terça-feira, 26 de julho de 2016

ESCOLA DOMINICAL CPAD - Conteúdo da Lição 5 - Revista da CPAD - JOVENS

Predições de Juízo e Glória
31 de Julho de 2016



TEXTO DO DIA
“E haverá um tabernáculo para sombra contra o calor do dia, e para refúgio e esconderijo contra a tempestade e contra a chuva” Is 4.6.

SÍNTESE
Após o juízo divino avassalador, se estabelecerá um período de muita justiça, glória e beleza, em que o “renovo do Senhor”, Cristo, promoverá um período de bênçãos, proteção e prosperidade.

TEXTO BÍBLICO

Isaías 4.2-6.
2 — Naquele dia, o Renovo do Senhor será cheio de beleza e de glória; e o fruto da terra, excelente e formoso para os que escaparem de Israel.
3 — E será que aquele que ficar em Sião e que permanecer em Jerusalém será chamado santo: todo aquele que estiver inscrito entre os vivos em Jerusalém.
4 — Quando o Senhor lavar a imundícia das filhas de Sião e limpar o sangue de Jerusalém do meio dela, com o espírito de justiça e com o espírito de ardor,
5 — criará o Senhor sobre toda a habitação do monte de Sião e sobre as suas congregações uma nuvem de dia, e uma fumaça, e um resplendor de fogo chamejante de noite; porque sobre toda a glória haverá proteção.
6 — E haverá um tabernáculo para sombra contra o calor do dia, e para refúgio e esconderijo contra a tempestade e contra a chuva.

INTRODUÇÃO
Nesta lição você verá que o profeta mostra que, apesar de Deus ter de executar juízo contra seu povo, como consequência das escolhas erradas feitas por eles, o que prevalece é seu imenso amor, misericórdia e cuidado para com eles, demonstrado no envio do Messias (Is 4.5). Isaías deixa claro que o Deus executor de juízo age com justiça e equidade, mas que jamais deixará seu povo entregue ao sofrimento, demonstrando assim a grandeza dEle purificando, salvando e curando seu povo e ainda lhes prometendo que seriam muito abençoados.

I. O JUÍZO DE DEUS

1. As causas do juízo de Deus.
Antes de enviar seu juízo, Deus havia mostrado claramente ao povo que não deveriam agir de forma contrária ao seu amor. Por isso, alertou contra a corrupção dos governantes e a violência. Alertou sobre questões econômicas e sociais que promoviam a injustiça, foram denunciadas e advertidas as seguintes práticas: a substituição do Senhor pelas riquezas; a ganância; o suborno recebido pelo juiz; a exploração dos trabalhadores para a manutenção do luxo no palácio, do rei, da corte e do Templo; a concentração de riquezas nas mãos de poucos; o empobrecimento da população; a administração fraudulenta; a impunidade e a opressão. Tudo isso característica do afastamento sistemático do amor e do cuidado de Deus, dando as costas a Ele, e na prática querendo afirmar que não precisariam dEle nem de suas ordenanças para organizarem suas vidas.

2. Como um Deus bom pode agir com juízo.
Existem pessoas que não compreendem como um Deus de amor pode agir em juízo; alegam que as duas coisas são antagônicas e preferem achar que Ele é complacente com situações que ferem sua santidade, como no caso do povo de Judá e Jerusalém, mas a verdade é que o juízo de Deus se manifesta sempre que se viola o princípio de justiça estabelecido por Ele, e assim se viola seu próprio amor, ou seja, a própria criatura humana se expõe ao juízo de Deus ao rejeitar o seu amor, que é oferecido gratuitamente. No caso de Israel, esse amor foi rejeitado ao agirem com arrogância e autossuficiência, desprezando a provisão de Deus, e ao praticarem a injustiça de uns para com os outros, oprimindo e explorando os pobres, os órfãos e as viúvas.

3. A justiça estabelecida com juízo.
Para que houvesse o retorno da justiça no meio do povo de Deus era preciso que o juízo fosse feito com rigor pelo Justo Juiz. Deus lavaria e purificaria toda a sujeira e limparia Jerusalém da culpa do sangue inocente derramado. Para isso enviaria seu Espírito de justiça e seu Espírito purificador (Is 4.4). Quando o juízo fosse completado, a glória e a proteção do Senhor seriam estendidas sobre seu povo.
Atualmente, a igreja é o povo do Senhor na terra e atua como um arauto de justiça e um inibidor do juízo contra o pecado e todas as formas de injustiça. Por isso, ela não deve se omitir dos meios públicos, políticos e da justiça social, mas também não pode compactuar com políticas injustiças e corruptas. Precisa ocupar o espaço na sociedade que lhe compete e posicionar-se de forma profética e justa. Nessa posição, não há como aceitar troca de favores com os poderes constituídos, pois compromete a autoridade profética da igreja.

Pense!
Apesar da existência do juízo de Deus, a nossa relação de obediência a Ele não deve se basear no medo de sua punição, mas sim no amor que nos constrange a ser fiéis à sua Palavra e vontade sublime, entendendo-as como o melhor caminho possível para as nossas vidas.

Ponto Importante
Na teologia bíblica cristã, o juízo de Deus não se origina por uma intenção malévola de Deus. O juízo surge por consequência de nossos pecados, de nossa transgressão ao modelo de vida estabelecido por Deus.

II. A GLÓRIA DO RENOVO DO SENHOR

1. O Renovo do Senhor para Israel.
Segundo os estudiosos do texto bíblico, ao falar do Renovo do Senhor, Isaías está se referindo ao Messias que seria rejeitado pelo povo de Israel, mas aceito ao final de muito aperto. Novamente, aqui a profecia aponta para um contexto imediato, a invasão da Babilônia, e para um contexto remoto — o fim dos tempos, quando Israel estará novamente sitiada e será liberta milagrosamente quando reconhecer e aceitar a Cristo como o enviado de Deus. Esse tempo será após o período da grande tribulação, que durará sete anos, e o Anticristo quebrará o pacto feito com Israel e muitas nações da terra se voltarão contra o povo de Deus. Neste momento o socorro do Senhor virá por meio da intervenção divina encabeçada por Cristo em favor de seu povo.

2. O Renovo do Senhor para a Igreja.
Como Israel rejeitou a Cristo, abriu-se a grande porta da graça de Deus para todos os povos da Terra. Todos os que aceitam a Cristo como salvador, neste tempo da graça, serão espiritualmente revestidos de beleza e glória, através de Cristo nas suas vidas. Com isso todos os que estão em Cristo são chamados de santos (Is 4.3; 1Co 1.2). Além disso, o profeta promete que o Renovo do Senhor produzirá vida, Jesus se referiu a Ele mesmo como o doador da vida (Mt 20.28; Jo 3.15-16; 5.24), dizendo que “quem beber da água que eu lhe der nunca mais terá sede. Ao contrário, a água que eu lhe der se tornará nele uma fonte de água a jorrar para a vida eterna” (Jo 4.14).

3. Cristo, o provedor de bênçãos para os salvos.
Por meio de Cristo, há abundante provisão para todos nós, os salvos. Através de sua Palavra Ele promete cura para o corpo físico (Mt 4.23), libertação do pecado e de situações de aflição e angústia (Rm 8.21), salvação do estado de morte e aproximação de Deus (Lc 3.6), renovação para a mente e no modo de pensar (Rm 21.2; 4.23), perdão completo para a culpa (Mt 26.28; Lc 24.47), e sobre nós repousa sua glória transformadora, como disse Paulo em 2 Coríntios 3.18.

Pense!
Em Cristo começamos a experimentar a glória de Deus em nossas vidas. Apesar de não ser de maneira plena, quando estamos em Jesus iniciamos a preparação para viver a glória eterna. Estar em Jesus é ter a garantia de que iremos experimentar a glória de Deus de maneira plena.

Ponto Importante
O objetivo final do juízo é sempre a renovação do bem-estar do povo de Deus e a manifestação da glória do Deus Altíssimo. Deus julga porque quer restabelecer a ordem da sua criação.

III. A PROTEÇÃO DO SENHOR

1. A proteção do Senhor para Israel.
O profeta faz o povo se lembrar do cuidado de Deus na travessia do deserto e afirma que, de forma mais gloriosa ainda, a mesma proteção será presente para o povo de Deus. Obviamente essas expressões estão em sentido figurado e remetem para um tempo futuro, no reinado messiânico, em que Deus protegerá seu povo de forma miraculosa contra todos os inconvenientes, tanto da natureza quanto de seus inimigos. Mas além dessa proteção, fornecerá provisões de calor durante a noite e sombra durante o dia (Is 4.6), ou seja, o povo se sentirá confortável como nunca em outro tempo esteve, pois a plenitude do reino messiânico será de uma glória indescritível (Is 4.5).

2. A proteção do Senhor para os salvos.
Embora as promessas de Deus para Israel quanto ao reino messiânico também se apliquem aos salvos, Jesus afirmou que aqueles que vivessem em seu Reino (Lc 8.1; 16.16; 17.20-21) que se estabelece nos corações, experimentariam antecipadamente as realidades desse Reino (Rm 14.17). Jesus não prometeu uma vida fácil, livre de tribulações, Ele mesmo disse: “no mundo tereis aflições; mas, tende bom ânimo; eu venci o mundo” (Jo 16.33). Porém, a sua provisão para o seu povo é a companhia, o consolo e o conforto do seu Espírito Santo, que atua como uma nuvem sobre seu povo, guardando-os do calor escaldante das aflições da vida e do fogo do Espírito que protege contra a frieza deste mundo e lhes provê sustento espiritual. O resplendor de fogo sobre o povo e o seu Espírito purificador (Is 4.4-5) é uma alusão ao batismo no Espírito com fogo (Mt 3.11) que se cumpriu no Dia de Pentecostes e se cumpre na vida de cada crente ao ser batizado no Espírito Santo, promovendo purificação e queimando interiormente aquilo que fere a santidade de Deus, permitindo vivermos em seu Reino de justiça, paz e amor.

Pense!
Apesar da proteção que Jesus dá para as nossas vidas, isso não significa que Ele nos isenta de qualquer situação difícil. Só teremos total transformação e descanso na manifestação plena do reinado futuro de Jesus.

Ponto Importante
A vinda do Messias remete à promessa de um renovo e cuidado de Deus pelo seu povo apesar de seus pecados. É símbolo de que Deus não desiste do seu povo ainda que este abandone seus caminhos. Deus sempre volta a ter compaixão.

CONCLUSÃO
Deus deseja para nós, o seu povo escolhido, os salvos em Cristo, que vivamos uma vida de plenitude desfrutando das muitas coisas boas disponíveis em seu Reino, estabelecido em nossos corações. A rejeição dessa oferta gratuita é uma afronta ao seu amor e misericórdia; por isso, vale a pena o esforço para permitir que o seu Espírito Santo instale em nossos corações o seu Reino, trazendo libertação das forças opressoras do mal e da miséria humana.

HORA DA REVISÃO

1. Que significado tinha a coluna de nuvem e fogo para o povo de Israel?
Proteção, conforto e consolo.

2. Por que Deus enviou juízo para o seu povo?
Porque o povo que não deveria agir de forma contrária ao seu amor.

3. Por que um Deus bom pode agir com juízo?
Porque quando se viola o princípio de justiça estabelecido por Ele, se viola Seu próprio amor, ou seja, a própria criatura humana se expõe ao juízo de Deus.

4. Qual o propósito do juízo de Deus sobre Israel?
Deus lavaria e purificaria toda a sujeira e limparia Jerusalém da culpa de sangue inocente derramado; para isso enviaria seu Espírito de justiça e seu Espírito purificador através do juízo.

5. A quem o profeta se refere quando escreve sobre o renovo do Senhor?
Está se referindo ao Messias, ao Cristo.

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ESCOLA DOMINICAL BETEL - Conteúdo da Lição 5 - Revista da Editora Betel


O Ministério de Jesus Cristo na Região da Galileia
31 de julho de 2016



Texto Áureo

“E Jesus, andando junto ao mar da Galileia, viu dois irmãos, Simão, chamado Pedro, e André, os quais lançavam as redes ao mar, porque eram pescadores.” Mateus 4.18



Verdade Aplicada

Jesus escolheu homens simples para que, depois da Sua morte, através deles, o mundo fosse abalado.


Textos de Referência.


Mateus 4.23-25
23 E percorria Jesus toda a Galileia, ensinando nas suas sinagogas, e pregando o evangelho do Reino, e curando todas as enfermidades e moléstias entre o povo.
24 E a sua fama correu por toda a Síria; e traziam-lhe todos os que padeciam acometidos de várias enfermidades e tormentos, os endemoninhados, os lunáticos e os paralíticos, e ele os curava.
25 E seguia-o uma grande multidão da Galileia, Decápolis, de Jerusalém, da Judéia e dalém do Jordão.


Introdução

Nesta lição, estudaremos como Jesus deu início ao Seu ministério público. Veremos Jesus saindo do anonimato de uma carpintaria para depois de Seu batismo atuar pregando, ensinando e curando, até tornar-se extremamente popular.


1. O início do ministério público de Jesus.

Todo início de ministério profético ocorre a partir de um lugar e com uma mensagem clara. Com Jesus não foi diferente. Depois de vencer a tentação, derrotando o diabo no deserto, agora teria início o Seu ministério na Galileia.


1.1. Jesus volta para a Galileia.

Da Judeia, Jesus retorna para a Galileia, assim que soube que João Batista foi preso. A Galileia, que fica na região norte de Israel, era governada por Herodes Ântipas e sua população era constituída de muitos estrangeiros e judeus mistos. Por isso o profeta Isaías a chama de “a Galileia das nações”. Ao regressar, Jesus passa em Nazaré, mas, de acordo com Lucas, o Seu testemunho não foi aceito lá (Lc 4.16-30). Por isso, Ele foi habitar em Cafarnaum, dando início ao seu trabalho com êxito, exatamente no lugar profetizando e onde frutificou com um maravilhoso discipulado.


1.2. A pregação de Jesus.

Na Galileia, região considerada de trevas, cujo povo estava assentado na região e sombra da morte, a situação mudou, pois Jesus, a resplandecente Estrela da Manhã, anunciou um novo dia por meio de Sua pregação. Suas Palavras tocaram a muitas vidas cansadas, corações feridos e gente sem esperança. Dessa maneira, através de Suas pregações, muitos veem de fato uma luz e se voltam para Deus. Sim, as palavras de Jesus tocam com amor, fé e esperanças e senso de urgência para voltarem-se para Deus e muitos voltam até hoje.


1.3. Jesus e Sua equipe.

Ao chegar a Cafarnaum, que significa “Vila de Conforto” ou “Vila de Naum”, Jesus não perdeu tempo, pois logo passou a pregar e a estar atento a possíveis discípulos. Engana-se quem pensa que Jesus estava à procura de meros seguidores ou simpatizantes para Sua causa, porque Ele não estava. Seguidores Ele já tinha vários, porém Jesus estava atento a discípulos, isto é, aqueles que comporiam a Sua equipe de enviados. Esta equipe seria formada não por intelectuais ou pessoas de grande projeção social, porém de indivíduos com elevada devoção, firmes na decisão de servir a Deus (Jo 15.16).


2. Jesus chama ao discipulado.

Jesus já iniciara o Seu ministério entre os galileus e precisava multiplicar-se para ter maior alcance. Ele precisava de uma equipe que pudesse reproduzir a Sua mensagem e o que Ele era. Assim, convocou homens ao discipulado.


2.1. O chamado.

Dá para imaginar Jesus andando junto ao mar da Galileia e a conexão que Ele fazia daquele ambiente com a Sua missão? Para o Senhor Jesus o mundo era o mar e os grandes cardumes de peixes a sociedade humana sem Deus e perdida. Ao observar Pedro e André com suas redes, viu nelas a mensagem do Reino, a mensagem de vida que eles trariam aos homens. Dessa maneira, os chamou ao treinamento de uma pescaria celestial: “Vinde após mim e eu vos farei pescadores de homens”. Os peixes do mar morrem quando apanhados, mas nas redes do Reino ganham a vida.


2.2. Os homens chamados ao discipulado.

Inicialmente, Jesus chamou dois pares de pescadores para estar com Ele, para o aprendizado. Estes se tornariam grandes pescadores de almas para Deus. Notem que Deus vê em nós coisas boas, potenciais os quais nem sonhamos tomar parte. Deus deseja que nos tornemos pescadores de almas para o Seu Reino. É claro que Jesus estivera com os quatro pescadores antes. Por exemplo, André e João passaram uma tarde com Jesus (Jo 1.35-39). Assim como André logo apresentou Pedro a Jesus, João deve ter feito o mesmo com seu irmão Tiago e seu pai Zebedeu. Os chamados iniciais foram feitos a pessoas simples, como eu e você, mas com muita vontade de aprender e fazer a obra de Deus.


2.3. O preço do discipulado.

Aqueles homens, ao atenderem o convite de Jesus, logo deixaram as suas redes e os seus barcos. Eles eram profissionais da pescaria e tinham nesses instrumentos o seu sustento diário. O que esses homens tinham em mente quando deixaram a sua profissão? Na verdade, eles previamente experimentaram a mensagem, o poder e a santidade de Jesus, de modo que todos ficaram atemorizados (Lc 5.1-11). Eles sabiam que estavam diante de alguém mui sublime da parte de Deus, por isso adiante de tantas evidências não resistiram ao chamado do Mestre e deixaram tudo. Apenas algum tempo depois foi que eles questionaram o que receberiam em troca (Mt 19.27-30). Sempre valerá a pena atender ao chamado. O prêmio para os que obedecem é incomparavelmente maior do que o investimento!


3. As faces do ministério de Jesus.

Ao longo do ministério público do Senhor Jesus, Ele foi chamando outras pessoas para compor Sua equipe. Depois os preparou e os enviou às ovelhas perdidas da casa de Israel (Mt 10.1). Enquanto isso não acontecia, o Mestre desenvolvia as várias facetas de Seu ministério público que se revelava em outros ministérios como veremos.


3.1. Ministério da pregação e ensino.

Jesus desenvolveu um trabalho itinerante, tornando a Galileia o Seu circuito, ou seja, Jesus rodeava toda a Galileia desenvolvendo o ministério da Palavra através da pregação e ensino (Mt 4.23). Mateus é bem enfático quanto a isso, pois ele informa que Jesus percorria cidades e povoados (Mt 9.35). O Senhor Jesus ensinava, ou seja, instruía os Seus ouvintes, expondo acerca do Reino de Deus. Às vezes, esse ensino era em tom de conversação e outras em discursos didáticos, mas também de pregação. O Seu auditório era formado de frequentadores das sinagogas e pessoas que se reuniam em casas ou debaixo de uma árvore nos povoados.


3.2. Ministério de cura e libertação.

Enquanto Jesus ensinava e pregava acerca do Reino de Deus, as curas aconteciam. As curas são resultado da palavra da fé ensinada e pregada. Isso era algo novo para todos os galileus e demais judeus, coisa que ora causava admiração, espanto e, com o tempo, muitos ciúmes nos chefes das sinagogas. Tanto a cura das enfermidades físicas como a libertação de possessões demoníacas eram vistas como cura também (Lc 13.10-17), pois os demônios são causadores de desordens psicológicas (Mt 17.14-18; 8.28-34). Quando vamos até Jesus, somos curados e libertados de toda sorte de enfermidade, seja que procedência for (Mt 4.24)!


3.3. A fama de Jesus em Seu ministério.

Jesus foi possuidor de uma fama que extrapolou os limites da Galileia. Ele veio especificamente para os filhos de Israel e orientou que Seus discípulos não saíssem dos termos de Israel (Mt 10.6). Note, porém, que as pessoas do extremo norte de Israel e também dos termos da Síria traziam os seus enfermos para serem curados (Mt 4.24). Não apenas grupos de pessoas iam e vinham a Jesus, mas o acompanhavam grandes multidões originadas de vários lugares: Galileia, Decápolis, Jerusalém, Judeia e lugares de além do Jordão. A fama de Jesus atravessou não só os lugares de origem, mas também milênios!


Conclusão.

O ministério do Senhor foi como a raiz de uma terra seca para os religiosos contemporâneos. Seu labor não tinha parecer e nem formosura por causa de Sua origem. Jesus, porém, brilhou muito além da carpintaria e das praias da Galileia, visto que Seu brilho é eterno.


Questionário.


1. Quem era o governador da Galileia?


2. Como Mateus descreve a Galileia daqueles dias?



3. O que significa Cafarnaum?



4. Quem era o pai de Tiago e João?



5. Qual foi a orientação de Jesus para os Seus discípulos?


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ESCOLA DOMINICAL CPAD - Conteúdo da Lição 5 - Revista da CPAD - ADULTOS


A Evangelização Urbana e suas Estratégias
31 de Julho de 2016





TEXTO ÁUREO
“E aconteceu que, acabando Jesus de dar instruções aos seus doze discípulos, partiu dali a ensinar e a pregar nas cidades deles”Mt 11.1.

VERDADE PRÁTICA
A evangelização urbana é o primeiro desafio missionário da igreja e o estágio inicial para se alcançar os confins da terra.

LEITURA BÍBLICA EM CLASSE

Atos 2.1-12.
1 — Cumprindo-se o dia de Pentecostes, estavam todos reunidos no mesmo lugar;
2 — e, de repente, veio do céu um som, como de um vento veemente e impetuoso, e encheu toda a casa em que estavam assentados.
3 — E foram vistas por eles línguas repartidas, como que de fogo, as quais pousaram sobre cada um deles.
4 — E todos foram cheios do Espírito Santo e começaram a falar em outras línguas, conforme o Espírito Santo lhes concedia que falassem.
5 — E em Jerusalém estavam habitando judeus, varões religiosos, de todas as nações que estão debaixo do céu.
6 — E, correndo aquela voz, ajuntou-se uma multidão e estava confusa, porque cada um os ouvia falar na sua própria língua.
7 — E todos pasmavam e se maravilhavam, dizendo uns aos outros: Pois quê! Não são galileus todos esses homens que estão falando?
8 — Como pois os ouvimos, cada um, na nossa própria língua em que somos nascidos?
9 — Partos e medos, elamitas e os que habitam na Mesopotâmia, e Judeia, e Capadócia, e Ponto, e Ásia,
10 — e Frígia, e Panfília, Egito e partes da Líbia, junto a Cirene, e forasteiros romanos (tanto judeus como prosélitos),
11 — e cretenses, e árabes, todos os temos ouvido em nossas próprias línguas falar das grandezas de Deus.
12 — E todos se maravilhavam e estavam suspensos, dizendo uns para os outros: Que quer isto dizer?

INTRODUÇÃO
Nesta lição, veremos algumas estratégias a serem usadas na evangelização de uma cidade. Trataremos também dos desafios enfrentados pelo evangelista nessas áreas e, finalmente, mostraremos como efetivar a conquista de uma área urbana. Esta, se bem conduzida, resultará na difusão integral da Palavra de Deus.
Por esta razão, é urgente coordenar todas as nossas ações na abordagem de uma cidade, para que sejam implementados os pontos básicos do evangelismo autenticamente bíblicos: discipulado, estabelecimento de igrejas e missões.

I. ESTRATÉGIAS URBANAS DE EVANGELISMO
Na evangelização urbana, levemos em conta a estratégia de Jonas, do Pentecostes e dos pioneiros pentecostais.

1. A estratégia de Jonas.
O profeta não dispunha de tempo para percorrer toda Nínive com o juízo de Deus. Por isso, traçou uma estratégia simples, porém eficaz: “E começou Jonas a entrar pela cidade caminho de um dia, e pregava, e dizia: Ainda quarenta dias, e Nínive será subvertida” (Jn 3.4). Ele usou as vias principais da capital assíria para apregoar a mensagem divina que, dessa forma, não demorou a chegar ao rei (Jn 3.6).
Na evangelização de uma área urbana, escolha pontos estratégicos: avenidas, praças, terminais de ônibus, trens e metrôs para o evangelismo pessoal. Se possível, também faça uso de outdoors, programas de rádio e serviço de som para anunciar a Cristo.

2. A estratégia do Pentecostes.
Não foi sem motivo que Deus escolheu o Pentecostes para fundar a sua Igreja. Nesse evento judaico tão importante, achavam-se em Jerusalém israelitas de todas as partes do mundo (At 2.1-12). E, quando da descida do Espírito Santo, eles ouviram as maravilhas de Deus em sua própria língua. Ao retornarem aos seus lugares de origem, levaram a semente do Evangelho que, mais tarde, germinaria congregações e igrejas.
A Igreja pode aproveitar a realização de eventos esportivos, artísticos e culturais para divulgar o Evangelho. Se possível, deve montar uma equipe com falantes de outros idiomas para apresentar o Evangelho aos representantes de outras nações.

3. A estratégia dos pioneiros.
Orientados pelo Espírito Santo, Daniel Berg e Gunnar Vingren escolheram a cidade de Belém, no Pará, como ponto de partida para a sua missão no Brasil. Logo em sua chegada, em 19 de novembro de 1910, constataram que a capital paraense era geograficamente estratégica para se alcançar o país em todas as direções. Por isso, ore e estude detalhadamente a região que você quer alcançar.

II. OS DESAFIOS DA EVANGELIZAÇÃO URBANA
Na evangelização urbana, há desafios e imprevistos que podem ser convertidos em oportunidade.

1. Incredulidade e perseguição.
Vivemos tempos trabalhosos, em que falsos obreiros anunciam um falso evangelho. É preciso anunciar a Cristo com sabedoria, poder e eficácia (2Tm 4.17). Nossa mensagem não pode ser confundida com a dos mercenários e falsos profetas. A mensagem da cruz precisa ser pregada na virtude do Espírito Santo (1Co 1.18).
Diante das perseguições, não podemos desistir ou nos calar. Jesus também foi perseguido em sua própria cidade, mas levou a sua missão até o fim (Lc 4.28-30).

2. Enfermos.
As áreas urbanas acham-se tomadas de enfermos e doentes terminais. No tempo de Jesus, não era diferente. Ao entrar em Jericó, Ele deparou-se com um cego que lhe rogava por misericórdia (Lc 18.35). E, às portas de Naim, encontrou o funeral do filho único de uma viúva (Lc 7.11-17). Ungido pelo Espírito Santo, curou o primeiro e ressuscitou o segundo. A Igreja deve desenvolver capelanias hospitalares, e visitar os enfermos e moribundos.

3. Endemoninhados.
Quem se dedica à evangelização urbana deve estar preparado, também, para casos difíceis de possessão demoníaca. Muitos são os gadarenos espalhados pela cidade (Mt 8.28-34). Por isso, o evangelista precisa orar, jejuar e ter uma vida santa (Mc 9.29).
A igreja não pode fazer da libertação dos oprimidos um espetáculo. Mas deve, no poder do Espírito Santo, orar pelos enfermos e pelos cativos de Satanás (Mt 10.8).

III. COMO FAZER EVANGELISMO URBANO
A evangelização urbana só será bem-sucedida se tomarmos as seguintes providências: treinamento da equipe, estabelecimento de postos-chave e acompanhamento do trabalho.

1. Treinamento da equipe. 
Antes de chegar à Macedônia, o apóstolo Paulo já podia contar com uma equipe altamente qualificada, para implantar o Evangelho na Europa. Primeiro, tomou consigo a Silas e, depois, o jovem Timóteo (At 15.40; 16.1,2). Acompanhava-os, também, Lucas, o médico amado (At 16.11). Com este pequeno, mas operoso grupo, o apóstolo levou o Evangelho a Filipos, a Tessalônica e a Bereia, até que a Palavra de Deus, por intermédio de outros obreiros, chegasse à capital do Império Romano (At 16.12; 17.1,10).

2. Estabelecimento de postos-chave.
Sempre que chegava a uma cidade gentia, Paulo buscava uma sinagoga, de onde iniciava a proclamação do Evangelho (At 17.1-3). Embora o apóstolo, na maioria das vezes, fosse rejeitado pela comunidade judaica, a partir daí expandia sua ação evangelística urbana até alcançar os gentios.
É necessário que sejam encontrados postos principais para a evangelização urbana. Pode ser a casa de um crente, ou a de alguém que está se abrindo à Palavra de Deus (At 16.15). Na evangelização, as bases são muito importantes.

3. Acompanhamento do trabalho.
Procure estar atento à nova frente evangelística. Ao partir para uma nova área urbana, alguém deve ser deixado como responsável para cuidar dos novos convertidos que foram alcançados, como fazia o apóstolo Paulo (At 17.14). E, periodicamente, devem haver visitas até que amadureçam o suficiente para caminhar por si próprias (At 18.23).

Não descuide do trabalho de discipulado. Fortaleça-os na fé, na graça e no conhecimento da Palavra de Deus. Quem se põe a evangelizar as áreas urbanas deve estar sempre atento. Por isso mesmo, tenha uma equipe amorosa, competente e disponível.

CONCLUSÃO
A evangelização urbana é o grande desafio do século 21. As cidades tornam-se cada vez maiores e mais complexas, exigindo da Igreja de Cristo ações específicas, personalizadas e efetivas. Se, por um lado, lidamos com as massas, por outro lado, temos de tratar particularmente com cada pessoa, para que todos venham a ter um encontro pessoal com Deus.
Seguindo o exemplo de Jesus e de Paulo, façamos da evangelização urbana a base para alcançarmos os confins da Terra. As cidades são estratégicas na proclamação mundial do Evangelho.

PARA REFLETIR

A respeito da evangelização urbana, responda:

Qual a estratégia de Jonas?

Fale sobre a estratégia do Pentecostes.

Qual a estratégia adotada por Daniel Berg e Gunnar Vingren?

Quais os desafios da evangelização urbana?

Que providências podem tornar bem-sucedida a evangelização urbana?

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segunda-feira, 25 de julho de 2016

PEDIDO - Colaboração

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sábado, 23 de julho de 2016

ESCOLA DOMINICAL CENTRAL GOSPEL ESBOÇO - Subsídio da Lição 4 - Revista Central Gospel


AULA EM___DE______DE 2016 – LIÇÃO 4
(Revista: Central Gospel - nº 47)

Tema: O CRESCIMENTO DO ISLÃ NO MUNDO

Texto Áureo: Êxodo 22.21
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 PALAVRA INTRODUTÓRIA
- Professor(a), para esta lição estude o islã e seus elementos da fé. Para alguns segmentos da igreja o Islã é chamado de seita, porém para outros é reconhecido como religião.
- “mundo ocidental”, é constituído pela Europa e Américas.
- “índice de natalidade entre os mulçumanos”, os mulçumanos não aceitam perder seus filhos para o mundo ou para outras religiões. Por isso quanto mais filhos eles tiverem mais essa religião cresce.
- “intolerância”, é característica daquele que não tolera alguém pelo fato de essa pessoa pertencer a outra religião.
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1. UMA BREVE HISTÓRIA DO ISLAMISMO

1.1. Relação entre fé islâmica e Abraão
- “para os mulçumanos”, sabemos que os árabes são descendência de Ismael e Islã é foi edificado na história dos Árabes, o que está sendo narrado aqui é uma crença mulçumana sobre a história de Ismael e Abraão.

1.2. Os Árabes antes de Maomé
- “politeístas”, quer dizer que acreditavam em vários deuses.
- “animistas”, que acreditavam na existência da alma humana.
- “feiticistas”, que adotavam a prática do feitiço, naquela época era comum entre tribos indígenas e hindus.
- “não apresentavam unidade política”, quer dizer que não tinham um governo, ou um clã, nem um líder.  

1.3. Maomé, o profeta do Islã
- “ter contato com outras religiões”, isso explica o caráter sincrético do Islã e seu aspecto legalista.
- “religião monoteísta de Abraão”, na época de Abraão a sua religião não possuía o nome de Judaísmo, na verdade não tinha nem um nome definido.

1.3.1. A revelação
 - “Jibril”, é o nome Gabriel em árabe, teria sido o primeiro contato de Maomé com o Senhor, que passou a chamar pelo nome árabe “Alá”, que é a tradução de “Deus”.
- “profeta de uma nova fé”, para os mulçumanos Alá é o mesmo Deus dos hebreus, mas segundo eles nem Israel e nem Jesus teriam cumprido a sua missão na terra, que era de proclamar o nome do Senhor. Seria uma nova fé por não pregar a Jesus como salvador e sim Alá como o Senhor de tudo.

1.3.2. Alcorão (ou Corão), o livro sagrado do Islã
- ...

1.4. Maomé e a tentativa de unificação da fé
- “pensava que proclamava a mesma fé”, a fé é diferente porque anunciamos a Cristo o Salvador do mundo através da obra na cruz, mas os mulçumanos não reconhecem a Jesus como o filho de Deus.
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2. AS CINCO COLUNAS DOUTRINÁRIAS DO ISLÃ
- “dogmas muito simples”, dogmas são costumas e doutrinas que caracterizam uma religião. Os dogmas do Islã são bem mais simples do que os do cristianismo e judaísmo. Porém poderá haver controvérsias nisso, pois os dogmas do Islã são baseados no legalismo.

2.1. A profissão de fé (Shahadah)
- “diante de uma testemunha”, para se tornar cristão também precisa de testemunhas, porém a confissão é de que aceita a Jesus como salvador e pode ser na própria língua.

2.2. A prece ritual (Salat)
- “é feita cinco vezes por dia”, essas orações são feitas nas posições de pé, curvado, de joelhos, prostrado e sentado, onde o devoto recita versículos específicos do Alcorão.

2.3. A ajuda aos necessitados (Zakat)
- “é um imposto obrigatório”, diferente do cristianismo onde não há regulação da obrigatoriedade sobre o dízimo, ficando para a consciência do dizimista e ofertante.

2.4. O jejum de Ramadam (sawm)
- “todos os dias”, quer dizer que não faz o jejum no mês inteiro, mas é feito todos os dias por espaço de trinta dias em horários específicos.

2.5. A romaria a Meca (Hajj)
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3. O ISLAMISMO DEPOIS DE MAOMÉ
- “prontos para uma reforma política”, havia um certo descontentamento na sociedade, nas áreas política e religiosa.
- “inspirarem zelo doutrinário”, um dos motivos que fazem uma pessoa seguir uma religião é observar a seriedade e compromisso de seus líderes. Por conta da falta desse compromisso em muitas igrejas evangélicas, hoje existem  uma multidão de crentes desigrejados.

3.1. Divisões sectárias do Islamismo
- “um grande problema a resolver”, esse problema era administrativo, porque eles acreditavam que Maomé era um profeta enviado por Alá e como Alá não levantou um sucessor e nem Maomé o fez, então deveriam agora criar esse cargo.
- “os xiitas olham para o futuro”, ocorrem incidentes entre esses dois grupos, extremistas de ambos os lados às vezes se explodem.

3.2. Todos os mulçumanos são extremistas?
- “extremista”, é aquele que leva ao extremo a sua fé, são os fanáticos armados. Existem grupos de mulçumanos extremistas armados que promovem atentados suicidas e ataques das formas mais variadas possíveis. Uns lutam contra Israel e outros contra os “infiéis” do ocidente.
- “interpretações radicais”, assim como alguns fazem com a Bíblia lá eles fazem com o Alcorão. Por conta dessas interpretações esses grupos extremistas fazem atrocidades com os que eles consideram infiéis.

3.3. O que a Igreja deve considerar sobre o Islã
-...

3.3.1. Como a Igreja deve reagir à expansão islâmica?
- “evangelização de mulçumanos”, não é difícil esse tipo de evangelização pelo fato de não haver perseguição nesses países, mesmo assim deve ser feito com cautela.
- “evangelização nos países mulçumanos”, nos países mulçumanos há muita intolerância aos cristãos, por isso na maioria deles ocorrem grande perseguição.
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CONCLUSÃO
- “sem precisar...atravessar continentes”, isso porque eles estão avançando para o nosso continente.
- “guerras urbanas deflagradas”, são os milhares de problemas que enfrentamos nas nossas cidades, matança de policiais, intolerância racista, perseguição aos homossexuais, tráfico de drogas, etc.
- “verdadeiro cristão”, aquele que de fato teve um encontro com Cristo, nada o separa do amor de Deus, nem mesmo a morte.
- Faça o seu resumo e exponha à classe.
- Corrija o questionário.

Boa aula!

Marcos André – professor

sexta-feira, 22 de julho de 2016

ESCOLA DOMINICAL BETEL ESBOÇO - Subsídio da Lição 4 - Revista Betal


AULA EM 24 DE JULHO DE 2016 – LIÇÃO 4
(Revista: Editora Betel)

Tema: Jesus Venceu a Tentação e o Tentador

Texto Áureo: Hebreus 4.15
  
INTRODUÇÃO
- Querido(a) professor(a), nesta aula se concentre nas estratégias do inimigo para nos fazer pecar.
- “Através da narrativa da tentação de Jesus”, quer dizer que os fatos ocorridos na passagem da tentação serão usados como exemplo para nos ensinar a forma do inimigo de nossas almas agir.
- “como se caracteriza as investidas do diabo”, quer dizer será analisado o modo de o maligno agir, como ele faz para chegar ao servo de Deus e enganar. Conhecendo isso nós poderemos ficar ais alertas e vigilantes.
- “fazê-lo pecar e desviá-lo assim do plano divino”, e os ataques não visam comente o indivíduo, mas também aqueles que estão ligados a pessoa, como a família, o ministério, amigos, etc.
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1. Conduzido à tentação
- “Jesus foi conduzido”, essa condução foi pelo Espírito Santo, mostrando que após o reconhecimento público do arrependimento a pessoa passa a ser conduzida pelo Espírito Santo.

1.1. Local da tentação.
- “Foi um lugar literal que Jesus se dirigiu”, quer dizer que foi um lugar real e não algo no imaginário e nem algum cenário espiritual.
- “se preparar para o início de Seu ministério”, Satanás é único inimigo que enfrentamos durante nossa vida cristã e ele usa elementos da nossa natureza para nos destruir.
- “o tentador o deixou definitivamente”, ele o deixou ali naquele momento, mas continuo ao derredor buscando uma brecha.

1.2. Tentação e tentador.
- “não existe tentação sem tentador”, quer dizer que por mais que sejamos fracos, sempre haverá o dedo do inimigo nas tentações.
- “acabar com Jesus e o plano da redenção”, o Senhor Jesus era um alvo compensador, assim o inimigo conseguiria parar a obra de Deus, até hoje Satanás tenta contra as lideranças.
- “mentiroso, caluniador”, calúnia é a mentira sobre as ações e a conduta de alguém.

1.3. Instrumentos da tentação.
- “foi a Jesus assim que Ele sentiu fome”, se aproveitando de uma necessidade fisiológica de Cristo. Assim ele nos tenta usando essas mesmas necessidades.
- “se aproveitando das suas carências físicas”, nossas necessidades fisiológicas não são pecados, mas o maligno as usa para nos conduzir ao pecado. Essas são as principais necessidades fisiológicas do ser humano: repouso, comida, água, abrigo e sexo.
- “era pôr dúvida a identidade divina de Jesus”, ninguém caminha no campo espiritual com dúvidas, por isso o inimigo se esforçou em introduzir dúvida no coração do Senhor. Essa é a tentação que ele nos lança, se ele colocar dúvida na mente de alguém, essa pessoa enfraquece rápido.
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2.  Esferas da tentação

2.1.  Carências de natureza física.
- “não haveria testemunhas de que Ele houvesse pecado”, somente Deus saberia! Na verdade era só com isso que o Senhor Jesus estava preocupado, pois Seu desejo sempre foi o de agradar ao Pai.
- “satisfazer a Sua fome ouvindo o diabo”, por mais que alguém passe necessidade de alguma coisa nessa terra, não deve nunca ouvir o conselho de Satanás.
- “mas de toda a palavra que sai da boca de Deus”, com essa resposta o Senhor Jesus nos mostrou que a maior preocupação do servo de Deus deve ser em encher da Palavra e depois buscar as coisas materiais para seu sustento.

2.2. Prazer nas coisas religiosas.
- “decidiu tentá-lo pelo uso das coisas religiosas”, alguns pensam que as tentações só ocorrem no mundo com as coisas do mundo, mas existem tentações também nas igrejas com as coisas religiosas.
- “pelo fanatismo”, o fanatismo religioso é a devoção incondicional sem um senso crítico, que faz com que o indivíduo tome decisões impensadas.
- “insiste em que Ele prove que é o Filho de Deus”, as tentações de Satanás hoje residem em instigar os crentes a provarem ser o que não são. Satanás usa o ego humano como arma para suas investidas.
- “Jesus não tinha que provar nada”, assim também nós não temos que provar nada, pois Deus já fala com cada um no particular. Muitos crentes se esforçam para conseguir cargos, mostrando ter o que não tem, parecendo ser o que não são.
- “Não tentarás o Senhor teu Deus”, significa  não provocar a Deus, tentando fazer o Senhor tomar atitude fora do tempo. Alguns crentes para aparecerem, querendo provar alguma coisa, forçam espiritualidade e assim provocam a Deus.
2.3.  Ambição pelo poder.
- “a ambição pelo poder”, essa atinge a pessoa tanto dentro como fora da igreja, muitos nessa busca caem em ciladas ou se ocupam demasiadamente perdendo a espiritualidade.
- “oferece a Jesus os reinos do mundo e a glória”, parece um absurdo essa oferta, mas sabemos que Jesus havia deixado sua majestade para vir cumprir uma missão, dessa forma parece razoável que o inimigo oferecesse um trono aqui no mundo a fim de tentá-lo.
- “em troca de adoração”, o inimigo está estabelecendo uma regra aqui, quem deseja conseguir subir na vida será diversas vezes convidado a adorar a Satanás, subliminarmente ou abertamente.
- “outros caíram nesse pecado”, a busca por poder dentro e fora da igreja tem feito muitos bons cristãos se venderem. Isso está acontecendo nesse momento.
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3. O triunfo sobre a tentação

3.1. Sujeitando-se a Deus.
- “É obedecê-lo como servo dócil”, quando alguém entra na obediência a Deus, passa a se envolver na obra do Senhor, nas atividades do Reino e dessa forma a tentação não consegue influenciá-lo. No momento em que Davi deixou de se envolver na batalha a tentação o atingiu. 2 Sm 11.1
- “condicionou-se a si mesmo à posição de servo”, atualmente encontramos os servos de si mesmos, aqueles que não querem ser usados por Deus, mas querem usar Deus, usar a igreja e usar as ovelhas, se apresentam como ovelhas, mas são lobos. Estão envolvidos em alguma obra até quando puderem ganhar algo dela.
3.2. Resistindo ao diabo.
- “não se restringiu ao deserto, mas durou todo o período”, professor(a), comente aos alunos que ninguém deve pensar que o inimigo nos tenta em um momento específico e depois não, a todo tempo somos tentados pelo diabo. Ele está ao derredor.
- “Tratou-se de uma provação diferenciada”, uma provação permitida por Deus e tomada para análise didática nos evangelhos.
- “mas Jesus o resistiu e não cedeu”, note que Jesus resiste fazendo menção da Palavra de Deus, aprendemos assim que para resistir ao inimigo devemos nos encher antes da Palavra de Deus.
- “permanecendo firme em nossa fé”, não devemos abandonar a fé por coisas ou propostas ainda que pareçam muito melhores do que a nossa situação atual.

3.3. Ser servido pelos anjos.
- “operam as causas de Deus juntos aos Seus servos”, nós somos os agentes de Deus nessa terra e os anjos do Senhor nos protegem do mal, nos livrando dos perigos dessa vida e auxiliando no trabalho cristão.
- “trataram de servi-lo em Suas necessidades”, chegou um momento em que era fisicamente impossível para o Senhor prosseguir, nessa hora entra o sobrenatural de Deus.
- “trouxessem para Ele alguma mensagem”, talvez se pensarmos assim estaremos limitando o poder de Deus, pois o Senhor estava cheio do Espírito Santo e por isso ouvia constantemente o Pai.
- “uma assistência para que Jesus continuasse”, assim também acontece conosco nesse mundo, pois temos uma missão e há momentos em que precisamos de um apoio sobrenatural.

CONCLUSÃO
- “deixando-nos o Seu exemplo”, o maior exemplo de trabalho e resistência às tentações é o nosso Senhor Jesus. Devemos sempre nos espelhar nesses exemplos do Mestre da Galileia.
- “procurou desviá-lo do propósito divino”, nada diferente do que o iinimigo tenta fazer hoje. Ele busca lançar dúvidas, porque a dúvida enfraquece a fé e sem o crente para a caminhada.  
- Faça o resumo e corrija o questionário.

QUESTIONÁRIO

1. Quem conduziu Jesus ao deserto?
R: O Espírito Santo (Mt 4.1).

2. Quando o tentador se apresentou a Jesus?
R: Assim que Jesus sentiu fome, ao término dos quarenta dias de jejum (Mt 4.2-3).

3. Qual foi o alvo principal do diabo em relação à identidade de Jesus?
R: Colocar dúvida quanto a Sua identidade divina (Sl 91.11-12).

4. Cite pelo menos duas esferas da tentação.
R: Carências de natureza física e prazer nas coisas religiosas (Mt 4.3).

5. Como Jesus sujeitou-se a Deus, Seu Pai?
R: Como servo obediente (Is 42.1).

Marcos André – professor

Boa Aula!

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quarta-feira, 20 de julho de 2016

ESCOLA DOMINICAL CPAD ESBOÇO - Subsídio da Lição 4 - Revista da CPAD - ADULTOS


AULA EM 24 DE JULHO DE 2016 – LIÇÃO 4
(Revista: CPAD)

Tema: O Trabalho e Atributos do Ganhador de Almas

Texto Áureo: 2 Timóteo 4.5
  
INTRODUÇÃO
- Professor(a), para esta lição inicie identificando o evangelista dentro da sua denominação e tente explicar aos alunos a equiparação do cargo dentro da sua denominação, se ele está acima do de pastor ou se está abaixo, ou se é a mesma coisa.
- “tarefa de todo discípulo de Cristo”, se refere ao fato de que todos somos obreiros do Senhor genericamente falando e por isso todos somos evangelistas também.
- “não pode ser um ganhador de almas eventual”, é aquele que ganha almas quando surge a oportunidade, assim são todos os cristãos, porém o que tem o chamado específico de evangelista cria a oportunidade conforme os métodos a serem estudados aqui.
- “de forma concentrada”, quer dizer focando no alvo, concentrando-se da missão.
- “metódica”, obedecendo a métodos que visam tornar o trabalho eficiente e seguro.
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I - EVANGELISTA, GANHADOR DE ALMAS
- “uma igreja desprovida de evangelistas”, se referindo a igreja local é possível que congregações pequenas não possuam esses obreiros, mas conforme vai crescendo e necessário é importante consagrar obreiros nessa área.

1. Definição.
- “vocacionado por Deus através do Espírito Santo”, com isso entendemos que o evangelista deve ter um chamado de Deus para essa árdua tarefa, não podendo ser somente pela vontade da pessoa.
- “visando à proclamação extraordinária das Boas-Novas”, ordinário é aquilo que é comum e extraordinário é o que é fora do normal. Assim o evangelista não prega o evangelho de forma normal, ele o faz de forma incomum.

2. O evangelista no Antigo Testamento.
- “significa mensageiro e pregador”, no Antigo Testamento era aquele que simplesmente levava a boa notícia vinda da parte de Deus.

3.  evangelista em o Novo Testamento.
- “a receber o título de evangelista foi o diácono Filipe”, note que ele não deixou de ser diácono para ser evangelista, mas ele sendo diácono passou a exercer o ministério de evangelista.
- “a igreja, como um todo, agia e reagia evangelisticamente”, isso porque cada crente assimilava a ideia de ser propagador do evangelho de Jesus e também por uma forte perseguição que os dispersava.
- “dispersão dos crentes de Jerusalém”, essa dispersão ocorreu logo após a mote de Estevão.
- “Por onde passavam, anunciavam”, eles não foram simplesmente morar em outro lugar, mas eles anunciavam a todos o evangelho, pois todos tinham esse desejo.

4. O evangelista na era da Igreja Cristã.
- “em todos os reavivamentos”, se referindo aos momentos em que a Igreja foi reavivada no Novo Testamento.
- “Wesley”, o pastor John Wesley foi um avivalista do século XVIII na Inglaterra.
- “Daniel Berg, Gunnar Vingren”, dois missionários suecos que trouxeram o movimento pentecostal para o Brasil no início do século XX. São fundadores da denominação Assembleia de Deus.
- “Bernhard Johnson”, pastor americano que veio para o Brasil em 1957 iniciando um ministério pentecostal evangelístico que impactou a região sudeste e todo o país.
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II - ATRIBUTOS DE UM EVANGELISTA

1. Amor às almas.
- “chegava a sentir dores intensas”, se der uma lida na referência de Gl 4.19 vamos ver que Paulo diz sentir dores até que Cristo seja formado nos crentes gálatas, ou seja, até que eles adquiram a maturidade em Cristo.
- “Foi esse amor que constrangeu”, ser constrangido pelo amor é a pessoa se sentir internamente impulsionada a fazer algo por alguém.
- “para falar com um etíope”, o evangelista deve estar pronto a evangelizar muitas pessoas como também uma pessoa apenas.
- “nada fará sem o amor às almas perdidas”, a obra é árdua, Felipe teve que correr ao lado da carruagem para puxar assunto com o etíope. Sem amor não conseguiremos forças para evangelizar.

2. Conhecimento da Palavra de Deus.
- “vinha lendo o profeta Isaías”, havia uma semente no coração do etíope e Filipe usou o conhecimento da Palavra para regar essa semente.
- “e começando nesta Escritura, lhe anunciou a Jesus”, provavelmente Filipe tenha começado explicando o básico, sobre a quem Isaias estava se referindo e daí passou para a profundidade da salvação. Por isso é necessário estarmos nos aprofundando a cada dia nas Escrituras Sagradas.
- “um perfeito manejo da Palavra”, na verdade para qualquer cargo de ministro da Palavra, como pastor, presbítero, missionário, evangelista e outros, é necessário o correto manejo da Palavra.

3. Espiritualidade plena.
- “é imprescindível ao exercício eficaz do ministério”, pela experiência podemos dizer que é perfeitamente possível ser servo de Deus sem ser batizado no Espírito Santo, porém é essencial para o ministério evangelístico esse batismo com fogo.
- “por essa razão, teve um ministério pontilhado de milagres”, na verdade não somente pela razão de ser cheio do Espírito Santo, pois existem pessoas cheias do Espírito Santo e não veem milagres acontecerem em suas carreiras eclesiásticas. Um fator principal para que houvesse muitos milagres na vida cristã dos homens de Deus como Filipe foi eles usarem o revestimento de poder para a atividade fim da Igreja, ganhar almas. Os milagres seguirão aos que crerem, ou seja, enquanto a Igreja ganha almas ocorre milagres.
- “uma vida espiritual medíocre”, medíocre é tudo aquilo que está na média, um aluno que passa com nota cinco é um aluno medíocre e um obreiro que busca somente o necessário espiritualmente é um obreiro espiritualmente medíocre.

4. Disponibilidade.
- “Embora fosse casado”, o fato de estar casado não atrapalha o trabalho do evangelista, desde que a obra não traga riscos à família e que haja concordância do cônjuge.
- “em quatro lugares diferentes”, destaca-se aqui a disponibilidade e mobilidade desse evangelista, qualidades essenciais para essa obra.
- “nem por isso, descuidou de sua família”, quando a família acompanha o evangelista a obra fica melhor de ser executada, mas para o caso em que a esposa não acompanha o evangelista é necessário o acordo entre o casal para que a obra se desenvolva sem impedimentos.
- “suas quatro filhas eram profetisas”, esse é o fruto do trabalho de Filipe, nos dias atuais em muitos jovens estão no caminho do vício, das drogas, da bandidagem e da devassidão
___________________________________________
III - O TRABALHO DE UM EVANGELISTA

1. Proclamação do Evangelho.
- “não deve ele perder-se em burocracias inúteis e paralisantes”, se um evangelista for enviado a lugar ermo, a fim de iniciar um trabalho, ele deve organizar a divulgação da Palavra, fazer visitas e estabelecer um ponto, porém tão logo edifique uma comunidade cristã, deve deixar a organização da congregação com a secretaria de sua igreja. A parte burocrática atrasa a obra.

2. Apologia da fé cristã.
- “compreende igualmente a apologia da Fé”, é a defesa da fé diante das heresias que possam surgir no meio das novas congregações ou comunidades cristãs.
- “a fé cristã ante as nações e os poderosos”, são as ameaças externas, surgem com leis, promoções culturais e tendências que são amplamente divulgadas pela mídia a fim de colocar em xeque a nossa fé.
- “Estude, prepare-se e confie”, oportunidades como aquela no Areópago de Atenas só podem ser aproveitadas com bom conhecimento da Palavra e das culturas que nos cercam.

3. Integração do novo convertido.
- “integração plena do novo convertido”, é colocar o novo crente no convívio do povo de Deus, o novo convertido tem uma certa dificuldade em se achegar e se adequar à comunidade cristã, o evangelista deve saber conduzir essa integração.
- “incorporada também à igreja visível”, considerando a igreja invisível como aquela que vai ser arrebatada, é a Igreja de Cristo e a igreja visível é a igreja local.
- “O lado social do converso”, é o relacionamento do crente com as pessoas a sua volta. Nesse caso trazendo a pessoa para o meio do povo de Deus na igreja, fará com que essa necessidade social seja preenchida.
____________________________________
CONCLUSÃO
- “chegou a Samaria”, ele seguiu exatamente a ordenança de Jesus em At 1.8 sendo testemunha de Cristo em Samaria.
- Não deixe de corrigir o questionário.

Respostas:
  
Defina o evangelista.
A palavra evangelista, originária do termo grego euaggelistes, define o obreiro vocacionado por Deus através do Espírito Santo, e confiado à Igreja por Cristo, visando à proclamação extraordinária das Boas-Novas de Salvação.

Segundo a lição, qual o maior evangelista da Igreja Primitiva?
Filipe.

Em Atos 8, quais os lugares evangelizados por Filipe?
Em Atos capítulo 8, encontramo-lo em quatro lugares diferentes: Samaria, Gaza, Azoto e Cesareia.

Quais os atributos de um evangelista?
Amor às almas, conhecimento da Palavra de Deus, espiritualidade plena e disponibilidade.

Quais as funções de um evangelista?
Proclamação do Evangelho, apologia da fé cristã e integração do novo convertido.

Pr Marcos André – professor
Boa Aula!

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