ESTUDOS TEOLÓGICOS, INTERPRETAÇÃO DA BÍBLIA, ESBOÇO PARA AULAS DA ESCOLA DOMINICAL, ETC

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terça-feira, 29 de julho de 2014

ESCOLA DOMINICAL - Conteúdo da Lição 5 - Revista da CPAD


O Cuidado ao Falar e a Religião Pura
03 de Agosto de 2014

TEXTO ÁUREO
“[...] Mas todo o homem seja pronto para ouvir, tardio para falar, tardio para se irar” (Tg 1.19).

VERDADE PRÁTICA
As nossas palavras podem, ou não, evidenciar a sabedoria de Deus.

LEITURA BÍBLICA EM CLASSE

Tiago 1.19-27.
19 - Sabeis isto, meus amados irmãos; mas todo o homem seja pronto para ouvir, tardio para falar, tardio para se irar.
20 - Porque a ira do homem não opera a justiça de Deus.
21 - Pelo que, rejeitando toda a imundícia e acúmulo de malícia, recebei com mansidão a palavra em vós enxertada, a qual pode salvar a vossa alma.
22 - E sede cumpridores da palavra, e não somente ouvintes, enganando-vos com falsos discursos.
23 - Porque, se alguém é ouvinte da palavra, e não cumpridor, é semelhante ao varão que contempla ao espelho o seu rosto natural;
24 - Porque se contempla a si mesmo, e foi-se, e logo se esqueceu de como era.
25 - Aquele, porém, que atenta bem para a lei perfeita da liberdade e nisso persevera, não sendo ouvinte esquecido, mas fazedor da obra, este tal será bem-aventurado no seu feito.
26 - Se alguém entre vós cuida ser religioso, e não refreia a sua língua, antes engana o seu coração, a religião desse é vã.
27 - A religião pura e imaculada para com Deus, o Pai, é esta: Visitar os órfãos e as viúvas nas suas tribulações, e guardar-se da corrupção do mundo.

INTRODUÇÃO
Na lição dessa semana vamos estudar a maneira adequada de o crente usar um instrumento maravilhoso, mas ao mesmo tempo, potencialmente perigoso: a fala. Este assunto está interligado à temática da verdadeira religião que agrada a Deus. O fenômeno da fala é uma das fontes de expressão do pensamento humano, como também é responsável pelo processo de comunicação e de formação da identidade cultural de uma sociedade. As pessoas querem falar às outras aquilo que pensam. O crente, todavia, tem o compromisso de não apenas falar o que pensa, mas agir como propõe o Evangelho.

I. PRONTO PARA OUVIR E TARDIO PARA FALAR (Tg 1.19,20)

1. Pronto para ouvir.
Para alguns crentes, a pessoa sábia é a que sempre tem algo a falar. Ouvir é um empreendimento trabalhoso e, por isso, ignorado por muitos. Diferentemente, as Escrituras admoestam-nos a ser prontos para ouvir. No versículo 19, Tiago introduz o seu ensino sobre o “ouvir” e o “falar” destacando a expressão sabei isto. Com essa expressão, ele demonstra a sua preocupação pastoral com os seus leitores. Outro termo no versículo 19 chama-nos a atenção: pronto. No grego, a palavra significa “rápido”, “ligeiro” e “veloz”. Ali, o escritor sacro incentiva-nos a estar disponíveis a ouvir. É uma atitude que depende de uma disposição e também da decisão em ouvir o outro. A exemplo do profeta Samuel, que desde a sua infância foi ensinado a ouvir a voz divina (1Sm 3.10; 16.6-13), o povo de Deus deve persistir em escutar os desígnios do Pai, pois nesses últimos dias tem Ele falado através do seu Filho, o Verbo Vivo de Deus (Hb 1.1; cf. Jo 1.1).

2. Tardio para falar.
Quem ouve com atenção adquire a rara capacidade de opinar acerca de qualquer assunto. É justamente por isso que a Carta de Tiago exorta-nos a ser tardios para falar (v.19). Uma palavra dita sem pensar, fora de tempo, e sem conhecimento dos fatos, pode provocar verdadeiras tragédias. Quem nunca se arrependeu de ter falado antes de pensar? Diante de Faraó, o imperador do Egito Antigo, o patriarca José aproveitou sabiamente um momento ímpar em sua vida. Antes de responder às perguntas sobre os sonhos do monarca, José as ouviu e refletiu sobre elas. Em seguida, orientado pelo Senhor, respondeu sabiamente Faraó (Gn 41.16). Temos de aprender a refletir sobre o que vamos dizer e falar no tempo certo. Pese bem as palavras, e ore como o rei Davi: “Põe, ó SENHOR, uma guarda à minha boca; guarda a porta dos meus lábios” (Sl 141.3).

3. Controle a sua ira.
Uma terceira admoestação encontrada no versículo 19 da carta de Tiago expressa o seguinte: tardio para se irar. A ira é um profundo sentimento de ódio e rancor contra a outra pessoa. Uma vez descontrolada, ela não produz a justiça de Deus, mas uma justiça segundo o critério da pessoa que sofreu o dano: a vingança. A Palavra de Deus não proíbe o crente de ficar indignado contra a injustiça (Is 58.1,7; Lc 19.45). Contudo, ao mesmo tempo, a Bíblia estabelece limites para o nosso temperamento não se achar irrefletido, descontrolado, deixando-nos impulsivamente irados (Ef 4.26; Pv 17.27). O cristão, templo do Espírito Santo, tem de levar a sua mente cativa a Cristo (2Co 10.5) e manifestar o fruto do Santo Espírito: o domínio próprio (Gl 5.22 — ARA). Fuja da aparência do mal. Tenha autocontrole.

II. PRATICANTE E NÃO APENAS OUVINTE DA PALAVRA (Tg 1.21-25)

1. Enxertai-vos da Palavra (v.21).
A Palavra de Deus é o guia maior do crente. E para que a Palavra atinja efetivamente o coração do servo de Deus, este precisa acolhê-la com pureza e sinceridade. Isto é, firmar uma posição radical rejeitando toda a imundícia e a malícia mundana (v.19); recebendo o Evangelho com mansidão e sobriedade. Leia os Evangelhos! Persiga em conhecer a mensagem divina de Cristo Jesus, mas, igualmente, abra o coração para ouvir a voz do Senhor.

2. Praticai a Palavra (vv.22-24).
O escritor sacro não tem interesse em que o leitor da epístola apenas acolha a Palavra no coração, antes deseja que o crente a pratique (v.22). Não pode haver incoerência entre o que se “diz” e o que se “faz” para quem é discípulo de Jesus. Se amar a Deus e ao próximo são os maiores dos mandamentos, então, devemos porfiar em vivê-los. Quem acolhe a Palavra rejeita tudo o que é imundo, maligno, perverso, injusto, dissimulado, insincero. Não apenas isso, mas igualmente abre a porta do coração para “tudo o que é verdadeiro, tudo o que é honesto, tudo o que é justo, tudo o que é puro, tudo o que é amável, tudo o que é de boa fama” (Fp 4.8). Do contrário, seremos identificados com o homem que contempla a própria imagem no espelho e depois se retira esquecendo-se completamente dela. Há pessoas que olham para o Evangelho e ouvem, mas sem memória e perseverança, não dão nenhuma resposta ou sequência ao chamado de Jesus Cristo (vv.23,24). Deus nos livre desse engodo!

3. Persevere ouvindo e agindo (v.25).
Tiago conclui este ponto da epístola da seguinte maneira: Quem é cuidadoso para com a lei, nela persevera; não apenas ouvindo-a negligentemente, mas praticando-a zelosamente. Felicidade plena em tudo é a promessa para quem ousa viver o Evangelho cônscio das implicações espirituais e das consequências materiais. Alguém, um dia, disse que os evangélicos são poderosos no discurso, mas fracos na prática do mesmo discurso. Falamos, mas não vivemos! Precisamos analisar nossa vida em amor e sinceridade. Entremos na presença de Deus com o rosto descoberto, coração rasgado e alma despida. No tempo em que vivemos não dá para passar despercebidos na dissimulação, ou seja, fingindo ser algo que na verdade não somos.

III. A RELIGIÃO PURA E VERDADEIRA (Tg 1.26,27)

1. A falsa religiosidade.
Apesar de algumas pessoas se considerarem religiosas por frequentarem um templo, as Escrituras revelam o significado da verdadeira religião. Ela reprova todo o ativismo religioso feito em “nome de Deus”, mas em detrimento do próximo. Aqui, a língua do crente tem um papel importante. Tiago diz que é possível enganar o próprio coração quando deixamos de refrear a nossa língua. Ora, o coração é a sede dos desejos, dos sentimentos e das vontades. E a boca só fala daquilo que o coração está cheio (Mt 12.34). É incompatível com o Evangelho, viver a graça de Deus sem mergulhar no Reino dEle. Quem não se entrega inteiramente ao Senhor pratica uma religião vã e falsa. Não podemos ser como a pessoa capaz de fazer uma belíssima oração por um faminto, e depois despedi-lo sem lhe dar um único grão de arroz.

2. A verdadeira religião (v.27).
A religião pura, santa e imaculada, de acordo com o autor sacro, é suprir a necessidade do próximo: “Visitar os órfãos e as viúvas nas suas tribulações”. O problema hoje é que a nossa atenção, quase sempre, está voltada para o prazer pessoal. Temos os olhos fechados para os necessitados que na maioria das vezes cultuam a Deus, assentados, ao nosso lado. Lembremo-nos da vida de Jesus Cristo! Ele não apenas olhou para os marginalizados, mas foi até eles e os acolheu em amor (Mt 25.35-45). A religião que agrada a Deus é aquela cujos discípulos professam e bendizem o seu nome, visitando e acolhendo os necessitados nas aflições.

3. Guardando-se da corrupção (v.27). 
Além de recomendar a obrigatoriedade de visitarmos os órfãos e as viúvas, a Epístola de Tiago menciona outro aspecto da verdadeira religião: guardar-se da corrupção do mundo. A religião falsa está mergulhada no egoísmo, na corrupção e nos interesses maléficos do sistema pecaminoso. A igreja deve manter-se longe da corrupção. Estamos no mundo, mas não fazemos parte do seu sistema! O Evangelho nada tem com os seus valores e preceitos. Portanto, não flerte com o modo corrupto de viver do mundo (Tg 4.4). Amemos e desejemos o Evangelho de todo o nosso coração.

CONCLUSÃO
Nessa semana aprendemos sobre o cuidado que devemos ter com o ouvir e o falar. Estudamos também acerca da religião pura e imaculada que alegra a Deus: visitar os órfãos e as viúvas nas tribulações e guardarmo-nos da corrupção do mundo. Que os nossos ouvidos estejam prontos para ouvir, a nossa língua para falar sabiamente e a nossa vida para praticar tudo quanto aprendemos do Evangelho. Embora estejamos em um mundo turbulento, devemos exalar o bom perfume de Cristo por onde formos (2Co 2.15).

ESCOLA DOMINICAL - Esboço e Subsídio da Lição 3 - Revista da Central Gospel


AULA EM___DE______DE 2014 - LIÇÃO 3
(Revista: Central Gospel - nº 39)

Tema: JOEL, O PROFETA DO AVIVAMENTO
  
Texto Áureo: Joel 2.32
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 PALAVRA INTRODUTÓRIA
- Professor(a), nesta lição você poderá ligar a profecia de Joel ao derramar do Espírito Santo no dia de Pentecostes.
- “Joel”, significa: "o Jeová é Deus" ou "o Senhor é Deus".
- “Petuel”, significa: nobre disposição de Deus.
- “pode ter sido um sacerdote também”, as análises pelas quais se chegou a essa conclusão, se chama análises interna do livro. É feita examinando o próprio conteúdo do livro.
- “Reino do Sul”, é o reino composto pelas tribos de Judá e Benjamim, sendo a capital em Jerusalém.
- “seus vaticínios”, significa “profecias”.
- “Reino do Norte”, reino composto pelas dez tribos que seguiram Jeroboão, sendo a capital em Samaria.
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1. AS QUATRO DIVISÕES DO LIVRO
- “encaixes no desenvolvimento da história bíblica”, são situações narradas em Joel que nos mostram onde podemos encaixar o período em que foi escrito na história da Bíblia.
- “praga dos gafanhotos”, há quem acredite que se refira realmente a uma invasão de gafanhotos, mas existe essa outra vertente que afirma que essa praga é somente uma alegoria mostrada ao profeta para se referir às invasões de outros povos.
- “estilo literário”, é a forma de escrever do autor, é observado se ele usa metáforas, linguagem literal, expressões idiomáticas, etc.

1.1. O primeiro período
- “pode ter sido literal”, quer dizer que teria acontecido conforme o relato do livro, interpretando ao pé da letra.
- “parece uma ironia”, a ironia é a figura de linguagem onde se expõe uma ideia contrária para afirmar algo. Se refere às afirmações feitas por Joel em Joel  1.5.

1.2. O derramamento do Espírito Santo
- “esporadicamente”, em ocasiões especiais.
- “apenas sobre algumas pessoas”, e para se cumprir tarefas específicas. Era diferente de hoje em dia, pois agora o Espírito Santo é derramado sobre o povo de Deus, conforme a palavra de Jesus e a profecia do profeta Joel.

1.3. O Grande e terrível dia do Senhor
- “caráter escatológico”, escatologia é a doutrina das últimas coisas. Ter um caráter escatológico é fazer alusões às ultimas coisas que haverão de ocorrer no mundo.
- “Grande Tribulação”, é o período de sete anos em que o anticristo dominará o mundo e fará guerra a Israel.
- “dia do Senhor”, existem vários eventos a que podem se referir esse dia do Senhor, um deles é o arrebatamento, outro é dia em que Jesus ressuscitou e esse que é citado aqui se refere ao dia em que o Senhor livrará Israel dos exércitos do anticristo.

1.4. O descanso no Milênio
- “o futuro de Sião será glorioso”, o Milênio será um período de mil anos em que o Rei Jesus governará soberano em Jerusalém, e as nações da terra se dirigirão a Israel para serem regidas pelo Rei, será o ultimo império na terra.
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2. A INVASÃO DOS INSETOS
- “linguagem poética”, modo em que as ideias são passadas de forma bela e agradável com uso de recursos próprios de poesia, como a rima, a prosa, o trocadilho e outros.
- “poderiam ser evitadas”, essa é a mensagem fundamental da profecia, toda a profecia serve para alertar. O alerta é para que ela seja evitada ou para a pessoa evite ser atingida pelo evento.

2.1. De pai para filho
- “parábola”, a parábola é um recurso semelhante a analogia onde é feito uma comparação de um acontecimento fictício para se explicar algo espiritual.
- “o Senhor envia o castigo” essa verdade é válida somente para o povo de Deus, isso ocorre porque Deus ama Seu povo e o castiga para que não o perder, os ímpios geralmente são deixados de lado.    

2.2. O juízo
- “NTLH”, Nova Tradução na Linguagem de Hoje, é a tradução da Bíblia em uma linguagem mais simples e atual.
- “mensagem de cumprimento duplo”, é a mensagem onde Deus anuncia algo que ocorre a seu tempo e o próprio acontecimento serve para anunciar algo que irá ocorrer num futuro mais distante.
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3. EXPRESSÕES IMPORTANTES NO LIVRO
- “mensagens de cunho escatológico”, essas expressões se acham em outras passagens da Bíblia, principalmente em apocalipse.

3.1. O dia do Senhor
- “Grande tribulação”, releia o texto anterior e acrescente que essa tribulação ocorre logo após o arrebatamento da igreja, de acordo com o apocalipse.
- “profetas veterotestamentários”, são profetas do Antigo Testamento.
- “o dia do acerto de contas”, essa é a forma como Isaias transmite o significado desse dia.

3.2. O remanescente salvo
- “esperança para um remanescente”, remanescente significa “aquilo que restou”, esse remanescente seriam aqueles que restarem da apostasia dos últimos dias. A profecia no capítulo dois segue falando das coisas do fim e conclui dando a ideia de salvação ao remanescente. Joel chama de “sobreviventes” Joel 2.32.
- “encontram eco nos escritos do apostolo Paulo”, é figura de linguagem para afirmar que as palavras de Joel são repetidas por Paulo. Vale a pena ler com os alunos.

3.3. Referência ao sol e a lua
- “não pode ser explicado com exatidão”, existem muitas dúvidas se o profeta relatou o que estava vendo literalmente ou se ele viu algo que não entendia e relatou com suas palavras. Por isso as profecias escatológicas não podem ser traduzidas ao pé da letra.
- “não há porque não admitir a ocorrência desse vaticínio”, não podemos descartar que isso pode ocorrer da forma que é narrada por Joel, devido as palavras de Jesus onde afirma que os poderes do céu serão abalados.
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4. O POVO ARREPENDIDO
- “pano de fundo histórico”, seria o contexto histórico em que vivia a nação.
- “rainha Atalia”, única mulher a governar a não de Israel.

4.1. Ambiente religioso
- “acomodação”, em religião a acomodação é o ato de os líderes não fazerem nada em relação aos problemas que possam surgir na comunidade religiosa.
- “indiferença”, a indiferença é não se importar com os erros, fazendo pouco caso deles. Enquanto o acomodado se lamenta do problema, mas não faz nada, o indiferente nem sequer nota o erro, ou finge que não o nota.
- Cada uma das duas situações podem ser explicadas como exemplo para os dias de hoje, pois existem atualmente líderes acomodados e indiferentes.

4.2. Convocação ao arrependimento
- “tanto os imediatos”, os juízos imediatos são os que foram para aquela época e os escatológicos são para os fins dos tempos.
- “comportamento cíclico”, é o comportamento que obedece a ciclos, onde um momento está de uma forma e outro está de outra, voltando ao estado inicial depois. Assim era a nação de Israel.
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5. O DERRAMAMENTO DO ESPÍRITO
- “advento do Messias”, é a vinda do Messias em carne.

5.1. O dia de Pentecostes
- “pessoas falando outros idiomas”, quando isso aconteceu havia em Jerusalém muitos judeus que moravam em outros países e por isso reconheceram que os judeus não estavam falando línguas emboladas e sim falando línguas dos países onde moravam.
- “crítica de outros”, se refere ao fato de alguns terem afirmado que eles estavam embriagados.

5.2. A explicação de Pedro
- ...      
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CONCLUSÃO
- “nenhuma é tão bem vinda quanto o derramar do seu Espírito”, a profecia de Joel falava acerca da colheita, veja:

“E as eiras se encherão de trigo, e os lagares trasbordarão de mosto e de azeite.
E restituir-vos-ei os anos que comeu o gafanhoto, a locusta, e o pulgão e a lagarta, o meu grande exército que enviei contra vós.
E comereis abundantemente e vos fartareis, e louvareis o nome do Senhor vosso Deus, que procedeu para convosco maravilhosamente; e o meu povo nunca mais será envergonhado.
E vós sabereis que eu estou no meio de Israel, e que eu sou o Senhor vosso Deus, e que não há outro; e o meu povo nunca mais será envergonhado.
E há de ser que, depois derramarei o meu Espírito sobre toda a carne, e vossos filhos e vossas filhas profetizarão, os vossos velhos terão sonhos, os vossos jovens terão visões.
E também sobre os servos e sobre as servas naqueles dias derramarei o meu Espírito.”
Joel 2:24-29
O Pentecostes era a festa da colheita. Por isso o derramar do Espírito Santo é o cumprimento da profecia de Joel acerca da colheita, mas não uma colheita de trigo e sim colheita de almas. LINDO!!!!!!

Boa aula!


Marcos André – professor

segunda-feira, 28 de julho de 2014

ESCOLA DOMINICAL - Conteúdo da Lição 5 - Revista da Editora Betel


O Cuidado com a Família de um Líder
03 de agosto de 2014

TEXTO AUREO
“Ora, se alguém não tem cuidado dos seus e especialmente dos da própria casa, tem negado a fé e é pior do que o descrente”. lTm 5.8


VERDADE APLICADA
Cuidar da família é dever de todos. Sucesso algum será bem vindo se não existe uma família para compartilhar.

TEXTOS DE REFERÊNCIA

lTm 3.2 - Convém, pois, que o bispo seja irrepreensível, marido de uma mulher, vigilante, sóbrio, honesto, hospitaleiro, apto para ensinar;
lTm 3.3 - Não dado ao vinho, não espancador, não cobiçoso de torpe ganância, mas moderado, não contencioso, não avarento;
lTm 3.4 - E que governe bem a própria casa, criando os filhos sob disciplina, com todo o respeito
lTm 3.5 - (pois, se alguém não sabe governar a própria casa, como cuidará da igreja de Deus?);
Tt 1.6 - Alguém que seja irrepreensível, marido de uma só mulher, que tenha filhos crentes que não são acusados de dissolução, nem são insubordinados.

INTRODUÇÃO
Governar bem a própria casa é uma ordenança para qualquer pessoa que almeja o ministério, sem isso, não haverá enquadramento nem chances para liderar. É evidente que não existem famílias perfeitas, mas disciplina e educação fazem da vida exemplos a serem copiados. Observe o perfil de um líder descrito por Tito: “Alguém que seja irrepreensível, marido de uma só mulher, que tenha filhos crentes que não sejam acusados de dissolução, nem sejam insubordinados”. Analisemos alguns cuidados que um líder deve ter em relação a sua família:

1. Cuidados a serem demonstrados
A casa de Deus deve ser uma extensão da casa de um líder cristão. A sua vida doméstica deve ser tão inspiradora que o motivo dele estar exercendo sua liderança na igreja seja o exemplo de seu cuidado dispensado a sua própria família (lTm 3.12). Não é difícil se esquecer de casa por estar comprometido com o ministério. Muitos líderes são reprovados nesse quesito, e, por esse motivo, muitos casamentos também se dissolvem. A ordem de propriedades é esta: Deus, família, trabalho e igreja. Observe que Deus começa e termina essa ordem, por isso não há o que temer. Quando saímos dessa sequência, os problemas certamente irão nos encontrar.

1.1. Cuidado espiritual no lar
O primeiro lugar onde se deve liderar é em casa. O marido deve exercer a prerrogativa de ser o pastor e sacerdote do seu lar (Ef 5.23). É importante que cultivem o culto doméstico com afinco, desenvolvendo um clima agradável e sem cobranças domésticas nesse momento. Dependendo da idade dos filhos, é bom providenciar livros e Bíblia ilustrados para o momento devocional em família. As histórias devem ser contadas com criatividade dando, porém, sempre a entender a realidade delas, e não como contos. Os pais não devem apenas mandar seus filhos para escola dominical, e sim ir com eles (Pv 22.6). Às vezes, não caímos na real para ver que somos líderes de todos da igreja, menos de nossa família. Temos tempo para gabinete e aconselhamento, mas nos falta tempo para observar o que está rondando nossa casa ou se infiltrando em nossos lares. O culto doméstico é uma prática esquecida por muitos, todavia, sendo posto em uso, muitos problemas, e até mesmo, a visão dos filhos em relação aos pais mudaria.

1.2. Cuidado afetivo com a esposa e os filhos
O primeiro e maior presente que o líder cristão deve doar para os seus é ele mesmo. Foi isso que Deus nos fez, doou a si mesmo, Ele é “Deus conosco” (Mt 1.23; Jo 1.14). O vocacionado ao ministério cristão deve ir além do superficial, deve desenvolver um relacionamento de alma profundo. Sua melhor maneira de dar carinho é dando atenção à esposa, passando tempo com ela. Quanto ao diálogo, deve o líder conversar mais que as coisas cotidianas e notícias; devem abrir seus corações, seus sentimentos, falar de suas ansiedades e sonhos. Declarar seu amor (Ct 2.10). Quanto aos filhos, deve ouvir-lhes as histórias mesmo que isso lhe pareça penoso, mostrar real interesse com a forma de olhar e no tom de voz quando fala.

1.3. Cuidado com a disciplina
O amor paterno deve ser demonstrado sempre pela disposição em corrigir os filhos, sem, contudo, irritá-los e desanimá-los (Cl 3.21). Na atualidade, muitos educadores escolares estão sofrendo com a falta de limites demonstrada pelas crianças nas escolas, isso porque os pais estão deixando seus filhos para que as escolas eduquem. A correção deve ser aplicada com amor desde cedo, enquanto a criança está em formação, nessa fase é comum que façam tolices. Mas é nessa época que ainda há esperança. Por isso, o ensino, admoestação, exortação, a presença e o amor se fazem necessários (Pv 19.18; 22.15).

2. Recomendações à esposa do líder
Nos passos de um homem bom sempre estará uma boa mulher, e, é claro, em todo tempo ao seu lado (Sl 128a). A mulher é peça fundamental no ministério do marido, por isso, ela é uma dádiva de Deus para ajudá-lo. Ela deve, de igual modo, estar consciente de sua responsabilidade nessa missão, pois, como esposa, é parte vital para o sucesso ministerial de seu marido. Na primeira carta a Timóteo 3.11, existem três recomendações que comentaremos a seguir:

2.1. Mulheres respeitáveis em tudo
É preciso compreender que a esposa de um líder nem sempre será líder como ele numa organização (lTm 2.13-15). Há casos de mulheres que trabalham em igrejas e são notoriamente mais influentes que seus maridos. Primeiro, porque a elas foi concedido o ministério; segundo, porque alguns maridos não possuem vocação ministerial ou ainda não se converteram. Mas há também líderes que têm esposas que somente os acompanha, porém, por se tratar de ser a esposa de um líder cristão, ela deve ser uma mulher respeitável, digna de consideração, venerável como a Bíblia diz: “a esposa respeite o marido” (Ef 5.33), é dessa forma que ela alcançará respeitabilidade em seu lar e igreja. Respeitável significa: “que se dá ao respeito - não dada a falatórios”. Enfim, uma mulher deve ser respeitável em todas as suas relações, e principalmente, em relação ao seu marido.

2.2. Mulheres não maldizentes
Maldizente é aquela que fala mal dos outros, dada a fazer fofocas (lTm 3.13). A expressão grega usada por Paulo nesse texto é uma advertência para que as esposas não tenham esse adjetivo “me diabolous”, que pode ser traduzida por: “não caluniadoras”. Isto é, que não atribuam falsamente a alguém determinada coisa. Nesse caso, a vítima passa a ter sua imagem desfigurada e sua reputação comprometida até que se descubra a verdade, que mesmo após ser dita, não será suficiente para reparar os danos causados por uma semente tão maligna. E preciso muito cuidado, pois quando essa “fofoca” parte dos lábios da esposa de um líder, a liderança fica minada e prestes a desmoronar-se.


2.3. Mulheres temperantes e fiéis
Quando se fala de liderança, fala-se de um conjunto. Embora uma mulher não governe completamente com seu esposo, sua harmonia e compreensão para com o ministério de seu marido são imprescindíveis (Ef 5.22). Uma pessoa pode amar a outra, mas isso não significa que irá acompanhar na mesma visão. Hoje muitos lares estão sofrendo por causa dessa indiferença, pessoas que se casaram com diferentes visões. Os membros de uma igreja não abraçam um líder solitário e mal resolvido sentimentalmente, afinal que espelho seria ele para as famílias? Mesmo tendo um chamado visível, esse será incompleto pela ausência de um cônjuge. Família é a credencial de um líder.

3. Cuidados com os filhos
Os pais devem ter o objetivo de reproduzir seu próprio comportamento em seus filhos (Gn 5.3). Quando Deus criou a humanidade, criou a sua imagem e semelhança (Gn 1.27), de modo a parecer e pensar como Ele, como também carregar suas características e suas qualidades, agindo como Ele. Do mesmo modo, os pais precisam seguir esses mesmos objetivos, semelhantemente, os filhos devem sentir Deus em seus corações. E, em seu cotidiano, responder ao chamado divino da mesma forma que seus pais.

3.1. Filhos bem disciplinados (lTm 3.4)
Criar filhos sem disciplinas, além de ser uma atitude insana, acarretará em problemas para o futuro. Governar a própria casa não é tarefa fácil. Se de fato desejamos um mundo melhor, devemos criar filhos melhores. Não é comum em nossos dias vermos famílias reunidas à mesa (Sl 128.3). Os tempos são outros, os pais trabalham demais para o sustento da família, as mães auxiliam com seus ganhos, e, por isso, quem educa os filhos são as creches e as babás eletrônicas. O resultado é claro, filhos de personalidades mescladas e de difícil comportamento perante os pais. A Bíblia nos ordena ensinar os filhos “no” caminho, isso é tarefa dos pais, não das escolas ou creches. Ela nos diz que se não ensinarmos “no” caminho, eles se desviarão (Pv 22.6). Deus não nos deu filhos para que outros desempenhem nosso papel de pais.

3.2. Filhos respeitosos
Seguido da disciplina, deve vir o respeito, que deve ser manifesto mutuamente pelos membros da família, revelando ordem e as coisas peculiares à fé. Ora, temos nas Escrituras dois exemplos muito bons: positivo, os descendentes dos recabitas, filhos de Jonadabe que honravam a palavra do pai (Jr 35.1-10); o exemplo negativo vem de Hofni e Finéias, filhos de Eli que não honravam a palavra do pai, e nem tampouco as coisas sagradas, por isso, eles sofreram severo juízo (ISm 2.12-16; 2.22-25). Temos dois assuntos muito importantes aqui: honra e desonra. Um traz bênçãos e vida fértil, o outro traz punição e morte. Observemos nossa geração! Muitos filhos hoje não completam maior idade morrendo antes do tempo. E por quê? Desobediência ao pai e à mãe. O mandamento diz que respeito é vida, e desonra é morte antecipada (Ef 6.1-3).

3.3. Filhos fiéis (Tt 1.6)
A versão da Bíblia ARC traduz melhor esse texto, e o faz da seguinte maneira: “que tenha filhos fiéis”. Paulo era homem de visão extraordinária, de ideias amplas, mas sem meios termos. Os filhos deveriam ser fiéis à fé dos pais. Naqueles tempos, quando um chefe de família aceitava uma nova religião, todos da sua casa deveriam acompanhá-lo (At 16.31). Todavia, Paulo está impondo uma condição severa, que não era apenas aceitar a religiosidade do chefe da casa, mas que os outros pudessem ser testemunhas de que ali (no caso de Creta) eram filhos verdadeiros e fiéis nos negócios, nas obrigações sociais e na fé cristã.

CONCLUSÃO
Sendo a casa de Deus uma extensão da casa de um líder cristão, sua vida doméstica deve ser inspiradora. Todavia, os pais devem evitar pôr um fardo pesado demais sobre os filhos. Assim eles devem também lutar com muita sabedoria por seus filhos evitando um legalismo intransigente e a possibilidade de afastamento da fé deles. As cobranças que pesam sobre a família e principalmente sobre os filhos do pastor é muito grande e até injusta muitas vezes. Por isso o líder junto com a sua esposa deverão ter um sério equilíbrio nessa questão.

domingo, 27 de julho de 2014

AGENDA - Evangelista Marcos André

29 Jul 2014 (Terça) - 19:00h Estarei ministrando o estudo de doutrina na igreja Assembleia de Deus Ministério Meritiense - Rua Mauricio de Lacerda, 161, Centro São João de Meriti-RJ (próximo à garagem da Flores)

31 Jul 2014 (Quinta) - 19:00h Estarei Pregando na igreja Pentecostal Arca da Aliança - Vivendo um Milagre - Rua Maria Emília no Centro de São João de Meriti-RJ (próximo ao viaduto sobre a linha do trem)

16 Ago 2014 - (Sábado) 19:00h Estarei pregando na Festividade de Aniversário da Escola Dominical na Assembleia de Deus de Madureira - Uberlândia-MG


23 Ago 2014 - (Sábado) 9:00h Estarei palestrando no retiro de jovens em Teresópolis, promovido pela Assembleia de Deus de Agostinho, São João de Meiriti-RJ

23 Ago 2014 - (Sábado) - 19:00h Estarei pregando no culto de varões da igreja Assembleia de Deus Carvalho de Justiça - na Alameda Tambaqui, 21 - Mesquita-RJ (próximo a Via Ligth)

14 Set 2014 - (Domingo) 19:00h Estarei pregando no Culto da Família na Assembleia de Deus em Vila Norma - Rua Reporter Luciano Carneiro, 156, Vila Norma, Nilópolis-RJ (próximo à Via Ligth).  
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Evangelista Marcos André
Contatos: Tel 21 37540312 Cel 21 992791366
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Marcos André

sábado, 26 de julho de 2014

ESCOLA DOMINICAL - Lista de Esboços do 3 Trimestre de 2014



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ESCOLA DOMINICAL - Esboço e Subsídio da Lição 4


AULA EM 27 DE JULHO DE 2014 – LIÇÃO 4
(Revista: EDITORA BETEL)

O Líder Espiritual é Comprometido com a Oração

Texto Áureo: Efésios 1.1
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 PALAVRA INTRODUTÓRIA
- Professor(a), nesta lição concentre-se em animar seus alunos a orarem mais. E você pode usar a didática do confronto direto para transmitir esta lição, depois eu publicarei um artigo de didática cristã para ensinar essa técnica interessante.
- “incisão na alma”, “incisão” significa corte, aqui está afirmando que a palavra de um homem de oração (conectado a Deus) corta até a alma.
- “qualidade invejável em nossos dias”, hoje em dia há pouca oração tanto nas igrejas como fora delas, o louvor tomou a maioria dos espaços. Atualmente ao começar os cultos os grupos estão preocupados em qual será o louvor, ou se os componentes já chegaram, tudo em prol do louvor. Mas o que menos havia na igreja primitiva era o louvor, eles eram constantes na oração e na Palavra.
- “exige disciplina”, disciplina é a capacidade de seguir regras, obedecer a determinações, e aqui se refere a uma disciplina consciente, onde a pessoa determina para si mesmo: Agora vou orar! Ou: É hora de orar! Para cumprir isso deve-se ter muita disciplina.
- “deve ser sábio e perseverar na oração”, aqui estão mais duas qualidades que um líder deve ter para ser homem de oração: sabedoria e perseverança.
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1.  Algumas forças contrárias à oração
- “a maneira de orar”, não se refere à forma de orar, mas ao costume de orar muito.  Os avivalistas dos tempos passados eram verdadeiros homens de oração.
- “sabe muito bem se ele esteve ou não”, os crentes conseguem identificar a unção espiritual nas palavras do orador. O problema é que a eloquência de alguns tem enganado a muitos.

1.1. A ausência de disciplina
- “conflitam com a devoção”, quer dizer, que luta contra a devoção.
- “falta de compromisso com a prática da oração”, lembrando que compromisso é o envolvimento com prejuízo de tempo, recursos e atenção. A pessoa que está envolvida com a oração, ela pratica somente quando dá, mas aquele que está comprometido ele se desprende de tudo, fazendo daquilo um hábito que lhe faz falta quando ele não consegue oportunidade de fazê-lo. Pergunte aos alunos: Você está envolvido ou comprometido com a oração?
- “está fadado ao fracasso”, realmente ele terá um fracasso espiritual, mas muitos desses líderes passaram a trabalhar a imagem para se mostrarem como homens de oração, quando não são.
- “melhor hora de rendimento”, é a hora em que você hora com mais qualidade, com mais atenção e dedicação. Não adianta orar de madrugada, estando sonolento demais. O importante é ter qualidade e atenção.
- “porque demonstra dedicação ao Senhor”, de fato quando alguém chega em uma festa em que você está e vem falar primeiro contigo, você sentirá que essa pessoa te tem em grande estima, só os amigos chegados fazem isso. Assim também Deus se sente em ralação a nós se ao acordarmos, dedicarmos os primeiros momentos a Ele.

1.2. O ativismo
- “ativistas religiosos”, é aquele que está sempre em atividade, nunca parando para nada e nem para orar.
- “não sobra ao líder energia para o “Senhor da obra””, às vezes sobra o tempo à noite, mas aí já não haverá qualidade porque faltará energia, o líder estará esgotado.
- “um programa previamente elaborado”, seria se programar para essa atividade, colocar na agenda e cumprir fielmente.
- “delegar autoridade, e não centralizar”, um líder que quer resolver tudo sozinho se esgota facilmente e não consegue fazer mais nada. Delegar autoridade é deixar que pessoas capacitadas e fieis possam tomar decisões em seu nome.
- “Nem Jesus trabalhou sozinho (Lc 10.1). Custa entender isso?”, Jesus logo no início de Seu ministério reuniu um grupo de doze homens, depois Ele envia setenta homens delegando-lhes autoridade espiritual. O comentarista faz aqui uma pergunta em tom de desabafo, porque a pessoa lê a Bíblia e não consegue aprender essa lição de liderança com Jesus.

1.3. Prepotência e impaciência
- “empecilho à oração é a prepotência”, a prepotência é a pessoa achar que pode fazer algo sem a ajuda ou o apoio de outros.
- “apoiar-se em seu carisma pessoal”, é tentar manter o grupo unido e trabalhando através de suas qualidades de líder e amizade que conquistou. Ele relaxa na oração.
- “paciência para estar só e quieto diante de Deus”, a correria de nossos dias provoca essa inquietação. Se o líder não vigiar ele acaba se moldando a essa inquietação da sociedade moderna.

2.  O grande conflito
- “forças que vão além das pessoas”, nos muitas vezes enfrentamos pessoas que se opõem a obra de Deus que está em nossas mãos, mas devemos saber que na maioria das vezes é Satanás e seus demônios que estão atuando.  

 2.1.  Lutando contra as hostes espirituais
- “antagônica ao sistema mundano”, “antagônico” quer dizer divergente, que faz oposição.
- “ou entramos em seu mundo”, não é possível para o crente se tornar invisível, por isso deve combater no mundo espiritual onde age essas forças.
- “conhecer seu mundo e sua esfera de ação”, é bom lembrar que ninguém precisa passear no mundo para aprender as vulnerabilidades de Satanás. Basta que o crente leia a Bíblia para compreender a forma eficaz de combater.
- “principados, potestades, dominadores, hostes”, essas são classes angelicais, pois os demônios que atuam com o adversário já foram anjos de Deus um dia.

2.2. A preparação de cada dia
- “enfrenta um adversário sem o devido preparo”, quem assume uma função de liderança deve ter sempre em mente que estará entrando em uma luta contra adversários fortes e por isso devemos estar preparados para ele e também a nossa família deverá estar em oração.
- “dias calmos”, são os tempos de paz, nesses dias os crentes devem estar em preparo na oração, treinando para o combate.
- “dias intensos”, seriam momentos em que temos mais dificuldades para esse preparo.
- “o dia mau”, é o tempo do combate, o dia da batalha, nesse dia seremos vitoriosos se tivermos treinado quando estávamos nos dias de paz.
- “dia de vinte quatro horas, e sim, de acontecimentos”, ninguém pode interpretar as Escrituras ao pé da letra. Por mais leigo que um líder possa ser, ele precisa conhecer um pouco dessa homilética. 


2.3.  Dois pontos de convergência da oração
- “para que enviasse ceifeiros”, quer dizer, para que enviasse trabalhadores, isso é, para que mais pessoas com desejo de trabalharem na obra de Deus se convertessem para o Reino.
- “tenham uma vida quieta e sossegada”, para que os governantes não os perseguissem, isso vale nas diversas esferas de autoridades com que nos deparamos. Em uma empresa, por exemplo, se os crentes intercederam por seus chefes, eles poderão conseguir fazer seus minicultos na hora do almoço, com ordem e decência é claro. E se esse patrão sentir que sua vida melhorou depois que abriu oportunidades para os crentes, ele também será alcançado pelo poder de Deus.
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3. Estabelecendo um padrão de oração

3.1. O tempo de oração - “Orando em todo tempo”
- “Orai sem cessar”, trata-se de uma sentença, orar não só quando estamos prostrados, mas também em mente elevando nossos pensamentos ao Céu.
-“expôs a ausência da oração e jejum”, o problema de oração dos discípulos veio a tona quando eles tentaram realizar algo no campo espiritual, assim ocorre com os líderes que não oram, tudo vai bem até o momento em que eles tentam fazer algo na área espiritual.
- “A oração não dá ibope”, esse é um dos motivos pelos quais muitos não oram ou oram muito pouco. Atualmente muitas igrejas tem sido movidas por aquilo que dá fama, ou traz retorno financeiro, ou os dois.
- “Contudo, há um segredo em orar”, de acordo com o contexto aqui, está sendo afirmado que a oração é o segredo para toda a obra que Jesus realizava.
- “não perde o dia tentando resolver com a razão aquilo que só no espírito se vê”, a razão ensina métodos para realização de obras, mas o homem de oração chamado Jesus resolvia certos problemas espirituais com apenas uma palavra.

3.2. A intensidade da oração - “Com toda oração e súplica”
- “não tem nada a ver com a posição da oração”, professor(a), deixe bem claro que aquele que ora com o rosto em terra, não está sendo mais intenso do que aquele que ora de joelhos ou em pé.
- “diz respeito ao fervor”, seria o mesmo que animação, é o envolvimento de todo o ser na prática da oração.
- “intimidade”, seria falar com o Senhor sem lhe esconder nada, como falamos com um amigo intimo.
- “João Bunyan”, escritor e pregador da Inglaterra, escreveu o livro cristão “O Peregrino” livro cristão mais conhecido de todos os tempos, depois da Bíblia é claro.
- “ter um coração sem palavras”, parece se referir àqueles irmãos que oram só com o coração, ou choram sem conseguir nem sequer falar.
- “Palavras sem um coração”, quer dizer que falar bonito ou falar feio, não esta aí o segredo para convencer o Senhor de alguma coisa, mas ter um coração verdadeiro diante dEle, pois não podemos passar a imagem de vítima, mas com toda certeza Ele receberá um coração quebrantado.
- “que são verdadeiros júbilos”, onde a pessoa se expressa de forma alegre com suas emoções afloradas.
- “nunca falte ações de graça nas orações.”, são ações de agradecimento, levantando as mãos ou glorificando, ou simplesmente dizendo: Muito obrigado meu Deus!

3.3. Vigiando na intercessão, na oração - “Por todos os santos”
- “A oração de um líder nunca é pessoal”, se refere à oração uns pelos outros. Essa afirmação nos revela uma atitude do líder cristão, ele não deve orar somente por si mesmo. É necessário lutar por seus liderados. O líder que ora pouco por seus cooperadores, logo terá poucos deles para o ajudar.
- “jamais deixará fora de sua agenda de oração”, é interessante o crente ter em mente, as necessidades e os seus pedidos de oração, podendo anotar também.
- “Na verdade, não falta motivos para orarmos”, orar é uma atitude de contrição, dependência Divina, uma profunda comunhão com Deus, quando Jesus nos ensina a interceder, Ele nos leva a um grau maior espiritualmente, pois a oração de um justo pode muito em seus efeitos Tg. 5;16,20.
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CONCLUSÃO
- “obstáculos do ativismo”, se certifique de que os alunos se lembram o que é “ativismo”.
- “falta de programa previamente estabelecido”, é interessante o líder estabelecer o seu horário, parar de fazer tudo espontaneamente.
- “um padrão de oração (lTs 5.17)”, que pode ser esse que foi explanado em todo esse tópico 3.
- Faça um resumo com a classe.

Boa aula!

Marcos André – editor
Gustavo Matos – colaborador
Juliane Souza – colaboradora
Luiz Evaldo Barbosa - colaborador