscitarão primeiro;
17 depois, nós, os que ficarmos vivos, seremos arrebatados juntamente com eles nas nuvens, a encontrar o Senhor nos ares, e assim estaremos sempre com o Senhor.
18 Portanto, consolai-vos uns aos outros com estas palavras.

INTRODUÇÃO
Muitos questionam por que Deus não aparece logo na história e destrói, com isso, todo o materialismo e desobediência. A resposta que alguns apologistas dão é que, assim como o diretor de uma peça teatral aparece depois do último ato, quando as cortinas se fecham, assim Deus somente mostrará sua face ao mundo quando o espetáculo da vida chegar ao fim.

I - A VOLTA SÚBITA DE JESUS CRISTO

1. Uma verdade essencial.
Diante de um mundo pós-moderno, afetado pelo liberalismo teológico, não é incomum encontrar interpretações equivocadas sobre a segunda vinda de Jesus, como acontecia no Século I.
Essa verdade doutrinária, porém, constitui-se no ponto culminante da história da Igreja, mencionada pelos profetas, por Jesus e por todos os apóstolos do Senhor. Com essa verdade, fica claro que a história não está à deriva, mas Deus está no controle de tudo e, com isso, começará a invasão final neste mundo natural, como parte da retomada definitiva do Reino.

2. O tempo se abrevia.
A vinda do tempo de Deus para esta geração não tarda. As profecias bíblicas indicam que Ele certamente virá e não tardará (Hc 2.3; Hb 10.37). Paulo, pelo Espírito, disse que "o tempo se abrevia" (1 Co 7.29), a mesma ideia trazida por Jesus, em relação ao tempo do fim (Mt 24.22). Essa é uma grande esperança para os cristãos, que o Senhor retorne logo para buscar sua Noiva, pois este mundo está indo de mal a pior.

3. Uma invasão aguardada.
A essa invasão divina chamada "Arrebatamento da Igreja", Paulo diz: "aguardando a bem-aventurada esperança e o aparecimento da glória do grande Deus e nosso Senhor Jesus Cristo" (Tt 2.13). O momento da chegada do Noivo é aguardado com toda a expectativa, da mesma forma que havia expectação para o encontro entre Isaque e Rebeca (Gn 24) - uma bela alegoria. Aliás, foi essa a grande promessa esperada pelos heróis da fé no Antigo Testamento. Por isso, no Arrebatamento, eles ressuscitarão primeiro (1 Ts 4.16).
Está escrito que até mesmo a criação está em "ardente expectação", aguardando a sua redenção (Rm 8.19,23). Inequivocamente, o mais afetuoso desejo dos cristãos é a vinda do Senhor, a qual deve ser o maior consolo da Igreja. Diante desse justo anelo, o Senhor prometeu: "[...] Certamente, cedo venho [...] " (Ap 22.20).

Pense
O Arrebatamento da Igreja pode, realmente, acontecer a qualquer momento?

Ponto Importante
Paulo, pelo Espírito, disse que "o tempo se abrevia" (1 Co 7.29). E essa foi a mesma ideia trazida por Jesus, em relação ao tempo do fim. O Noivo está às portas!

II - SINAIS QUE PRECEDEM A VOLTA DE JESUS

1. A convulsão da natureza.
Aquilo que se deu na natureza enquanto Jesus estava na cruz acontecerá, em grande escala, neste tempo, como princípio de dores. Assim como durante o drama do Calvário "ao meio-dia começou a escurecer, e toda a terra ficou três horas na escuridão [... ]. A terra tremeu, e as rochas se partiram (Mt 27.45,51b, NTLH)", também no fim dos tempos haverá convulsão da natureza, em maiores proporções.
Jesus falou sobre isso no sermão profético, alertando que, antes de sua vinda, sobreviriam fomes, pestes e terremotos, em vários lugares (Mt 24.7). Isso denota a abrangência do juízo que pairaria sobre a humanidade. Nos últimos anos, a revolta da Natureza causou grande destruição. Estudos especializados demonstram que o número de terremotos no Século XX foi superior ao total de terremotos acontecidos em todos os tempos e que, somente entre 2000 e 2010, aconteceram mais de 200 mil terremotos na Terra. Por causa dos terremotos que aconteceram na Indonésia (2004), Haiti (2010), Japão (2011) e Nepal (2015) aproximadamente 500 mil pessoas foram mortas.
Por outro lado, segundo agências da ONU, em 2015, 795 milhões de pessoas passaram fome no mundo. Nos últimos 25 anos, o número de países africanos que enfrentam crises alimentares duplicou. Com relação às pestes, elas, ao longo da história, já vitimaram mais pessoas que todas as guerras juntas. Nos séculos XX e XXI inúmeras foram as epidemias que atingiram o mundo: gripe aviária, gripe suína, ebola, aids, dengue, zika... E os cientistas avisam: as próximas epidemias podem ser com "supervírus". O mundo está sendo preparado para o início do grande dia do Senhor. Estes são o princípio de dores.

2. Aumento da rebelião.
Uma das características dos dias que antecedem a volta de Jesus é o aumento das rebeliões. Jesus mencionou "guerras, rumores de guerras, nação contra nação e reino contra reino" (Mt 24.6,7), o que demonstra uma crescente rebelião nas pessoas. Em 2014, pesquisa realizada entre 162 países demonstrou que somente onze não estavam envolvidos em guerras.
A Bíblia também menciona que essa rebelião alcançaria as pessoas individualmente, pois esse tempo trabalhoso seria marcado pela apostasia da fé, bem como pelo egoísmo, traições, desobediência aos pais,etc. Porventura não é isso que se vê cotidianamente? Os homens em rebelião contra o Altíssimo, e em profundo desamor, fazendo a vontade da carne e dos pensamentos?
Hoje foram inventadas novas formas de pecar, que não existiam no passado. O homem se tornou, em regra, menos sensível e mais perverso. A violência familiar e social cresceu de maneira vertiginosa. É o fim dos tempos.

3. Tensões generalizadas.
Nesta época, o conflito cósmico alcançou uma tensão nunca vista antes, porque "o diabo desceu a vós e tem grande ira, sabendo que já tem pouco tempo" (Ap 12.12). Por tal razão, Jesus previu o aumento da atividade diabólica, com o aparecimento de falsos cristos e falsos profetas (Mt 24.5,11) e perseguições aos crentes (Mt 24.9).
A lista dos falsos cristos e falsos profetas é grande, e não para de crescer. Somente nos últimos tempos, pessoas como Vissarion (Rússia), David Shayler (Inglaterra), Ernest L. Norman (EUA), Jim Jones (Guiana), Shoko Asahara (Japão), Marshall Applewhite (EUA), José Luís de Jesus Miranda (EUA) dentre muitos outros, intitularam-se Cristo ou seu profeta.
De outro lado, no Oriente Médio, em 1910, cerca de 13,6% da população era cristã, mas em 2010, esse percentual caiu para 4,3%, diante da ferrenha perseguição. Muitos têm sido mortos, fugiram, ou mesmo foram forçados a renegar à fé. Recentemente, alguns grupos terroristas têm assassinado cristãos e publicado o feito nas redes sociais. Satã está ativo no planeta Terra. A Igreja precisa despertar, pois o Noivo está às portas.

Pense
Será que os fatos que tomam conta do noticiário cotidianamente refletem, por assim dizer, um solene aviso sobre a volta de Jesus?

Ponto Importante
O conflito cósmico alcançou uma tensão nunca vista antes, porque "o diabo desceu a vós e tem grande ira, sabendo que já tem pouco tempo" (Ap 12.12). 

III - UM DIA GLORIOSO PARA OS REMIDOS

1. Vitória sobre a morte.
A morte, o mais impiedoso e, ao mesmo tempo, justo e benevolente evento deste lado da vida, tem assombrado os homens desde o início. Ela é impiedosa porque não retroage em face de súplicas, é justa porque retribui corretamente o pecado e é benevolente por evitar que o mal do pecado dure em nós para sempre. Se não fosse a morte, como dizia C.S. Lewis, o pecado "transformaria" os homens em demônios. O fato é que, mesmo diante de tudo isso, ninguém aceita a morte, porque Deus colocou no coração do homem o "anseio pela eternidade" (Ec 3.11, NVI).
No dia do Arrebatamento da Igreja, porém, o corpo físico, sujeito a doenças e à morte, será transformado em corpo glorioso para, só assim, poder se relacionar, na dimensão do Céu, com o Senhor. Essa será a chancela da vitória sobre a morte (1 Co 15.54).

2. Cerimônia festiva.
O momento posterior ao Arrebatamento será marcado por grande alegria. A Igreja encontrará Alguém que almejava há muito tempo. Está escrito, em linguagem amorosa e poética, o sentimento desse encontro (Ct 2.9-12). Não há palavras mais sensíveis para descrever um encontro amoroso, que não se concretizara antes pelo impedimento das "grades" da corruptibilidade, as quais, naquele instante, já não existem. Será um eterno dia de primavera.

3. Para sempre com o Senhor.
O desejo de Jesus em estar perto de sua igreja todos os dias e para todo o sempre será cumprido no dia do arrebatamento, pois a partir dali "estaremos sempre com o Senhor" (1 Ts 4.17). Cada cristão deve lutar arduamente para, naquele dia eterno, todos estarmos ali com Ele, em santo gozo e adoração. Maranata. Ora vem Senhor Jesus!

CONCLUSÃO
Essa incursão que o Senhor fará sobre a humanidade, embora não seja final e definitiva, será muito importante, pois culminará com o fim dos sofrimentos da Igreja, aquela que anunciou a cosmovisão do Evangelho, cumprindo seu mandato cultural e vivendo a contracultura do Reino. "Porque está perto o dia, sim, está perto o dia do Senhor, dia nublado; o tempo dos gentios ele será" (Ez 30.3).

Hora da revisão

O que é o tempo do Senhor?
É a volta de Jesus.

Cite pelo menos três sinais que apontam a iminente volta de Jesus.
A convulsão da natureza, o aumento da rebelião e as tensões generalizadas.

A convulsão da natureza aconteceu antes em qual evento da vida de Jesus?
A crucificação.

Por que a morte é o mais impiedoso e, ao mesmo tempo, justo e benevolente evento deste lado da vida?
Ela é impiedosa porque não retroage em face de súplicas, é justa porque retribui corretamente o pecado e é benevolente por evitar que o mal do pecado dure em nós para sempre.

Pare e pense: você está preparado para a volta de Jesus?
Resposta Pessoal.

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ESCOLA DOMINICAL CPAD ADULTOS - Conteúdo da Lição 13


Sobre a Família e a sua Natureza
24 de Setembro de 2017


TEXTO ÁUREO

"Portanto, deixará o varão o seu pai e a sua mãe e apegar-se-á à sua mulher, e serão ambos uma carne." Gn 2.24



VERDADE PRÁTICA

O casamento foi instituído por Deus e ratificado por nosso Senhor Jesus Cristo como união entre um homem e uma mulher, nascidos macho e fêmea.


LEITURA BÍBLICA EM CLASSE


Gênesis 2.18-24
18 - E disse o SENHOR Deus: Não é bom que o homem esteja só; far-lhe-ei uma adjutora que esteja como diante dele.
19 - Havendo, pois, o SENHOR Deus formado da terra todo animal do campo e toda ave dos céus, os trouxe a Adão, para este ver como lhes chamaria; e tudo o que Adão chamou a toda a alma vivente, isso foi o seu nome.
20 - E Adão pôs os nomes a todo o gado, e às aves dos céus, e a todo animal do campo; mas para o homem não se achava adjutora que estivesse como diante dele.
21 - Então, o SENHOR Deus fez cair um sono pesado sobre Adão, e este adormeceu; e tomou uma das suas costelas e cerrou a carne em seu lugar.
22 - E da costela que o SENHOR Deus tomou do homem formou uma mulher; e trouxe-a a Adão.
23 - E disse Adão: Esta é agora osso dos meus ossos e carne da minha carne; esta será chamada varoa, porquanto do varão foi tomada.
24 - Portanto, deixará o varão o seu pai e a sua mãe e apegar-se-á à sua mulher, e serão ambos uma carne.


HINOS SUGERIDOS: 150, 195, 597 da Harpa Cristã



INTRODUÇÃO

A família é assunto de interesse geral, de cristãos e não-cristãos, de religiosos e não-religiosos. Trata-se de um projeto de Deus para os seres humanos. O livro de Gênesis traz um breve e singelo relato de como tudo isso começou e também revela o propósito de Deus para a família. Não existe prazo de validade para os princípios estabelecidos nessa narrativa e eles continuam valendo na atualidade. Esse é o enfoque da última lição.


I - A ORIGEM



1. O homem e a mulher.
No relato da criação, ambos aparecem juntos, mostrando a igualdade ontológica do homem e da mulher. O texto de Gênesis 1.27 diz: "E criou Deus o homem à sua imagem; à imagem de Deus o criou; macho e fêmea os criou". A palavra hebraica usada para "homem" aqui é adam, que serve tanto para o nome do primeiro homem que Deus criou, como também para "homem" no sentido de representante do ser humano, semelhantemente à palavra grega anthropos. A expressão final, "macho e fêmea os criou", mostra que adam, nesse versículo, diz respeito ao ser humano. Isso revela a igualdade de ambos, macho e fêmea, homem e mulher, como portadores da imagem de Deus; a diferença está na sexualidade (1 Pe 3.7). Ao reunir esse casal, Deus instituiu o que chamamos hoje de casamento.


2. A formação da mulher.
A Bíblia nos conta como a mulher surgiu na história humana. Curiosamente, a formação da mulher não aparece nos antigos registros do Oriente Médio. No relato da criação, em Gênesis, a formação do homem só aparece uma vez (Gn 2.7), e seis vezes a da mulher (vv.18-23). O termo "adjutora" (v.18) quer dizer "auxiliadora", conforme vemos na Almeida Revista e Atualizada e "ajudadora", de acordo com o que registra a Tradução Brasileira. Isso não inferioriza a mulher, pois os termos "auxiliador" ou "ajudador" devem ser entendidos à luz do contexto (Sl 54.4; Hb 13.6). O termo hebraico, kenegdó, "como diante dele" (v.18b), tem a ideia de "igual e adequado" (Gl 3.28). O relato da criação pressupõe que Deus colocou o homem com prioridade governamental (1 Co 11.3), mas que ambos os sexos, homem e mulher, são mutuamente dependentes (1 Co 11.11).


II - A FAMÍLIA



1. Conceito de família entre os antigos hebreus.
O lar é parte do clã, este parte da tribo e esta, por sua vez, parte do povo/nação (Js 7.16-18). O lar constitui-se de pai, mãe e filhos (Sl 128.1-4), é a família nuclear. Considerando que a base da economia do Antigo Israel era a agricultura e o pastoreio, a família nuclear com poucos membros via-se em dificuldade por falta de mão de obra para o sustento da casa. Por isso, ela poderia se estender com parentes próximos - tios e primos - ou com duas ou mais gerações vivendo juntas (Gn 24.67). As casas descobertas pelos arqueólogos mostram que essa família ampliada era formada, em média, de 15 membros. Quando se tratava de famílias ricas, acrescentavam-se servos e estrangeiros, como no caso de Abraão (Gn 14.14), ou como previsto na legislação mosaica (Êx 23.12). Saul, por exemplo, aparece na Bíblia com a menção de seu pai, avô, bisavô, trisavô, e também da tribo (1 Sm 9.1,2).


2. O papel da mulher na sociedade israelita.
A tarefa do homem e da mulher era a mesma, sendo que a mulher cuidava da casa e ajudava o marido nos trabalhos diários para sustento da família. A sentença divina por ocasião da Queda no Éden diz: "E à mulher disse: Multiplicarei grandemente a tua dor e a tua conceição; com dor terás filhos; e o teu desejo será para o teu marido, e ele te dominará" (Gn 3.16). Isso significa que a mulher se dedicaria ao trabalho da mesma forma que o homem, e também à maternidade; a mulher não é inferior, mas o homem é o chefe e pastor do lar. Ela levava a criança no ventre e continuava exercendo suas tarefas. Considerando questões médicas, sanitárias e nutricionais, a gravidez era um período de alto risco para a mãe e para o bebê.


III - PRINCÍPIOS BÁSICOS



1. Casamento.
É a mais fundamental de todas as relações sociais. Trata-se da união íntima e verdadeira entre duas pessoas de sexos opostos que manifestam publicamente o desejo de viverem juntas mediante um pacto solene e legal. Não existe no universo, entre os seres vivos inteligentes, uma intimidade maior do que a que existe entre marido e mulher, exceto apenas entre as três Pessoas da Trindade. Deus estabeleceu a família para companheirismo mútuo e felicidade, para uma convivência amorosa. A declaração: "Portanto, deixará o varão o seu pai e a sua mãe e apegar-se-á à sua mulher, e serão ambos uma carne" (Gn 2.24), apresenta três princípios básicos sobre o casamento: monogamia (1 Co 7.2), heterossexualidade (Gn 4.1,25) e indissolubilidade (Mt 19.6).


2. Monogamia.
O termo diz respeito às sociedades que adotam o princípio do casamento de um homem com uma única mulher e vice-versa, conforme estabelecido pelo Criador. As palavras "e apegar-se-á à sua mulher" (v.24) apontam para o princípio monogâmico; o texto não diz "às suas mulheres", mas, pelo contrário, "à sua mulher". Essa verdade expressa o pensamento bíblico (1 Co 7.2; 1 Tm 3.2).

3. Heterossexualidade.
Um dos propósitos divinos na criação do homem e da mulher é a procriação, visando a conservação dos seres humanos na terra: "[...] macho e fêmea os criou. E Deus os abençoou e Deus lhes disse: Frutificai, e multiplicai-vos, e enchei a terra" (Gn 1.27,28). Quando Deus formou a mulher da costela de Adão, a Bíblia afirma: "[...] deixará o varão o seu pai e a sua mãe e apegar-se-á à sua mulher" (Gn 2.24). Isso mostra que a diferenciação dos sexos assegura as particularidades de cada um na união conjugal, postura necessária à formação do casal. O homem se une sexualmente a sua esposa, como resultado do amor conjugal, não só para procriar, mas para uma vivência afetuosa, agradável e prazerosa (Pv 5.18). O relacionamento sexual aprovado na Bíblia é o de um homem e de uma mulher dentro do matrimônio. O pai e a mãe são o referencial para a formação tanto do menino quanto da menina. Acima de qualquer exemplo, o comportamento estabelecido para o homem e para a mulher deve vir da Palavra de Deus.


4. Indissolubilidade.
A natureza indissolúvel do casamento vem desde a sua origem: "e serão ambos uma só carne" (v.24b). O Senhor Jesus Cristo disse que essa passagem bíblica significa a indissolubilidade do casamento (Mt 19.6). O voto solene de fidelidade um ao outro "até que a morte os separe", que se ouve dos nubentes numa cerimônia de casamento, não é mera formalidade (Ml 2.14). O casamento só termina pela morte de um dos cônjuges (Rm 7.3), pela infidelidade conjugal (Mt 5.32; 19.9) ou pela deserção por parte do cônjuge descrente (1 Co 7.15).


IV - O DESAFIO DA IGREJA



1. Institucionalização da iniquidade. 
A tendência humana é desafiar a Deus em tudo; isso vem desde a Torre de Babel (Gn 11.4) e vai continuar até o final dos tempos. E com a sagrada instituição da família não é diferente, uma vez que Deus a instituiu como união entre um homem e uma mulher (Gn 2.24; 1.27,28), o atual sistema de coisas quer institucionalizar a iniquidade ao considerar legítima diante de Deus a união de pessoas do mesmo sexo. É ir longe demais, em uma verdadeira afronta a Deus (Lv 18.22; 20.13). A Bíblia condena a prática homossexual, ou pecado de Sodoma, para usar o termo bíblico (Dt 23.17; Jd 7). O avanço dessa prática é um dos sinais do fim dos tempos (Lc 17.28-30). A Bíblia condena de maneira direta tal estilo de vida (Rm 1.26,27; 1 Co 6.10; 1 Tm 1.9,10).


2. A inversão de valores.
O que se vê hoje é a tentativa de tornar o errado certo e o certo, errado (Is 5.20). O mundo atual está invertendo os valores em busca do hedonismo, ou seja, a procura indiscriminada do prazer, gozo sensual, deleite sexual (1 Jo 2.16). Mas essas autoridades vão prestar contas de tudo isso (Is 10.1). Esse também era o desafio da Igreja do período apostólico. O apóstolo Paulo denunciou também essa inversão de valores, dizendo que "mudaram a verdade de Deus em mentira, adorando e servindo a criatura em lugar do Criador, o qual é bendito eternamente. Amém!" (Rm 1.25; ARA).


CONCLUSÃO

Diante do exposto, entendemos que Deus criou o homem e a mulher para ser mutuamente dependentes, entretanto,
cada um em sua particularidade, para juntos, com os filhos, “a herança do Senhor”, formarem um núcleo familiar. Essa é, então, a primeira estrutura social humana.


PARA REFLETIR

A respeito da família e sua natureza, responda:


O que aconteceu quando Deus criou o primeiro casal, Adão e Eva?

Qual a ideia de ajudadora "como diante dele"?

Quais os três princípios básicos apresentados em Gênesis 2.24?

O que visa a diferenciação dos sexos?


Onde encontramos no Novo Testamento a denúncia contra a inversão de valores?




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ESCOLA DOMINICAL BETEL - Conteúdo da Lição 13


A perseverança do discípulo de Jesus Cristo

24 de setembro de 2017


Texto Áureo

“E a que caiu em boa terra, esses são os que, ouvindo a palavra, a conservam num coração honesto e bom e dão fruto com perseverança”. Lc 8.15



Verdade Aplicada

Jesus nos chamou para sermos Seus discípulos e nos deu o Seu Espírito Santo e a Sua Palavra para sermos perseverantes.


Textos de Referência.


Hebreus 12.1-3
1 Portanto, nós também, pois, que estamos rodeados de uma tão grande nuvem de testemunhas, deixemos todo embaraço e o pecado que tão de perto nos rodeia e corramos, com paciência, a carreira que nos está proposta,
2 Olhando para Jesus, autor e consumador da fé, o qual, pelo gozo que lhe estava proposto, suportou a cruz, desprezando a afronta, e assentou-se à destra do trono de Deus.
3 Considerai, pois, aquele, que suportou tais contradições dos pecadores contra si mesmo, para que não enfraqueçais, desfalecendo em vossos ânimos.


Hinos sugeridos.

126, 376, 509


Introdução

Encerrando estre trimestre, destacaremos a relevância da perseverança como atributo indispensável para alcançarmos o propósito de Deus: sermos conformes a imagem de Seu Filho para a glória de Deus.


1. A importância da perseverança.

Após estudarmos o processo de formação do discípulo de Jesus Cristo, veremos agora a importância da perseverança. Não é suficiente iniciar. É preciso ir até o fim (Dn 12.13).


1.1. O que significa ser perseverante?

São diversos textos bíblicos que enfatizam a relevância da perseverança da vida daqueles que estão em comunhão com Deus. São vários os sentidos desta palavra, no grego “Hupomenô”, dependendo do contexto no qual é utilizada: permanecer; suportar; aguentar. Em alguns textos encontramos a palavra paciência (no grego “hupomone”): tolerância; constância; resistir. É um verdadeiro desafio para esta geração. Muitos estão sofrendo com a Síndrome do Pensamento Acelerado ou Síndrome da Resposta Rápida. As pessoas estão com dificuldade de esperar.


1.2. Cultivando hábitos saudáveis.

Por que muitos não perseveram? Alguns por não terem plena consciência do que significa ser discípulo de Jesus. Outros por criarem expectativas, que, não se cumprindo, levam à frustração. Há aqueles que descuidam da vida espiritual e, quando vêm as provações e o “dia mau”, acabam não suportando, pois não cuidaram, antes, de estarem revestidos da armadura de Deus (Ef 6.13). Se cultivarmos hábitos e disciplina espirituais, estaremos contribuindo para a manutenção de nossa saúde espiritual. Se não investirmos tempo em várias práticas devocionais, estaremos indo por um caminho que nos conduzirá ao fracasso espiritual.


1.3. É necessário um novo coração.

Ao discursar sobre como as pessoas recebem a Palavra de Deus (Mt 13), Jesus Cristo citou vários tipos de terrenos que receberam a semente: pé do caminho, pedregoso, entre espinhos e boa terra. A que caiu em boa terra, “vingou, cresceu e produziu” (Mc 4.8). O registro de Lucas diz: “E a que caiu em boa terra, esses são os que, ouvindo a palavra, a conservam num coração honesto e bom e dão fruto com perseverança” (Lc 8.15). Notar que o texto sagrado faz menção a um “coração honesto e bom” que conserva a Palavra de Deus. Somente é possível ter um coração assim, disposto e inclinado para a Palavra de Deus, pelo novo nascimento, como estudado em lição anterior. Há muitos que são bons, praticam caridade, são homens honestos, cumpridores de seus deveres, bons cidadãos e outras qualidades mais, contudo não valorizam a Palavra de Deus e não se submetem ao senhorio de Jesus Cristo.

2. “A carreira que nos está proposta”.
A “carreira que nos está proposta” (Hb 12.1) inicia com o novo nascimento. Somente assim o ser humano possui um “coração honesto e bom” para receber e guardar a Palavra de Deus.


2.1. A necessidade de priorizar.

Em Lucas 9.57-62, encontramos três pessoas diante do Senhor. Duas lhe disseram: “Senhor, seguir-te-ei”; e a outra, disse Jesus: “Segue-me”. Estiveram frente a frente com Jesus, foram impulsionadas a seguí-Lo. Será que o primeiro prosseguiu, após as palavras do Senhor? Ou será que, ao tomar conhecimento da possibilidade de não contar com as comodidades naturais da vida, desistiu? O segundo foi chamado pelo Senhor, contudo respondeu: “Deixa que primeiro”. O terceiro, parecido com o primeiro, se apresenta, mas verbaliza como o segundo: “deixa-me despedir primeiro”.


2.2. A pessoa de Jesus, nossa maior motivação.

Interessante notarmos a resposta de Pedro, quando Jesus interpelou aos que ficaram se eles também iriam embora: “Senhor, para quem iremos nós?” (Jo 6.68). Senhor, “Kurios”, em grego, ou seja, Aquele que é e tem a autoridade e o poder de Deus. É importante pontuar que a resposta de Pedro nos faz lembrar que a perseverança do discípulo de Jesus Cristo está fundamentada, inicialmente, na pessoa de Jesus Cristo: Senhor! Porque Ele é o Senhor. Não se fundamenta nos feitos, nas bênçãos, nos projetos pessoais concretizados, na capacidade de entender todos os caminhos de Deus, mas na Pessoa de Jesus Cristo!


2.3. A Palavra de Deus como fundamentação.

Porque Ele é o Senhor, Suas Palavras são de vida eterna. Jesus Cristo e Sua Palavra são os fundamentos que encontramos neste texto sagrado para a perseverança dos discípulos de Jesus Cristo. Numa época de tanta ênfase em conquistar, “determinar”, alcançar metas pessoais, supervalorização do sucesso financeiro, status, crescimento social e outros mais, é oportuno dar especial destaque às razões da nossa perseverança como discípulos de Jesus Cristo: Sua Pessoa e Sua Palavra!


3. Atitudes de perseverança.

A perseverança é a marca do discípulo de Jesus Cristo. Muitos abandonam a vida de discípulo, seguindo caminhos mais curtos e fáceis, que surgem a todo momento.


3.1. Perseverar na Palavra de Deus.

Aos muitos dos que declararam que criam nEle, Jesus Cristo exortou: “Se vós permanecerdes na minha palavra, verdadeiramente sereis meus discípulos” (Jo 8.31). Ou seja, se submete aos ensinos de Cristo e vive de acordo com a Sua Palavra. O próprio Jesus disse que assim o discípulo conhece a verdade (Jo 8.32). Então, o interesse, a disposição em ouvir, prestar atenção e conhecer a Palavra de Deus são marcantes características do discípulo perseverante (Jo 8.47).


3.2. Perseverar no amor.

Outra característica marcante do discípulo de Jesus é o amor: “Nisso todos conhecerão que sois meus discípulos, se vos amardes uns aos outros” (Jo 13.35). Interessante o contexto no qual Jesus proferiu estas palavras. As últimas instruções estão sendo transmitidas aos discípulos. Brevemente o Senhor Jesus encerraria Seu ministério na terra. Então, Ele prepara os Seus discípulos para um novo tempo. Judas Iscariotes já havia se retirado do meio deles. Logo eles não mais teriam a presença física de Jesus O preparo começa com o mandamento: “Que vos ameis uns aos outros; como eu vos amei a vós...” (Jo 13.34).


3.3. Perseverar na frutificação.

O Senhor Jesus, ainda preparando os Seus discípulos, antes de Seu regresso ao céu, procurando informar-lhes acerca da grande obra que estariam levando adiante, disse-lhes: “Nisto é glorificado meu Pai: que deis muitos frutos; e assim sereis meus discípulos” (Jo 15.8). Ainda há uma grande necessidade de que os discípulos do Senhor tenham uma espiritualmente frutífera, para o cumprimento da missão deixada por Jesus e para a glória de Deus. Principalmente, nesta nossa geração, quando muitos vivem uma fé meramente nominal, como se estivessem “acostumados” com uma vida “religiosa” de cumprimentos de normas e rotinas. Importante destacar que na parábola do semeador, registrada por Lucas, a semente que caiu entre espinhos são os que ouviram a Palavra, mas ao seguirem adiante são sufocados com as muitas Ansiedades e cuidados da vida e, assim, “não dão fruto com perfeição” (Lc 8.14), ou seja, não conseguem amadurecer, não permanecem. Que tipo de fruto está sendo produzido em nós?


Conclusão.

Somos chamados para a vida de discípulo por Jesus Cristo. Temos a Sua presença, o poder do Espírito Santo e a Palavra de Deus como nossa lâmpada. É possível vive-la: “Porque o Filho do homem virá na glória de seu Pai, com os seus anjos; e então dará a cada um segundo as suas obras” (Mt 16.27).

Questionário.
1. Ao discursar sobre como as pessoas recebem a Palavra de Deus, quais tipos de terrenos Jesus citou?

2. Como inicia a “carreira que nos está proposta”?

3. Qual foi a resposta de Pedro, quando Jesus interpelou aos que ficaram se eles também iriam embora?

4. O que é a perseverança?

5. Cite uma característica marcante do discípulo de Jesus.

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