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sábado, 28 de março de 2015

ESCOLA DOMINICAL - Lista de Esboços do 1º Trimestre de 2015


ACESSAR AS LIÇÕES DO 1º TRIMESTRE 2013
ACESSAR AS LIÇÕES DO 2º TRIMESTRE 2013
ACESSAR AS LIÇÕES DO 3º TRIMESTRE 2013
ACESSAR AS LIÇÕES DO 4º TRIMESTRE 2013
ACESSAR AS LIÇÕES DO 1º TRIMESTRE 2014
ACESSAR AS LIÇÕES DO 2º TRIMESTRE 2014
ACESSAR AS LIÇÕES DO 3º TRIMESTRE 2014
ACESSAR AS LIÇÕES DO 4º TRIMESTRE 2014

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sexta-feira, 27 de março de 2015

ESCOLA DOMINICAL - Esboço e Subsídio da Lição 13 - Revista da Central Gospel

INCOMPLETO

AULA EM___DE______DE 2015 - LIÇÃO 13
(Revista: Central Gospel - nº 41)

Tema: O IRMÃO DO FILHO FAVORITO

Texto Áureo: Provérbios 17.17
 _________________________________________
 PALAVRA INTRODUTÓRIA
- Professor(a), nesta lição sugiro que você faça um pequeno resumo de todas as lições e apresente aos alunos.
- “O que esses personagens...têm em comum?”, aproveite esse pergunta e veja se seus alunos conseguem respondê-la. Uma resposta simples é que esses são nomes de irmãos.
- “contraponto oferecido pelo outro”, quer dizer que cada um desses irmãos foram exatamente o contrário do outro, ou fizeram o oposto do que o irmão fez.
_______________________________________________
1. FAVORITISMO OU IDENTIFICAÇÃO
- “replicação do comportamento”, replicar nesse caso pode ser produzir replica, ou seja, o indivíduo produz na sua vida adulta uma réplica de seu comportamento na infância.

1.1.  Existem filhos favoritos
- “não é favoritismo”, podemos definir o favoritismo como a expressão em atitudes da preferência de um pelo outro.
- “afinidade”, podemos definir afinidade como a identificação com alguém. Nesse caso o pai ou a mãe, se identifica com um dos filhos, isso não precisa ser expresso em palavras ou atitudes.
- O problema é que a afinidade, se não for controlada pelos pais, podem originar a preferência.

1.2. Os frutos do favoritismo.
- “atribuímos conotação adversa”, quer dizer que damos significados diferentes conforme a situação.
- “com contornos de anormalidade”, quer dizer que damos os significados mais anormais.
- “por meio de subterfúgios”, usando algo como desculpa para manifestar o ódio ou a hostilidade.
________________________________
2. O TEXTO BÍBLICO E A INVEJA ENTRE IRMÃOS
- “inconscientemente, comparou situações”, quer dizer que a pessoa que sente inveja, sem perceber faz uma comparação, na qual julga estar em desvantagem. Essa é a premissa básica.

2.1. Esaú e Jacó
- “amava Esaú porque era caçador”, é uma preferência que se originou da afinidade que Isaque tinha por Esaú.
- “situação inopinada e dúbia”, situação inopinada, quer dizer que foi de surpresa, e dúbia significa duvidosa.

2.2. Os irmãos de José
- “José tinha sonhos”, lembrando que os sonhos foram dados por Deus. Logo foi um situação que estava no controle de Deus.
- “os onze chegaram a pensar em matá-lo”, menos Rúben, que teve a ideia de jogá-lo numa cova. Gn 37.22 e depois Judá que teve a ideia de vendê-lo aos ismaelitas Gn 37.26,27.

2.3. O favor divino e o coração humano
- “um dos genitores”, genitores são os pais.
- “perpassam a necessidade...de sentir-se especial”, perpassar significa passar pelo, ou passar por. Quer dizer que quase todas as invejas passam por essa necessidade.
- “preteridos por Deus”, preterido significa rejeitado, como é o caso de Caim e Abel, e também Moisés, Arão e Miriã.

2.3.1. Caim e Abel
- “mas rejeitou o de Caim”, um fato normal, qual quer pai pode se agradar de algo que um faz e não se agradar de outro. Isso mostra que algumas situações fogem ao controle dos pais. Infelizmente temos a tendência sempre a condenar os pais, mas nem sempre os pais são os culpados.

                               INCOMPLETO

quinta-feira, 26 de março de 2015

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quarta-feira, 25 de março de 2015

ESCOLA DOMINICAL - Esboço e Subsídio da Lição 13 - Revista da CPAD



AULA EM 29 DE MARÇO DE 2015 – LIÇÃO 13
(Revista: CPAD)

Tema: A Igreja e a Lei de Deus

Texto Áureo: Romanos 3.31
  
INTRODUÇÃO
- Querido(a) professor(a), nesta lição agradeça os alunos por terem chegado ao final do trimestre. Vale a pena também fazer um resumo do trimestre inteiro e passar para a classe.
- “todo o Pentateuco”, o Pentateuco compreende os cinco primeiros livros da Bíblia, embora em Gênesis não esteja os relato da Lei que Moisés recebeu, também o consideramos como lei, pois ele apresenta práticas que foram mais tarde incluídas na lei, como os sacrifícios e dízimos.
- “não apenas aos Dez Mandamentos”, muitos irmãos acreditam que há grande diferença entre os dez mandamentos e a Lei, acreditam que os dez mandamentos são mais importantes do que toda a lei. Na verdade os dez mandamentos são a base moral da Lei.
- “registros genealógicos”, registros de descendências, com nomes dos pais, dos filhos e netos sequencialmente.
- “contribuição na legislação de todos os povos”, a Lei é foi a primeira legislação escrita que trata o direito de forma completa. Superando o código de Hamurabi na riqueza de detalhes e deixando menos brecha.
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1. O QUE SIGNIFICA “CUMPRIR A LEI”?

1. Completar a revelação.
- “O que significa isso?”, parece dar a ideia de que Ele veio seguir os preceitos da lei.
- “cumprir, completar, encher”, olhando por esses significados entendemos que Jesus veio completar o verdadeiro sentido da Lei.
- “tornou explícito o que antes estava implícito”, muitas coisas estavam implícitas e agora estão à mostra, uma delas é a intenção de Deus em relação ao ser humano.

2. Cumprimento das profecias.
- ““o tempo está cumprido”, se refere à chegada do Reino de Deus aos homens em uma forma espiritual que pudesse ser recebida por todos, essa era a intenção de Deus desde o início.
- “principalmente no Evangelho de Mateus”, o evangelho de Mateus foi escrito para os judeus e por isso nele há a necessidade de se comprovar que Jesus era o Messias prometido.

3. O centro das Escrituras.
- “de Deus em Cristo é rica em detalhes”, apesar de não falar diretamente, é expresso em forma de tipologias e analogias.
- “a presença de Cristo na história da redenção”, se refere a saída do povo de Deus do Egito e de sua entrada na terra prometido. Onde Moisés aparece como tipologia de Cristo e o Egito como tipologia do pecado.
- “completamente embutida na lei e nos profetas”, quer dizer que os livros do Antigo Testamento falam de seus assuntos específicos, mas dentro de suas narrativas está a mensagem de Deus acerca de Jesus e sua obra.
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2. O SENHOR JESUS VIVEU A LEI

1. Preceitos cerimoniais.
- “preceitos cerimoniais”, são as ordenanças acerca dos rituais e cerimoniais de sacrifícios.
- “cerimonial da lei na sua morte”, considerando o sofrimento e morte de Cristo como um cerimonial de sacrifício, afirmamos que Jesus cumpriu todos os preceitos desse ato de morte de águem no lugar de outro.
- “Assim, as cerimônias cessaram”, as cerimônias cessaram em Israel devido a destruição do Templo, pois para os judeus não havia sentido os rituais sem o Templo.

2. Preceitos civis.
- “Martyn Lloyd-Jones”, foi um teólogo protestante britânico que viveu de 1899 a 1981.
- “Jesus cumpriu também o sistema jurídico da lei”, o cumprimento do sistema jurídico, quer dizer que Cristo fez conforme o que prevê a lei do sacrifício.
- “Estado Teocrático”, teocracia significa governo de Deus. Israel deveria ser uma nação governada por Deus.
- “plataforma de Deus na Terra”, a Igreja tem a responsabilidade de apresentar Deus ao mundo. Essa função teria sido de Israel se eles não tivessem rejeitado o Salvador.

3. Preceitos morais.
- “toda a lei e os profetas nisso se resumem”, significa que os dois mandamentos que Jesus citou, um em relação a Deus e o outro em relação ao próximo. Quer dizer que se a pessoa amar a Deus cumprirá toda a lei acerca de Deus e se amar ao próximo cumprirá toda ordenança que diz respeito ao próximo.
- “foram resgatados”. esses preceitos estavam dormindo no ser humano, mas Jesus os trouxe de volta, a cruz edita esses preceitos no coração dos crentes.
- “a lei do amor e não o sistema mosaico”, significa o cumprimento pelo amor que se tem no coração e não somente pelo que está escrito na Lei.
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3. A LEI NÃO PODE SER REVOGADA

1.  Jesus revela seu pensamento sobre a lei.
- “tivesse deixado dúvida sobre a posição de Cristo”, para muitas pessoas os preceitos que Jesus apresentou eram incompatíveis com a Lei de Moisés.
- “Ele não era um reacionário”, reacionário significa ultraconservador. Jesus não era assim.
- “mas veio para os cumprir”, pode se entender que Ele veio completar a obra iniciada com a Lei.

1. “Até que o céu e a terra passem”.
- “sinal diacrítico para distinguir uma letra da outra”, no português é um sinal que muda o som da vogal, mas no hebraico é apenas uma haste como um chifrinho na letra para distingui-la de outra.
- “John Stott”, teólogo inglês e escritor nascido em abril de 1921 e tomado pelo Senhor em julho de 2011, um dos mais influentes teólogos de nosso tempo.  

3. O menor mandamento (Mt 5.19).
- “Uns acham que Jesus se referia ao jota e ao til”, esse seria um entendimento literal e com certeza seria uma idiotice achar isso.
- “anular a autoridade da lei”, classificar a Lei como sem importância.
____________________________________
4. A LEI E O EVANGELHO

1. O papel da lei.
- “para revelar e condenar o pecado”, a Lei mostra o pecado quando ela manda não fazer algo, então a partir daí, se alguém fizer cometeu pecado. A lei condenou a todos, para que a Graça de Cristo possa salvar a todos.
- “que a graça dispensa a obediência”, é aquela velha ideia de que a graça é liberdade e que podemos fazer tudo.

2. Jesus e Moisés estão do mesmo lado.
- ...

3. A justiça dos fariseus.
- “escrúpulos legalistas”, é o excesso de cuidado com os aspectos da Lei.
- “a vossa justiça não exceder a dos escribas”, Jesus está dizendo que eles deveriam ser mais justos do que os escribas e fariseus, que eram enganadores e gananciosos.
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CONCLUSÃO
- “não revogou a lei, mas a cumpriu.”, Ele cumpriu como deve ser cumprida, não é guardando o sábado, por exemplo, que se cumpre a lei, mas é honrando o nome do Senhor todos os dias, não é evitando de se deitar com a mulher alheia que se cumpre, mas é deixando inclusive de olhar com olhar impuro, Jesus praticou a Lei na sua essência.
- “adaptados à graça”, na graça é levado em conta o coração, não basta cumprir é preciso ser em verdade. A lei se preocupa com o estereótipo enquanto a graça leva em conta o coração.
- Elabore o resumo e apresente.

Marcos André – professor


Boa Aula!

terça-feira, 24 de março de 2015

ESCOLA DOMINICAL - Esboço e Subsídio da Lição 13 - Revista da Editora Betel



AULA EM 29 DE MARÇO DE 2015 – LIÇÃO 13
(Revista: Editora Betel)

Tema: Recompensas da Fidelidade

Texto Áureo: Mateus 25.21
  
INTRODUÇÃO
- Querido(a) professor(a), nesta lição recomendo que você apresente as despedidas do trimestre, dê a aula no clima de encerramento, procure elogiar a classe por ter chegado até aqui.
- “uma parte essencial do Seu caráter”, quando o homem foi feito no Éden, à imagem e semelhança de Deus, ele também recebeu essa característica do caráter de Deus, mas com a queda essa qualidade se perdeu e só pode ser regenerada com a ajuda do Espírito Santo.
- “A fidelidade honra a Deus”, honrar é dar importância, é colocar em destaque. Quando somos fiéis colocamos Deus em destaque, as pessoas veem nossa fidelidade e assim o nome de Deus é exaltado entre os ímpios.
__________________________________________
1. Recompensas temporais.
- “recompensas temporais”, são as recompensas passageiras, somente para essa vida.

1.1. Prosperidade que vem do Senhor.
- “prosperidade que não vem do Senhor”, é a prosperidade que conquistamos com nossos esforços, usando de ganância, sacrificando a família, pisando nos companheiros, usando às vezes, métodos ilícitos.
- “A verdadeira prosperidade envolve”, a melhor definição para prosperidade na Bíblia seria: ser bem sucedido em tudo que faz. Js 1.8, o problema é que muitos confundem prosperidade com sucesso nas finanças.
- Claro que se alguém for bem sucedido em tudo, também será financeiramente.

1.2. Confiança nas relações sociais.
- “será fiel em suas relações sociais”, professor(a), peça exemplos aos aluno do que é ser fiel nas relações sociais. Aqui estão alguns exemplos disso: ser honesto, não mentir, ser sincero, ser íntegro, ser discreto.
- “um bom nome”, houve um tempo em nosso país que os crentes desfrutavam da fama de fidelidade nas relações sociais, até os ímpios se sentiam bem em trabalhar ao lado de um crente, pois nós tínhamos fama de honestidade e bondade, mas de algum tempo pra cá a fama que muitos crentes tem colecionado é de mentirosos, fofoqueiros, caloteiros e até de adúlteros. Professor(a), clame a turma para que voltemos àquela fama de honestidade de antes.
- “Por isso confiava tanto neles”, os companheiros de Paulo mencionados aqui, levavam as mensagens de Paulo conforme ele passava, não acrescentava, nem tirava e não agiam conforme seus próprios interesses. Precisamos ser fieis com Jesus nesses padrões, assim como Timóteo,Tito e outros eram fieis com Paulo.

1.3. Poderá ter sua esfera de ação ampliada.
- “refere-se a recompensas futuras”, é porque na prática ele se refere às bênçãos dos galardões que receberemos de Cristo no arrebatamento da Igreja. Ap 22:12, 1 Co 3:14
- “pode nos conduzir a novas conquistas”, seria a pessoa trabalhar para o Senhor em algo hoje e daqui a algum tempo ser colocado para administrar algo maior, aumentando a responsabilidade e também a honra.
- “valorizamos as pequenas coisas que Deus nos dá”, existem aqueles que abandonam o ministério que Deus deu por considerar pequeno, não tentam lutar por ele pedindo pra Deus novas estratégias. CERTA FEITA EU ASSUMI UMA SUPERINTENDÊNCIA DE ESCOLA DOMINICAL QUE TINHA UMA ASSISTÊNCIA DE 4 ALUNOS POR DOMINGO, DURANTE ALGUM TEMPO ELA FICOU ASSIM, MAS DEPOIS PEDI A DEUS A ESTRATÉGIA E ELE DEU, QUANDO ENTREGUEI A EBD ELA TINHA UMA ASSISTÊNCIA DE MAIS DE 40 ALUNOS POR DOMINGO. ISSO DAVA 80% DO EFETIVO DA IGREJA.
- “ninguém o estivesse vendo, ele agia com fidelidade”, Deus vê tudo e faz com que os nossos chefes e superiores também vejam. Ser formos fieis no nosso local de trabalho, quando surgir uma promoção ou bônus, o servo de Deus poderá ser contemplado, veja a honra que seria para o nome do Senhor.
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2. Recompensas espirituais.
- “bênçãos espirituais”, essas bênçãos são para a nossa vida espiritual, mas é claro que reflete no nosso estado físico e mental, proporcionando satisfação familiar e bem estar.

2.1. Experimentará a constante presença do Senhor.
- “ter o Senhor como companhia constante”, é ter o  Espírito Santo habitando dentro do crente, não se engane, nem todos os crentes tem o Espírito Santo habitando em sua vida.
- “mas permaneceu fiel. A expressão “O Senhor era com ele””, será que o Senhor estava com ele porque ele era fiel ou ele era fiel porque o Senhor estava com ele? Na verdade os dois, é um círculo que tende a se repetir na vida de um crente fiel, quanto mais ele for fiel mais o Senhor estará com ele, e quanto mais o Senhor estiver com ele mais ele será fiel.


2.2. Será socorrido no tempo da angústia.
- “O havia servido com fidelidade”, era como se Ezequias tivesse um crédito com Deus pelo tempo em que andou em fidelidade. Claro que não devemos fazer nada por troca com Deus, mas devemos ter esse crédito com o Pai.
- “aqueles que O servem com fidelidade e os socorrem”, porém isso não é regra, não se deve entender que Deus sempre socorrerá o fiel. Existem desígnios do Senhor que não conhecemos, Ezequias, por exemplo, deveria ter morrido, mas foi agraciado com quinze anos de vida e nesse período gerou o pior rei que Israel já conheceu, Manassés. Enquanto o fiel Nabote morreu pela artimanha de Jesabel.

2.3. Terá a aprovação de Deus quanto ao ministério.
- “designando-o para o ministério”, podemos entender que muitos são chamados para o Reino, mas poucos são escolhidos para obras tão específicas como a de Paulo e a dos apóstolos Mt 22.14.
- “porque viu nele um homem fiel”, para essas obras específicas o Senhor requer que sejamos fieis. Muitos pastores dão preferência a obreiros que tem talentos destacados, mas a preferência deve ser para os que são fieis.
- “Principalmente em cargos ministeriais”, aquele que é fiel, não rouba a igreja, não se aproveita das ovelhas, não trai o ministério, não abandona o rebanho, não exige seus direitos em primeiro lugar, não impõe valores para trabalhar no corpo de Cristo e muitas outras coisas que os infiéis estão fazendo hoje em dia.
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3.  Recompensas futuras.
3.1. Receberá a vida eterna no presente.
- “não é fácil de conceituar, pois não é definida totalmente”, de primeira mão, a vida eterna, parece ser definida por tempo, mas o conceito parece ser mais amplo.
- “outorga ao homem mediante a regeneração”, outorgar é dar, conceder, quer dizer que Deus concede a vida eterna ao homem pela regeneração.
- Professor(a), sugiro que você pergunte a classe: o que é regeneração? Uma resposta: regeneração é o processo que ocorre na pessoa que recebe a Cristo como salvador, fazendo com que essa pessoa vá aos poucos retornando a natureza que tinha o homem antes da queda. É a renovação moral no crente.
- “os cristãos já desfrutam, no presente”, a pessoa que está sendo regenerada começa a sentir uma paz com Deus e consigo mesma, isso vai atingindo todas as áreas da vida da pessoa, começando com psicológica. Resulta em saúde.

3.2. Receberá a vida eterna no futuro.
- “nem todas as maravilhas da eternidade estão plenamente reveladas”, podemos entender isso das palavras de Paulo ao dizer que no terceiro céu viu coisas inefáveis, que ao homem não é lícito falar 2 Co 12.4. Nós veremos e conheceremos coisas tremendas que jamais vimos e nunca imaginamos ver. 1 Co 2.9
- “não é simplesmente uma existência sem fim”, parece que o tempo como se define hoje, não será definido da mesma forma na eternidade. Os maiores marcadores de tempo, não existirão na eternidade, o sol e a lua. Ap 22.5

3.3. Receberá galardões.
- ““bens” materiais nos lugares celestiais”, muitos crentes no passado acreditaram que esses galardões seria objetos que os diferenciariam uns dos outros como coroas ou mansões, mas esse pensamento é ultrapassado.
- “coroas literais”, coroas como as que os reis usam, chegou-se a pensar que usaríamos coroas desse tipo e que para cada alma ganha para o reino haverá uma pedrinha preciosa engastada na coroa. Deve-se esclarecer aos alunos que quando  os textos sagrados falam de coroas futuras para o crente, não se refere a coroa literalmente, mas fala de autoridade para reinar com Cristo como Ele prometeu. Ap 3.21
- “com base na qualidade do trabalho prestado”, quer dizer que não adiantará nada ter trabalhado muito, sem estar com o coração íntegro. A referência de 1 Co 3.13-15 afirma que nossas obras serão provadas, mas fala também que se a obra de alguém não for aprovada, a pessoa não perderá a salvação, somente o galardão. Porque muitos trabalham hoje por competição ou outros motivos diversos.
- “fazendo a obra de Deus com motivações impuras”, os que fazem a obra de Deus com motivações impuras, certamente nem receberão a salvação e serão enquadrados na palavra de Mt 7.22.
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CONCLUSÃO
- “virtudes cardeais”, cardeais são os pontos de orientação, quer dizer que essas virtudes dão direção ao povo de Deus para que todos saibam o que fazer e para onde ir. Outras virtudes cardeais são amor, fé, dignidade, disciplina, perseverança, e outras.
- Elabore o resumo e apresente.

Marcos André – professor
José Evaldo Barbosa - Colaborador

Boa Aula!

segunda-feira, 23 de março de 2015

ESCOLA DOMINICAL - Conteúdo da Lição 13 - Revista da Editora Betel


Recompensas da Fidelidade
29 de março de 2015


Texto Áureo

“Disse-lhe o Senhor, muito bem, servo bom e fiel, foste fiel no pouco sobre o muito te colocarei, entra no gozo do teu Senhor.” Mt 25.21.



Verdade Aplicada

Conscientizar que o homem fiel será abençoado nesta vida e, por fim, alcançará vida eterna.


Textos de referência.

Mt 25.19-22
19 Depois de muito tempo, voltou o senhor daqueles servos e ajustou contas com eles.
20 Então, aproximando-se o que recebera cinco talentos, entregou outros cinco, dizendo: Senhor, me confiou-me cinco talentos; eis aqui outros cinco talentos que ganhei.
21 Disse-lhe o senhor: Muito bem, servo bom e fiel; foste fiel no pouco, sobre o muito te colocarei; entra no gozo do teu senhor.
22 E, aproximando-se também o que recebera dois talentos, disse: Senhor, dois talentos me confiaste; aqui tens outros dois que ganhei.


INTRODUÇÃO

Ao longo de toda a Bíblia, a fidelidade de Deus, uma parte essencial do Seu caráter, é celebrada e exaltada pelos Seus servos (Sl 36.5). Mas, assim Seus servos, Ele espera que estes também sejam fiéis a Ele (1Tm 1.12). A fidelidade honra a Deus e Deus honra a fidelidade (Jó 42.10-12). Vejamos a seguir alguns aspectos dessas recompensas:


1. Recompensas temporais.

O homem que é fiel ao Senhor é revestido de bênçãos (Pv28.20). Conheçamos, portanto, as graças recebidas concernentes ao tempo, ou seja, as recompensas temporais advindas da fidelidade.


1.1. Prosperidade que vem do Senhor.

Existe uma prosperidade que não vem do Senhor (Mt 16.26): a prosperidade que visa somente as conquistas materiais e os prazeres deste mundo. Em 3 João 2, temos o relato do que é ser próspero no Senhor. A verdadeira prosperidade envolve todos os aspectos da vida: família, finanças, relações sociais e profissionais, saúde e, principalmente, a vida espiritual, que é o aspecto mais importante da existência humana. José era próspero em tudo quanto fazia, mas jamais se esqueceu do seu Deus (Gn 39.2, 3).


1.2. Confiança nas relações sociais.

Uma pessoa fiel a Deus certamente também será fiel em suas relações sociais; isso fará com que alcance junto à sociedade, em cujo contexto se encontra inserido, um bom nome, ou seja, respeito, consideração e confiança (Pv 22.1). A fidelidade era a qualidade que Paulo mais exaltava nos seus companheiros de ministérios (1Co 4.17; Ef 6.21; Cl 1.7; 4.9). Por isso confiava tanto neles e os apresentava às igrejas como homens fiéis. O maior patrimônio que um líder pode ter é cercar-se de companheiros fiéis.


1.3. Poderá ter sua esfera de ação ampliada.

Embora o texto de Mateus 25.21 tenha um cunho escatológico, ou seja, refere-se a recompensas futuras, ele pode ser aplicado à vida cristã no momento presente, pois uma vida de fidelidade a Deus pode nos conduzir a novas conquistas. Mateus fala de ser fiel no pouco, ou seja, quando valorizamos as pequenas coisas que Deus nos dá, Ele, aos poucos, amplia essas esferas de ações, seja no campo profissional, social, financeiro ou ministerial. Dentre os muitos exemplos Bíblicos, podemos escolher Davi. Ele cuidava tão fielmente de umas poucas ovelhas de seu pai, a ponto de defende-las de ursos e leões (1Sm 17.34-36). Mesmo que ninguém o estivesse vendo, ele agia com fidelidade. Todavia, o olhar de Deus o acompanhava sua fidelidade e o escolheu para ser o maior rei de Israel de todos os tempos. Ele saiu detrás das ovelhas para ser o rei de Israel (2Sm 7.8).


2. Recompensas espirituais.

O nosso Senhor Jesus Cristo nos abençoou com toda a sorte de bênçãos espirituais (Ef 1.3). Bênçãos que não são passageiras, nem perecíveis. Aprendamos um pouco mais sobre esse favor divino a nosso respeito.


2.1. Experimentará a constante presença do Senhor.

É grande o privilégio de ter o Senhor como companhia constante. O próprio Deus procura pessoas para estarem com Ele (Sl 101.6). Estar na presença de Deus, no sentido de comunhão e intimidade, é a bênção suprema da vida cristã. Deus não retira Sua presença daquele que O serve fielmente. José estava no Egito, longe de sua terra, de seus familiares e de amigos, mas permaneceu fiel. A expressão “O Senhor era com ele” se repete quatro vezes no texto como razão do seu sucesso. Deus estava com ele na casa de Potifar (Gn 39.3), na prisão (Gn 39.21) e no trono (Gn 45.8). A fidelidade, portanto, é uma das bases de sustentação da comunhão com Deus. Se permanecermos fiéis a Ele, também desfrutaremos da Sua gloriosa presença.


2.2. Será socorrido no tempo da angústia.

A experiência do rei Ezequias foi extremamente angustiosa. Acometido por uma enfermidade mortal, Isaias, o maior profeta daqueles dias ainda lhe trouxe uma dura mensagem (2Rs 20.1). O rei, porém teve forças para recorrer a Deus em oração. É importante observar que, durante a sua prece, ele lembrou ao Senhor que O havia servido com fidelidade, sinceridade e feito o que Deus aprova. Todavia, a oração dele não é um apelo baseado em boas obras ou méritos humanos para alcançar o favor divino, mas expressa o reconhecimento de que o Senhor favorece, misericordiosamente, aqueles que O servem com fidelidade e os socorrem. Como afirmava Paulo em Filipenses 1.19, 20, mesmo em face de um julgamento arbitrário, ele tinha certeza de que em nada seria envergonhado e o Senhor lhe daria vitória. A fidelidade no servir a Deus nos dará confiança na Sua proteção, mesmo nas horas mais difíceis.


2.3. Terá a aprovação de Deus quanto ao ministério.

Não sabemos explicar todos os ministérios que envolvem a chamada de uma pessoa para o ministério. O próprio Jesus disse aos discípulos que não foram eles que escolheram Cristo, mas que o Senhor os havia escolhido (Jo 15.16). Entretanto, Paulo diz “que Deus o considerou fiel designando-o para o ministério” (1Tm 1.12). Embora o apóstolo fosse detentor de muitas qualidades admiráveis, ele afirmou que Deus o colocara no ministério porque viu nele um homem fiel. Isso, porém, não significa que todo aquele que for fiel será chamado para o ministério, pois todo servo de Deus precisa ser fiel. Entendemos que a fidelidade é uma virtude imprescindível para aquele que deseja servir ao Senhor em qualquer esfera de ação na igreja. Principalmente em cargos ministeriais (1Co 4.1). Ao dar os último0s conselhos a Timóteo (2Tm 2.2), Paulo aconselha seu filho na fé a apossar-se da revelação divina entregue e a comunicá-la a homens fiéis, que, por sua vez, passariam a outros, e assim sucessivamente até a vinda de Cristo.


3. Recompensas futuras.

A volta de Jesus é iminente. Ele cedo virá e abençoará a cada um conforme suas obras (Ap 22.12). Compreendamos os galardões futuros prometidos à Igreja.


3.1 Receberá a vida eterna no presente.

A expressão “vida eterna”, embora ocorra com muita frequência no Novo Testamento, não é fácil de conceituar, pois não é definida totalmente. Em João 17.3, a vida eterna é descrita no seu aspecto experiencial de conhecer a Deus e ter comunhão com Ele mediante Seu Filho Jesus Cristo. Podemos, então, observar dois aspectos da vida eterna: presente (Jo 3.36; Mt 25.21b) e futuro (Mt 25.46). No seu aspecto presente, a vida eterna é a dádiva que Deus outorga ao homem mediante a regeneração (Tt 3.5), que corresponde às expressões: nascer de novo (Jo 3.3), nascido de Deus (Jo 1.13) e a nova criatura (2Co 5.17). É a ressurreição espiritual (Cl 3.1), que nos permite estar assentados com Cristo nas regiões celestiais (Ef 2.6). Dessa forma, os cristãos já desfrutam, no presente, daquela comunhão que caracterizará a eternidade.


3.2 Receberá a vida eterna no futuro.

Com relação ao futuro, embora haja muitos mistérios como afirma 1 João 3.2 “e não se manifestou ainda o que haveremos de ser”, nem todas as maravilhas da eternidade estão plenamente reveladas. Podemos afirmar que não é simplesmente uma existência sem fim, mas a qualidade de vida mais elevada que existe, porque desfrutaremos da presença de Cristo por toda a eternidade (1Ts 4.17; Mt 25.46).


3.3 Receberá galardões.

A doutrina a respeito dos galardões é para aqueles que perseverarem em servir ao Senhor fielmente (Hb 10.35). O próprio Cristo disse que os distribuiria (Ap 22.12); quão grande privilégio será recebe-los das mãos do Senhor. Dois fatos, porém, de extrema importância precisam ser observados quando falamos de galardões. Primeiro: termos o cuidado para não desenvolvermos uma visão materialista dos galardões, como se fossem “bens” materiais nos lugares celestiais, como mansões, coroas literais, etc. Os galardões referem-se a valores espirituais. Segundo: observar o critério para ser galardoado (2Co 5.10). Será um galardão com base na qualidade do trabalho prestado ao Reino de Deus (1Co 3.13, 14) e não simplesmente na quantidade. A oferta da viúva pobre teve mais valor que as enormes quantias dos ricos. Também será galardoado de acordo com a motivação interna (1Co 4.5). Existem, infelizmente, muitas pessoas fazendo a obra de Deus com motivações impuras; buscam glória para si mesmo, competem umas com as outras, pregam por porfia e inveja (Fp 1.15), outras estão simplesmente interessadas no lucro financeiro (2Co 2.17).


CONCLUSÃO

A fidelidade é uma das virtudes cardeais do cristianismo e precisa acompanhar o cristão em sua jornada neste mundo, pois ela resultará tanto numa vida cristã vitoriosa, bem como na aprovação de Deus no futuro (Mt 25.21).

ESCOLA DOMINICAL - Conteúdo da Lição 13 - Revista da CPAD


A Igreja e a Lei de Deus

29 de Março de 2015


TEXTO ÁUREO

“Anulamos, pois, a lei pela fé? De maneira nenhuma! Antes, estabelecemos a lei” (Rm 3.31).



VERDADE PRÁTICA

O Senhor Jesus definiu de maneira clara a relação entre o Antigo e o Novo Testamento, entre a Lei e o Evangelho.


LEITURA BÍBLICA EM CLASSE



Mateus 5.17-20; Romanos 7.7-12.



Mateus 5

17 — Não cuideis que vim destruir a lei ou os profetas; não vim ab-rogar, mas cumprir.
18 — Porque em verdade vos digo que, até que o céu e a terra passem, nem um jota ou um til se omitirá da lei sem que tudo seja cumprido.
19 — Qualquer, pois, que violar um destes menores mandamentos e assim ensinar aos homens será chamado o menor no Reino dos céus; aquele, porém, que os cumprir e ensinar será chamado grande no Reino dos céus.
20 — Porque vos digo que, se a vossa justiça não exceder a dos escribas e fariseus, de modo nenhum entrareis no Reino dos céus.


Romanos 7

7 — Que diremos, pois? É a lei pecado? De modo nenhum! Mas eu não conheci o pecado senão pela lei; porque eu não conheceria a concupiscência, se a lei não dissesse: Não cobiçarás.
8 — Mas o pecado, tomando ocasião pelo mandamento, despertou em mim toda a concupiscência: porquanto, sem a lei, estava morto o pecado.
9 — E eu, nalgum tempo, vivia sem lei, mas, vindo o mandamento, reviveu o pecado, e eu morri;
10 — e o mandamento que era para vida, achei eu que me era para morte.
11 — Porque o pecado, tomando ocasião pelo mandamento, me enganou e, por ele, me matou.
12 — Assim, a lei é santa; e o mandamento, santo, justo e bom.


INTRODUÇÃO

A “lei de Deus” no presente estudo diz respeito a todo o Pentateuco e não apenas aos Dez Mandamentos, pois o Decálogo é parte da lei. A lei de Moisés não consiste apenas num compêndio religioso, pois trata de profecias, histórias, registros genealógicos e cronológicos, regulamentos, ritos, cerimônias, exortações morais, civis e cerimoniais, sacerdotes, sacrifícios, ofertas, festas e o tabernáculo. Há nela a base e a estrutura social e política do Estado. É inegável a sua contribuição na legislação de todos os povos da terra, daí a sua influência no Estado e na Igreja.


I. O QUE SIGNIFICA “CUMPRIR A LEI”?



1. Completar a revelação.

Jesus disse que veio cumprir a lei e os profetas (5.17). O que significa isso? O verbo grego para “cumprir” é pleroo e significa “cumprir, completar, encher”. Devemos recordar o sentido de torah, estudado na lição 1, como instrução revelada no Sinai. Ao longo do trimestre, vimos os aspectos teológico e ético do Decálogo. O Antigo Testamento contém instrução e doutrina sobre Deus, o mundo e a salvação, mas sua revelação é parcial. A manifestação do Filho de Deus tornou explícito o que antes estava implícito, e assim o Senhor completou a revelação (Hb 1.1,2).


2. Cumprimento das profecias.
Jesus iniciou o seu ministério terreno dizendo: “o tempo está cumprido” (Mc 1.14,15). Diversas vezes encontramos no Novo Testamento, a declaração como: “Isso aconteceu para que se cumprisse a Escritura” (Jo 19.36), ou fraseologia similar, principalmente no Evangelho de Mateus (Mt 1.22; 2.17,19; 4.14) dentre outras citações. As profecias se cumpriram em Cristo.


3. O centro das Escrituras.
A provisão do Antigo Testamento sobre a obra redentora de Deus em Cristo é rica em detalhes. Os escritores do Novo Testamento reconhecem a presença de Cristo na história da redenção. O Espírito Santo conduziu a Revelação na vida do povo israelita de tal maneira que os apóstolos puderam observar cada pormenor na vida e no ministério terreno do Senhor Jesus Cristo. A ideia cristológica está completamente embutida na lei e nos profetas. Todo o pensamento bíblico gira em torno de Jesus (Rm 1.2; 10.4). Todo o Antigo Testamento converge para o Senhor Jesus; Ele mesmo reconhecia isso (Lc 24.44).


II. O SENHOR JESUS VIVEU A LEI



1. Preceitos cerimoniais.
Veja a explicação dos preceitos cerimoniais, civis e morais na lição 2 e seu cumprimento na vida e na obra de Cristo. O Senhor Jesus cumpriu o sistema cerimonial da lei na sua morte (Mt 27.50,51; Lc 24.46). As instituições de Israel com suas festas, os holocaustos e os diversos tipos de sacrifícios da lei de Moisés eram tipos e figuras que se cumpriram em Cristo (Hb 5.4,5; 1Co 5.7). Assim, as cerimônias cessaram, mas o significado foi confirmado (Cl 2.17).


2. Preceitos civis.
Lutero dizia que a função civil da lei ainda continua para manter a ordem e o bem-estar da sociedade. Segundo Martyn Lloyd-Jones, Jesus cumpriu também o sistema jurídico da lei. Com sua morte, Ele transferiu os privilégios de Israel para a Igreja (Êx 10.6,7; 1Pe 2.9,10). Jesus disse às autoridades judaicas que “o Reino de Deus vos será tirado e será dado a uma nação que dê os seus frutos” (Mt 21.43). Com isso, Israel deixou de ser um Estado Teocrático. A Igreja é a plataforma de Deus na Terra para anunciar a verdade (1Tm 3.15).


3. Preceitos morais.
Os Dez Mandamentos são representados pelos dois grandes mandamentos: amar a Deus acima de todas as coisas e ao próximo como a nós mesmos (Mc 12.28-33). Na verdade, toda a lei e os profetas nisso se resumem (Mt 22.40). Trata-se de uma combinação de duas passagens da lei (Dt 6.4,5; Lv 19.18). São preceitos que foram resgatados na Nova Aliança e adaptados à graça, de modo que a Igreja segue a lei de Cristo, a lei do amor, e não o sistema mosaico (Rm 6.14; 13.9,10; Gl 5.18). O Senhor Jesus cumpriu todos esses mandamentos durante a sua vida terrena.


III. A LEI NÃO PODE SER REVOGADA



1. Jesus revela seu pensamento sobre a lei.
Talvez o discurso de Jesus sobre as bem-aventuranças tivesse deixado dúvida sobre a posição de Cristo a respeito da lei e dos profetas. Ele não era um reacionário; nasceu conforme a lei e viveu de acordo com ela (Lc 2.21-24; 4.15,16; Gl 4.4). Jesus falou de maneira direta que não veio revogar a lei e nem os profetas, mas veio para os cumprir (Mt 5.17). Havia chegado o momento de esclarecer seu pensamento sobre a lei.


2. “Até que o céu e a terra passem”. 
Jesus disse que “até que o céu e a terra passem, nem um jota ou um til se omitirá da lei sem que tudo seja cumprido” (Mt 5.18). O jota é a menor letra do alfabeto hebraico; ocupa a metade da linha na escrita, é a décima letra e se chama iode. O til é um sinal diacrítico para distinguir uma letra da outra. Nenhuma parte da lei passará, nenhuma letra ou parte dela ficará em desuso até que tudo se cumpra. Como disse o pastor John Stott, “a lei tem a duração do universo”.


3. O menor mandamento (Mt 5.19).
Há muita discussão sobre esta questão. Uns acham que Jesus se referia ao jota e ao til; outros, aos preceitos cerimoniais. Havia longos debates entre os rabinos da época sobre os mandamentos mais leves e mais pesados. Eles consideravam mandamento leve não tomar a mãe com os filhotes num ninho (Dt 22.6). Parece existir, sim, na lei, mandamento de maior ou de menor significância (Mt 23.23). Porém, não é disso que Jesus está falando aqui, pois o enfoque é sobre o anular a autoridade da lei e ensinar que ela pode ser ignorada. O verbo grego é lyo, cuja ideia básica é “desatar, desamarrar, soltar”, empregado mais adiante para “anular” (Jo 10.35).


IV. A LEI E O EVANGELHO



1. O papel da lei.
Ninguém é justificado pelas obras da lei (Gl 2.16). A função dela não é salvar, mas nos conduzir a Cristo (Gl 3.11,24). Ela veio para revelar e condenar o pecado (Rm 3.20; 7.7). Deve o cristão anular a lei? A resposta paulina é: “De maneira nenhuma! Antes, estabelecemos a lei” (Rm 3.31). O que isso significa? Que a fé cristã não é antinomianista, do grego anti “contra”;nomos, “lei”. Isso diz respeito aos que erroneamente pregavam que a graça dispensa a obediência. O apóstolo refutou tal ideia a vida inteira (Gl 5.13).


2. Jesus e Moisés estão do mesmo lado.
O termo “lei” na língua hebraica é torá, e isso já foi estudado na lição 1. Ali aprendemos também que esta palavra vem de um verbo que significa “instruir, ensinar”. Por essa razão, a palavra “lei”, às vezes, refere-se às Escrituras Sagradas (1Co 14.21). Esse parece ser o sentido aqui, pois o apóstolo Paulo estava falando do Antigo Testamento (Rm 3.19). Porém, a possibilidade de uma aplicação ao Pentateuco não é descartada, nesse caso, pois a frase “antes, estabelecemos a lei” (Rm 3.31b) não significa servidão ao sistema mosaico, mas que a fé confirma a lei, visto que o Evangelho justifica aqueles a quem a lei condena (Rm 8.4; 13.10).


3. A justiça dos fariseus.
Jesus não está desafiando os seus discípulos a seguirem os escrúpulos legalistas dos escribas e fariseus quando afirma: “se a vossa justiça não exceder a dos escribas e fariseus, de modo nenhum entrareis no Reino dos céus” (Mt 5.20). Antes, ensina que a vida no Espírito requer comunhão com Deus de maneira abundante e profunda, e assim sendo, nenhum dos rabis a experimentou (Rm 8.8-11).


CONCLUSÃO

Encerramos o trimestre conscientes de que Jesus não revogou a lei, mas a cumpriu. Aprendemos também que não há discrepância entre Jesus e Moisés e que a lei permanece até a consumação dos séculos, pois a fé cristã não é antinomianista e muitos preceitos do sistema mosaico reaparecem no Novo Testamento, mas adaptados à graça, pois fomos libertos da lei (Rm 3.28; Gl 5.1).