ESTUDOS TEOLÓGICOS, INTERPRETAÇÃO DA BÍBLIA, ESBOÇO PARA AULAS DA ESCOLA DOMINICAL, ETC

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quarta-feira, 23 de abril de 2014

ALGUNS COMENTÁRIOS DOS CRÍTICOS NÃO ESTÃO SENDO AUTORIZADOS DEVIDO A NÃO ESTAREM ASSINADOS PELOS SEUS AUTORES. 
TODA CRÍTICA NÃO OFENSIVA É BEM VINDA, DESDE QUE ESTEJA ASSINADA!

ESCOLA DOMINICAL - Esboço e Subsídio da Lição 4 - Revistada CPAD


AULA EM 27 DE ABRIL DE 2014 - LIÇÃO 4
(Revista: CPAD)

Tema: Dons de poder  

Texto Áureo: 1 Coríntios 2.4,5
  
INTRODUÇÃO
- Amado(a) professor(a), nesta lição esclareça que os dons devem estar associados a pregação da Palavra de Deus no mundo.
- “não vemos as manifestações dos dons... com mais frequência?”, professor(a), esta pergunta tem gerado dúvidas em muitas nos crentes. Apareceram diversas respostas tanto dos cessacionistas como dos pentecostais.
- “usá-los para a glória do nome do Senhor”, essa recomendação é necessária porque muitos buscam esse tipo de dom para seu próprio engrandecimento.
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1. O DOM DA FÉ (1Co 12.9)

1. O que significa fé?
- “total confiança e dependência em Deus”, para que a fé opere sinais é preciso que a confiança em Deus seja plena, do contrário não haverá prodígios.
- “fundamental para as operações”, há registro na Bíblia de que Jesus não operou os milagres porque muitos estavam descrentes. Mat 6.5-6

2. A fé como dom.
- “a fé salvífica”, a fé que salva, a fé que desenvolvemos para alcançar a salvação, consiste basicamente em crer no Senhor Jesus e aceitar seu sacrifício na cruz.
- “evidenciada como fruto do Espírito”, essa fé é a que produz obras, enquanto  a fé salvífica produz salvação essa vai ser consequência da transformação que a pessoa recebe ao ter o Espírito Santo habitando no seu interior.
- “Stanley Horton”, teólogo e escritor pentecostal, autor de vários livros, tem sua teologia sistemática traduzida e editada pela CPAD.
- “oportunidade especial”, para um momento específico, numa obra de evangelismo ou visita em lar.

3. Exemplo bíblico do dom da fé.
- “vede o livramento do Senhor”, esse dom leva a pessoa tomar atitudes de extrema confiança no Senhor. Na situação de Moisés uma pessoa normal entraria em desespero. Existe ocasiões em que irmãos visitam comunidades dominadas pelo crime organizado e evangelizam os traficantes, e em outras situações conseguem livrar um jovem que iria ser morto por algum grupo armado. Como esses irmãos conseguem essa coragem? É o dom da fé.
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2. DONS DE CURAR (1Co 12.9)

1. O que são os dons de curar?
- “Deus é quem cura!”, mesmo que a pessoa manifeste o dom de curar, essa cura deve ser reportada a Deus e não a pessoa.
- “ser anunciado como uma mensagem poderosa”, a manifestação desses e outros sinais está ligada a missão de propagar a mensagem do evangelho. Crente que busca dons por vaidade o para afirmação pessoal, dificilmente alcançará.
2. A redenção e as curas.
- “redimido pelo Senhor”, essa é a redenção interior, onde o eu está sendo transformado.
- “redenção do seu próprio corpo”, será a redenção completa e definitiva que ocorrerá no arrebatamento da Igreja, conforme 1 Coríntios 15.
- “sujeitos a toda sorte de doenças”, por isso não podemos criar paradigmas sobre os dons de curar. Ainda que alguém possua esse dom ele só irá curar alguém se o Senhor permitir e também se a pessoa tiver fé para ser curada. Do contrário os crentes fechariam os hospitais do mundo.

3. A necessidade desses dons.
- “pensa que pode superar a Deus”, hoje a medicina trabalha para encontrar um remédio que cure todas as doenças, ou algo que traga o rejuvenescimento do corpo. Outros loucos tentam achar Deus na ciência, olhando para os confins do universo com seus poderosos telescópios de milhões de dólares, quando na verdade o Senhor está bem perto.
- “à disposição da Igreja de Cristo”, esse dom obviamente está ligado a pregação do evangelho, por isso o Senhor não vai curar todas pessoas. Ao orar pela cura deve-se levar também a mensagem da Palavra.
- O mais importante para Deus, não é curar as pessoas, mas sim libertá-las da escravidão.
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3. O DOM DE OPERAÇÃO DE MARAVILHAS (1Co 12.10)

1. O dom de operação de maravilhas.
- “altera a ordem natural das coisas”, pode mexer com as leis da Física e alterar os elementos da natureza.
- Não deve ser confundido com os dons de cura, são prodígios, operações milagrosas que ocorrem nas coisas e no espaço.
2. Exemplos bíblicos.
- “repreendeu o vento e o mar”, alterou os elementos da natureza.
- “a ressurreição do filho da viúva”, aqui o Senhor alterou a ordem natural das coisas.
- Faltou o exemplo da pesca maravilhosa Lucas 5.4 A moeda na boca do peixe Mateus 17.27, etc.

3. Distorções no uso dos dons de curar e de operação de maravilhas.
- “determinar”, “decretar” ou “exigir””, esse tipo de distorção tem ocorrido com frequência em algumas igrejas, e quando a determinação não dá certo, aqueles que orientaram a fazer isso dizem que a pessoa não determinou com fé.
- “em forma de barganha”, barganha significa oferta e propostas de negócio, comércio. Ninguém pode achar que vai ser curado só porque é fiel na igreja ou porque entrega o dízimo e etc.
- “que oremos pelos enfermos (Tg 5.14)”, lembrando que essa oração da referência é pelos crentes enfermos, pois a cura deve estar associado à pregação da Palavra de Deus.
- “A oração do justo pode muito em seus efeitos”, com essa Palavra podemos entender que Deus pode operar uma maravilha sem que haja alguém com esse tipo de dom ou que Ele pode sem que haja alguém com esse dom intercedendo.
- “não pode ser tratado como um ídolo”, muitas pessoas acabam idolatrando os irmão são usados por Deus, não só na cura, mas em qualquer dom, começa a surgir uma multidão em busca desses ídolos midiáticos.
- “agendar dias nem marcar horários”, tem-se notícias de lugares que mais parecem tendas de feitiçaria do que igreja, onde existe o dia para a cura com o irmão fulano e outro para a revelação com irmã sicrana. Alguns crentes já estão dando consulta ao invés de culto.
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CONCLUSÃO
- “legitimar a pregação do Evangelho”, tornando ela legítima, mostrando que ela é de Deus. Ninguém deve buscar dons para levantar ministério ou para se amostrar.
- “mancha a idoneidade da Igreja”, muitos brincam com o nome da Igreja e escarnecem de nossos rituais por causa desses que escandalizam a imagem da Igreja de Jesus diante do povo.
- Corrija o questionário, isso anima a maioria dos irmãos a estudarem a lição em casa.

Marcos André – professor


Boa Aula!

terça-feira, 22 de abril de 2014

ESCOLA DOMINICAL - Esboço e Subsídio da Lição 4 - Revista da Editora Betel


AULA EM 27 DE ABRIL DE 2014 – LIÇÃO 4
(Revista: EDITORA BETEL)

Vencendo a Timidez e Suas Consequências

Texto Áureo: Josué 1.9
  
INTRODUÇÃO
- Professor(a), nesta lição se concentre no tratamento para esse problema que pode acometer alguns irmãos, encoraje-os a enfrentar essa dificuldade.
- “tímidos, em algum grau”, alguns tem dificuldade de ser exposto a um grupo de amigos, outros tem não suportam estar a frente de uma classe e outro ainda ficam extremamente nervosos diante dos colegas de trabalho, mas falam bem na igreja, são níveis diferentes de timidez.
- “Confiança em si mesmo”, precisamos confiar em Deus, mas o Senhor faz a obra com as nossas mãos, por isso Ele quer que aprendamos a confiar em nós mesmos.
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1. que é a timidez?
- “situações sociais”, se refere aos eventos ou qualquer situação em que as pessoas se reúnam.
- “situações de inferioridade”, se a pessoa se sentir inferior em relação ao grupo com quem ela precisa interagir, logo aparecerá a timidez.
- “reagir contra este sentimento”, a timidez dentro da normalidade pode ser controlada.

1.1. As causas da timidez
- “confia na escolha certa”, o crente deve lutar contra a insegurança. Deve trabalhar as suas escolhas para que não haja dúvidas. Se um pregador não tiver certeza da mensagem escolhida para a pregação ele pode acabar ficando tímido diante da grande responsabilidade.
- "impõem à criança determinados comportamentos", de fato os pais não devem estabelecer a seus filhos os padrões profissionais do pós-modernismo. Todos devem crescer sabendo de suas limitações e aprendendo a conviver com elas, nisso há uma grande responsabilidade dos pais.
- “comprometer seriamente sua subjetividade”, subjetividade é a forma de ver e de pensar a respeito de algo, é o conceito que o indivíduo faz acerca de alguma coisa, conforme sua cultura e seus padrões.
- “singularidades”, características próprias do indivíduo, que segue um padrão, sendo particular de cada um.

1.2. Tipo de timidez
- “não consegue apresentar trabalhos estudantis”, pode ocorrer o famoso branco ou a travada na hora.
- “para vencer esses instantes”, esse nível está dentro da normalidade.
- “consegue escondê-lo”, geralmente ela foge das oportunidades de se apresentar em público.
- “desistiu de tentar vencer a sua timidez”, a pessoa vai tentando conviver com esse estado, mas sempre tem problemas. Pode ocorrer na igreja, mas é bom que seja tratado.

1.3. Timidez ou fobia social?
- “fobia social”, fobia significa “medo”, seria então o medo da sociedade, ou medo do ajuntamento de pessoas.
- “ter experimentado a timidez”, a timidez é o estágio que pode levar a fobia social. Porém é possível chegar a fobia social sem passar por esse estágio.
- “rejeitar as opções de tratamento”, a pessoa tenta se acomodar em sua zona de conforto. Os pais devem observar isso nos jovens e tentar ajudá-los antes que o quadro evolua para a fobia.
- “fóbico”, aquele que sofre de alguma fobia.
- “ostracismo”, significa “isolamento”.
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2. O tímido tem muitos medos
- “sentimentos negativos”, é altamente pessimista, acha que tudo vai dar errado.

2.1. Os sintomas fisiológicos mais observados da timidez
- “fisiológicos”, diz respeito ao funcionamento do corpo, são as atividades dos órgãos para que o organismo se mantenha vivo.
- Esses sintomas podem ocorrer nos púlpitos ou em qualquer lugar onde a pessoa se apresente em público.
2.2. Os sintomas comportamentais mais comuns da timidez
- “passividade”, é a não reação, a pessoa tímida busca não reagir a nada, o problema é que existem situações que necessitam de uma pronta resposta.
- “proativa”, a proatividade é a capacidade de observar um fato e tomar atitudes sobre ele antes que gere algum problema. O tímido não consegue desenvolver essa característica.
- A proatividade é um elemento diferencial para os trabalhadores no meio secular, aqueles que conseguem desenvolver essa característica, geralmente são promovidos e estão sempre em função de liderança e tem poucas chances de serem demitidos.
- “olhando-as dos olhos”, as pessoas associam esse comportamento à falsidade, acreditam que aqueles que não olham nos olhos são ou estão em falsidade, pode ter verdade nisso, mas existem também os tímidos, e para não ocorra erros de julgamentos, devemos considerar eles também.

2.3. Os sintomas afetivos da timidez
- “tristeza”, em razão de se sentir frágil em relação aos outros, pela frustração de não conseguir realizar projetos.
- “baixa autoestima”, não acredita em si mesmo, acredita que pode dar errado se for colocado em suas mãos.
- “ela é construída”, em toda Bíblia notamos Deus animado seus servos, com palavras do tipo “...não digas: Eu sou um menino...” Jeremias 1.7 todos cometemos erros, mas esses erros não devem determinar o que somos em relação a tudo na obra de Deus ou na vida secular.
- “respeitada e valorizada”, aqui entendemos que a igreja pode e deve ajudar os irmãos que passam por esse tipo de problema, evitando o escarnecimento, mostrando o quanto eles são importantes para a obra de Deus e os projetos da igreja.
-“sintomático”, quer dizer que é um sintoma da timidez.
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3. Moisés é confrontado com sua timidez

3.1. Um homem tímido e o desafio de liderar
- “diferente da opinião que Deus tinha”, assim acontece com muitos de nós hoje, na verdade Deus nos conhece melhor do que nós mesmo e se ele diz que podemos realizar algo é porque podemos, então a melhor cois é aceitar a incumbência que o Senhor está nos dando.
- “olhar fixo em suas limitações”, essa é uma tendência natural do ser humano, só ver o que tem de errado em si mesmo. Dessa forma nosso julgamento de nós mesmos fica comprometido.
- “finalmente, aceitou o desafio”, a nossa hesitação diante da chamada também é normal, mas deve ser por um breve espaço de tempo. Professor(a), fale para a turma com autoridade: se alguém está hesitando em atender a ordem de Deus, deve aceitar logo, pois senão a timidez vai crescer até consumir todas as suas forças.

3.2. A cura da timidez e da autoestima de Moisés
- “curou Moisés de sua timidez”, na verdade essa cura foi a redução da timidez de Moisés para aquele nível aceitável. Moisés continuou sendo tímido, pois a solução de Deus foi enviar o seu irmão para ser seu porta-voz, Moisés continuou tímido, mas agora em um nível controlável.
- “Não serão mais importantes nem elogios”, para as pessoas que ainda não encontraram sua missão, é necessário elogios e reconhecimento para que continuem trabalhando na obra de Deus. Quando a pessoa entende o propósito do seu chamado, ela passa a agir independente do que os outros vão dizer ou pensar.

3.3. A vitória de Moisés sobre a timidez
- “ousadia tomou o lugar da covardia”, nós precisamos enfrentar nossa covardia resultante da timidez. Esse enfrentamento pode ser de forma gradativa, podemos nos apresentar a um grupo pequeno de pessoas, seja numa consagração ou em um culto com poucos irmãos. Os dirigentes podem observar isso e convidar os irmãos mais tímidos a terem uma oportunidade em um trabalho com poucos irmãos, dessa forma a pessoa vai se habituando a enfrentar as reuniões sociais e aos poucos a timidez vai saindo.
- “três milhões de pessoas foram libertas”, quando vencemos nossa timidez, o Senhor alcança vidas através de nós. Fale aos alunos que se eles se reterem pela timidez, muita gente poderá ser prejudicada.
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CONCLUSÃO
- “timidez não é doença”, por isso não existe uma cura e sim um tratamento, onde a pessoa vai manter sua timidez dentro de um limita tolerável.
- As reuniões e os eventos da igreja são um excelente remédio para tratar toda timidez no meio do povo, é preciso haver clima de amizade e família na congregação.
- Vejamos alguns pontos a serem considerados:
a) Muitos jovens são tímidos na igreja, mas não são no meio dos colegas da escola. Esse problema ocorre devido ao ambiente de exclusão que se cria em algumas congregações.
b) Algumas lideranças criam padrões no ministério, quando supervalorizam determinados pregadores renomados, cantores profissionais ou professores eloquentes, isso cria uma barreira nos mais novos, fazendo com que eles acreditem que nunca serão como os outros.
c) A liderança deve passar aos mais tímidos, que eles são necessários na obra, e jamais evitá-los por terem essa dificuldade.
d) Quando a Bíblia diz que os tímidos não herdarão o Reino de Deus Apocalipse 21.8, não se refere aos irmãos que tem dificuldades em falar em público, mas sim àqueles são acomodados e pela sua timidez se acovardam de assumir a chamada para a qual o Senhor os comissionou.
- Repasse os pontos mais importantes para os alunos.
- Faça as perguntas do questionário.

Boa aula!


Marcos André – editor
Alexandre Teixeira Mendes – colaborador
Juliane Souza - colaboradora

                                             SUJEITO A CORREÇÃO
Foi corrigido o subtópico 2.3 da lição 4 - Revista da Editora Betel.

Foi corrigido o texto:
"A autoestima não é inata, isto é, não nasce com a pessoa ela é construída"

segunda-feira, 21 de abril de 2014

ESCOLA DOMINICAL - Esboço e Subsídio da Lição 3 - Revista da Central Gospel


AULA EM___DE______DE 2014 - LIÇÃO 3
(Revista: Central Gospel - nº 38)

Tema: DETERMINAÇÃO, UMA ARMA PODEROSA
  
Texto Áureo: Jó  22.28
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 PALAVRA INTRODUTÓRIA
- Professor(a), nesta lição apresente como um conselho para o servo de Deus aplicar em sua vida cristã e secular.
- “destacamos Daniel”, neste ponto convém saber se toda a classe sabe quem foi Daniel, procure saber da classe a história de Daniel, peça para eles irem dizendo quem ele foi e o que ele fez.
- “servo fiel”, essa característica de Daniel vem devido ele ter ficado firme no costume judaico mesmo estando longe de sua nação, não deixou de orar e nem se contaminou com a comida oferecida a ídolos dentro palácio do rei.
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1. DETERMINAÇÃO, UMA QUESTÃO DE ESCOLHA
- “expressão da vontade humana”, surge no indivíduo influenciado pelo desejo de realizar algo.
- “revela a fé”, quando a pessoa tem a fé no seu propósito, tem a certeza de que é possível, então ela começa a trabalhar e se empenhar com vigor na busca desse objetivo. Todos veem seu esforço e percebem sua fé.
- “em si mesma”, é a fé de que ela consegue, mesmo que ela tenha a fé em Deus, é preciso também ter fé em si mesma, fé de que ela pode conseguir com Deus.

1.1. Escolha a sabedoria que vem do alto
- “elevados princípios éticos”, aqueles que ele adquiriu em sua nação e religião.
- “depositava sua confiança em Deus”, por isso Daniel não tinha medo de realizar seus projetos, como o caso da proposta que fez com seus amigos de não se contaminarem com os manjares do rei.    
- “sabedoria que vem do alto”, para fechar recomende isso: a pessoa pode fazer faculdades, ler livros, jornais, etc. Mas cada um deve buscar de Deus essa sabedoria do alto, lendo a Bíblia, orando e fazendo a obra de Deus.

1.2. Escolha ser fiel ao Senhor
- “não se contaminou”, ele poderia ter comido das finas iguarias, que eram os pratos da culinária babilônica, se ele comesse, ninguém ia ficar sabendo, ali não estava seus pais, nem o rabino da sinagoga e nem os sacerdotes, mas ele sabia que Deus estava vendo.
- “resistiu até o fim”, o que chama a atenção na atitude de Daniel é que ele estava no meio da mordomia e das facilidades do palácio real. É extremamente ser fiel quando tudo a sua volta te convida a pecar.

2. O PAPEL DA FAMÍLIA NA FORMAÇÃO DE UMA PERSONALIDADE DETERMINADA
- “Qual era o segredo de Daniel”, professor(a), passe para a turma, que nós precisamos ter essa determinação de Daniel hoje, pois vivemos em um contexto parecido ao de babilônia, existem muitas facilidades para os crentes pecarem. A sensualidade, erotismo e a corrupção estão impregnados na sociedade pós-moderna, como um modela ou estilo de vida.

2.1. Valores éticos e Moraes
- “seus pais conseguiram transmitir-lhe”, esses valores não se aprendem na escola, mas em casa. Professor(a), se a tua classe for de adultos recomende que os pais ensinem a seus filhos esses valores, que são: respeito à Deus, à família, às autoridades, e as pessoas de uma forma geral. Se a classe for de jovens, convide-os a resgatarem em si, os valores de seus pais, não existe família tão ruim que não possa passar nada de bom para seus filhos.

2.2. Caráter
- “caráter de Daniel”, caráter é o conjunto de qualidades que influenciam as atitudes da pessoa e as suas decisões.
- “em posição de destaque”, os ímpios percebem quando alguém é de bom caráter, e todos gostam de ter essa pessoa por perto. Daniel somava um bom caráter, sabedoria e disposição para o trabalho, por isso ele estava sempre nos primeiros lugares, hoje existem pessoas que tem o bom caráter, mas são preguiçosos, assim não conseguirão nada.
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3. AS CARACTERÍSTICAS DE UMA PESSOA DETERMINADA
- “atitudes e decisões identificam”, é assim que somos identificados, pelos nossos atos, não adianta nada ser uma boa pessoa e não fazer nada de bom. Não adianta ter fé e não realizar nada com essa fé.

3.1. Não se permite contaminar com as ideologias e práticas seculares
- “seculares”, as coisas que são deste “século”, ou seja, do mundo.
- “impedi-lo de manter-se integro”, os crentes devem identificar o pode estar impedindo sua comunhão com Deus ou atrapalhando a sua fé. Pode ser entretenimentos como internet, redes sociais, jogos online ou não, programas sensuais; podem ser amizades, vícios, etc.

3.2. É seletivo em suas amizades
- “Daniel identificou os que tinham os mesmos valores”, a Bíblia não diz isso, mas podemos inferir no texto, e também notamos que Daniel tinha amigos que professavam sua fé, e de pronto atenderam ao propósito que ele assentou em seu coração, havia acordo naquela amizade.
- As amizades erradas tem grande influência sobre as pessoas, por isso a grande maioria dos jovens que se desviam hoje, são por má escolha de suas amizades. A recomendação para o povo de Deus é que ao perceberem que um determinado amigo está influenciando mal ou está cultivando outro tipo hábitos estranhos ou ilícitos, deve-se ir afastando aos poucos, mas não totalmente, recomenda-se que tente ganhar essa vida com aconselhamento, palavras de alerta, etc.

3.3. Tem percepção correta do momento de agir
- “proatividade”, capacidade de observar um fato e tomar atitudes sobre ele antes que gere algum problema. Aqui se refere ao fato de Daniel ter observado que a comidas da mesa do rei eram oferecida aos ídolos e os legumes não eram.
- A proatividade é um elemento diferencial para os trabalhadores no meio secular, aqueles que conseguem desenvolver essa característica, geralmente são promovidos e estão sempre em função de liderança e tem poucas chances de serem demitidos.
- “entendimento em toda visão”, a sabedoria de Daniel era espiritual, ele conseguia discernir visões espirituais, era uma sabedoria diferente da de Salomão que foi dado por Deus, mas se desenvolvia de forma humana.

4. OS RESULTADOS DA DETERMINAÇÃO
- “situação adversa”, qualquer situação diferente do comum, que mesmo estando em nosso controle, dificulta dar uma resposta imediata, pois é novidade para nós.

4.1. Visibilidade
- “visibilidade”, capacidade de ser notado, de estar em destaque. Esse é um resultado da determinação.
- “Deus os abençoou”, a pessoa é colocada em posição de liderança, chefia ou de responsabilidade. Todos que se dedicarem a serem fiéis a Deus devem se preparar para a exaltação de Deus, tanto na igreja, como fora dela.

4.2. Reconhecimento
- “protocolo da corte”, se refera aos regimentos predeterminados para as atividades. Tinha horário para servir a mesa, roupa adequada, não podia ficar encarando o rei, não podia ficar conversando na presença das autoridades, etc.
- Os crentes devem saber como se comportar em todo tipo de lugar.

4.3. Instrumento de Deus
- “poderia ter se transformado em tragédia”, isso por que o rei tinha esquecido o sonho, então ele não queria só a interpretação, mas queria também a revelação. Se fosse só a interpretação eles dariam o “jeitinho babilônico”, mas dar revelação era complicado.
- Daniel pôde ser usado como um instrumento de Deus, por ter sido fiel ao Senhor e estar determinado naquela terra. Muitas pessoas perdem grandes oportunidades no meio onde estão por não estarem determinados.

4.4. Herança incorruptível
- “ao lado do Senhor, no lar celestial”, note que a nossa grande recompensa por ser fiel é no porvir, portanto outras vitórias que recebermos nessa vido, são para nos ajudar a aguardar e a lutar pela vitória da vida eterna.
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CONCLUSÃO
- “determinou em seu coração”, podemos determinar para nós mesmo, e se empenhar e investir na nossa meta. Mas é errado o ensino de que podemos determinar sobre o que Deus vai fazer ou deixar de fazer. Ninguém pode, por exemplo, determinar que vamos ganhar um carro ou uma promoção, essas coisas Deus dá a seu tempo. Podemos sim determinar que seremos mais sábios e responsáveis na administração financeira ou mais dedicado no nosso emprego e etc.
- “diante dos olhos o alvo”, se tivermos um objetivo devemos sempre manter o foco nele e não se atrapalhar com nenhuma atividade dessa vida.
- Convide os alunos a seguirem os conselhos dessa conclusão.
- Faça o resumo e corrija o questionário.

Boa aula!

Marcos André – professor

ESCOLA DOMINICAL - Conteúdo da Lição 4 - Revista da CPAD


Dons de Poder
27 de Abril de 2014

TEXTO ÁUREO

“A minha palavra e a minha pregação não consistiram em palavras persuasivas de sabedoria humana, mas em demonstração do Espírito e de poder, para que a vossa fé não se apoiasse em sabedoria dos homens, mas no poder de Deus”(1Co 2.4,5).



VERDADE PRÁTICA

Os dons de poder são capacitações especiais em situações que demandam a ação sobrenatural do Espírito Santo na vida do crente.


LEITURA BÍBLICA EM CLASSE



1 Coríntios 12.4,9-11.


4 - Ora, há diversidade de dons, mas o Espírito é o mesmo.
9 - e a outro, pelo mesmo Espírito, a fé; e a outro, pelo mesmo Espírito, os dons de curar;
10 - e a outro, a operação de maravilhas; e a outro, a profecia; e a outro, o dom de discernir os espíritos; e a outro, a variedade de línguas; e a outro, a interpretação das línguas.
11 - Mas um só e o mesmo Espírito opera todas essas coisas, repartindo particularmente a cada um como quer.


INTRODUÇÃO

O ministério terreno de Jesus foi marcado por inúmeros milagres, principalmente curas. A história eclesiástica comprova que a Igreja do primeiro século também operou maravilhas no poder do Espírito Santo. Entre os primeiros cristãos sobejavam os dons de poder. Se Jesus não mudou e os dons espirituais são para a Igreja de hoje, por que atualmente não vemos as manifestações dos dons de poder em nosso ambiente com mais frequência? Será falta de conhecimento a respeito do assunto? Ou será por causa do mau uso que alguns fazem das dádivas divinas?
Nesta lição estudaremos a respeito dos dons de poder. Veremos como eles são necessários à vida da igreja. Se você deseja recebê-los e usá-los para a glória do nome do Senhor, proporcionando a edificação da igreja, busque-os com fé em oração.


I. O DOM DA FÉ (1Co 12.9)



1. O que significa fé?

Na epístola aos Hebreus lemos que “a fé é o firme fundamento das coisas que se esperam e a prova das coisas que se não veem” (11.1). Essa é a definição bíblica sobre a fé, pois mostra a total confiança e dependência em Deus. Aprendemos com o texto do capítulo 11 de Hebreus, conhecido como a “galeria dos heróis da fé”, que Deus é poderoso para fazer todas as coisas, sendo a nossa fé em Deus, fundamental para as operações divinas entre os homens.


2. A fé como dom.
É distinta daquela que recebemos por ocasião da nossa conversão: a fé salvífica (Rm 10.17; Ef 2.8). Igualmente, se distingue da fé evidenciada como fruto do Espírito (Gl 5.22). O dom da fé é a capacidade que o Espírito Santo concede ao crente para este realizar coisas que transcendem à esfera natural da vida, objetivando sempre a edificação da igreja. De acordo com o teólogo Stanley Horton, esse dom “é uma fé milagrosa para uma situação ou oportunidade especial”.


3. Exemplo bíblico do dom da fé.
Quando guiou o povo de Israel na saída do Egito e se aproximou do Mar Vermelho, já na iminência de ser destruído por Faraó, Moisés disse: “Não temais; estai quietos e vede o livramento do Senhor, que hoje vos fará; porque aos egípcios, que hoje vistes, nunca mais vereis para sempre. O Senhor pelejará por vós, e vos calareis” (Êx 14.13,14). Moisés “viu” pela fé o livramento do Senhor antes de o fato acontecer. Esta é uma boa amostra bíblica do exercício do dom da fé.


II. DONS DE CURAR (1Co 12.9)



1. O que são os dons de curar?
São recursos de caráter sobrenatural para atuarem na cura de qualquer tipo de enfermidade. Por isso a expressão está no plural. Deus é quem cura! Ele concede os “dons” segundo o conselho da sua vontade, sabedoria e no momento certo. No Antigo Testamento, o Todo-Poderoso se manifestou ao povo de Israel como “Jeová Rafá” — O Senhor que sara (Êx 15.26; Sl 103.3). A concessão desses dons à Igreja deve-se à necessidade de o Evangelho ser anunciado como uma mensagem poderosa ao não crente, que outrora não tinha fé, mas que agora passou a crer no Evangelho, arrependendo-se dos seus pecados (Mc 16.17,18; At 3.11-26; 4.23-31).


2. A redenção e as curas.
Apesar de o crente ser redimido pelo Senhor através da obra expiatória efetuada por Jesus na cruz do Calvário, ele (o crente) ainda aguarda a redenção do seu próprio corpo. Quando o apóstolo Paulo tratou dos males que afligem à criação como resultado do pecado da humanidade, escreveu que “não só ela, mas nós mesmos, que temos as primícias do Espírito, também gememos em nós mesmos, esperando a adoção, a saber, a redenção do nosso corpo” (Rm 8.23). Enquanto não recebermos o novo corpo imortal e incorruptível estaremos sujeitos a toda sorte de doenças.


3. A necessidade desses dons.
Os dons de curar são necessários à igreja da atualidade. Num mundo incrédulo em que a medicina se desenvolve rapidamente, o ser humano pensa que pode superar a Deus. A humanidade precisa compreender a sua limitação e convencer-se da sublime realidade de um Deus Todo-Poderoso que, em sua misericórdia e amor, concede sabedoria a homens e mulheres para multiplicar o conhecimento da medicina visando o bem-estar de todos. Quanto aos dons de curas, são manifestações de poder sobrenatural que o Espírito Santo colocou à disposição da Igreja de Cristo para que a humanidade reconheça que Deus tem o poder de sanar todas as doenças.


III. O DOM DE OPERAÇÃO DE MARAVILHAS (1Co 12.10)



1. O dom de operação de maravilhas.
Este dom realiza obras extraordinárias além do poder humano. O dom de operação de maravilhas altera a ordem natural das coisas consideradas impossíveis e impensáveis.


2. Exemplos bíblicos.
O ministério terreno de Jesus foi marcado por operações de maravilhas. O Bom Mestre repreendeu o vento e o mar, e estes logo se aquietaram (Mt 8.23-27). O nosso Senhor atestou por muitas vezes o seu poder sobre a natureza criada para sua glória (Jo 1.3). Podemos destacar outros exemplos de operação de maravilhas no ministério de Jesus: a ressurreição do filho da viúva de Naim (Lc 7.11-17); a ressurreição da filha de Jairo (Mc 5.21-43); a ressurreição de Lázaro, morto havia quatro dias (Jo 11.1-45). Nosso Senhor tem todo o poder sobre a morte, pois para Ele “nada é impossível” (Lc 1.37). Nosso Deus não mudou. O Pai Celestial deu dons à sua igreja a fim de que ela atue no mundo moderno com poder e graça.


3. Distorções no uso dos dons de curar e de operação de maravilhas.
O cristão não tem autorização divina para “determinar”, “decretar” ou “exigir” a cura dos enfermos. A nossa relação com Deus não se dá em forma de barganha. Quem somos nós para exigir de Deus alguma coisa? Somos seres humanos limitados! Se não fosse a graça e a misericórdia de Deus, o que seria de nós? Como discípulos de Cristo, devemos rogar ao Pai, buscando-o de todo o nosso coração para curar os doentes, pois a Palavra de Deus recomenda que oremos pelos enfermos (Tg 5.14). A oração do justo pode muito em seus efeitos (Tg 5.16), e independe de se ter o dom ou não. Jesus nos ensinou que em seu nome deveríamos impor as mãos sobre os enfermos para que eles sejam curados (Mc 16.18). Nossa responsabilidade é orar pedindo a cura. Quem sara o enfermo, de acordo com a sua soberana vontade, é Deus.
O crente que impõe as mãos sobre o enfermo não pode ser tratado como um ídolo na igreja, principalmente se o enfermo for curado. Nem podemos imaginar que porque aconteceu o milagre aquela vez, sempre haverá outros milagres. Que o Altíssimo tenha misericórdia e proteja-nos dessa pretensão! Quem opera os sinais e as maravilhas é o Senhor, não o homem. Toda ação decorrente dos dons vem do Espírito Santo e, por isso, não podemos agendar dias nem marcar horários para sua operação. Façamos a obra de Deus com honestidade e decência!


CONCLUSÃO

Deus pode conceder a seus servos o dom da fé, dons de curar e o de operação de milagres, mas sempre de acordo com a sua vontade e graça. Lembre-se de que os dons de poder contribuem para legitimar a pregação do Evangelho. Infelizmente, há pessoas que querem utilizar essas dádivas para obterem lucros financeiros e enriquecimento pessoal. Isto envergonha o nome de Jesus e mancha a idoneidade da Igreja na sociedade. Quem procede desta forma está suscetível ao juízo de Deus, que virá no tempo próprio. Que nós, a Igreja, o povo do Senhor, façamos uso dos dons de poder para propagar o Evangelho de nosso Senhor e glorificar o nome do Pai no poder do Espírito Santo!

domingo, 20 de abril de 2014

ESCOLA DOMINICAL - Conteúdo da Lição 4 - Revista da Editora Betel


Vencendo a Timidez e Suas Consequências
27 de abril de 2014

TEXTO AUREO
“Não to mandei eu? Esforça-te e tem bom ânimo; não pasmes, nem te espantes, porque o Senhor, teu Deus, é contigo, por onde quer que andares.” Js 1.9


VERDADE APLICADA

A timidez pode impedir a concretização dos propósitos de Deus para nossa vida.


TEXTOS DE REFERÊNCIA


Êx 3.1 - E apascentava Moisés o rebanho de Jetro, seu sogro, sacerdote em Midiã; e levou o rebanho atrás do deserto e veio ao monte de Deus, a Horebe.
Êx 3.2 - E apareceu-lhe o Anjo do Senhor em uma chama de fogo, no meio de uma sarça; e olhou, e eis que a sarça ardia no fogo, e a sarça não se consumia.
Êx 3.3 - E Moisés disse: Agora me virarei para lá e verei esta grande visão, porque a sarça se não queima..
Êx 3.4 - E, vendo o Senhor que se virava para lá a ver, bradou Deus a ele do meio da sarça e disse: Moisés! Moisés! E ele disse: Eis-me aqui.


INTRODUÇÃO

Abordaremos um tema que possivelmente fará com que muitos se identifiquem, talvez não por serem tímidos, mas por conhecerem ou conviverem com pessoas tímidas ou extremamente tímidas. Quase a metade da população relata sofrer de timidez. Todos somos tímidos, em algum grau. E isso não é problema. Só é quando isso interfere em nossa vida social. Timidez e acanhamento, no fundo, é uma questão de confiança. Confiança em si mesmo!


1. que é a timidez?

A timidez se caracteriza por um desconforto diante de situações sociais, desconforto que “atrapalha o indivíduo na conquista de seus objetivos, sejam eles pessoais ou profissionais”. Estudos recentes confirmam que ninguém nasce tímido nem se sente tímido o tempo todo. As pessoas ficam tímidas quando se sentem em situações de inferioridade ou vulnerabilidade. Portanto como cristãos precisamos reagir contra este sentimento (Is 35.3,4).


1.1. As causas da timidez

É importante ressaltar que uma pessoa dificilmente sentirá timidez ou acanhamento se desfrutar de uma infância saudável, estabelecendo e mantendo relação de confiança com os pais. Quando confia nos pais, confia na escolha certa e no caminho a percorrer (Pv 22.6), não tem medo de expressar seus sentimentos, e quando é colocado à prova, aceita desafios. Quando os pais, a sociedade e a “educação”, impõem à criança determinados comportamentos, podem comprometer seriamente sua subjetividade. Por exemplo, quando, a criança é constantemente criticada por ser demasiadamente lenta, atrapalhada, calada ou falante demais, isso pode deflagrar ódio por suas singularidades. A criança se sente ferida, diminuída e se fecha, tornando-se um adulto dependente e com pouca confiança em si mesmo.


1.2. Tipo de timidez

O tímido tem dificuldades em enfrentar situações novas, fazer amigos ou namorados, o que torna seu círculo social extremamente reduzido e também não consegue apresentar trabalhos estudantis, profissionais ou sociais. Vamos conhecer três graus de timidez: Leve: Sofre de pequenos momentos de timidez, mas não frequentes e aprendeu a fazer o esforço necessário para vencer esses instantes que lhe possam causar problemas. Moderada: É certamente tímido, mas consegue escondê-lo. Tem muita consciência dos seus atos e esforça-se por exprimir-se e obter o respeito dos outros. Extrema: É profunda e obsessivamente tímido. Naturalmente, desistiu de tentar vencer a sua timidez, que lhe arruinou a vida e o impediu de realizar-se, já há muito tempo.


1.3. Timidez ou fobia social?

Quando a timidez é exacerbada, torna-se uma fobia social ou ansiedade social, que afeta 7% da população mundial. A ansiedade social é o medo de situações sociais que envolvam interação com outras pessoas. É o medo de ser julgado e avaliado por outras pessoas. Algumas pessoas desenvolvem a fobia social, sem necessariamente ter experimentado a timidez, mas muitos tímidos evoluem para essa condição por negligenciar sua dificuldade e rejeitar as opções de tratamento. Enquanto na timidez a pessoa sente desconforto, mas ainda enfrenta os desafios do cotidiano, na fobia social ela passa a evitá-los, isolando-se gradativamente. No caso da fobia social, as consequências podem ser devastadoras: geralmente o fóbico começa abandonando a convivência social (escola, faculdade, emprego, reuniões, festas) e termina no isolamento e no ostracismo.


2. O tímido tem muitos medos

O tímido tem medo de gente, tem medo de não ser aceito e tem medo de ser rejeitado! Ele possui pensamentos e sentimentos negativos sobre si, sentimentos de inferioridade, sua autoestima e confiança em si mesmo são muito baixas, tem medo de errar, etc.. Esta atitude é anticristã, pois para nós agradável é viver em comunhão (SI 133).


2.1. Os sintomas fisiológicos mais observados da timidez

A timidez pode provocar a aceleração dos batimentos cardíacos, isto é, a pessoa sente seu coração pulsando mais forte. Outro sintoma é secura na boca, especialmente sob estresse. A pessoa não produz saliva suficiente para manter a boca úmida. O tímido também experimenta tremores no corpo ou na voz, sente sua face ficar vermelha por vergonha, transpira excessivamente e pode gaguejar, prejudicando, assim, sua comunicação com outras pessoas.


2.2. Os sintomas comportamentais mais comuns da timidez

As reações expressas no comportamento da pessoa tímida são visíveis através da sua inibição, sente-se extremamente envergonhadas em locais públicos ou em ambientes que não conhecem. A passividade é uma característica própria da pessoa tímida, ela não consegue ser proativa, não toma iniciativas ainda que tenha ideias não assume para si a responsabilidade de promover mudanças. Outro sintoma claro da timidez é não conseguir encarar as pessoas, olhando-as dos olhos, evitam o contato visual. Elas falam baixo, a voz é quase inaudível e a expressão corporal desses indivíduos é muito reduzida, movimentam-se pouco, pois querem passar despercebidos nos ambientes. Apresentam comportamentos nervosos.


2.3. Os sintomas afetivos da timidez

Finalmente os sintomas afetivos percebidos em pessoas tímidas são vergonha, tristeza, ansiedade e baixa autoestima. A autoestima não é inata, isto é, não nasce com a pessoa ela é construída. Depende do quanto a pessoa se sente aceita, respeitada e valorizada principalmente em sua infância. O isolamento é sintomático e acontece em efeito dominó. Pode começar com a reclusão e terminar em depressão profunda.


3. Moisés é confrontado com sua timidez

Há vários casos de tímidos na Bíblia, pessoas como Gideão (Jz 6.2,3,11-15), o profeta Jeremias (Jr 1.4-6) e o caso de Moisés (Êx 3.11). Ele nasceu numa época em que os hebreus eram escravos no Egito. Faraó com receio do crescimento do povo hebreu ordenou que toda criança do sexo masculino fosse sacrificada (Êx 1.22). Mas, Moisés foi salvo pela filha de Faraó e adotado por ela como um filho. Foi educado em toda ciência dos egípcios, sendo poderoso em palavras e obras (At 7.22). Viveu durante os primeiros quarenta anos de sua vida como um príncipe e, num certo dia, saiu para ver seus irmãos hebreus quando encontrou um egípcio espancando um homem do seu povo. Matou o egípcio com as próprias mãos e escondeu na areia. Contudo, a notícia se espalhou e Faraó procurou matá-lo. Moisés teve que fugir para as terras de Midiã, onde passaria os próximos 40 anos. Refugiado e com muito medo, Deus aparece a ele, dando-lhe um propósito maior na vida. Moisés seria levantado para libertar sua família e todo o seu povo. Seu trauma de fugitivo, contudo, falou mais alto, transformando-o em um homem tímido. Segundo o dicionário, tímido é alguém assustado, medroso, receoso, sem coragem. Era exatamente assim que Moisés se via. “Quem sou eu para apresentar-me ao faraó e tirar os israelitas do Egito?” (Êx 3.11).


3.1. Um homem tímido e o desafio de liderar

Sua opinião a respeito de si mesmo era. muito diferente da opinião que Deus tinha; Sua timidez era fruto do seu olhar fixo em suas limitações, fracassos e frustrações. Apesar das garantias e provas incontestes da presença de Deus ao seu lado naquela missão (Êx 3,12), sua resistência ao chamado de Deus foi grande. Moisés hesitou, mas, finalmente, aceitou o desafio.


3.2. A cura da timidez e da autoestima de Moisés

Só depois que o Senhor curou Moisés de sua timidez, ele pôde ter autoridade espiritual para a vida e para o ministério. O tímido Moisés se tornou o instrumento de Deus, porque aceitou a missão como a razão de ser da sua vida. Somente quando a pessoa encontrar a sua missão, é que se sentirá independente do julgamento dos outros. Se ela compreender o seu próprio valor, sua autoestima não dependerá mais do comportamento do outro ou do que o outro diz. Não serão mais importantes nem elogios, nem as críticas, porque ela encontrará a dignidade de existir ao aceitar o seu ministério, sua missão. Portanto, não queira ser igual a ninguém. Apenas, melhore suas diferenças.


3.3. A vitória de Moisés sobre a timidez

Em Deus, a ousadia tomou o lugar da covardia, a coragem dominou a timidez. A força do propósito produziu coragem em seu coração. Cerca de três milhões de pessoas foram libertas da tirania do Egito. Morreu aos cento e vinte anos sem que seus olhos tivessem enfraquecido ou sua força debilitada, deixando povo preparado para adentrar a terra prometida.


CONCLUSÃO

Algumas pessoas, por mais que tentem, acabam desistindo de lutar contra a timidez. É importante saber que timidez não é doença, não é defeito e não faz de ninguém um ser inferior aos demais. Deus quer nos libertar de toda timidez para nos comissionar como libertadores de nossa família e de nosso povo!