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sábado, 24 de janeiro de 2015

ESCOLA DOMINICAL - Lista de Esboços do 1º Trimestre de 2015


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AGENDA - Participação em evento



 Nos dias 13 a 15 de março de 2015 estarei participando do 8º Congresso Nacional de Escola Dominical, na Assembleia de Deus Ministério do Belém em São Paulo.
 
Quem estiver por lá e quiser trocar umas ideias sobre a Escola Dominical é só me procurar, ficarei muito alegre em poder ajudar, aprender e compartilhar ideias com todos.

 E quem ainda não fez a inscrição e quiser participar tenta esse link: http://www.cpadeventos.com.br/8congressoed/index.html

Marcos André - Editor

ESCOLA DOMINICAL - Esboço e Subsídio da Lição 4 - Revista da CPAD



AULA EM 25 DE JANEIRO DE 2015 – LIÇÃO 4
(Revista: CPAD)

Tema: Não Farás Imagens de Esculturas

Texto Áureo: 1 Coríntios 10.14
  
INTRODUÇÃO
- Querido(a) professor(a), nesta lição você atingirá um dos dogmas católicos, por isso é bom ministrar com cautela, como muitos crentes não vão à EBD, você dificilmente terá algum católico na aula, mas mesmo assim é bom ter cuidado.
- “é para adorar a Deus diretamente”, esse mandamento foi dado aos judeus, mas até mesmo eles deveriam ir ao tabernáculo e oferecer os sacrifícios previstos na lei, somente em Cristo podemos fazer essa adoração direta, pois ele é o nosso mediador.
- “pecados capitais”, são pecados que conduzem a morte, ou que torna a pessoa digna de morte.
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1. PROIBIÇÃO À IDOLATRIA

1. Ídolo e imagem.
- “Esses ídolos eram esculpidos em pedra”, por isso João Ferreira de Almeida traduziu por “imagem de escultura”. Na versão católica aparece: “Não farás para ti escultura” Êxodo 20:4a quer dizer que a tradução de Almeida está correta.
- “A Septuaginta traduz”, essa foi a tradução da Bíblia do Hebraico para o Grego, foi a primeira Bíblia a reuni a Torah, os livros históricos, os cânticos poéticos e os profetas em um único livro. Foi escrita no período interbíblico.
- “O ídolo é um objeto de culto”, lembrando que no pós-modernismo o ídolo pode ser muita coisa, pode ser um cantor, um conjugue, um bem material como carro, casa e até mesmo um celular. Ah, se os crentes se dedicassem à Palavra de Deus como se dedicam ao celular!!!!!!
- “como tendo poderes sobrenaturais”, essa concepção era para o passado, hoje devemos considerar como idolatria a dedicação excessiva a algo, como se tivesse acima de Deus para a pessoa, ainda que tal coisa não seja representação de poder para essa pessoa.

2. Idolatria.
- “ou a qualquer coisa que não seja o Deus verdadeiro”, essa concepção é a melhor para o tempo presente, pois muitos crentes veneram coisas acima de Deus.
- “Moisés e os profetas”, “os profetas” se refere aos livros escritos pelos profetas maiores ou menores.
- “destruição de toda a base religiosa”, a idolatria não vai contra um dogma, ou uma doutrina específica, mas atinge diretamente ao autor da religião, o Senhor.

3. Semelhança ou figura.
- “em cima no céu, nem embaixo na terra, nem nas águas debaixo da terra”, serve para dar a ideia de totalidade, proibindo completamente qualquer forma de construção de imagens.
- “coisas materiais como homens e mulheres”, nos textos do Antigo Testamento não se usa as palavras homem ou mulher para definir essa semelhança. Só um livro apócrifo define essa semelhança:
“Porque, desejando talvez agradar àquele que o havia contratado, o artista esmerou-se, com a sua arte, por dar à imagem a melhor aparência possível.
E uma multidão de pessoas, seduzidas pela beleza da obra, agora consideram como deus aquele que pouco antes fora honrado como homem.” Sabedoria 14.19,20 Esse texto do livro apócrifo Sabedoria de Salomão define melhor a idolatria de imagens em forma de homem, do que o Antigo Testamento dos judeus e protestantes. O detalhe é que esse livro só tem na Bíblia católica.
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2. AMEAÇAS E PROMESSAS

1.  O Deus zeloso.
- “zeloso”, uma das traduções para essa palavra é “ciumento” como aparece na Bíblia católica, afirmando claramente que Deus é ciumento, mas é claro que não é o ciúme humano cheio de orgulho é um ciúme de quem cuida ou tem zelo por algo ou alguém.
- “tolerantes em relação a outros deuses”, esses deuses eram criação humana e por isso existiam diversas, para cada povo ter a sua própria divindade, se nenhuma agradasse a um determinado povo, então eles criavam alguma como melhor lhes conviesse.
- A natureza humana é composta de corpo, alma e espírito e esse espírito é proveniente de Deus Gn 2.7, sendo assim ele impulsiona o ser humano a adorar seu Criador, como as pessoas fogem do Criador por se acharem em dívida com Ele, então se apegam a ídolos. RESUMO DA ANTROPOLOGIA CRISTÃ

2.  As ameaças.
- “se trata de máxima comum na literatura semítica”, semítico é tudo aquilo que provem dos povos descendentes de Sem filho de Noé, que deu origem ao povo judeu e árabe. A “máxima comum” que foi citado à essa forma literária onde o autor usa números para representar certos períodos em conexão com o tipo de evento. Ex. quando se quer falar de algo perfeito ou completo se usava o número sete, para falar de provação se usava o número 40, etc. Nã se sabe se essa teoria se apresenta em toda a Bíblia.
- “é contrastar o castigo...com o propósito”, significa fazer uma comparação em contraste, ou seja, mostrar Deus faz mais misericórdia do que castiga seus servos.

3. As promessas.
- “a diferença entre castigo e misericórdia”, professor se você achar interessante pode comentar que Cristo cumpriu na cruz o castigo (por ter morrido pelos pecados) e a misericórdia (por se entregar por nós).
- “chega a mil gerações”, também não pode ser visto de forma matemática, mas como representação do tamanho da misericórdia de Deus, como não se pode medir apenas foi representado.
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3.  O CULTO VERDADEIRO


1. Adoração.
- “também de se prostrar diante dela”, para caso alguém adorasse alguma imagem que outro fez achando que poderia por não ter sido ele que a fez. Isso acontecia no tempo do rei Ezequias quando ele destruiu a serpente de metal que Moisés fizera por ordem de Deus, pois Ezequias entendia que o povo adorava aquele símbolo como uma divindade. 2 Rs 18.4
- Assim como Ezequias entendeu o tipo de idolatria que estava diante do povo, cada um de nós podemos entender que tipos de ídolos nos cercam e quanto da nossa atenção eles tem roubado, para que possamos acabar com eles.

2.  Deus é espírito.
- “O Catecismo Maior de Westminster (1648)”, foi a assembleia reunida nos anos de 1643 a 1649 em Londres, onde foram elaboradas as confissões reformadas. Resultando nos seguintes documentos teológicos: Confissão de Fé e os Catecismos Maior e Breve, que se tornaram os padrões doutrinários aceitos pelos reformadores.
- “diferentemente da matéria”, na verdade isso é apenas mais um atributo que deram a Deus, pois Ele não pode ser quantificado e nem mensurado por entendimento ou concepção humana.
- “que tem Deus como alvo é incompatível com as imagens”, “que tem Deus como alvo”, quer dizer: que almeja ser como Deus, “é incompatível com as imagens”, quer dizer que se algum ídolo tivesse poder semelhante ao de Deus jamais poderia ser representado como uma imagem.

3. Deus é imanente e transcendente.
- “imanência é a forma de relacionamento”, a imanência é a característica dos atributos de Deus que não são comunicáveis ao ser humano: onipresença, onisciência e onipotência. Embora o Senhor não compartilhe desses atributos com nenhum ser, é com eles que o Senhor se relaciona com a criação, ex: como todos poderiam alcançá-lo se não fosse a Sua onipresença?
- “transcende a toda matéria e a tudo o que foi criado”, Ele não tem começo nem fim, não pode ser medido, nem explicado, a única forma de tentar definir Deus é se referindo a Ele como pessoa, atribuindo-lhe características humanas, como “olhos do Senhor”, “a mão de Deus”, “estrado dos Seus pés” etc. Pv 15.3
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4. AS IMAGENS E O CATOLICISMO ROMANO

1. O que dizem os teólogos católicos romanos?
- “ensinam que a confecção”, quer dizer que devido ao fato de na Bíblia o Senhor ter mandado confeccionar esses itens, então estaria autorizado a confecção e uso de outros objetos para servirem de símbolos.
- Para os teólogos católicos esses símbolos não seriam ídolos, conforme os moldes bíblicos. Muitos católicos adotam a ideia de que os santos católicos não estão acima de Deus e nem de Jesus, mas afirmam que eles conduzem suas petições ao Filho que por Sua vez as leva ao Pai.

2. ensinam que a confecção 
- “O argumento da igreja católica é falacioso”, quer dizer que é apenas uma explicação infundada que não comprova nada.
- “ficavam no lugar santíssimo”, também chamado de o Santo dos Santos, esse local era o mais interior do templo e somente o sumo sacerdote poderia entrar lá uma vez por ano no dia da expiação.
- “serviam como figuras da redenção em Cristo”, por isso houve a ordem para sua construção, somente isso e nada mais. O Senhor permitiu que todos os objetos do passado desaparecessem na história, ninguém sabe o paradeiro de qualquer um deles. Os objetos que hoje seriam utilizados como adoração seriam: A arca de Noé, a cruz, o cálice da ultima ceia (graal), a Arca do Concerto, o corpo de Moisés, e muitos outros. Até mesmo os originais dos livros da Bíblia desapareceram no tempo.

3. O uso de figuras como símbolo de adoração.
- “não se restringem a animais, corpos celestes ou forças da natureza”, existe uma abrangência bem ampla dos ídolos, porém isso é analisado de forma individual. Cada um deve fazer o siso de si mesmo, e identificar se algo em sua vida tira o lugar do Senhor. O trono do Senhor deve estar em nosso coração e mente.
- Agora note esse versículo da citada referência: “A eles se tornem semelhantes os que os fazem, assim como todos os que neles confiam.” Salmos 115:8
Esse versículo trás em seu contexto uma maldição, para que todos os que fazem petições e confiam nas imagens-ídolos se tornem como elas são, imóveis, sem expressão, sem voz, sem visão, etc. Muitos dos que adoram essas imagens acabam sofrendo de alguns desses revezes. CONHEÇO HISTÓRIAS REAIS SOBRE ISSO.

4.  Mariolatria.
- “uma posição que a Bíblia não lhe confere”, acreditam que ela estaria na mesma estatura de Cristo, acham que ela tenha sido assunta ao céu e afirmam que ela teria permanecido virgem até sua assunção ao céu.
- “mas ela mesma jamais aceitaria ser cultuada”, a maioria dos santos católicos foram grandes homens de Deus do passado, e jamais aceitaria qualquer adoração ou posição que tirasse a atenção a Cristo e a Sua obra de redenção.
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CONCLUSÃO
- “discernimento para distinguir”, é fazer com entendimento a devida distinção do que é parte de nossa vida e o que ocupa o lugar de Deus em nossa vida.
- “nunca com objetivo de que tais objetos fossem adorados”, não problema em se guardar fotos ou apreciar uma obra de arte em escultura, mas se prostrar, dirigir petições, ou considerar que esses objetos tenham mais importância ou ainda importância igual a de Deus em nossa vida é idolatria.

Marcos André – professor


Boa Aula!

quinta-feira, 22 de janeiro de 2015

ESCOLA DOMINICAL - Esboço e Subsídio da Lição 4 - Revista da Editora Betel


AULA EM 25 DE JANEIRO DE 2015 – LIÇÃO 4
(Revista: EDITORA BETEL)

A Fidelidade às Doutrinas Cristãs
Texto Áureo: 1 Timoteo 2.37
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 INTRODUÇÃO
- Professor(a), nesta lição apresente os problemas que podem ocorrer quando uma igreja deixa de ensinar as doutrinas da Bíblia.
- “A doutrina bíblica”, aqui está se referindo aos ensinamentos da Bíblia como um todo, mas existem diversas doutrinas bíblicas, nas quais baseamos a nossa fé, são elas: doutrina do amor, salvação, fé, pecado, redenção, justificação, inferno, arrebatamento, etc.
- “por não ser valorizada”, notamos os cultos de doutrina, ensinamento e Escola Dominical vazios. Há pouquíssimo interesse em aprender as doutrinas, enquanto os cultos do reteté são lotados.
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1. Desvio doutrinário da Igreja
- “até mesmo ao abandono da fé”, a pessoa não abandona a fé de imediato, primeiro ela aprende uma falsa doutrina e cria expectativas sobre a obra de Deus, e quando seus anseios não são atendidos elas se decepcionam e se tornam alvos fáceis de Satanás.

1.1.  Abandono do ensino bíblico e entrega às fábulas
- “enfatizavam extensas genealogias judaicas”, genealogia é o estudo da herança genética, é o levantamento dos parentes passados.
- “uma história mítica”, seria uma história com poderes misteriosos. Um exemplo, a ideia de que a terra do monte é mais santa do que qualquer outra é um misticismo.
- “traria deformação e consequentemente vícios desnecessários”, a mensagem do evangelho é simples, mas esses enganadores introduzem tantas coisas que a torna complicada.
- “Não fala de participar de sua genealogia”, se tivesse que ser da mesma genealogia de Abraão então deveria ser judeu e isso excluía os gentios.
- “revelações especiais”, grandes heresias e seitas tem surgido dessa forma, a pessoa afirma que recebeu a revelação de um anjo e cria uma nova corrente ou funda uma nova seita.

1.2.  Não aplicação do estudo das Escrituras
- “Não aplicação”, significa ter o conhecimento, mas não colocar em prática.
- “são ignorantes quanto as verdades”, eles ignoram a verdade, agem perversa e gananciosamente sem contar que o Senhor os cobrará pesadamente por conhecerem as verdades. Assim também são muitos entendidos em nosso tempo.
- “Eles eram rasos”, quer dizer que eram sem profundidade teológica, só se preocupavam com o superficial, isso porque suas intenções eram outras.
- “essa sequência não está sendo observada”, a sequência de primeiro cumprir para depois ensinar, muitos primeiro querem ensinar e depois “se der”, eles cumprem, é mais ou menos assim que tem acontecido hoje.
- “não se aplicam ao estudo”, quer dizer que eles não se aprofundam no conhecimento, é diferente de “não aplicação do estudo”, que significa praticar o conhecimento.
- “esforço sincero na busca”, buscar o conhecimento requer grande disciplina e esforço, por isso muitos não conseguem encontrar a sabedoria.
1.3. Ensino das Escrituras com motivações impuras
- “motivações impuras”, são motivações contaminadas pelo orgulho, ganância, soberba, entre outros.
- “são um contraste do que Jesus ensinou”, “contraste” é fazer oposição visual, tornando visível as diferenças, aqui quer dizer que os falsos ensinos fazem oposição ao ensino de Jesus, deixando claro suas diferenças. Apesar de os falsos ensinos serem contrastante com o de Cristo, mesmo assim enganam muita gente.
- “visavam o domínio do rebanho”, queriam estar em posição de destaque, acima dos outros.
- “não produzem verdadeira edificação”, a verdadeira edificação está nas doutrinas bíblicas, se uma pessoa entender o que é fé ela dificilmente terá sua fé abalada por qualquer coisa, se souber o que é salvação, então ela buscará estar no centro da vontade de Deus para ser salva.
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2.        Consequências do desvio doutrinário da Igreja
- “atitudes que o igualam às pessoas que não conhecem a Cristo”, por isso encontramos nas igrejas pessoas que não mudaram seu modo de ver a vida e de se conduzir no mundo, atualmente se ensina muito pouco das doutrinas, por isso temos tentos crentes parecidos com os ímpios.
- “instrumentos para a disseminação de contendas”, permanece dentro da igreja, exigindo seus direitos, pagando na mesma moeda, não aceitando entregar totalmente o coração a Cristo, explodindo de ira de vez em quando, repassando informações alheia (fofocando), formando grupos destacados, e o pior de tudo pensando que estão salvos. SERIA ENGRAÇADO SE NÃO FOSSE TRÁGICO!

2.1.  Afasta as pessoas da Igreja
- “acima de tudo, no âmbito espiritual”, no âmbito físico é a pessoa deixar um ministério e ir para outro, mas no âmbito espiritual a pessoa deixa a Igreja de Cristo e vai para o mundo.
- “falta de amor”, o conhecimento das doutrinas bíblicas leva a pessoa a se dedicar ao amor, já que amar é um mandamento e não algo espontâneo do coração Jo 13.34, como ocorre com a paixão. Quando não há ensinamento exortativo, os crentes relaxam na prática do amor, da santidade, da consagração, oração, leitura da Palavra, e por aí vai.
- “por se multiplicar a iniquidade”, como os crentes se dedicarão ao amor nesses tempos em quer tudo em volta ensina a não amar.
- “valores fundamentais da fé cristã”, são valores essenciais para que a fé seja integra, sem esses valores a fé é só de aparência.

2.2. Produz contenda e não edificação
- “estavam causando divisão e contendas”, os apóstolos ensinavam a sã doutrina, mas esses falsos mestres distorcia e ensinavam doutrinas falsas, ainda hoje isso acontece.
- “uma disputa dentro da Igreja”, hoje depois de dois mil anos, essas disputas permanecem e parecem ainda piores, pois tem a conivência de grandes líderes. Os crentes entram para o Reino e já sentem o desejo de se destacarem mais dos que os outros.
- “são abominação para o Senhor”, a abominação seria um estágio acima da aversão.


2.3. Alvo fácil de manipulação
- “fácil de manipulação”, fácil de ser manipulado pelo inimigo, para fazer o que ele quer.
- “os meios de comunicação de massa”, também chamado de mídia. Atualmente para se colocar um comercial sobre venda de imóveis é colocada uma mulher vestindo roupas sensuais. Quase tudo nos meios de comunicações giram em torno do sensualismo e egocentrismo.
- “insensíveis aos perigos”, em tempos como esses, os crentes devem se esforçar na oração e jejum, pois os ataques surgem de todos os lados.
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3. Retorno à fidelidade doutrinária

3.1. Quando anunciamos a Palavra com intenção pura
- “Preservar a Palavra de Deus em nosso coração”, muitos crentes estão nas igrejas sem sequer ler a Bíblia, não frequentam a Escola Dominical, fazem aquilo que julgam ser o certo, por terem visto outros fazerem, mas a exortação que temos é para examinarmos as Escrituras Jo 5.39.
- “possibilitando que o Espírito Santo trate conosco”, quando nos enchemos da Palavra de Deus , pelo estudo, meditação ou simples leitura, o Espírito Santo usa essas palavras para nos instruir, às vezes Ele faz um versículo fluir de dentro de nós.
- “não se conformando com o mundo”, o melhor entendimento para essa palavra é: “não ficar conforme o mundo” ou tomar a forma do mundo.

3.2. Quando produz transformação
- “sua ignorância e incredulidade”, se refere ao período em que Paulo defendia o judaísmo acreditando que era a única religião que tinha o conhecimento de Deus.
- “condições para o crescimento espiritual”, o Espírito Santo começa a possibilitar a pessoa a aprender e a adquirir a maturidade.
- “estatura de varão perfeito”, não se sabe ao certo se essa estatura seria uma perfeição literal que só será alcançada no céu, ou se essa perfeição é considerada dentro da limitação humana, como um estado de maturidade acima do normal.  

3.3. Quando a doutrina é transmitida com graça
- “nada que façamos por meio de nossos esforços”, se refere ao esforço solitário do ser humano, mas devemos nos esforçar com a ajuda de Deus Js 1.9.
- “redundará em merecimento diante de Deus”, exatamente devemos ter a consciência de que seremos salvos, mas o mérito será sempre de Deus, porque éramos merecedores do inferno, mas Jesus pagou a nossa dívida.
- “conhecimento da Palavra de Deus”, para que a fé de cada servo de Deus aumente é necessário que conheçamos cada dia mais a Palavra de Deus, a fé vem por meio dela Rm 10.17.

CONCLUSÃO
- “apegar às doutrinas cristãs apenas na teoria”, conhecer é fácil, praticar é que é difícil e conhecer as doutrinas sem praticá-las é se parecer com Satanás.
- “resgatar aqueles que estão se distanciando”, nosso dever não é apenas se manter firme, mas também ajudar a outros a alcançar e se manter no Reino.
- Professor(a) prepare seu resumo e apresente aos alunos.
- Corrija o questionário. É importante

Paz de Cristo!

Boa aula!

Marcos André – editor

José Evaldo Barbosa - Colaborador 

quarta-feira, 21 de janeiro de 2015

ATUALIDADE GOSPEL - Encontrado Manuscrito Mais Antigo do Novo testamento


Cientistas encontraram a cópia mais antiga de um Evangelho dentro de uma tumba egípcia. O fragmento em papiro do Evangelho de Marcos fazia parte da máscara de uma múmia e foi achada três anos atrás. Porém, somente agora conseguiram comprovar que é autêntico. Trata-se de uma dentre as centenas de documentos analisadas pela equipe de Craig Evans, doutor em Estudos Bíblicos, ligado à Universidade Evangelista de Acadia, no Canadá.

O grupo comandado por Evans reúne mais de 30 especialistas. Oficialmente, este é o manuscrito do Novo Testamento mais antigo de que se tem conhecimento. Testes indicam que ele foi escrito entre o ano 80 e 90 d.C. Até recentemente, as cópias mais antigas eram do segundo século depois de Cristo. A datação do material é realizada utilizando-se o isótopo carbono-14.

O papiro era um material muito caro na época e alguém reutilizou o material na confecção da máscara funerária provavelmente sem saber do que se tratava. Segundo a tradição, o evangelista Marcos escreveu seu evangelho em Roma, seguindo o relato do apóstolo Pedro.

Como essa cópia chegou ao Egito? “No antigo Império Romano, o correio tinha a mesma velocidade de hoje em dia. Uma carta escrita em Roma poderia chegar a um destinatário no Egito poucas semanas depois. Marcos escreveu seu evangelho no final da década de 60 d.C. Logo, seria possível encontrar uma cópia dele no Egito 20 anos depois”, esclarece Evans.

O especialista relata inda que as máscaras funerárias de papiro eram comuns entre a população mais pobre, nada tendo a ver com as luxuosas máscaras de ouro dos faraós. Usando uma técnica delicada, eles eliminam as camadas de tinta, dissolvem a tinta para então ler o conteúdo do material, mesmo após milhares de anos.

“Estamos recuperando vários documentos antigos, do primeiro, do segundo e do terceiro século depois de Cristo. Não apenas documentos bíblicos. Há também textos gregos clássicos ou cartas pessoais”,asseverou ele ao site Live Science. O que diz o trecho recuperado somente será revelado quando todas as descobertas forem publicadas em uma revista especializada, o que deve ocorrer nos próximos meses.

Um dos principais debates entre os especialistas é que o fragmento poderá mostrar se houve algum tipo de alteração nos fragmentos do Evangelho de Marcos datados de séculos posteriores. Como papiro dura muito tempo, os cientistas acreditam que “um escriba podia fazer uma cópia de um texto no terceiro século tendo à sua disposição (os) originais do primeiro século, ou cópias do primeiro século, ou ainda cópias do segundo século”.

Fonte: Gospel Prime

terça-feira, 20 de janeiro de 2015

ESCOLA DOMINICAL - Esboço e Subsídio da Lição 4 - Revista da Central Gospel



AULA EM___DE______DE 2015 - LIÇÃO 4
(Revista: Central Gospel - nº 41)

Tema: ANTES DE DIZER SIM

Texto Áureo: Gênesis 24.67
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 PALAVRA INTRODUTÓRIA
- Professor(a), nesta lição você orientará os alunos em algo muito importante que é a tomada de decisão e se prepare, pois nem todos os alunos concordarão com tudo que for falado.
- “atitude de rebeca”, além da atitude existem outras circunstâncias que mostram o caráter de Rebeca.
- “decidiu deixar sua família”, aqui já mostra o cumprimento uma das primeiras ordenanças sobre o casamento. Mc 10.7
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1. EMOLÇÃO VERSUS RAZÃO
- “poderiam ser comprometidas”, a esposa de Isaque deveria ser alguém entendesse a sua origem e tivesse a mesma cultura sua, para não desvirtuá-lo da promessa. Foi assim com Salomão ao se casar com a filha de faraó. 1 Rs 3.1 e ainda hoje isso acontece com muitos jovens cristãos.
- “a moça não poderia ser Cananeia”, os rituais pagãos dos cananeus eram os piores da terra, havia práticas de sacrifícios de crianças e orgias.

1.1. As  escolhas, as bênçãos e as maldições
- “por esse motivo, preocupou-se”, ele viu que estava inserido em um projeto grandioso de Deus e por isso não poderia tratar a situação como um coisa qualquer, e nós ainda hoje estamos nesse projeto grandioso, por isso precisamos tratar a questão com a mesma preocupação.
- “tinha o seu valor”, não podemos negar que foi uma boa escolha, apesar de parecer arbitrário aos nossos olhos, mas devemos considerar que Isaque foi o único dos três patriarcas que decidiu ter uma só esposa, e vemos que ele não teve grandes problemas com esposas como tiveram Abraão e Jacó.

1.2. Atitudes irrefletidas, consequências imprevisíveis
- “decisões definitivas”, são decisões que não se deve ou não se pode voltar atrás, como a compra de uma casa, abertura de um,a empresa, mudança de emprego, uma faculdade, etc.
- “encadeamentos existenciais múltiplos”, quer dizer que essas mudanças vão mudar a vida da pessoa e vão mexer com o emocional, como acontece com o casamento.
- “peremptório”, aquilo que é decisivo.
- “orar a Deus pedindo sabedoria”, Deus não toma a decisão no nosso lugar, mas Ele nos dá entendimento para avaliar melhor a situação.
- “avaliar a responsabilidade”, avaliar a importância do empreendimento, e de der errado? O que se perde? Quem sai prejudicado?
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2. CRITÉRIOS PARA UMA BOS ESCOLHA
- “pessoas que tem consciência de seu compromisso com Cristo”, por isso todo jovem só deveria partir para uma vida matrimonial depois de sua convicção de fé e prática estarem bem resolvidas.
 - “origem marcada na época do namoro”, o namoro é o início de tudo, se um namorado(a) não é atencioso(a), não será depois de casado(a), se não é trabalhador(a), não será depois, etc.

2.1. Submissão à direção divina
- “de forma tão diretiva”, se refere a forma como o servo de Abraão conseguiu encontrar Rebeca, totalmente direcionado por Deus, geralmente não é assim hoje, Deus respeita nossas escolhas, mas Ele nos ajuda a ter os olhos abertos.
- “não são...os mesmos utilizados a milênios”, alguns crentes acreditam que Deus é quem escolhe o namorado(a) e futuro(a) esposo(a) de Seus servos. Mas Deus respeita nossas escolhas, Ele apenas nos orienta e revela onde será trabalhoso.

2.2. A benção dos pais
- “aptos a orientar”, se a família tiver debaixo da mão de Deus, os conselhos dos pais serão carregados de sabedoria e discernimento espiritual.
- “foi abençoada por sua família”, no mundo existe a prática de namoros escondidos e o famigerado “ficar”, que é o namoro de uma noite. Alguns crentes acabam se deixando levar por essas aventuras e algumas vezes terminam em grande decepção. O “ficar” pode ser algo passageiro e sem compromisso, mas a fama que as moças ganham permanece e no futuro lhes trarão consequências ruins.

2.3. A presença das marcas de Cristo
- “trago em meu corpo”, Paulo se referia às marcas dos acoites e perseguições que sofreu pelo nome de Jesus.
- “abriu mão de Sua própria glória”, quer dizer que Ele abriu mão dos atributos que divinos que não podem ser comunicados com a natureza humana material. Esses atributos são oniciência, onipresença, onipotência, preciência e outros.
- “paciência”, nós apresentamos paciência semelhante à de Cristo, quando somos injustiçados e decidimos aguardar em Deus a Sua justificação.
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3. PERGUNTAS QUE PRECISAM SER RESPONDIDAS
- “apelos midiáticos”, são os apelos da mídia, onde prolifera o sensualismo.

3.1. O que é jugo desigual
- “não nivelamento, sobretudo, da fé”, nivelamento é estar no mesmo padrão, quando a fé não está no mesmo padrão, os conjugues caminham em harmonia, no caso dos conjugues, se um tem um tipo de fé e o outro não, um acaba prejudicando o outro, não é difícil a fé cristã converter o conjugue, mas a caminhada pode ficar muito prejudicada e levar anos para o problema ser reparado.
- “por si só, não habilita ninguém”, está dizendo que não adianta os conjugues terem a mesma fé, é necessário haja ou que surja o amor, se os namorados ou noivos não sentirem a evolução do relacionamento para o amor então devem analisar bem a decisão de se casar.

3.2. Afinal, qual a diferença entre o amor verdadeiro e o falso amor (paixão)?
- “a quem o nutre”, indicando que o amor deve ser alimentado.
- “buscar seus próprios interesses”, quando o amor surge no coração, a pessoa começa a agir pensando na pessoa amada.
- “é passageiro”, quando a pessoa apaixonada assume uma outra realidade diferente daquela que ocasionou a paixão, então esse sentimento começa a desaparecer rapidamente.

3.3. Sexo antes do casamento. Pode?
- “tornem-se pais precocemente”, antes de estarem preparados para essa difícil tarefa de criar filhos. Muitos jovens perdem boas oportunidades na vida devido a gravidez e gastos adicionais com filhos.
- “maturidade”, é a sabedoria pela experiência que se adquiri com o tempo.
- “gera casamentos para salvaguardar a reputação”, se refere ao que ocorre com alguns jovens que após terem relações sexuais são obrigados a se casarem para não trazer escândalo para a família.

3.4. À luz da Bíblia, “ficar” é uma atitude correta?
- “traduzir suas palavras em ações”, seria praticar o que se fala, nós cristãos repudiamos a hipocrisia e não aceitamos que alguém afirme algo e não faça o que afirmou. Outras religiões não colocam essa falha nas mais graves, mas para o crente isso é inadmissível.
- “não ficam por razões óbvias”, note que “ficam” está em itálico, por se referir ao ato de ficar uma noite, ou durante uma festa.

3.2. Como identificar a pessoa certa
- “uma escolha acertada”, os filmes e as novelas ensinam que as pessoas devem seguir seu próprio coração, mas a Bíblia alerta que o nosso coração é enganoso. Jr 17.9
- “conferir a mística”, se refere a ideia que muitos crentes defendem de que Deus revela ao crente qual o conjugue. A lição ensina o que também acreditamos, que a decisão é da pessoa, Deus pode até alertar se uma escolha vai trazer problemas futuros, mas Ele não impede a pessoa de fazer a sua escolha.
- “em que pese o fato da pessoa ser salva”, está afirmando que a salvação da pessoa, seu compromisso com a palavra e sua maturidade devem ser levados em conta na hora da escolha.
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CONCLUSÃO
- “modelo divino para a sexualidade”, parece se referir a constituição familiar, pai, mãe e filhos.
- “completude como ser humano”, se refere ao ser humano com seu conjugue, pois parece que para Deus o ser humano completo deve estar com seu conjugue em família. Mt 19.5
- Acreditamos também que o Espírito Santo pode trazer alguém como o servo de Abraão trouxe uma esposa para Isaque. Mas cada um fará a sua própria escolha, só não poderá reclamar com Deus depois.

Boa aula!


Marcos André – professor

ESCOLA DOMINICAL - Conteúdo da Lição 4 - Revista da Editora Betel


A Fidelidade às Doutrinas Cristãs

25 de Janeiro de 2015

TEXTO ÁUREO
“Expondo estas coisas aos irmãos, serás bom ministro de Cristo Jesus, alimentado com as palavras da fé e da boa doutrina que tens seguido” 1Tm 4.6

VERDADE APLICADA
Precisamos estar atentos para não sermos levados por questões enganosas, por pessoas que se acham detentores de revelações especiais, disseminadoras de ideias egocêntricas, soberbas e cheias de vaidades.

Textos de referência


1Tm 1.3-7
3 Como te roguei, quando parti para a Macedônia, que ficasses em Éfeso, para advertires a alguns que não ensinem outra doutrina,
4 nem se deem a fábulas ou a genealogias intermináveis, que mais produzem questões do que edificação de Deus, que consiste na fé; assim o faço agora.
5 Ora, o fim do mandamento é o amor de um coração puro, e de uma boa consciência, e de uma fé não fingida.
6 Do que desviando-se alguns, se entregaram a vãs contendas,
7 querendo ser mestres da lei e não entendendo nem o que dizem nem o que afirmam.

INTRODUÇÃO
A doutrina bíblica é a chave para sermos bem sucedidos na caminhada cristã. Infelizmente, por não ser valorizada, assistimos uma série de novas “doutrinas” surgindo, não para a glória de Deus e sim para o próprio homem. Isso tem feito com que a Igreja do Senhor Jesus experimente um desvio doutrinário e distancie-se do propósito para o qual Deus a designou.

1. Desvio doutrinário da Igreja
Paulo exorta Timóteo a admoestar quanto aos falsos ensinos que estavam entrando na Igreja (1Tm 1.3). Esse desvio doutrinário se caracteriza de várias formas, levando cristãos à distorção ou até mesmo ao abandono da fé. Notemos como esses desvios se caracterizam:

1.1 Abandono do ensino bíblico e entrega às fábulas
Na Igreja de Éfeso havia falsos mestres que enfatizavam extensas genealogias judaicas, crendo que a salvação se baseava em ter uma linhagem até Abraão. A palavra “fábula” é usada para descrever uma narrativa fictícia e enganosa, uma história mítica que faz com que os homens se afastem da verdade. Paulo instrui Timóteo a não permitir a introdução desses novos métodos de ensino, incompatíveis com o legítimo e genuíno Evangelho, pois ele sabia que isso traria deformação e consequentemente vícios desnecessários à própria doutrina. A Bíblia ensina no Novo Testamento que precisamos ter a mesma fé de Abraão para sermos salvos (Rm 5.1, 2). Não fala de participar de sua genealogia. Nos dias atuais, precisamos estar atentos para não nos deixar levar por questões enganosas, produzidas por líderes pretenciosos, que se acham detentores de revelações especiais, disseminando ideias egocêntricas, soberbas e cheias de vaidades, nos distanciando do verdadeiro Evangelho (Gl 1.8).

1.2 Não aplicação do estudo das Escrituras
Paulo declara abertamente que os falsos mestres são ignorantes quanto as verdades das Escrituras (1Tm 1.7). Eles queriam se tornar “famosos” como mestres da Lei de Deus, mas nem sequer entendiam o propósito da Lei. Eles eram rasos, insensatos, pobres no conhecimento de Deus. Eram cegos querendo guiar outros (Mt 15.14). Para quem deseja ensinar as Escrituras é preciso seguir o exemplo de Esdras (Ed 7.10). Ele propôs, em seu coração, buscar, cumprir e ensinar a Lei do Senhor. Infelizmente, essa sequência não está sendo observada por muitos que lidam como ensino das Escrituras. Eles não se aplicam ao estudo da mesma, como orienta o apóstolo Paulo (1Tim 5.17). A expressão trabalhar dá ideia de um esforço sincero na busca da compreensão do texto bíblico e do ensino.

1.3 Ensino das Escrituras com motivações impuras
Falsos ensinos, guiados por motivações impuras, são relatados em diversas partes do Novo Testamento e são um contraste do que Jesus ensinou (Mt 5.8). Há aqueles que ensinavam visando lucros (2Co 2.17), outros por inveja e porfia (Fp 1.15), e ainda aqueles que visavam o domínio do rebanho (1Pe 5.2-3; At 20.30). Esses falsos mestres, contagiados por interesses próprios, tinham a fé adulterada e suas almas distanciadas de Deus submergidas em meio a um labirinto de vaidades. À semelhança desses falsos ensinadores, ainda hoje existem pessoas que estão trilhando o mesmo caminho, às quais precisamos estar atentos, visto que seus ensinos não produzem verdadeira edificação.

2. Consequências do desvio doutrinário da Igreja
Os efeitos do desvio doutrinário são perceptíveis aos olhos de todos, pois aquele que se distancia do ensino salutar das Escrituras, passa a ter atitudes que o igualam às pessoas que não conhecem a Cristo. Essas atitudes afastam as pessoas da Igreja, e, quando não as afastam, faz com que se tornem instrumentos para a disseminação de contendas entre os irmãos.

2.1 Afasta as pessoas da Igreja
O abandono da doutrina cristã afasta as pessoas da Igreja não somente no âmbito físico, mas, acima de tudo, no âmbito espiritual. A falta de amor, de um coração puro, de uma boa consciência e de uma fé sincera promove um afastamento do propósito verdadeiro que foi dado à Igreja desde sua fundação (At 4.32). O próprio Cristo nos ensinou que nos últimos dias, por se multiplicar a iniquidade, o amor, qualidade essencial à vida cristã, se esfriaria (Mt 24.12). Vemos assim que tanto hoje como na época do apóstolo Paulo algumas igrejas vêm sofrendo desvios doutrinários e, consequentemente, a perda de valores fundamentais da fé cristã (1Tm 1.5).

2.2 Produz contenda e não edificação
Os falsos mestres estavam causando divisão e contendas trazendo enormes prejuízos à obra de Deus. Havia o desejo de um se mostrar melhor que o outro, gerando assim uma disputa dentro da Igreja. Eles se tornaram verdadeiros agentes de Satanás, promovendo a desunião familiar, intrigas entre os irmãos e um mal-estar na Igreja. Os que semeiam contendas entre os irmãos e trazem confusões para o meio da Igreja são abominação para o Senhor (Pv 6.16-19). Esse desvio acarretava problemas e divergências de ordem doutrinária (1Tm 6.3-5; 2Tm 2.14), pessoal e espiritual (1Co 3.1-3; Tg 4.1).

2.3 Alvo fácil de manipulação
A Igreja deve viver afastada do pecado em todas as suas manifestações (Rm 6.1-2). O Diabo tem usado tudo o que está a seu alcance para embaraçar a vida de santidade da Igreja, e seu método mais poderoso para influenciar os crentes a usar e abusar das coisas deste mundo são os meios de comunicação de massa (televisão, internet, jornais, revistas, etc). O uso indevido desses meios, por cristãos que se encontram desapercebidos e insensíveis aos perigos que os rondam, tem feito com que os usos e costumes do mundo adentre em suas vidas e incorporem seu dia a dia sem nenhum temos, enfraquecendo suas vidas espirituais e tornando-os indiferentes ao propósito de Deus.

3. Retorno à fidelidade doutrinária
Ao lermos os escritos de Paulo a Timóteo entendemos que a possibilidade de retorno não foi apenas para os insubordinados de sua época, mas também para os de hoje. Portanto esse retorno ocorrerá:

3.1 Quando anunciamos a Palavra com intenção pura
Preservar a Palavra de Deus em nosso coração é o único meio de nutrir intenções puras, a fim de reter o amor de Deus em nós (Sl 119.11). A Palavra tem em si a condição de promover a purificação do nosso homem interior discernindo pensamentos e intenções, possibilitando que o Espírito Santo trate conosco, produzindo assim uma fé sincera (Hb 4.12). Isso produz no cristão uma mente que está em constante transformação, dando a este o entendimento necessário para que viva uma vida de fidelidade, não se conformando com o mundo a sua volta (Rm 12.2). Somente cientes da vontade de Deus poderemos compreender Seu amor, santificando cada vez mais nossas vidas em Sua presença, vivendo com um coração puro e uma fé não fingida.

3.2 Quando produz transformação
Em sua ignorância e incredulidade, Paulo, por seu zelo pelo judaísmo e motivação errada, ridicularizou os ensinos de Jesus e perseguiu o povo de Deus. Porém, ao ter um encontro com Cristo, sua vida foi completamente transformada (At 9.1-9). Quando entendemos o verdadeiro objetivo da doutrina não apenas somos transformados em uma nova criatura (2Co 5.17), como também recebemos condições para o crescimento espiritual, (1Pe 2.2) até chegarmos à estatura de varão perfeito (Ef 4.13).

3.3 Quando a doutrina é transmitida com graça
Consciente de que o que faz um homem andar firme na presença de Deus é o reconhecimento de Sua graça (1Co 1.4-9). Paulo ensina que nada que façamos por meio de nossos esforços redundará em merecimento diante de Deus (Ef 2.8-9). O que está em evidência é o seu favor e o exercício contínuo da fé, promovida através do conhecimento da Palavra de Deus, transmitida a nós por meio da vida, ensino e morte de Jesus Cristo.

CONCLUSÃO
Paulo instrui a Timóteo e a nós que nunca devemos nos apegar às doutrinas cristãs apenas na teoria, mas sim na prática diária, com a intenção de resgatar aqueles que estão se distanciando. Esse trabalho feito com amor não fingido, tendo a fidelidade como bandeira, nos fará firmes até a volta de Cristo.