sexta-feira, 21 de julho de 2017

ESCOLA DOMINICAL CPAD ESBOÇO - Subsídio da Lição 4

EDITANDO

AULA EM 23 DE JULHO DE 2017 – LIÇÃO 4
(Revista: CPAD)

Tema: O Senhor e Salvador Jesus Cristo

Texto Áureo: Mt 28.19
  
INTRODUÇÃO
- Professor(a), nesta lição leve a classe a crer na divindade de Jesus, pois ainda há pessoas com dúvidas e outros admitindo outros santos com a mesma autoridade de Cristo.
“O nosso enfoque aqui é a verdadeira identidade Jesus.”, se refere a identidade Dele como o Filho de Deus, não como o Jesus histórico que viveu na Palestina, mas o Cordeiro de Deus que veio em carne, o pão vivo que desceu do céu.
O Antigo Testamento mostrou que Ele havia sido prometido pelo Pai, sendo assim Ele é o cumprimento da promessa. 
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I - O FILHO UNIGÊNITO DE DEUS

1. O Filho de Deus.
“ Ele é o Cristo e o Filho de Deus, João afirmou que os milagres foram registrados para que todos os que lessem cressem que Jesus é o Filho de Deus, o Cristo prometido. Pois essa é a pedra fundamental da Igreja: a crença de que Ele é o Filho de Deus. Mt 16.18 
“transcende a criação”, quer dizer, que vai além da criação, indicando que Jesus existe desde antes da criação, ou seja, Ele não foi criado.

2. Significado.
“e os judeus entenderam perfeitamente a mensagem”, e isso encheu eles de inveja, pois eles até sabiam que Jesus era um profeta, mas não aceitaria jamais que Ele fosse o Filho de Deus. Quando Nicodemos foi ter com Jesus de madrugada Jo 3.1, chegou a afirmar o que os fariseus pensavam, veja:
“Este foi ter de noite com Jesus, e disse-lhe: Rabi, bem sabemos que és Mestre, vindo de Deus; porque ninguém pode fazer estes sinais que tu fazes, se Deus não for com ele”, Jo 3.2 Note que Nicodemos afirma: “bem sabemos”, havia muitos mais fariseus que sabiam que Ele vinha da parte de Deus. O problema é que os fariseus acreditava estarem equiparados aos profetas do Antigo Testamento.   

3. Significado de "unigênito" (v.14b).
- “e não necessariamente do verbo gennao, "gerar"", dessa forma o termo “unigênito” segundo o comentarista não significa “único gerado” como encontramos nos dicionários em português.
Professor(a), cuidado com essas teorias de crítica textual que pode acabar colocando a aula em cheque. Sugiro que você apresente a tese da revista, onde afirma que unigênito significa que Ele é a essência do único Deus e a tradução do termo que afirma: unigênito significa “único gerado.” 
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II - A DEIDADE DO FILHO DE DEUS

1. O Verbo de Deus (Jo 1.1).
“relacionamento intratrinitariano, é o relacionamento da Trindade Santa, trabalhando antes da criação, o Pai, o Filho e o Espírito Santo se movendo na mesma essência: Deus.
“golpe mortal contra o sabelianismo”, ensinamento de Sabélio que afirma que Jesus não era Deus.
“há um só Deus, o Pai, de quem é tudo e para quem nós vivemos; e um só Senhor, Jesus Cristo”, os judeus normalmente não recebiam esse ensinamento, pois não entendia como poderia haver um só Deus, o Pai e depois crer num só Senhor Jesus Cristo. Quando os cristão decidiram afirmar a doutrina da Trindade, ela já era esboçada na Palavra.

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ESCOLA DOMINICAL BETEL ESBOÇO - Subsídio da Lição 4

EDITANDO

AULA EM 23 DE JULHO DE 2017 – LIÇÃO 4
(Revista: Editora Betel)

Tema: O perfil dos enviados de Cristo

Texto Áureo: At 22.21
  
INTRODUÇÃO
- Querido(a) professor(a), nesta lição ressalte a necessidade de se manifestar esse perfil hoje, que possamos imitar os bons exemplos do passado.   
“O processo da pregação do Evangelho e tão impressionante”, na verdade ele é impressionante apenas para os que possuem a mente de Cristo e o coração segundo Deus, pois sabemos que a evangelização não impressiona alguns crentes.
- “estão atentos com grande interesse”, da afirmação de Pedro em 1 Pe 1.12, deu-se a entender que os anjos desejariam pregar o Evangelho, é difícil imaginar um anjo pregando, pois são seres espirituais mensageiros de Deus e a pregação do evangelho requer prática e exemplo de vida cristã.  
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1. O caráter de um enviado.
“Tornou-se um importante instrumento na evangelização, passou a ser temido pelo inferno, o Senhor canalizou toda coragem e determinação de Paulo para uma grande obra missionária, Deus usa homens corajosos e se desagrada dos covardes e preguiçosos. 

1.1. Servo.
- “que “respirava ameaças e mortes”, como Saulo, estaria um apóstolo?, além de seu caráter religioso, Saulo tinha habilidades que o diferenciava dos demais, era um sábio, profundo conhecedor da Lei e de filosofia, além de ser poliglota.
“podemos encontrar um zeloso Paulo”, Saulo já era zeloso com a Lei e essa qualidade com certeza pesou para que ele fosse escolhido como apóstolo do Senhor.
“após a conversão, pertencia a Deus e O servia”, a conversão de Saulo é um excelente exemplo de transformação que a Bíblia traz. Nunca se pode duvidar do poder de Deus para regenerar alguém.
- “Primeiro vem a conversão, depois o serviço”, no intervalo entre a conversão e o serviço Paulo se retirou para a Arábia por três anos:
“Nem tornei a Jerusalém, a ter com os que já antes de mim eram apóstolos, mas parti para a Arábia, e voltei outra vez a Damasco.
Depois, passados três anos, fui a Jerusalém para ver a Pedro, e fiquei com ele quinze dias” Gl .17,18 Vemos aqui a necessidade de um preparo para a obra de Deus, mesmo para alguém com tantas qualidades. 

1.2. Santo.
- “Ele se colocou como um exemplo digno de ser seguido, é mais responsabilidade do que presunção alguém se declarar em condições de ser seguido, pois ele passa a ser cobrado e se houver algum descuido logo é apontado.
“ter o caráter santo é ir além da boa reputação”, caráter santo é o que se passa no coração, como Deus nos vê e a reputação é que diz respeito ao nosso comportamento, em como o mundo nos vê.
“não estava preocupado com prestígio humano”, muitos crentes que mantém uma posição eclesiástica buscam prestígio das pessoas e passam a viver em função disso.
“fazendo sempre realçar as virtudes do Senhor Deus”, as virtudes de Deus são manifestadas na vida dos seus servos, faz com que eles se pareçam mais com o Criador. Isso acontece com todos que tem o Espírito Santo habitando em seus corações.   

1.3. Virtuoso.
“Um servo de Deus deve viver focado”, o mesmo que estar concentrado, ter objetivo e se concentrar nele. Assim o crente não para a caminhada por qualquer outro motivo.
- “a nova vida exige que sejamos virtuosos, ser virtuoso significa possuir virtudes, no caso as virtudes santas que são necessárias ao Reino de Deus.
“excelência, boa qualidade, bondade”, as virtudes básicas devem ser às do fruto do Espírito e também devemos ter outras específicas, como sabedoria, bom senso, etc.

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quinta-feira, 20 de julho de 2017

ESCOLA DOMINICAL CENTRAL GOSPEL - Subsídio da Lição 4


AULA EM___DE______DE 2017 – LIÇÃO 4
(Revista: Central Gospel - nº 51)

Tema:  UMA IGREJA EXEMPLAR

Texto Bíblico Básico:

Atos 2.42-47
42 E perseveravam na doutrina dos apóstolos, e na comunhão, e no partir do pão, e nas orações.
43 E em toda a alma havia temor, e muitas maravilhas e sinais se faziam pelos apóstolos.
44 E todos os que criam estavam juntos, e tinham tudo em comum.
45 E vendiam suas propriedades e bens, e repartiam com todos, segundo cada um havia de mister.
46 E, perseverando unânimes todos os dias no templo, e partindo o pão em casa, comiam juntos com alegria e singeleza de coração,
47 Louvando a Deus, e caindo na graça de todo o povo. E todos os dias acrescentava o Senhor à igreja aqueles que se haviam de salvar.
Atos 11.19-23
19 E os que foram dispersos pela perseguição que sucedeu por causa de Estêvão caminharam até à Fenícia, Chipre e Antioquia, não anunciando a ninguém a palavra, senão somente aos judeus.
20 E havia entre eles alguns homens chíprios e cirenenses, os quais entrando em Antioquia falaram aos gregos, anunciando o Senhor Jesus.
21 E a mão do Senhor era com eles; e grande número creu e se converteu ao Senhor.
22 E chegou a fama destas coisas aos ouvidos da igreja que estava em Jerusalém; e enviaram Barnabé a Antioquia.
23 O qual, quando chegou, e viu a graça de Deus, se alegrou, e exortou a todos a que permanecessem no Senhor, com propósito de coração;

Texto Áureo: At 2.42
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 PALAVRA INTRODUTÓRIA
- Professor(a), nesta lição recomendo ir comparando com a vida cristã individual de cada servo de Jesus hoje em dia.
“verdadeiro abalo sísmico, essa é uma denominação técnica para “terremoto”. A Igreja abalou o mundo na sua época como um terremoto.
“epicentro”, é o centro do terremoto, onde ele começa e dali se espalha em todas as direções, assim a Igreja começou em Jerusalém e se espalhou para o mundo.
“alicerçando sua mensagem no que Jesus ensinara”, porém ela ficou conhecida como alicerçada na doutrina dos apóstolos, que na verdade é a mesma coisa. A doutrina de Cristo é também chamada de doutrina dos apóstolos porque eles deram forma a ela, mostrando como os gentios deveriam segui-la.  
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1. PERSEVERANÇA, UMA CARACTERÍSTICA GLORIOSA  
- “seriam a paciência”, deveria esperar o tempo de Deus, não poderia fazer nada correndo, era necessário deixar Deus agir.
“e a perseverança”, é a persistência em continuar pregando, anunciado, edificando novas igrejas e alcançando novos países, tudo debaixo de muita perseguição.
“mediante a sua constância”, e Igreja primitiva esteve constante debaixo de uma grande perseguição, diferente de alguns irmãos que observamos que desistem ao primeiro sinal de luta.

1.1. O caminho para o êxito é a perseverança
na doutrina dos apóstolos, ou seja, nos ensinamentos que os apóstolos traziam a cerca do que viram e ouviram com Jesus, como entendiam e como o Espírito testificava.
“e na comunhão”, naquele período havia a crença de que Jesus retornaria logo, por isso eles viviam em comunidade, onde muitos vendiam os seus bens e traziam para viver na comunidade.
“Não havia, pois, entre eles necessitado algum; porque todos os que possuíam herdades ou casas, vendendo-as, traziam o preço do que fora vendido, e o depositavam aos pés dos apóstolos.” At 4.34
- “no partir do pão”, na comunidade dos cristãos era repartido alimentos para todos, num trabalho assistencial, eles chamavam essa prática de partir do pão.
“enfrenta-las uma a uma”, atualmente há uma busca pela vitória rápida, devido a influência da sociedade moderna, que busca tudo com velocidade. Muitos crentes querem subir de cargo rápido, querem vitórias rápidas, respostas rápidas, etc.  
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2. PERSEVERANÇA NA DOUTRINA DOS APÓSTOLOS
“seria seguir Sua instrução”, eles não poderiam simplesmente batiza-los e mandá-los embora, deveriam ensiná-los a permanecerem firmes, guardando as palavras de Cristo.
“perseverar na doutrina”, ou seja, se manter na doutrina estar firme, não abandoná-la, assim começou a surgir o ajuntamento do povo de Deus, que chamaram de eklesia devido as palavras de Jesus em Mt 16.18 que ao transliterar para o português se chamou “igreja”.  

2.1. A doutrina dos apóstolos
“Didache”, a palavra grega “didache” ou ”didaqué” significa basicamente: ensino, doutrina ou instrução.

2.1.1. A Didaquê
- A Didaquê foi escrita no século I e trata do ensino cristão doutrinário, constituído de dezesseis capítulos. Não se sabe se foi escrito antes ou depois da queda de Jerusalém no ano 70 d.C. também não se sabe quem foi o autor.

2.2. O ensino da Palavra
- “posto no primeiro lugar da lista”, se referindo a lista no que eles perseveravam: “doutrina dos apóstolos, comunhão e no partir do pão”.
“percorre um chão de luz”, quer dizer que vê tudo claramente, enxerga melhor, não tropeça e vê o que está encoberto.
- “engole a Palavra”, palavras do profeta Jeremias fazendo alusão ao ato de digerir, seria o mesmo que meditar na Palavra.

2.2.1. A Palavra produz fé
“escutar não é ouvir”, aqui se refere ao que acontece com muitos crentes, escutam, mas não dão a devida atenção. Existe situações de alguém falar conosco alguma coisa e nós não guardarmos, pois a cabeça estava cheia de preocupações e acabamos só escutando a pessoa, mas não prestamos atenção ao que ela falou, isso tem acontecido muito na obra de Deus ultimamente.

2.2.2. A Palavra gera avivamento espiritual
“na praça diante de...leu a Palavra”, eles entenderam que o motivo do cativeiro foi o afastamento de Deus e de Sua Palavra, por isso a primeira coisa que fizeram ao retornar para Jerusalém foi edificar o altar e depois de terem restaurado o culto e os muros decidiram buscar aquilo que alicerçaria suas vidas, a Palavra.
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3. PERSEVERANÇA NA COMUNHÃO 
“a Igreja alterou o sentido pagão”, não é porque foi uma palavra usada pelos idolatras que não poderia ter um significado santo no povo de Deus. Hoje essa palavra significa comunhão, participação da ceia, das reuniões, da adoração, etc. O povo no deserto deveria caminhar junto, assim a Igreja de Cristo deve estar em comunhão.
Atualmente cresce uma classe de pessoas que se denominam crentes desigrejados, seriam pessoas que não querem comunhão com outros irmãos em Cristo e afirmam terem comunhão com o Senhor!  

3.1. O cuidado com o próximo
- “compartilhavam dos bens que possuíam”, os primeiros cristão acreditavam que o Senhor Jesus retornaria por aqueles dias, por isso se tornou forte o desapego dos bens materiais, onde muitos vendiam tudo e davam o valor na Igreja. Com esse recurso que entrava a Igreja que não precisava e nem poderia edificar ou ornamentar templos então se dedicava totalmente à obra assistencial da comunidade cristã.

3.2. A participação da mesa do Senhor
- ...

4. PERSEVERANÇA NA ORAÇÃO
“perseverar na oração”, quase quinhentos irmãos viram Jesus subir ao céu, porém dez dias depois o Espírito veio batizar a Igreja e somente cento e vinto estavam presentes, só permaneceram porque estavam em oração, quem não gosta de orar logo enfraquece.

4.1. Porque perseverar em oração
“imperativos da pós-modernidade”, é aquilo que pós-modernidade tenta impor na vida das pessoas, como a necessidade de trabalhar, de se divertira, de estar na moda, etc. Isso afasta as pessoas da oração, pois muitos crentes estão na igreja, mas vivem sob regras da sociedade.

CONCLUSÃO
“não abramos mão da...”, repasse em rápidas palavras cada um item desse da lista de Lucas.
- Faça a revisão com a classe repassando os pontos mais importantes.
- Corrija o questionário.

Boa aula!

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quarta-feira, 19 de julho de 2017

AVISO - Sequência dos Esboços da Lição 4

POSTAREMOS OS ESBOÇOS NESSA SEMANA NA SEGUINTE ORDEM:

LIÇÃO 4  CENTRAL GOSPEL BETEL - 3º CPAD

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segunda-feira, 17 de julho de 2017

ESCOLA DOMINICAL CPAD JOVENS - Conteúdo da Lição 4


Diga não ao ritmo de vida deste mundo
23 de julho de 2017


Texto do dia.
"[...] e eu irei como guia pouco a pouco, conforme o passo do gado que está diante da minha face e conforme o passo dos meninos [...]." Gn 33.14

Síntese.
Aquele que vive segundo o ritmo deste mundo sofre danos emocionais, físicos e espirituais.

Texto bíblico

Gênesis 33.1,4, 10-16
1 E levantou Jacó os olhos e olhou, e eis que vinha Esaú, e quatrocentos homens com ele. Então, repartiu os filhos entre Leia, e Raquel, e as duas servas.
4 Então, Esaú correu-lhe ao encontro e abraçou-o; e lançou-se sobre o seu pescoço e beijou-o; e choraram.
10 Então, disse Jacó: Não! Se, agora, tenho achado graça a teus olhos, peço-te que tomes o meu presente da minha mão, porquanto tenho visto o teu rosto, como se tivesse visto o rosto de Deus; e tomaste contentamento em mim.
11 Toma, peço-te, a minha bênção, que te foi trazida; porque Deus graciosamente ma tem dado, e porque tenho de tudo. E instou com ele, até que a tomou.
12 E disse: Caminhemos, e andemos; e eu partirei adiante de ti.
13 Porém ele lhe disse: Meu senhor sabe que estes filhos são tenros e que tenho comigo ovelhas e vacas de leite; se as afadigarem somente um dia, todo o rebanho morrerá.
14 Ora, passe o meu senhor diante da face de seu servo; e eu irei como guia pouco a pouco, conforme o passo do gado que está diante da minha face e conforme o passo dos meninos, até que chegue a meu senhor, em Seir.
15 E Esaú disse: Deixarei logo contigo desta gente que está comigo. E ele disse: Para que é isso? Basta que eu ache graça aos olhos de meu senhor.
16 Assim, tornou Esaú aquele dia pelo seu caminho a Seir.

INTRODUÇÃO
Já estudamos a respeito da preguiça - usar o tempo no minimum (do latim, que significa mínimo, "o menor de todos"), ativismo - usar o tempo no maximus (do latim, que significa máximo, "o maior de todos") e, agora, estudaremos a respeito do equilíbrio entre as duas condutas. Entre a conduta do maximus e do minimum, está a do optimus, em que o indivíduo interage com o mundo exterior de maneira tranquila, sem pressa ou demasiadamente lento, mas no ritmo correto, como diria Jacó: "no passo do gado [...] e dos meninos" (Gn 33.14)

I - UMA VIDA QUE VALE A PENA

1. A verdadeira riqueza.
Uma pessoa rica diante de Deus não é aquela que possui muito dinheiro e bens, mas aquela que desfruta de uma vida abundante (Jo 10.10). Essa é a vida que vale a pena ser vivida e constitui-se na verdadeira riqueza. Aliás, o filósofo estóico Sêneca (4 a.C - 65 d.C) afirmava que "até hoje o dinheiro nunca enriqueceu ninguém". Deus também nos exorta quanto ao desejar as riquezas deste mundo: "Não te canses para enriqueceres; dá de mão à tua própria sabedoria. Porventura, fitarás os olhos naquilo que não é nada? [...]" (Pv 23.4,5). Sem dúvida, a verdadeira riqueza não pode ser encontrada nos bens materiais, pois ela está na simplicidade, nos pequenos detalhes, em grandes iniciativas, nos nobres propósitos. É com essa visão que cada um terá o melhor de Deus. Jesus falou uma parábola a respeito de um homem que achou uma ótima pérola, de grande valor, então ele vendeu tudo quanto possuía e comprou-a (Mt 13.46). Quando se conhece o melhor de Deus, a vida que vale a pena, ninguém quer voltar a viver como antes.

2. Definindo princípios.
Somente quando o ser humano entende o que é a verdadeira riqueza, ele consegue definir os princípios que vão aperfeiçoar o seu ritmo de vida. Quando compreendemos o que é ser rico de verdade, deixamos de ser egoístas e passamos a amar mais nosso semelhante. A flora, a fauna, os astros celestes, as belezas dos habitats naturais, tudo ganhará um novo brilho e um novo fulgor. Passamos a administrar, como fiel mordomo, corretamente tudo que chegar às nossas mãos, e o nosso anelo pela companhia de Deus será constante. Quanto mais nos aproximamos de Deus, mais perdemos o desejo pelas coisas materiais e nossos pensamentos passam a se voltar para as "coisas que são de cima e não nas que são da terra; porque já estais mortos, e a vossa vida está escondida com Cristo em Deus" (Cl 3.2,3).

3. A importância do próximo.
O aperfeiçoamento do ritmo da vida passa, necessariamente, em reconhecer a relevância do próximo, feito à imagem e semelhança de Deus, com quem interagimos diariamente. O valor da vida não está na prosperidade individual, mas, sobretudo no amor ao próximo. Conta-se a história a respeito de uma tribo africana chamada Ubuntu, na qual um antropólogo propôs uma competição: a criança que chegasse primeiro a uma árvore ganharia todos os doces que estavam ali em um cesto. Quando foi dada a largada, as crianças deram as mãos e saíram correndo à árvore mencionada e lá repartiram o prêmio. O antropólogo perguntou porque elas fizeram aquilo, ao que responderam: "Como uma de nós poderia ficar feliz se todas as outras estivessem tristes?" Que exemplo! Aperfeiçoar o ritmo da vida depende, em grande medida, em ser obediente a Deus e, consequentemente, promover a felicidade das outras pessoas. 

Pense
Viver de modo a pensar na felicidade das outras pessoas, não atrapalharia a otimização do meu desempenho pessoal?

Ponto Importante
O tempo gasto com propósito significa "o tempo gasto com a felicidade dos outros", pois a vida só tem sentido se tiver como foco Deus e os semelhantes. 

II - CUIDANDO DE SI MESMO

1. Corpo, templo do Espírito.
Aperfeiçoar o ritmo da vida implica investir tempo para cuidar de si mesmo, como recomendou Paulo ao jovem Timóteo (1 Tm 4.16). Jesus também pediu aos discípulos que deixassem um barquinho à disposição para que pudessem, de vez em quando, sair da pressão do cotidiano e descansar longe das multidões. Paulo fala a respeito do exercício corporal, dizendo que ele tem pouco proveito, se comparado à piedade (1 Tm 4.8), mas, com isso, ele não estava desprezando a importância da atividade física, que é indispensável para se manter a saúde física e a boa forma do templo do Espírito Santo (1 Co 6.19).

2. Mente, sede dos pensamentos e emoções.
Há uma guerra em curso na mente das pessoas. No campo de batalha da mente há conflitos de natureza emocional e espiritual. Por isso, a Bíblia recomenda que o cristão utilize o capacete da salvação, de maneira que a mente esteja sempre bem protegida (Ef 6.17). A fim de proteger a mente, Paulo nos aconselha a pensar em coisas nobres, boas e úteis (Fl 4.8). Há um pensamento cristão antigo, atribuído a Martinho Lutero, que diz que "ninguém pode impedir que os pássaros voem sobre a cabeça, mas é possível evitar que eles façam ninho nela." Este é exatamente o ponto importante, deixar a mente envolvida com pensamentos saudáveis, edificantes e otimistas. Se desejarmos ter saúde emocional, espiritual e física, precisamos ter o controle da nossa mente e sentimentos, evitando todo pensamento e sentimento tóxico, ruim, contrário aos princípios bíblicos divinos.

3. Família, fonte de alegria.
O maior tesouro que um homem possui, depois de Jesus Cristo e da salvação, é sua família. Por isso, é preciso que o homem invista parte significativa do seu tempo (pelo menos um dia por semana) com aqueles que Deus lhe deu para dividir, em família, o dom da vida.

Pense
O que fazer nos momentos em que maus pensamentos aparecem?

Ponto Importante
Não podemos impedir que os maus pensamentos venham a nossa mente, mas podemos impedir que eles fiquem e venham nos contaminar e nos afastar dos propósitos de Deu 

III - O PONTO OPTIMUS

1. Fazendo o mais fácil.
Deus sempre tem um tipo ideal de tarefa para seus filhos: a mais fácil. Aos homens ficou a incumbência de realizar apenas as coisas fáceis. A parte difícil fica na responsabilidade do Senhor. Por exemplo: plantar a semente de uma árvore é fácil, por isso é tarefa humana, mas fazer a semente explodir sob a terra e dali surgir um broto, que, tempos depois, se transformará em árvore frondosa, cheia de frutos, é bastante complicado. Essa é a parte de Deus. Ocorre que, em muitos casos, os homens querem fazer a parte de Deus, a difícil, e entram em grande aflição, pois terão que usar o ponto maximus de sua disponibilidade e não alcançarão os resultados desejados, ademais estarão sob intenso estresse.

2. Fazendo no melhor prazo.
Plantar uma semente, como dito anteriormente, é fácil, mas faz-se necessário que a ação ocorra no melhor prazo (optimus), isto é, no tempo e modo de Deus. Isso fala de discernimento do tempo e estratégia, como acontecia com os filhos de Issacar, os quais eram peritos "na ciência dos tempos, para saberem o que Israel devia fazer [...]" (1 Cr 12.32). Esses homens sabiam se a atividade deveria ser realizada, analisavam a conveniência da oportunidade e qual seria estratégia adequada. Eles conduziam Israel a fazer as coisas no melhor prazo (optimus).

3. Aceitando os resultados.
Nem tudo acontece como planejamos, ainda que haja a otimização do ritmo da vida. Agir no tempo e modo adequados (optimus) não é garantia de que todos os objetivos serão atingidos, porém uma coisa é certa: a pessoa terá vivido o melhor de Deus. Imprevistos acontecem e, por isso, aqueles que estão no caminho correto, seguindo no ritmo de Deus, precisam aceitar alguns resultados indesejados. Habacuque entendia bem isso. Ele sabia que o fato da figueira não florescer, da videira não dar frutos e da impossibilidade de produzir azeite dos frutos colhidos das oliveiras (três tempos de plantações feitas corretamente, no optimus), não era o fim da vida. De um jeito, ou de outro, ele se alegraria no Senhor e exultaria em Deus (Hc 3.17), demonstrando o que significava viver uma vida abundante, uma vida que vale a pena.

Pense
Quem segue no ritmo de Deus, no curso da vida, sempre terá resultados materiais satisfatórios?

Ponto Importante
Aqueles que estão seguindo no ritmo de Deus devem aceitar alguns resultados indesejados, confiando que Deus nunca perde o controle da História.

CONCLUSÃO
Aperfeiçoar o ritmo da vida, de acordo com o padrão de Deus, exige discernimento, haja vista que, diante do corre-corre do cotidiano, muitas vezes, o homem é empurrado para o precipício do ativismo ou para o desânimo da preguiça. Para saber o tempo e o modo de vida saudável é indispensável pedir orientação ao Senhor, para seguir o ritmo da vida sem sofrer a influência da filosofia deste mundo.

Hora da revisão.

Conceitue o optimus.
O indivíduo interage com o mundo exterior de maneira tranquila, sem pressa (maximus) ou demasiadamente lento (minimum), mas no ritmo correto.

A mente humana necessita, segundo a lição, estar calcada em quais pensamentos para atingir o optimus?
Precisa estar focada em pensamentos que sejam úteis e, acima de tudo, que sejam para o louvor e agrado de Deus.

Jesus sabia como viver no optimus?
Ele é o maior exemplo para sabermos como lidar com o cotidiano da nossa vida.

Quais descendentes de Jacó eram peritos "na ciência dos tempos, para saberem o que Israel devia fazer"?
Filhos de Issacar.

Como sua vida está? O que fazer para alcançar o optimus?
Resposta pessoal.

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ESCOLA DOMNICAL CPAD ADULTOS - Conteúdo da Lição 4


O Senhor e Salvador Jesus Cristo
23 de Julho de 2017


TEXTO ÁUREO
"Disse-lhe Jesus: Eu sou o caminho, e a verdade, e a vida. Ninguém vem ao Pai senão por mim." Jo 14.6

VERDADE PRÁTICA
Cremos no Senhor Jesus Cristo, o Filho Unigênito de Deus, plenamente Deus, plenamente Homem e o único Salvador do mundo.

LEITURA BÍBLICA EM CLASSE

João 1.1-14
1 - No princípio, era o Verbo, e o Verbo estava com Deus, e o Verbo era Deus.
2 - Ele estava no princípio com Deus.
3 - Todas as coisas foram feitas por ele, e sem ele nada do que foi feito se fez.
4 - Nele, estava a vida e a vida era a luz dos homens;
5 - e a luz resplandece nas trevas, e as trevas não a compreenderam.
6 - Houve um homem enviado de Deus, cujo nome era João.
7 - Este veio para testemunho para que testificasse da luz, para que todos cressem por ele.
8 - Não era ele a luz, mas veio para que testificasse da luz.
9 - Ali estava a luz verdadeira, que alumia a todo homem que vem ao mundo,
10 - estava no mundo, e o mundo foi feito por ele e o mundo não o conheceu.
11 - Veio para o que era seu, e os seus não o receberam.
12 - Mas a todos quantos o receberam deu-lhes o poder de serem feitos filhos de Deus: aos que creem no seu nome,
13 - os quais não nasceram do sangue, nem da vontade da carne, nem da vontade do varão, mas de Deus.
14 - E o Verbo se fez carne e habitou entre nós, e vimos a sua glória, como a glória do Unigênito do Pai, cheio de graça e de verdade.

HINOS SUGERIDOS: 41, 124, 533 da Harpa Cristã

INTRODUÇÃO
Há inúmeros pontos da cristologia dignos de ocupar a mente e o coração de todos os seres humanos. O nosso espaço aqui é exíguo para um estudo completo. Temos de nos contentar com alguns pontos relevantes sobre a verdadeira identidade de Jesus. A provisão do Antigo Testamento sobre a obra redentora de Deus em Cristo é rica em detalhes. Os escritores do Novo Testamento reconhecem a presença e a obra de Cristo na história da redenção, nas suas instituições e festas. O nosso enfoque aqui é a verdadeira identidade Jesus.

I - O FILHO UNIGÊNITO DE DEUS

1. O Filho de Deus.
O apóstolo João explica o motivo que o levou a escrever o seu evangelho com as seguintes palavras: "Estes, porém, foram escritos para que creiais que Jesus é o Cristo, o Filho de Deus, e para que, crendo, tenhais vida em seu nome" (Jo 20.31). Temos aqui dois pontos importantes. O primeiro é sobre a identidade de Jesus: Ele é o Cristo e o Filho de Deus; o outro é o motivo dessa revelação, a redenção de todo aquele que crê nessa verdade. É de toda importância saber o significado do título "Filho de Deus". A profecia de Isaías anuncia: "Porque um menino nos nasceu, um filho se nos deu" (Is 9.6). Note que o menino nasceu, mas o Filho, segundo a palavra profética, não nasceu, mas "se nos deu". O nascimento desse menino aconteceu em Belém, mas o Filho foi gerado desde a eternidade (Jo 17.5, 24), pois transcende a criação: "E ele é antes de todas as coisas, e todas as coisas subsistem por ele" (Cl 1.17). É como disse Atanásio, em resposta aos arianistas, referindo-se à eternidade de Jesus: "o Pai não seria Pai se não existisse o Filho".

2. Significado.
O significado do termo "filho" nas Escrituras é amplo, e uma das acepções diz respeito à mesma natureza do pai (Jo 14.8,9). Quando Jesus se declarou Filho de Deus, Ele estava reafirmado sua divindade, e os judeus entenderam perfeitamente a mensagem (Jo 5.17,18). O Mestre disse: "Eu e o Pai somos um" (Jo 10.30). E, mais adiante, no mesmo debate com os judeus, Jesus esclareceu o que significa ser Filho de Deus: "àquele a quem o Pai santificou e enviou ao mundo, vós dizeis: Blasfemas, porque disse: Sou Filho de Deus?" (Jo 10.36). Alegar que Jesus não é Deus, mas o Filho de Deus, como fazem alguns, é uma contradição.

3. Significado de "unigênito" (v.14b).
A etimologia do termo "unigênito", monogenés, em grego, indica a deidade do Filho. Essa palavra só aparece nove vezes no Novo Testamento, sendo três em Lucas (7.12; 8.42; 9.38), uma em Hebreus (11.17) e as outras cinco em referência a Jesus nos escritos joaninos (Jo 1.14,18; 3.16,18; 1 Jo 4.9). O vocábulo vem de monós, "único", e de genés, que nos parece derivar de genós, "raça, tipo", e não necessariamente do verbo gennao, "gerar". Então, unigênito, quando empregado em relação a Jesus, transmite a ideia de consubstancialidade. É exatamente o que declara o Credo Niceno: "E [cremos] em um só Senhor Jesus Cristo, Filho de Deus, o Unigênito do Pai, que é da substância do Pai, Deus de Deus, Luz de Luz, verdadeiro Deus de verdadeiro Deus, gerado, não feito, de uma só substância com o Pai".

II - A DEIDADE DO FILHO DE DEUS

1. O Verbo de Deus (Jo 1.1).
O "Verbo" é a Palavra, do grego Logos. O termo "Deus" aparece duas vezes nessa passagem, uma delas em referência ao Pai: "e o Verbo estava com Deus". Aqui temos uma indicação do relacionamento intratrinitariano, ou seja, entre a Trindade, antes mesmo da fundação do mundo. A preposição grega pros, usada para "com" nessa segunda cláusula, diz respeito ao plano de igualdade e intimidade, face a face, além de mostrar a distinção entre o Pai e o Filho, um golpe mortal contra o sabelianismo. A segunda referência,"e o Verbo era Deus", aponta para o Filho. Não se trata de acréscimo de mais um Deus aqui, posto que ao apóstolo foi revelado, pelo Espírito Santo, que o Verbo divino está incluído na essência una e indivisível da Deidade, embora seja Ele distinto do Pai (Jo 8.17,18; 2 Jo 3). Da mesma forma, o apóstolo Paulo transmitiu essa verdade, ao dizer que "para nós há um só Deus, o Pai, de quem é tudo e para quem nós vivemos; e um só Senhor, Jesus Cristo, pelo qual são todas as coisas, e nós por ele" (1 Co 8.6). Trata-se do monoteísmo cristão.

2. Reações à divindade de Jesus.
É digno de nota que os apóstolos João e Paulo, como os demais, eram judeus e foram criados num contexto monoteístico. Portanto, não admitiam em hipótese alguma outra divindade, senão só, e somente só, o Deus Javé de Israel (Mc 12.28-30). Observemos que, a cada fala do Senhor Jesus a respeito de sua divindade, de sua igualdade com o Pai, o próprio apóstolo João registra a reação dos judeus como protesto (Jo 5.18; 8.58,59; 10.30-33). Mesmo assim, esses apóstolos não hesitaram em declarar, com ousadia e abertamente, a deidade absoluta de Jesus (Jo 20.28; Rm 9.5; Cl 2.9; Tt 2.13; 1 Jo 5.20).

3. O relacionamento entre o Pai e o Filho.
Os pais da Igreja perceberam também que, além das construções tripartidas, do relacionamento intratrinitariano e histórico-salvífico revelado nas Escrituras Sagradas, havia ainda as construções bipartidas que identificam a mesma deidade no Pai e no Filho. O Pai e o Filho aparecem no mesmo nível de divindade (Gl 1.1; 1 Tm 6.13; 2 Tm 4.1). Essas expressões bipartidas provam que o Pai e o Filho são o mesmo Deus, possuindo a mesma substância, mas são diferentes na forma e na função, não em poder e majestade. Veja o seguinte exemplo: "Graça e paz de Deus, nosso Pai, e do Senhor Jesus Cristo" (Rm 1.7). Os primeiros cristãos não precisavam de explicações adicionais para compreender a divindade de Jesus em declarações como essas (2 Pe 1.1).

III - A HUMANIDADE DO FILHO DE DEUS

1. "E o Verbo se fez carne" (Jo 1.14a).
O prólogo do Evangelho de João começa com a divindade de Jesus e conclui com a sua humanidade. O Senhor Jesus Cristo é o verdadeiro Deus e o verdadeiro homem. A sua divindade está presente na Bíblia inteira, de maneira direta e indireta, nos ensinos e nas obras de Jesus, com tal abundância de detalhes que infelizmente não é possível mencioná-los aqui por absoluta falta de espaço. A encarnação do Verbo significa que Deus assumiu a forma humana. A concepção e o nascimento virginal de Jesus (Is 7.14; Mt 1.123) são obra do Espírito Santo (Mt 1.20; Lc 1.35). Tal encarnação do Verbo é um mistério (1 Tm 3.16).

2. Características humanas.
Assim como as Escrituras revelam a deidade absoluta de Jesus, da mesma forma elas ensinam que Ele é plenamente homem: "Jesus Cristo, homem" (1 Tm 2.5). Há abundantes e incontestáveis provas de sua humanidade, ou seja, de que Ele nasceu, cresceu e viveu entre nós. Seu nascimento é contado com detalhes nos dois primeiros capítulos de Mateus e de Lucas. Ele cresceu em estatura física e intelectual (Lc 2.52); e sentiu fome, sede, sono e cansaço (Mt 4.2; 8.24; Jo 4.6; 19.28).

3. Necessidade da encarnação do Verbo.
Jesus foi revestido do corpo humano porque o pecado entrou na humanidade por meio do casal Adão e Eva, seres humanos, e pela justiça de Deus o pecado tinha de ser vencido também por um ser humano (Rm 5.12, 17-19). Jesus se fez carne. Fez-se homem sujeito ao pecado, embora nunca houvesse pecado, e venceu o pecado como homem (Rm 8.3). A Bíblia mostra que todo o gênero humano está condenado; que o homem está perdido e debaixo da maldição do pecado (Sl 14.2,3; Rm 3.23). Todos são devedores, por isso, ninguém pode pagar a dívida do outro. A Bíblia afirma que somente Deus pode salvar (Is 43.11). Então, esse mesmo Deus tornou-se homem, trazendo-nos o perdão de nossos pecados e cumprindo Ele mesmo a lei que promulgara (At 4.12; 1 Tm 3.16; Cl 2.14).

CONCLUSÃO
O Senhor Jesus Cristo é a mais controvertida de todas as personagens da História porque é o único que é o verdadeiro Deus e o verdadeiro homem, e a sua verdadeira identidade só é possível pela revelação (Mt 16.17; 1 Co 12.3). Isso revela a sua divindade.

PARA REFLETIR

Que ideia transmite o termo "unigênito" em relação a Jesus?

O que representa para o sabelianismo, "e o Verbo estava com Deus"?

O que identificam as construções bipartidas no Novo Testamento?

Como começa e termina o prólogo do evangelho de João?

Por que o Senhor Jesus é a personagem mais controvertida da História?


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ESCOLA DOMINICAL BETEL - Conteúdo da Lição 4



O perfil dos enviados de Cristo
23 de julho de 2017


Texto Áureo
“E disse-me: Vai, porque hei de enviar-te aos gentios de longe”. At 22.21

Verdade Aplicada
Jesus Cristo fez de Sua missão um modelo para a nossa, enviando-nos ao mundo.

Textos de Referência.

Atos 20.17-21
17 E, de Mileto, mandou a Éfeso chamar os anciãos da igreja.
18 E, logo que chegaram junto dele, disse-lhes: Vós bem sabeis, desde o primeiro dia em que entrei na Ásia, como em todo esse tempo me portei no meio de vós,
19 Servindo ao Senhor com toda a humildade e com muitas lágrimas e tentações que, pelas ciladas dos judeus, me sobrevieram;
20 Como nada, que útil seja, deixei de vos anunciar e ensinar publicamente e pelas casas.
21 Testificando, tanto aos judeus como aos gregos, a conversão a Deus e a fé em nosso Senhor Jesus Cristo.

Introdução
O processo da pregação do Evangelho e tão impressionante que até os anjos observam e estão atentos com grande interesse (1Pe 1.12). A tarefa de anunciar as boas-novas de salvação é dos discípulos de Jesus (Jo 20.21).

1. O caráter de um enviado.
O apóstolo Paulo é um exemplo de perfil aprovado para a obra evangelizadora. Ele era um homem temido por perseguir o povo cristão. Todavia, após encontrar-se com Jesus e receber a salvação. Tornou-se um importante instrumento na evangelização.

1.1. Servo.
Quem diria que na pele de um homem, que “respirava ameaças e mortes”, como Saulo, estaria um apóstolo? Jamais devemos desanimar em falar de Cristo aos homens, porque podemos encontrar um zeloso Paulo escondido na alma de um Saulo pecador (At 9.15). Saulo se tornou um frutífero pregador do Evangelho. Ele testemunhou que, após a conversão, pertencia a Deus e O servia (At 27.23). Primeiro vem a conversão, depois o serviço (1Ts 1.9). É necessário que todo discípulo de Jesus Cristo tenha a mesma consciência do apóstolo Paulo quanto ao chamado para servir. Todos precisamos estar comprometidos com o serviço da evangelização.

1.2. Santo.
Como pregador da Palavra de Deus, Paulo zelava por sua reputação diante de todos (At 20.18). Ele se colocou como um exemplo digno de ser seguido desde o primeiro dia em que chegou à Ásia. Porém, ter o caráter santo é ir além da boa reputação. O apóstolo Paulo não estava preocupado com prestígio humano. Seu zelo ia além do conceito que as pessoas poderiam formular acerca de sua pessoa. Paulo estava preocupado primeiro em agradar a Deus (Gl 1.10). Ter um caráter santo é distinguir-se entre os demais, fazendo sempre realçar as virtudes do Senhor Deus, que não somente habita em nós, mas também coordena nossas atitudes (1Co 9.23-27).

1.3. Virtuoso.
Paulo expõe que servia ao Senhor com toda humildade, com lágrimas e enfrentando ciladas e tentações (At 20.19). Um servo de Deus deve viver focado porque a nova vida exige que sejamos virtuosos (2Pe 1.5). Não estamos isentos de sermos recusados ou ignorados, mas devemos pedir a Deus graça para suportar as pressões que a missão nos exige. É preciso esforço e fazer todo o possível para sermos virtuosos. A palavra virtude em 2Pedro 1.5 admite vários sentidos: excelência, boa qualidade, bondade. São aspectos que precisam estar presentes na vida daquele que é enviado pelo Senhor Jesus para continuar a grande obra da evangelização.

2. A motivação de um enviado.
A motivação é a energia que coloca em movimento o ser humano. A motivação é o princípio de uma ação voluntária e consciente. Vejamos alguns fatores que motivaram o apóstolo Paulo em sua tão brilhante missão.

2.1. Obediência a visão.
Toda missão tem um destino a nos levar. Deus não nos chamou para sermos espectadores. Sempre que vemos o Espírito de Deus na Bíblia. Ele está realizando algo (Gn 1.2). O próprio Jesus disse “Meu Pai trabalha até agora, e eu trabalho também” (Jo 5.17). Uma vida sem propósito é vazia e sem motivação. Paulo foi movido por uma visão. O Senhor o escolheu para ser apóstolo dos gentios. Ele foi fiel à visão celestial testemunhando tanto a grandes, quanto a pequenos, em sua trajetória evangelística (At 26.19).

2.2. O amor pelos perdidos.
Todo cristão deve possuir um profundo amor pelos perdidos. Nosso maior exemplo é o Senhor Jesus Cristo. Ele expressou Seu amor até no momento da crucificação (Lc 33.34). Devemos sempre permitir a frutificação do amor de Deus pelos perdidos através de nossas vidas. Em Atenas, o apóstolo Paulo encontrou uma cidade tomada pela idolatria. Isso comoveu seu espírito de tal maneira que resolveu propagar a luz da verdade para salvar o povo da cegueira e da perdição (At 17.16-17). Tomado pelo amor e inspirado pelo Espírito, ele testemunhou acerca de Cristo e da ressurreição, e alguns creram em sua palavra (At 17.34).

2.3. Senso de urgência.
Ao refletir ainda sobre Paulo em Atenas, percebemos o seu senso de urgência (At 17.16). O termo usado por Lucas é: “paroxuno”, que tem o sentido de afiar, amolar, acelerar. É necessário que o evangelizador tenha uma visão clara da situação espiritual dos que ainda não nasceram de novo, para que possua um senso de urgência, celeridade, pressa. Os perdidos precisam ouvir a mensagem do Evangelho para que possam se arrepender, Devemos ter o mesmo sentimento que houve em Cristo Jesus, que ia de cidade em cidade, de sinagoga em sinagoga pregando a mensagem do Reino de Deus (Mt 9.35).

3. Responsabilidades e recompensas.
Anunciar o Evangelho é uma responsabilidade seguida de grandes recompensas. O trabalho de um servo de Deus nunca será vão no Senhor, porque Ele é galardoador de todos os que o buscam e sempre recompensará aqueles que produzem em Sua seara (Mt 25.21; Hb 11.6).

3.1. Um coração zeloso como de um pai.
O apóstolo Paulo desejava apresentar a Jesus Cristo não somente um número de pessoas, mas pessoas tratadas, cuidadas, limpas e santas (2Co 11.2). O zelo pela obra era paternal, que funcionava desde a geração até o crescimento. Paulo não desejava entregar a Deus bebês pirracentos (1Co 3.1-3). Por isso, ele os visitava, orava por eles, escrevia cartas e os alertava acerca dos perigos que tentavam usurpar sua fé e penetrar no seio da igreja. Não basta gerar bebês espirituais, deve-se cuidar até que cresçam, ou encaminhar a quem deles cuide (1Co 14.20).

3.2. Um compromisso com a vinda do Senhor.
Todo aquele que está enraizado em Cristo deve ter em mente a realidade da vinda do Senhor. É por esse motivo que devemos anunciar o Evangelho a tempo e fora de tempo, porque não sabemos quando o Senhor virá (Mt 24.50). A evangelização é um compromisso com o próprio Senhor. É necessário que falemos de Jesus em toda e qualquer oportunidade que se apresenta a nós. O tempo urge e os sinais estão mais claros a cada dia. Se não anunciarmos, muitos descerão ao abismo da perdição por nossa culpa. O Senhor nos entregou a boa semente, nos deu o Seu Espírito Santo e nos capacitou com os dons espirituais. É sair e colher, porque os campos já estão prontos para a ceifa (Jo 4.35).

3.3. A recompensa dos enviados.
O trabalho da seara do Senhor Jesus é árduo e inclui surpresas, dores, provações e perseguições. Todavia, em meio a tudo isso, o Senhor nos prometeu um prêmio por nossas obras. Mas como distinguir esse prêmio? A forma como Deus nos premia vai além de qualquer pensamento (Ef 3.20). A Palavra de Deus nos assegura que o trabalho na obra do Senhor “não é vão” (1Co 15.58), “jamais será improdutivo”. Todos os esforços serão recompensados pelo Senhor da seara no glorioso dia do Seu retorno (Mt 25.21; Lc 19.17).

Conclusão.
Todo discípulo de Jesus Cristo, consciente de ter sido chamado para cumprir tão importante tarefa, enviando ao mundo (Jo 20.21) e capacitado com o poder do Espírito Santo (At 1.8), precisa ser perseverante no trabalho do Senhor até que Ele venha. 

Questionário.

1. Qual era a preocupação de Paulo?

2. Por que o servo de Deus deve viver focado?

3. Segundo a lição, o que todo cristão deve possuir?

4. O que Paulo desejava apresentar a Jesus Cristo?

5. O que a Palavra de Deus nos assegura?

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