ESTUDOS TEOLÓGICOS, INTERPRETAÇÃO DA BÍBLIA, ESBOÇO PARA AULAS DA ESCOLA DOMINICAL, ETC

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segunda-feira, 1 de setembro de 2014

AGRADECIMENTO

Quero agradecer a colaboração dos irmãos:

Alexandre Teixeira Mendes
Gustavo Matos
Evaldo Barbosa
Um agradecimento especial à irmã Juliane Leandro, que tanto nos ajudou nessa obra.

Agradeço também a todos os irmãos que tem clicado nos anúncios do blog. Alguns poucos colaboraram com ofertas, mas foi de grande ajuda, muito obrigado. 
Peço porém que não deixem de orar por esse ministério.

Marcos André - Evangelista e Professor

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domingo, 31 de agosto de 2014

ESCOLA DOMINICAL - Conteúdo da Lição 10 - Revista da Central Gospel


O Perigo da Busca Pela Autorrealização Humana

7 de Setembro de 2014
TEXTO ÁUREO
“Humilhai-vos perante o Senhor, e ele vos exaltará” (Tg 4.10).

VERDADE PRÁTICA
A realização humana, à parte de Deus, é impossível de acontecer, pois a criatura não pode viver longe do Criador.

LEITURA BÍBLICA EM CLASSE

Tiago 4.1-10.

1 - Donde vêm as guerras e pelejas entre vós? Porventura, não vêm disto, a saber, dos vossos deleites, que nos vossos membros guerreiam?
2 - Cobiçais e nada tendes; sois invejosos e cobiçosos e não podeis alcançar; combateis e guerreais e nada tendes, porque não pedis.
3 - Pedis e não recebeis, porque pedis mal, para o gastardes em vossos deleites.
4 - Adúlteros e adúlteras, não sabeis vós que a amizade do mundo é inimizade contra Deus? Portanto, qualquer que quiser ser amigo do mundo constitui-se inimigo de Deus.
5 - Ou cuidais vós que em vão diz a Escritura: O Espírito que em nós habita tem ciúmes?
6 - Antes, dá maior graça. Portanto, diz: Deus resiste aos soberbos, dá, porém, graça aos humildes.
7 - Sujeitai-vos, pois, a Deus; resisti ao diabo, e ele fugirá de vós.
8 - Chegai-vos a Deus, e ele se chegará a vós. Limpai as mãos, pecadores; e, vós de duplo ânimo, purificai o coração.
9 - Senti as vossas misérias, e lamentai, e chorai; converta-se o vosso riso em pranto, e o vosso gozo, em tristeza.
10 - Humilhai-vos perante o Senhor, e ele vos exaltará.

INTRODUÇÃO
Realização profissional, pessoal e o desejo de uma melhor qualidade de vida são anseios legítimos do ser humano. Entretanto, o problema existe quando esse anseio torna-se uma obsessão, um desejo cego, colocando o Senhor nosso Deus à margem da vida para eleger um ídolo: o sonho pessoal. Ao concluirmos o estudo dessa semana veremos que não se pode abrir mão de Deus para realizarmos os nossos sonhos, pois os dEle devem estar em primeiro lugar!

I. A ORIGEM DOS CONFLITOS E DAS DISCÓRDIAS (Tg 4.1-3)

1. Que sentimentos são esses?
Tiago abre o capítulo 4 perguntando: “Donde vêm as guerras e pelejas entre vós?”. Em seguida, responde retoricamente: “Porventura, não vêm disto, a saber, dos vossos deleites, que nos vossos membros guerreiam?” (v.1). Aqui, o líder da igreja de Jerusalém denuncia o tipo de sabedoria que estava predominando na igreja: a terrena, animal e diabólica. Por quê? Ora, entre aqueles crentes havia “guerras e pelejas” e “interesses dos próprios deleites”, enquanto os menos favorecidos estavam à margem dessas ambições. Estava nítido que eles não semeavam a paz.

2. A origem dos males (Tg 4.2).
“Combateis e guerreais” (v.2), é a afirmação do meio-irmão do Senhor em relação àquelas igrejas. Tiago não mascara o que está no coração humano: a cobiça e a inveja. Estas são as predisposições básicas da nossa natureza para desenvolver uma atitude combativa e de guerra contra as pessoas, até mesmo em nome de Deus (Jo 16.2). Quem procede assim ainda não entendeu o Evangelho e nem mesmo atina para a verdade de que Deus não tem compromisso algum com os desejos egoístas, mas atenta à pureza e a verdadeira motivação do coração (1Sm 16.7; Lc 18.9-14).

3. O porquê de não recebermos bênçãos (Tg 1.3).
O texto sagrado mostra o porquê de as pessoas que agem assim não receberem as bênçãos de Deus, apesar de muitas vezes aparecerem “profetas” profetizando o contrário. Em primeiro lugar, Deus não é um garçom que está diuturnamente ao nosso serviço. Segundo, como vimos, Ele não têm compromisso com os nossos interesses mundanos. E, finalmente, quando pedimos, o pedimos mal, pois não é a vontade divina que está em nosso coração, mas o desejo egoístico da natureza humana pedindo a Deus para chancelá-lo.

II. A BUSCA EGOÍSTA (Tg 4.4,5)

1. Adúlteros e amigos do sistema mundano (Tg 4.4).
Tiago chama de “adúlteros e adúlteras” os crentes que flertaram com o sistema do mundo. Mas a qual sistema mundano o escritor da epístola se refere? Olhando para o contexto anterior da passagem em apreço, veremos que Tiago se refere às más atitudes (a inveja, a cobiça, o deleite carnal, as pelejas e as guerras, isto é, o egoísmo do coração humano) que caracterizam o sistema presente deste mundo. Os que flertaram com tal sistema fizeram-se inimigos de Deus.

2. “Inimigos de Deus”.
O líder da igreja de Jerusalém faz esta afirmação baseado nas duas imagens linguísticas usadas por ele para configurar a amizade dos crentes com o sistema mundano: “adúlteros e adúlteras”. Quando Tiago usa essas duas imagens, ele quer mostrar que da mesma forma que Israel procurou estabelecer acordos não só com o Deus de Abraão, mas também com Baal, Asera e outras divindades de Canaã, os leitores de Tiago também procuraram estabelecer tanto a amizade com o mundo, quanto com Deus. Todavia, Tiago mostra que a amizade com Deus e com o mundo, transformará as pessoas em “inimigas de Deus”.

3. O Espírito tem “ciúmes” (Tg 4.5).
O Espírito Santo que em nós habita é zeloso. Ele é o selo que marca-nos como propriedade exclusiva de Deus (2Co 1.21,22; 1Pe 2.9). No versículo cinco do capítulo quatro, os leitores de Tiago aparecem como o objeto dos “ciúmes do Espírito”. Por isso, o autor sagrado os confronta chamando-os de “adúlteros e adúlteras”. Tal advertência é a admoestação de Deus para o seu povo. Aqui, também cabe lembrar-nos de uma promessa registrada na Primeira Epístola Universal de João: temos um advogado à destra de Deus (2.1,2).

III. A BUSCA DA AUTORREALIZAÇÃO (Tg 4.6-10)

1. Humilhando-se perante Deus (Tg 4.6,7).
Uma vez admoestados pelo Espírito Santo, temos a promessa de que Ele nos dará “maior graça”. Tal maior graça é o fato de que “Deus resiste aos soberbos”, mas “dá, porém, graça aos humildes”. Se acolhermos a advertência do Senhor, a tão almejada realização humana acontecerá de maneira completa em Deus. Humilharmo-nos diante do Senhor é reconhecermos quem somos à luz da sua admoestação. É acolher com humildade o confronto do Senhor. O arrogante, o soberbo e o ganancioso nunca terão esta atitude e, por isso, serão abatidos. E ainda, à luz do ensino de Tiago, resistir ao Diabo significa não desejar as mesmas coisas que a falsa sabedoria nos oferece: egoísmo, orgulho, soberba etc. É não almejarmos a posição dos mestres orgulhosos e soberbos, mas contentarmo-nos com a vocação de servirmos ao Senhor, voluntária e espontaneamente, em espírito e em verdade (Jo 4.23).

2. Convertendo a soberba em humildade (Tg 4.8,9).
Se o orgulhoso e o soberbo decidirem-se por se achegarem a Deus, o Senhor lhes será propício. A mão de Deus “não está encolhida, para que não possa salvar; nem o seu ouvido, agravado, para não poder ouvir” (Is 59.1). O que precisa acontecer é um verdadeiro arrependimento! A exortação bíblica de Tiago a essas pessoas é que o “riso” e a “aparente felicidade” delas, produzidos pela amizade do mundo, convertam-se em “choro”, “lamento” e “miséria” (v.9; cf. 2Co 7.10), assim que elas perceberem-se como “inimigas de Deus”. Esta é a atitude genuína de um verdadeiro arrependimento.

3. “Humilhai-vos perante o Senhor” (Tg 4.10).
Ao abrir mão de nossa autorrealização sob as perspectivas mundanas do egoísmo, do individualismo, da soberba e da inveja, seremos pessoas satisfeitas e realizadas com o Dono da vida. Como poderemos ser felizes sem a presença do Doador da vida (Jo 12.25)? A exaltação do Senhor ser-nos-á dada mediante a sua graça e bondade infinitas. Humilhemo-nos, portanto, debaixo da potente mão de Deus (1Pe 5.6)!

CONCLUSÃO
A partir dos ensinamentos do Senhor Jesus, desfrutaremos da verdadeira felicidade em Deus. Que venhamos atentar para o ensinamento desta lição, humilhando-nos na presença de Deus através de Cristo Jesus.

sábado, 30 de agosto de 2014

ESCOLA DOMINICAL - Lista de Esboços do 3º Trimestre de 2014



ACESSAR AS LIÇÕES DO 1º TRIMESTRE 2013
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ESCOLA DOMINICAL - Esboço e Subsídio da Lição 9 - Revista da CPAD


AULA EM 31 DE AGOSTO DE 2014 – LIÇÃO 9
(Revista: CPAD)

Tema: A Verdadeira Sabedoria se Manifesta na Prática

Texto Áureo: Tiago 3.13
  
INTRODUÇÃO
- Amado(a) professor(a), nesta lição incentive o povo a praticarem as obras para a sabedoria cristã.
- “obter informação, ou conhecimento intelectual”, isso faz com que a pessoa fique inteligente, mas adquirir sabedoria são necessários outros elementos.
- “relacionarem-se com outras pessoas”, um dos benefícios da sabedoria é a capacidade que o sábio tem em relacionar-se com outras pessoas.
- “como alguém que se mostra madura”, a pessoa madura age com prudência, se preocupando com o que realmente importa e não se atrapalhando com pormenores, mas focado na missão máxima da igreja.
- SER INTELIGENTE É TER CONHECIMENTO E ADMINISTRÁ-LO, SER SÁBIO É USAR A INTELIGÊNCIA PARA O BEM COMUM E CONDUÇÃO DO POVO A PRESENÇA DE DEUS.
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1. A CONDUTA PESSOAL DEMONSTRA SE A NOSSA SABEDORIA É DIVINA OU DEMONÍACA (Tg 3.13-15)

1.   A Sabedoria não se mostra com discurso (v. 13).
- “que apresenta “bom trato com os outros””, Tiago diferencia a Sabedoria do Reino de Deus de qualquer outra e mostra que aquele que afirma ter sabedoria, mas está cheio de inveja, então aquilo que ele chama de sabedoria é mundana e diabólica.
- “ser provados pela prática”, somente com ações se comprova, no mundo existem muitos títulos para se mostrar sabedoria, mas no povo de Deus os sábios são reconhecidos pelos frutos de sabedoria cristã.

2.  Inveja e facção (v. 14).
- “sentimento faccioso”, facção é um grupo, partido ou blocos de pessoas, é a divisão.
- “de nada valerá o ensino por ela ministrado.”, não valerá para ela mesma, porém poderá valer para os outros, ou seja, as pessoas poderão até aprender com ele, mas seu estudo não proverá uma mudança espiritual nele mesmo.
- “ortodoxas”, aquilo de está de acordo com a doutrina.
- “compreende a sua posição de servo”, o ensino será melhor assimilado pelo aluno se ele vir no seu professor ou líder, um verdadeiro servo de Deus.

3. Sabedoria do alto e sabedoria diabólica (v. 1 5).
- “fonte da verdadeira sabedoria”, é de onde ela surge, de onde se origina, de onde ela brota, aquele que teme a Deus tem dentro de si uma fonte de sabedoria.
- “falsa sabedoria”, na verdade ela só tem aparência de sabedoria, mas é só falácia, só da boca pra fora.
- “mas soberba”, essa é uma característica primordial de Satanás, por isso Tiago chama essa sabedoria de diabólica.
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2. ONDE PREVALECEM A INVEJA E SENTIMENTO FACCIOSO, PREVALECE TAMBÉM O MAL (Tg 3.16)

1. A maldade do coração humano.
- “tem de se apresentar como servo”, é uma hierarquia invertida, para reforçar a organização e o respeito entre os membros do corpo de Cristo.
- “desejos latentes”, latente é aquilo que está oculto, dentro do ser humano, aqui se refere a desejos que não vem a tona, ficando ocultos, mas que podem ser despertados.
  
2. A inveja e a facção instauram a desordem.
- “assolavam as igrejas locais”, nota-se que depois de dois mil anos de Igreja na terra, os problemas são os mesmos, por isso a Bíblia é tão atual e eficaz.
- “até mesmo em nome de Deus”, quando algum bitolado passa a acreditar que Deus é quem ordena a morte de ímpios. Embora o Senhor na verdade, às vezes permita que o inimigo tome a vida de alguém, não é essa a Sua vontade, pois o Senhor não tem prazer na morte do ímpio Ezequiel 18.23

3. Obras perversas.
- “e "espírito faccioso", o mal impera”, infelizmente podemos observar esse problema dentro de algumas igrejas. E os líderes vão levando a obra como podem, disfarçando um problema aqui, resolvendo outro ali, encobrindo outra acolá, isso vai acontecendo até que Deus mexe no negócio.
- “até "morrem" espiritualmente”, às vezes ocorre assim: a pessoa está no início da caminhada e observa o ambiente faccioso na igreja onde congrega, então essa pessoa por não ter acesso ao pastor, resolve ir para outra igreja e nesse processo Satanás pega a pessoa e a lança no mundo.
- “cada um olhar para Jesus, depois para si mesmo”, olhar para Jesus serve para o crente observar a atitude correta a se tomar, e olhar para si mesmo ser para observar o deve ser modificado.
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3. AS QUALIDADES DA VERDADEIRA SABEDORIA (Tg 3.17,18)

1. Características da verdadeira sabedoria.
- “podem facilmente ser identificadas”, através das ações de cada um se observa se ele ou ela tem a sabedoria do alto ou a terrena. Pelo fruto se conhece a árvore. Mateus 7.20 

- “sabedoria que vem do alto é pura, não no sentido humano”, é uma sabedoria que vem de Deus, não o conteúdo da inteligência, nem a quantidade de informações, pois isso se adquire na terra. Mas o que vem do alto é a capacidade de aplicar tudo isso. A sabedoria do alto é a capacitação para usar a inteligência para o benefício dos filhos de Deus.

2. Mais sete características.
- “ser mais humanos e parecidos com Jesus”, Jesus veio para ser o modelo para o homem, Ele sempre mandou que aprendêssemos Dele a humildade e mansidão e que pudéssemos suportar as aflições do mundo como Ele suportou e venceu. Jesus nos leva a voltar a ser a verdadeira imagem e semelhança de Deus, pois foi assim que fomos criados.

3. O fruto da justiça (v.18).
- “implicações reais dos termos "fome" e "sede de justiça", quem vai ser salvo, não é o bonzinho, mas sim o “justo”, o que pratica justiça, e justiça significa exaltar o que é certo e disciplinar o que é errado. Então quem tem fome e sede de justiça, tem o desejo de fazer as coisas certas e a humildade de aceitar a repreensão diante do erro.
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CONCLUSÃO
- “conduta pessoal demonstrará”, é a ação que demonstra e não as palavras, se alguém tem essa sabedoria, não precisa ficar demonstrando para todos, deve agir naturalmente, pois naturalmente será comprovado que a sabedoria do alto está na vida da pessoa.
- Professor(a) faça seu resumo e passe com a classe.

Marcos André – Superintendente e professor
Gustavo Matos – Cooperador

Boa Aula!

sexta-feira, 29 de agosto de 2014

ESCOLA DOMINICAL - Esboço e Subsídio da Lição 9 - Revista da Editora Betel


AULA EM 31 DE AGOSTO DE 2014 – LIÇÃO 9
(Revista: EDITORA BETEL)

Orientações Bíblicas Para Delegação de Poderes
Texto Áureo: Êxodo 18.25
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 INTRODUÇÃO
- Professor(a), nesta lição busque ressaltar o trabalho em equipe.
- “ninguém pode fazer tudo sozinho”, a questão a ser combatida aqui é a centralização. O líder centralizador tende a se desgastar rápido e perder a eficiência.
- “uma equipe necessita de bons jogadores”, Jesus ensinou a trabalhar em equipe, Ele separou doze homens com personalidades diferentes e fez deles uma equipe de sucesso.
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1. O ato de delegar
- “prestando assistência ao povo”, essa assistência era a resolução de causas de litígio entre vizinhos, questões familiares e outras.
- “Uma fila enorme de pessoas”, as pessoas acreditavam que Moisés tinha a capacitação do céu para julgar e aconselhar. Assim muitos líderes são vistos por seus liderados e isso pode acabar influenciando a pessoa. Alguns líderes se sentem confortáveis em serem vistos assim e aceitam a centralização da autoridade.

1.1.  O que é delegar
- “ato de transmitir poderes”, consiste em o líder transmiti uma parte de sua autoridade para alguém, para que essa pessoa tome decisões em nome dele.
- “entende que é limitado”, o líder não pode achar que consegue assumir muitas coisas de uma só vez.
- “Assim a sua capacidade se multiplica”, na verdade o maior beneficiado é o grupo, é a equipe. Quando um líder sabe delegar tarefas todo o grupo se beneficia.

1.2. Clareza de objetivos na delegação
- “para aumentar seu raio de ação”, quando um líder delega tarefas ele passa a ser representado por uma equipe e dessa forma suas ações vão mais longe.
- “tementes a Deus”, essa é a característica essencial para uma pessoa que receberá a delegação do líder. O líder deve ter o cuidado para separar pessoas que tem o verdadeiro temor do Senhor.
- “que odeiem a avareza”, avareza é o amor pelo dinheiro, alguns líderes se corrompem facilmente por não conseguirem se controlar nessa área. Passam a amar a política e a grandeza dos ministérios.
- “que todo o negócio grave tragam a ti”, quer dizer que as coisas mais difíceis são levadas aos líderes, enquanto que as mais fáceis podem ser resolvidas por aqueles que receberam a delegação de autoridade dada pelo líder.
- “os liderados se ocuparam”, a ocupação na obra de Deus permite que o trabalho seja desenvolvido e que os liderados sejam fortalecidos espiritualmente. Quando alguém fica ocioso está propenso ao pecado.

1.3.  Cuidados no ato de delegar
- “pode mudar a mentalidade de uma pessoa”, na verdade a mentalidade não muda, pois a pessoa já tinha uma fraqueza de personalidade, mas só veio à tona quando ela assumiu o cargo de liderança auxiliar.
- “não resolve o problema de um doente”, não é a posição que faz a diferença, mas sim o trabalho.
- “a capacidade dos encarregados for negligenciada”, se o líder ao delegar as tarefas, não se preocupar com a capacitação daqueles que são comissionados, todo o grupo e a igreja sofrerá.

2.  Por que alguns não delegam
- “sucessão só acontece quando”, se refere ao ato de delegar autoridade a líderes. Aqui está dizendo que alguns líderes não delegam, mas acabam fazendo quando são forçados pelas circunstâncias.    

 2.1.  A insegurança impede a progressão
- “não ensinam para não serem superados”, essa é uma realidade que ocorre no meio secular, mas também se encontra muito nas igrejas. Alguns líderes assumem comportamentos como o de Saul que tinha inveja de Davi. Ficam perseguindo jovens crentes talentosos.
- “Geazi, além de não suceder Eliseu”, no comportamento de Geazi, notamos que ele não visava a hipótese de assumir aquele encargo, diferente de Elizeu que chegou a pedir poção dobrada do Espírito que estava sobre Elias.

2.2. Perfeccionistas e centralizadores
- “temperamento predominantemente melancólico”, temperamento é o elemento da personalidade humana que define o modo de agir do indivíduo diante das diversas situações. São pelo menos 4 tipos de temperamentos: melancólico, fleumático, sanguíneo e colérico. No temperamento melancólico a pessoa é mais introvertida e emotiva.
- “com tanto lirismo”, lirismo é a exaltação do sentimento. Significa dizer que Moisés escrevia com o coração.
- “foi se aperfeiçoando”, aperfeiçoar é melhorar, é aprimorar.
- “se tornam centralizadores”, não somente os de temperamento melancólico é assim, esse problema está ligado também ao caráter, algumas pessoas são arrogantes, se achando melhores do que outras e assim centralizam tudo.

2.3.  Líderes controladores
- “quando as coisas fogem ao seu controle”, esse tipo de líder fica impaciente quando observa que alguma decisão foi tomada sem seu consentimento. Ele começa a dar ouvidos aos fomentadores que o avisam com intenção de apimentar a questão.
- “perfeccionistas”, a pessoa perfeccionista é aquela que quer fazer tudo com perfeição, é uma qualidade, mas pode se tornar um defeito para a liderança, quando o líder deixa de distribuir as tarefas com medo de que algo possa sair errado.
- “poderá se tomar opressivo”, isso ocorre em situações que o líder passa a exigir que todos lhe prestem contas de tudo além de exigir resultados, e o que era para ser uma liderança organizada passa a ser uma chefia ou um regime ditatorial.
- “tanto os erros quanto os acertos”, se os acertos produzem sucesso, os erros produzem conhecimento e experiência, trazendo maturidade para a liderança. Não somos perfeitos, mas podemos nos aperfeiçoar juntos, as falhas são normais, pois estamos sujeitos a isso.
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3.  Delegando poderes
- “visão de Reino”, é espalhar o evangelho por todo o mundo e alcançar o máximo de pessoas possível. Marcos 16.15  
- “visão particular”, é a visão que cada líder abraça para si, pode ser o objetivo de uma obra missionária, de crescer o ministério, de fundar uma igreja, etc.

3.1. “Procure homens” (capazes, tementes, de verdade)
- “questões legais”, são quês toes que envolvem a lei. São os litígios quanto a ofensa, a propriedade, a convivência social, etc.
- “deveriam ser pessoas com perfil adequado”, ou pelo menos que se aproximassem de Moisés, que era o maior referencial para o povo. O pastor deve confiar as funções a pessoas com essas características, alguns pastores não aceitam que há entre o povo pessoas que poderiam ser tão capazes quanto eles.
- “Jetro demonstrou um excelente tino administrativo”, é interessante ressaltar a capacidade que teve o grande legislador Moisés em ouvir e atender o conselho de alguém que não era nem do povo. Assim alguns líderes podem e devem buscar conhecimento para administrar.
- “os deveria preparar”, não é porque alguém é um bom cristão ou é inteligente, que deve ser julgado capaz de desempenhar uma tarefa de liderança cristã, é necessário o preparo.
- “chefes de mil, cem, cinquenta, e dez”, segunda a capacidade de cada um, pois ninguém é igual a ninguém.
- Não é recomendável ordenar uma pessoa que está firme na fé, porém vive em descrédito com o povo, pois isso acarretará em detrimento da justiça na igreja.
Outro ponto a considerar é nepotismo que vem crescendo nas igrejas, pois Moisés tinha dois filhos, porém nenhum deles serviu como juiz dentre o povo ou em qualquer outro cargo, e o que ocorre muito atualmente são igrejas sendo passadas de pai para filho não que seja algo errado, mas é importante que o tal filho tenha os requisitos necessários.

3.2.  “Ponha-os por chefes”
- “uma investidura pública”, seria declarar para o povo quem são os líderes delegados, se isso não ficar claro para os liderados haverá confusão e dissensão no grupo ou igreja.
- “legítimos representantes”, assim como Moisés liderava em nome de Deus, esses novos líderes o fariam em nome de Moisés. Dessa forma um obreiro líder de algum grupo, lidera em nome do pastor que o nomeou.
- “leve também a carga”, que não fuja da responsabilidade, que não se esconda. Existem alguns que ao invés de ajudar a resolver os problemas do ministério, acabam criando novos problemas para o pastor resolver.
- “ostentam títulos para o cargo designado” sempre ter oportunidades nas congregações, ser chamado pelo cargo, e isso que muitos esperam, chegam até a negar isso, mas é isso que esperam no seu íntimo.

3.3. “Estes julgarão o povo”
- “atenderam as necessidades do povo”, resolvendo pequenas causas, julgando impasses e discórdias.
- “aliviaram a carga de Moisés”, agora Moisés poderia dar atenção a grandes assuntos e a sua consagração diária. O conselho que Jetro deu a Moisés, o levou a um resultado, a justiça teve mais eficácia em meio ao arraial do povo, Moisés teve mais tempo para sua família de maneira que todos ficaram satisfeitos, e dessa investida saiu aquele que seria seu sucessor.
- “muitos homens puderam realizar-se em seu encargo”, isso também desperta o interesse nos mais novos, ao verem oportunidades de um dia virem a serem líderes. Por falta dessa distribuição de tarefas, alguns ministérios caminha se arrastando na mão de um líder centralizador, e os mais jovens sonham em serem cantores e pregadores, mas não querem responsabilidades com um liderança cristã.
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CONCLUSÃO
- “deve se concentrar em buscar, treinar e empossar pessoas”, todo líder deve se preocupar em criar uma sucessão, notamos que Moisés preparou Josué e a conquista da terra prometida teve êxito, mas Josué não preparou ninguém e o povo ficou sem uma liderança após a sua morte.
“Naqueles dias não havia rei em Israel; cada um fazia o que parecia bem aos seus olhos.” Juízes 17:6 Já sabemos no que isso deu.
- Relembre à classe, os pontos mais importantes da aula.

Boa aula!

Marcos André – editor
Gustavo Matos – colaborador
Luiz Evaldo Barbosa - colaborador

quarta-feira, 27 de agosto de 2014

ESCOLA DOMINICAL - Esboço e Subsídio da Lição 7 - Revista da Central Gospel


AULA EM___DE______DE 2014 - LIÇÃO 7
(Revista: Central Gospel - nº 39)

Tema: MIQUEIAS, O DENFESOR DOS POBRES
  
Texto Áureo: Jonas 3.10
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 PALAVRA INTRODUTÓRIA
- Professor(a), nesta lição tente mostrar para a classe a importância da ajuda aos pobres e necessitados.
- “apelou para as mensagens”, significa que ele citou ou fez referencia a elas no seu escrito.
- “seus contemporâneos”, são aqueles que viverem na mesma época de Miqueias.
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1. UMA MENSAGEM DE PROTESTO
- “visavam sempre a corrigir o povo”, mesmo que a mensagem fosse direcionada ao rei ela sempre visava toda a nação.
- “relutância do povo”, é o mesmo que teimosia ou resistência à Palavra de Deus.

1.1. Peculiaridades do livro
- “remanescentes”, o melhor exemplo de remanescente foi transmitido por Deus a Elias na caverna em 1 Reis 19.18. é a ideia de que há um povo no meio de um povo, ou seja, no meio do povo de Deus existe os infiéis e ainda existem os fieis.
- “citações precisas”, são citações exatas, com dados que mais se aproximam do fato.
- Desde os tempos dos profetas a nação começou a esperar o Messias baseado nas profecias messiânicas.

1.2. Divisão do livro
- “em três partes”, essas divisões são para tornar o estudo mais facilitado.

1.3. Significado do nome das cidades
- “como uma forma de descrever”, para os judeus o nome deve estar de acordo a vida e as características individuais.

1.4. Denúncias relacionadas aos pecados sociais
- “abusos sociais”, as denúncias eram contra a ganância dos ricos e a complacência das autoridades isso gerava a desigualdade social.

1.4.1. A exploração e os subornos
- “balanças enganadoras”, é mais uma metáfora para dizer que os ricos enganavam os pobres nas negociações, nas vendas e acordos. E se os pobres recorressem às autoridades, elas beneficiavam os ricos. Os pobres não mais ninguém a quem recorrer, por isso o Senhor faz a intervenção.

1.4.2. A maldade na família e na sociedade
- “conterrâneos”, eram os que nasceram na mesma terra.
- “era como um espinheiro”, metáfora para dizer que todos eram ruins, e que o menos ruim era terrível.
- O profeta denuncia um quadro de destruição da família. Assim como está ocorrendo em nossa sociedade atualmente.

1.4.3.Os pecados religiosos.
- “direitos de herança”, havia uma lei específica para a herança da terra que havia sido dividida por Josué. Deus costumava ser intolerante com aqueles que se apoderavam da terra do pobre. Deus aturou Acabe até o dia em que ele se apoderou da terra de Nabote.
- “incentivo a falsa profecia”, um dos melhores incentivos para que haja falsa profecia é a importância que os ouvintes dão a elas. Se existem fofoqueiros é porque tem quem ouça as fofocas.
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2. A POLÍTICA DE ISRAEL
- “colocando-o em segundo plano”, Deus já estava em segundo plano na vida de Acaz à muito tempo, mas isso transpareceu quando ele profanou o templo.

2.1. O altar trocado
- “passou a ser chamado de grande altar”, ele trocou a simplicidade do antigo altar pela formosura do novo altar. Dessa forma muitos crentes hoje trocam a simplicidade de pequenas igrejas pela beleza das grandes catedrais.

2.2. O foco do profeta
- “a Lei como referencial”, se refere a Lei de Moisés, ter ela como referencial é basear a mensagem nela.
- “oferecendo cultos”, se refere aos rituais, como os sacrifícios e as festas.

2.3. Os juízos divinos
- “invasão da Assíria”, nessa invasão a Assíria levou o povo cativeiro e deu a terra para outro povo que veio a se tornar nos samaritanos.
- “também seria castigado”, o Reino do Sul foi levado cativeiro por Nabucodonosor.
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3. PRENÚNCIO DO MESSIAS
- ...

3.1. A primeira vinda do Messias
- “nascimento em Belém”, na primeira vinda Jesus veio em carne pelo nascimento físico.

3.2. A segundo vinda do Messias
- “engrandecido até os confins da terra”, se refere ao governo do Messias no milênio, ao que parece, essa segunda vinda virá em duas etapas. Na primeira Jesus vem arrebatar a Igreja, e na segunda etapa Ele vem livrar Israel de seus inimigos.

3.3. Mensagem escatológica
...
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CONCLUSÃO
- “de volta à comunhão com Deus”, devido ao envolvimento com as coisas do mundo, muitas vezes os servos de Deus perdem a comunhão com o Senhor.

- Professor(a), faça o seu resumo e repasse os principais pontos para a classe.

Boa aula!


Marcos André – professor

segunda-feira, 25 de agosto de 2014

ESCOLA DOMINICAL - Conteúdo da Lição 9 - Revista da Editora Betel


Orientações Bíblicas Para Delegação de Poderes

31 de agosto de 2014
TEXTO AUREO

“Escolheu Moisés homens capazes, de todo o Israel, e os constituiu por cabeças sobre o povo: chefes de mil, chefes de cem, chefes de cinquenta e chefes de dez”. Êx 18.25


VERDADE APLICADA
Uma das maiores lições que um líder precisa aprender é que ninguém pode fazer tudo sozinho.


TEXTOS DE REFERÊNCIA
Ex 18.14 - Vendo, pois, o sogro de Moisés tudo o que ele fazia ao povo, disse: Que é isto que fazes ao povo? Por que te assentas só, e todo o povo está em pé diante de ti, desde a manhã até ao pôr-do-sol?
Ex 18.15 - Respondeu Moisés a seu sogro: É porque o povo me vem a mim para consultar a Deus;
Ex 18.16 - quando tem alguma questão, vem a mim, para que eu julgue entre um e outro e lhes declare os estatutos de Deus e as suas leis.
Ex 18.17 - O sogro de Moisés, porém, lhe disse: Não é bom o que fazes.
Ex 18.18 - Sem dúvida, desfalecerás, tanto tu como este povo que está contigo; pois isto é pesado demais para ti; tu só não o podes fazer.
Ex 18.19 - Ouve, pois, as minhas palavras; eu te aconselharei, e Deus seja contigo; representa o povo perante Deus, leva as suas causas a Deus,


INTRODUÇÃO
Não importa quão excelente seja um líder, a unidade é tudo em um ministério aprovado. Uma das maiores lições que um líder precisa aprender é que ninguém pode fazer tudo sozinho. Do mesmo modo que uma equipe necessita de bons jogadores para ganhar, uma organização também necessita de bons líderes para alcançar êxito.


1. O ato de delegar
Já imaginou um jogador que bate o escanteio e ao mesmo tempo corre para cabecear a bola? Impossível não é? Ele jamais daria conta de fazer as duas coisas ao mesmo tempo. Assim estava Moisés, solitário, prestando assistência ao povo, desde a manhã até o pôr do sol (Ex 18.14). Uma fila enorme de pessoas para atender e responder às suas necessidades, sem ter sequer um auxiliar. Jetro, seu sogro, observou que não era bom o que Moisés fazia, e teve a preocupação, e a ousadia de lhe dizer que era incorreto. Jetro, sem dúvida, demonstrou um tino especial para liderança, apontando-lhe a solução, o ato de delegar.


1.1. O que é delegar
Delegar é o ato de transmitir poderes, de conferir a alguém representatividade, de incumbir alguém a julgar, resolver ou trabalhar em alguma coisa. Nas Escrituras, encontramos inúmeros exemplos do ato de delegar: Deus delegou Moisés para libertar o povo do governo egípcio; Moisés instituiu líderes que julgassem o povo; Josué foi delegado para ser sucessor de Moisés; Jesus delegou seus discípulos para evangelizarem a Israel (Lc 10.1,19); Paulo delegou muitos obreiros para trabalharem em várias regiões, por exemplo, enviou Timóteo a Éfeso, enviou Tito a Creta, Epafras a Colossos, etc. Quando um líder entende que é limitado e que precisa expandir a visão além de si mesmo, ele delega poderes a outros. Assim a sua capacidade se multiplica (2Tm 2.2).


1.2. Clareza de objetivos na delegação
Não basta a um líder apenas entender que possui limitações, e que precisa ser representado para aumentar seu raio de ação. Um líder precisa ser claro quanto ao que o seu representante vai fazer. Jetro interveio na liderança de Moisés, dando-lhe claras explicações de como deveria interagir. “E tu dentre todo o povo procura homens capazes, tementes a Deus, homens de verdade, que odeiem a avareza; e põe-nos sobre eles por maiorais de mil, maiorais de cem, maiorais de cinquenta, e maiorais de dez; Para que julguem este povo em todo o tempo; e seja que todo o negócio grave tragam a ti, mas todo o negócio pequeno eles o julguem; assim a ti mesmo te aliviarás da carga, e eles a levarão contigo (Ex 18. 21-22). Jetro aconselhou e Moisés seguiu o que havia dito. Moisés ganhou e pode servir melhor, os liderados se ocuparam, e todos passaram a trabalhar num objetivo comum. Diferente desse modelo, hoje, em muitas igrejas, encontramos dois grupos de pessoas nomeadas: os que não sabem o que fazer, e os que querem fazer o que não lhes foi determinado.


1.3. Cuidados no ato de delegar
Todo líder precisa compreender a responsabilidade que está sobre seus ombros ao dar poder a alguém para agir. O poder pode mudar a mentalidade de uma pessoa (At 8.19-21). Um líder precisa observar se além de capacidade, o tal também possui uma chamada da parte de Deus. A posição pode mudar o status, mas pode não resolver o problema para o qual foi designado. Um certificado de médico não resolve o problema de um doente. O conselho de Jetro era para que Moisés buscasse pessoas capazes, e os nomeasse conforme a capacidade de cada um: “põe-nos sobre eles por chefes de mil, chefes de cem, chefes de cinquenta e chefes de dez; para que julguem este povo em todo tempo”. Se a capacidade dos encarregados for negligenciada bem como outras qualidades o prejuízo será de todos.


2. Por que alguns não delegam
Como já sabemos, numa administração, se alguém deixar de delegar ou delegar negligentemente isso acarretará prejuízo a todos. Em muitos casos, a sucessão só acontece quando alguns líderes já não suportam mais, estão em desespero, ou à beira da morte. Vejamos alguns motivos que podem impedir a delegação:


2.1. A insegurança impede a progressão
Há poucos dias, os jornais trouxeram a realista notícia: “Por falta de profissionais qualificados, aposentados estão sendo recontratados”. Essa manchete nos ensina como algumas pessoas podem ser egoístas e insensatas, enquanto outras são desmotivadas. Uns não ensinam para não serem superados e substituídos, outros não aprendem porque não se interessam por aprender. Dois exemplos nos deixariam satisfeitos quanto à questão: Eliseu sucedeu Elias com honras e méritos; mas Geazi, além de não suceder Eliseu, ainda foi capaz de adquirir a lepra de Naamã (2Rs 5.25-27). O conselho de Jetro apresenta um Moisés responsável, mas ainda imaturo nas questões de liderança. Ele estava só, e isso é muito ruim para um líder. Ao distribuir as tarefas Moisés tanto pode respirar quanto dar aos homens a oportunidade de tornarem-se líderes. Se um líder morre sem passar o bastão à organização, sucumbe juntamente com sua infrutífera liderança.


2.2. Perfeccionistas e centralizadores
Moisés tinha um perfil muito ativo, mas de temperamento predominantemente melancólico, um tipo reflexivo. Isso é demonstrado pelo seu gosto de escrever tão apropriadamente e compor poemas (salmos) com tanto lirismo. Ele era um homem dado a certo perfeccionismo, algo próprio do seu temperamento. Supomos que talvez por isso tinha dificuldade em pensar em delegar autoridade. Todavia, ele, sob a orientação de Deus, com o tempo, foi se aperfeiçoando, alargando a visão, e instituindo mais delegados (Nm 11.16-17, 24-30). Alguns líderes são perfeccionistas, e, por isso, acham que alguns jamais farão certas coisas como eles mesmos fazem. Por causa disso se tornam centralizadores, achando que sem eles nada se pode fazer. Quem lidera e administra deve ser tolerante com os outros e consigo. Ficar com tudo na mão por excesso de zelo trará prejuízo ao líder e a organização como um todo.


2.3. Líderes controladores
Existe outro tipo de líder que não tem dificuldade em delegar poderes, mas teme e fica chateado quando as coisas fogem ao seu controle. Nenhum líder deve pensar que todas as coisas ligadas a sua liderança devem acontecer com seu consentimento (Lc 9.50). Líderes inseguros, perfeccionistas ou muito controladores, precisam entender que tal comportamento, além de prejudicial, poderá se tomar opressivo. Nenhuma liderança com esse perfil determinará que as coisas saiam certas. Mesmo que façam tudo certo, ou controlem o possível, ainda assim haverá margens para o insucesso. Nenhum líder deve ter medo de se arriscar em confiar nas pessoas, porque tanto os erros quanto os acertos são normais numa liderança. E bom saber que grande parte do sucesso em equipe dependerá de como ela foi escolhida para trabalhar.


3. Delegando poderes
A visão de Reino é diferente de uma visão particular. Quando se pensa no Reino, se é capaz de viver acima dos caprichos e da ignorância. Um líder centrado sabe que, para o crescimento e expansão do Reino, é preciso que surjam novos líderes e novas ideias. É claro que isso deve ser visto com cuidado e se promova outros líderes com critérios. Observemos o conselho de Jetro, ele pode em muito nos instruir.


3.1. “Procure homens” (capazes, tementes, de verdade)
Quando Jetro aconselhou a Moisés a procurar homens que tratassem das questões legais entre o povo, ficou claro que, para o desempenho daquela função, não caberia qualquer pessoa. Antes deveriam ser pessoas com perfil adequado para aquela função. Jetro demonstrou um excelente tino administrativo ao dizer: “procure homens...”, visto que é necessário um olhar investigativo, observador para identificar a pessoa adequada para a função auxiliar. Antes, porém, Moisés os deveria preparar, declarar, ensinar-lhes os estatutos. Dentre esses ensinados, Jetro falou de homens capazes, cujo alcance de liderança deveria se ajustar à capacidade de cada um. Deveria haver, dentre eles, chefes de mil, cem, cinquenta, e dez. Mas a aptidão ainda não era tudo! Era necessário que fossem homens de caráter probo: tementes, pessoas de verdade e que aborrecessem a avareza. Tais critérios são aplicáveis na maioria das organizações e principalmente nas igrejas.


3.2. “Ponha-os por chefes”
A seleção destes homens previamente instruídos, capazes, etc., deveria ser seguida por uma investidura pública: “põe por chefes... será assim mais fácil para ti, e eles levarão a carga contigo”. A investidura não deveria ser privada e sim pública, todos deveriam ver quem foram os escolhidos. Afinal se tratava de homens que deveriam ser vistos como “chefes” delegados por Moisés. Esses seus legítimos representantes levariam a carga junto com ele. Ser apenas reconhecido como líder não é tudo, é necessário que leve também a carga de seu líder maior, que cumpra sua missão, que ame o que se faz. A prévia de nossos dias é que muitos são nomeados para o desempenho de determinadas funções quer seja na igreja ou noutra organização, mas nada fazem. São pessoas que apenas ostentam títulos para o cargo designado, contudo, são inoperantes, inúteis.


3.3. “Estes julgarão o povo”
Assim que aqueles homens tiveram o reconhecimento público cumpriram a sua missão, “julgaram o povo”. Há muitas verdades nessa pequena expressão supracitada. A expressão: “julgaram o povo” significa que eles atenderam as necessidades do povo. É claro que elas não deixaram de existir, mas eles prestavam seus serviços dia a dia. Também significa que aliviaram a carga de Moisés, deixando-o mais suavizado. E ainda, significa que muitos homens puderam realizar-se em seu encargo fazendo algo útil ao próximo. Veja quanta coisa boa acontece quando uma liderança ou administração delega poderes, divide responsabilidades - TODOS GANHAM!


CONCLUSÃO
O tempo de qualquer pessoa é precioso, mas principalmente quando se trata de um líder de uma organização eclesiástica. Por isso, ele deve se concentrar em buscar, treinar e empossar pessoas adequadas para essa organização, para aliviarem a sua carga. Ele não estará livre das decepções, todavia, encontrará grande realização juntamente com a sua equipe.